terça-feira, 7 de abril de 2015

O Amor é Cego. É claro, ele não tem olhos!



Definir coisas abstratas, como os sentimentos, é sempre muito difícil, pois cada pessoa sente, pensa e imagina de forma individual e particular. Talvez o amor seja, dentre todos os sentimentos, o que tenha maiores diferenças de interpretação entre as pessoas.

A minha opinião sobre o amor é conhecida para quem acompanha o que escrevo aqui no blog. Exceto o amor que chamamos de incondicional, entre parentes, acredito que o amor é algo único, que não se repete e que não se acaba. 

Portanto, quando alguém diz que o amor acabou, na minha singela opinião é porque ele nunca existiu.

Contudo, aceito e respeito a opinião e a forma de enxergar da maioria das pessoas, que acreditam no final de um amor, no começo de outro e assim por diante.

Mas, particularmente, não gosto de ouvir a frase tão comum: -  “ O Amor é cego”, sempre que algum relacionamento termina, ou quando outras pessoas se referem à relacionamentos que, segundo elas, está fadado a não dar certo.

Pobre amor, acusado de causar sofrimento por não ter a simples capacidade de enxergar.

Oras, é claro que o amor é cego! Ele não tem olhos! 

Como ele, que é controlado por nós pode ser julgado de forma tão cruel, como se pudesse falar e avisar o que está acontecendo de errado.

Mas além de não ter olhos, ele não tem boca, então como comunicar a quem o sente que ele deveria se afastar, mudar, abrir os olhos e não apenas literalmente. 

Mas ele não pode, e no final, quando não há mais salvação, o pobre amor ainda é tachado de burro.

Cego, mudo e burro... E certamente também é surdo, pois nele não há orelhas. Já em alguns dos humanos elas são grandes demais, não literalmente, infelizmente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...