segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Pais Separados, Filhos Compartilhados


Casamentos acabam, namoros acabam, relacionamentos em geral acabam, outros sequer começam, mas em comum todos podem trazer ao mundo uma nova pessoa.

“Foi o dia mais feliz da minha vida!”, “Foi um descuido”, “Não foi planejado, mas será muito bem vindo!”, “Ou tira ou eu caio fora!”. São muitas as reações possíveis quando um casal descobre que vai ter um filho. Juras de amor eterno, acusações, comprometimento para dar à criança o melhor possível e até a fuga, o fim de um relacionamento.

Mas uma coisa é certa, a criança não tem culpa nenhuma sobre a situação dos pais, quer seja uma situação positiva, quer seja negativa.

Como as variáveis são muitas, vou exemplificar o meu ponto de vista em um filho de um casal que no momento da gravidez estava casado, feliz e para o qual a chegada da criança foi uma dádiva. Mas, em algum momento, em alguma circunstância, o casamento desandou e o fim chegou. Pai para um lado, mãe para o outro e a criança no meio dos dois.

Quando isso acontece, normalmente é feito um acordo no qual a mãe fica com a criança e os fins de semana são revezados entre pai e mãe. Mas esse modelo nem de longe é o mais correto e saudável para a criança, que, em tese, estava acostumada à presença dos pais todos os dias.

O Mais correto é que tanto o pai quanto a mãe tenham a liberdade de estar com os filhos nos momentos em que puderem e que acharem importante, como por exemplo buscar ou levar o filho na escola em uma quarta-feira. Levar para tomar um lanche ou ir no cinema em uma tarde de terça-feira ou até mesmo levar para um churrasco em família em um domingo seguinte a outro fim de semana que estavam juntos. A separação dos pais não pode virar uma disputa pelos filhos, pelo amor dos filhos, pela atenção dos filhos e muito menos um jogo para tentar denegrir a imagem do pai ou da mãe afastados no momento.

Por mais dolorosa que tenha sido a separação, por maior que forem os erros cometidos, nunca a criança pode ser usada como arma ou escudo para atacar ou defender um dos membros do casal. Senão, todo aquele “amor” colocado na foto publicada no Instagram não vai passar de uma apelação baixa para tentar atingir o outro além de massagear com as mãos erradas o próprio ego...

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