segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Terceira Idade


É bastante difícil definir quando começa a terceira idade, pois de certa forma essa definição está dentro de cada um.

No nosso país, de acordo com a idade de aposentadoria, vamos pensar que a terceira idade chega aos 65 anos para os homens, ou 60 para as mulheres.

O que mais me chama a atenção, positivamente, é que cada vez mais podemos perceber que pessoas da chamada terceira idade, entendem que isso é apenas um rótulo, que na verdade independente da idade são pessoas como todas as outras, que podem até ter alguma limitação para tarefas que exijam maior força ou energia, mas que em compensação possuem muito mais experiência e conhecimento do que os jovens, conhecem os atalhos da vida e com sua sabedoria podem fazer muito mais do que algumas pessoas podem imaginar.

Outro fato positivo é que no Brasil a expectativa de vida vem subindo, em 2015, segundo o IBGE, foi de 75,2 anos, em 2019 76,6 anos. mas mesmo assim, ainda longe da expectativa dos japoneses, que é de 83,7 anos.

Contudo, mais importante do que viver mais, é viver bem e neste aspecto ainda estamos longe do que deveria acontecer e acontece nos países do primeiro mundo.

Infelizmente os nossos aposentados pela idade, depois de serviços prestados à sociedade e ao país, ainda tem que se contentar em viver para comprar medicamentos e esperar em filas dos hospitais públicos. Enquanto vemos em nossas praias e cidades históricas vários aposentados europeus, 
americanos, entre outros, aproveitando essa fase da vida para conhecer lugares, desfrutar bons momentos e encher a bagagem da vida de situações que por ventura não tenham conseguido conquistar enquanto trabalhavam.

E a minha visão do futuro, com os políticos e leis que temos hoje,  não é de melhora e sim tendente a piorar, fazer com que as pessoas tenham que trabalhar mais para poder se aposentar e portanto tenham ainda menos tempo para desfrutar, enquanto alguns poucos podem aproveitar a vida desde o berço, sem se preocupar em chegar a terceira idade para isso.

Lembremos todos, tanto os que ainda estão chegando na maturidade, ou na juventude, que o maior desejo que teremos em breve, será chegarmos à terceira idade e termos dignidade para continuar tendo vontade de viver e chegar cada vez mais longe, podendo viajar, ir ao cinema, restaurantes, comprar livros para uma boa leitura, entre tantas outras coisas, além, claro, de ter o direito do bom atendimento em hospitais. Só que para isso, temos que aprender a respeitar os que já chegaram nessa fase e lutar para que eles tenham cada vez mais qualidade de vida. Senão, não teremos o direito de reclamar das condições que herdaremos no futuro.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Ser Mãe


Uma nova vida que transforma a vida em nova.
A descoberta do real significado da palavra "Amor".
Uma energia que antes desgastada agora se renova;
Para com alegria e gratidão suportar tudo, até mesmo a dor.

Faz com que seja descoberta uma força até então desconhecida;
Que a transforma em uma brava e temida guerreira;
Para enfrentar novamente os dias de uma vida antes perdida;
Seja ela uma senhora casada ou até mesmo uma menina solteira.

Um novo e imutável espaço agora faz parte do pensamento;
E mesmo com toda felicidade e cuidado existe sempre uma preocupação;
Pois aquele pequeno ser e mesmo quando crescer está presente a todo momento;
Afinal ele não mora só na sua casa mas também no seu coração.

Não adianta tentar explicar a nem mesmo entender;
A única maneira de saber está no sentir;
Ser mãe é eterno, não importa o quanto o filho vai crescer;
E sendo eterno, o sentimento continua, mesmo depois do filho partir.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A Cadeia da Superstição

 


Podemos definir superstição como sendo a crença ou noção sem base na razão ou no conhecimento, que leva o sujeito a criar falsas obrigações, a temer coisas inócuas ou depositar confiança em coisas absurdas.

E isso nem seria um grande problema, se não acabasse criando em algumas pessoas “travas” que as impedem de fazer algumas coisas por simplesmente temer aquilo que, apesar de desconhecer, acreditam piamente.

Quando isso acontece, as pessoas ficam literalmente presas às suas superstições. Deixam de sair de casa, de fazer alguma coisa, de terminar algo que começaram, por acreditar que se “quebrarem” aquela crença algo dará muito errado.

Podemos colocar dois exemplos simples de crença popular, ou superstição que são conhecidos. O dito que cruzar com um gato preto da azar. Quem realmente acredita nisso, ao avistar um felino à frente, ou da meia volta, ou atravessa a rua, ou muda o seu caminho, como se fosse um ladrão armado que tivesse à frente. O efeito é o atraso, o medo, a desconfiança e se não conseguir desviar por alguma razão, o desespero por acreditar que para frente tudo vai dar errado.

Outro exemplo é o que se quebrar um espelho terá 7 anos de azar. Quando isso acontece e a pessoa acredita, é um inferno. Inconscientemente a pessoa acaba deixando de lado toda e qualquer esperança e se entrega a esta crença de azar e tristeza e definha em suas atitudes e proatividade. E o pior é que essa crença acaba sendo tão forte, que nada mesmo dá certo, mas não por causa do espelho e sim porque a própria pessoa acaba fazendo com que as coisas não aconteçam.

Por fim, a superstição é, por vezes, mãe de alguns TOCs, pois as pessoas acabam por não conseguir agir sem antes esperar algo acontecer, ou não acontecer e ficam a mercê do exterior para que seus compromissos ou atividades sejam executados.

Lembrem-se, o importante é acreditar em si mesmo, ter fé no seu potencial e não desistir dos objetivos, fazendo das conquistas a sua maior superstição...


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Liberdade


A palavra liberdade pode ter infinitas interpretações, pois tem conotação exclusiva e individual para pessoas e momentos.

Um preso que tem sua pena terminada e vai voltar às ruas, uma vítima de sequestro que é libertada, uma pessoa que se define como “livre” quando termina um relacionamento, uma pessoa que sai de um avião depois de 12 horas de voo, alguém que chega ao topo de uma montanha e abre seus braços para sentir o prazer de estar lá e se sente livre de tudo, um motorista que consegue escapar da marginal e encontra o trajeto bom até chegar em casa...

Enfim, são muitas as formas de sentir a liberdade. Mas será que essa liberdade realmente é sempre boa? Será que sempre sabemos o que fazer quando conseguimos essa liberdade pela qual tanto lutamos?

Quando não tomamos cuidado, a sensação de liberdade normalmente nos leva a tomar decisões precipitadas, impensadas e que podem gerar sofrimento ou decepção posterior.

Uma pessoa, por exemplo, que sai de um relacionamento complicado, longo e que teve um final triste, que gerou desavença e criou confusão mental pode acabar se sentindo livre, mas na verdade pode estar presa dentro de um conceito de liberdade que a faz na verdade agir para tentar mostrar ao outro que está bem, feliz, “numa boa” e então faz tudo o que na verdade não queria fazer. Tenta se sentir livre, mas quando acorda para a realidade percebe que estava vivendo em um filme ruim que ela mesma criou e dirigiu muito mal.

O mesmo pode acontecer quando alguém é demitido do emprego do qual tanto reclamava, mas que tanto faz falta para a continuidade da rotina financeira. Até para justificar as reclamações constantes, se diz feliz, livre e brada sua tranquilidade. Esse, normalmente acaba por usar o dinheiro que ganha da rescisão, mais o fundo de garantia, para comprar coisas que não precisa, comer fora como não devia e depois que o seguro desemprego acaba, se não consegue uma nova colocação, aquele arrependimento inevitável aparece e aí a liberdade vira outra prisão, pois o indivíduo tem todo o tempo do mundo e ao mesmo tempo não tem nada.

Isso sem falar nos que saem da prisão depois de algum tempo (normalmente não o suficiente) e logo nos primeiros dias já não sabem o que fazer com a liberdade e acabam buscando a vida de roubos e crimes de novo... Mas talvez isso não seja culpa apenas da liberdade...

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Pais Separados, Filhos Compartilhados


Casamentos acabam, namoros acabam, relacionamentos em geral acabam, outros sequer começam, mas em comum todos podem trazer ao mundo uma nova pessoa.

“Foi o dia mais feliz da minha vida!”, “Foi um descuido”, “Não foi planejado, mas será muito bem vindo!”, “Ou tira ou eu caio fora!”. São muitas as reações possíveis quando um casal descobre que vai ter um filho. Juras de amor eterno, acusações, comprometimento para dar à criança o melhor possível e até a fuga, o fim de um relacionamento.

Mas uma coisa é certa, a criança não tem culpa nenhuma sobre a situação dos pais, quer seja uma situação positiva, quer seja negativa.

Como as variáveis são muitas, vou exemplificar o meu ponto de vista em um filho de um casal que no momento da gravidez estava casado, feliz e para o qual a chegada da criança foi uma dádiva. Mas, em algum momento, em alguma circunstância, o casamento desandou e o fim chegou. Pai para um lado, mãe para o outro e a criança no meio dos dois.

Quando isso acontece, normalmente é feito um acordo no qual a mãe fica com a criança e os fins de semana são revezados entre pai e mãe. Mas esse modelo nem de longe é o mais correto e saudável para a criança, que, em tese, estava acostumada à presença dos pais todos os dias.

O Mais correto é que tanto o pai quanto a mãe tenham a liberdade de estar com os filhos nos momentos em que puderem e que acharem importante, como por exemplo buscar ou levar o filho na escola em uma quarta-feira. Levar para tomar um lanche ou ir no cinema em uma tarde de terça-feira ou até mesmo levar para um churrasco em família em um domingo seguinte a outro fim de semana que estavam juntos. A separação dos pais não pode virar uma disputa pelos filhos, pelo amor dos filhos, pela atenção dos filhos e muito menos um jogo para tentar denegrir a imagem do pai ou da mãe afastados no momento.

Por mais dolorosa que tenha sido a separação, por maior que forem os erros cometidos, nunca a criança pode ser usada como arma ou escudo para atacar ou defender um dos membros do casal. Senão, todo aquele “amor” colocado na foto publicada no Instagram não vai passar de uma apelação baixa para tentar atingir o outro além de massagear com as mãos erradas o próprio ego...

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...