Definir coisas abstratas, como os sentimentos, é sempre muito difícil, pois cada pessoa sente, pensa e imagina de forma individual e particular. Talvez o amor seja, dentre todos os sentimentos, o que tenha maiores diferenças de interpretação entre as pessoas.
A minha opinião sobre o amor é conhecida para quem acompanha o que escrevo aqui no blog. Exceto o amor que chamamos de incondicional, entre parentes, acredito que o amor é algo único, que não se
repete e que não se acaba.
Portanto, quando alguém diz que o amor acabou, na minha singela opinião é porque
ele nunca existiu.
Contudo, aceito e respeito a opinião e a forma de enxergar da maioria das pessoas, que acreditam no final de um amor, no começo de outro e assim por diante.
Mas, particularmente, não gosto de ouvir a frase tão comum: - “ O Amor é
cego”, sempre que algum relacionamento termina, ou quando outras pessoas se referem à relacionamentos que, segundo elas, está fadado a não dar certo.
Pobre amor, acusado de causar sofrimento por não ter a simples capacidade de enxergar.
Oras, é claro que o amor é cego! Ele não tem olhos!
Como ele, que é controlado por nós pode ser julgado de forma tão
cruel, como se pudesse falar e avisar o que está acontecendo de errado.
Mas além de não
ter olhos, ele não tem boca, então como comunicar a quem o sente que ele
deveria se afastar, mudar, abrir os olhos e não apenas literalmente.
Mas ele não pode, e no final, quando não há mais salvação, o
pobre amor ainda é tachado de burro.
Cego, mudo e burro... E certamente também
é surdo, pois nele não há orelhas. Já em alguns dos humanos elas são grandes demais, não literalmente, infelizmente.

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