segunda-feira, 28 de maio de 2018

Friendzone


Encontrar a famosa "Alma Gêmea" é uma tarefa difícil, ainda mais nos dias de hoje, onde depois de um certo tempo as pessoas acabam descobrindo que aquela alma nem era tão gêmea assim...

Mas encontrar uma pessoa em quem possa confiar, que vai te acolher com um abraço, te confortar, te fazer sorrir nos momentos mais difíceis, querer você por perto, independente do que você tem para oferecer, isso é mais difícil ainda e isso se chama amizade.

Em alguns casos, amigos se importam tanto com os outros que acabam criando um tipo de paixão platônica e a amizade começa a ser um fardo, começa a virar uma dificuldade ao invés de gratidão e aí as coisas se complicam.

Ouvir a outra pessoa chorar por causa de um relacionamento que vai mal, ou até mesmo compartilhar momentos de felicidade originados pela pessoa que está com ela começam a ser pequenas torturas e fingir que compartilha da mesma alegria passa a ser falsidade ao invés de amizade.

Não que o apreço ou o carinho tenham diminuído ou mesmo mudado, mas existe um sentimento diferente envolvido, que pode ser a raiva pela pessoa que faz o amigo sofrer e mesmo assim tem o que o apaixonado não pode ter, ou a inveja por não ser o responsável pela felicidade que seu alvo de paixão está sentindo.

Claro que é muito difícil entender essa situação de uma maneira prática e mais racional, mas uma amizade vale muito mais do que uma paixão. Quando as pessoas percebem que existem infinitamente mais amizades duradouras do que relacionamentos, começam a perceber que tentar forçar uma paixão pode colocar em risco um sentimento muito maior e mais valioso. Portanto, se você tem uma amizade que pode chamar de verdadeira, não deixe os sentimentos se misturarem, porque se o relacionamento não der certo, você não vai perder apenas a sua paixão, mas vai perder o que há de mais raro entre as pessoas, a amizade.


segunda-feira, 21 de maio de 2018

Stress Pós-Traumático


O stress pós-traumático, também conhecido como TEPT é o distúrbio de ansiedade que pode ser notado através de alguns sinais e também sintomas tanto físicos como psíquicos e emocionais.

Normalmente acontece quando o indivíduo foi vítima ou testemunha de violência ou de situações chamadas traumáticas que representaram ameaça à sua integridade ou até mesmo sua vida, a de pessoas queridas e dependendo do grau até mesmo atitudes violentas contra desconhecidos. 
Quando o sujeito se recorda das situações, sem conseguir controlar, revive os acontecimentos como se tudo estivesse se repetindo naquele exato instante e com as mesmas sensações de dor ou sofrimento que vivenciou no episódio real. Essa lembrança acaba por causar alterações neurofisiológicas e mentais. E quando falamos em violência, não se tratam apenas de agressões físicas. É fundamental esclarecer que agressões psicológicas, como ameaças, humilhações e bullying também podem causar consequências geradoras do stress. 
E ao lembrar das situações, o indivíduo acaba imaginando as mesmas vozes, as risadas e constrangimento mesmo se estiver na solidão e silêncio do seu quarto. Alguns estudos indicam que a infância e a adolescência são os períodos em que a ocorrência dos fatos são mais relevantes para a formação do trauma e consequente criação do stress pós-traumático. Nesse caso enquadram-se os inúmeros casos de violência e abuso doméstico, que juntam a dor física com as ameaças emocionais. É possível perceber o problema através de alguns sintomas e sinais, como pesadelos frequentes sobre o mesmo tema, queixa sobre lembranças da situação frequente, mudança de comportamento para evitar situações ou lugares que trazem a de volta os sentimentos ruins experimentados e etc. As pessoas afetadas acabam se distanciando de pessoas e atividades, podem adquirir a síndrome do pânico e normalmente vão sempre esperar o pior de tudo e de todos. Quando o stress é percebido, o trabalho de recuperação e cura precisa ser iniciado rapidamente. O mais importante é chegar ao episódio de violência ou atentado à integridade. 
A terapia comportamental é uma das ferramentas mais recomendadas para o tratamento, através dela é possível ir direto ao ponto causador e trabalhar o entendimento, aceitação e coragem para entender que o mesmo fato está se repetindo apenas internamente e que pode não se repetir na vida real.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Faça a sua Parte


Já falamos aqui no blog, algumas vezes, sobre expectativas. Como elas podem ser perigosas, e em certas ocasiões podem até ajudar, mas com menor frequência.

Um dos grandes problemas da expectativa é que a condição para que ela exista é o comportamento de outra pessoa, ou até mesmo a condição do tempo e outros fatores externos, mas nunca depende apenas de nós mesmos.

Por isso ela é tão carregada de frustração quando as coisas pelas quais criamos tanta expectativa não dão certo.

Afinal, é muito mais fácil lidar com os nossos erros, do que tentar entender porque o outro não age da forma que esperamos.

Precisamos sempre trabalhar para não criar muitas expectativas, e isso é possível, já a frustração é como o arrependimento, inevitável, incontrolável. Para amenizar esses sentimentos negativos, precisamos pensar e agir de uma maneira bem simples, ou seja, fazendo a nossa parte, dando o nosso melhor.

Seja em um relacionamento, seja em uma partida de qualquer esporte, seja no trabalho ou com a família. Precisamos sempre fazer aquilo que achamos certo, que temos vontade, sem medo de errar e nem de exagerar. E, claro, sem que nossa parte não vá causar mal ou feridas em outras pessoas propositadamente.

Ao fazermos nossa parte, já estamos dando um enorme passo em direção à aceitação de alguma coisa que eventualmente não saia perfeita. Ao fazer a nossa parte, a consciência fica tranquila, mesmo que o resultado do todo não seja atingido. Ao fazer nossa parte, podemos dormir tranquilos, mesmo se depois descobrirmos que as outras pessoas acabaram deixando de lado a parte delas. Isso acontece porque ao fazer a nossa parte, criamos a noção de que não é possível carregar todo o mundo e todas as pessoas em nossas costas e podemos nos sentir aliviados, pelo menos internamente, se as outras pessoas continuarem achando que a parte delas também é nossa.

Faça a sua parte, o que lhe cabe e aprenda a ser feliz com aquilo que possui. Sonhar é bom, mas viver em sonhos sem atitudes não vai te levar a lugar nenhum.

Boa semana para todos nós!

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Meritocracia


Poder ao mérito. Muito bonito quando dito, muito complicado colocar em prática.


Em tese, a meritocracia, que é o modelo de hierarquização e premiação baseado nos méritos pessoais de cada indivíduo deveria ser o método a ser seguido em todos os âmbitos, mas os seres humanos são incapazes, por si, de permitir que apenas o esforço e competência sejam premiados na vida, nas empresas, na política, nos esportes e em tudo mais que possa existir, e que tenha uma pessoa como líder.

Falar em meritocracia em um país lotado de preconceitos, machismo, desigualdade social que vem do berço e uma falta de respeito cada vez maior, se torna praticamente impossível.

Como sempre escrevo aqui, claro que existem exceções, mas que infelizmente são as poucas pessoas, empresas entre outros lugares que podem se dar ao luxo de dizer que tratam todos como pessoas e pronto, sem se preocupar com cor, religião, orientação sexual, condição social e etc.

No geral, uma empresa que contrata mulheres por achar que pode pagar menos, não vai dar ao homem a chance de mostrar seu mérito, sua qualidade por aquela vaga. Aqueles que não contratam mulheres por causa da licença maternidade, não dão a elas a chance de mostrar suas habilidades e qualidades. Aqueles que só contratam as mulheres que se enquadram no seu padrão de beleza, não buscam com a contratação chegar ao sucesso e sim uma chance para demonstrar seu poder, normalmente da pior forma possível.

E mesmo as empresas com processo seletivo justo e que buscam resultado, chegam a uma meritocracia difusa, pois os candidatos não chegaram ao mesmo patamar de forma justa, pois em nosso pais a educação é artigo de luxo. Bons colégios custam caro e faculdade gratuitas são de difícil acesso, enquanto escolas publicas convivem com o descaso e geram alunos despreparados que pagam faculdades ruins para ter um diploma que dá a ilusão de um melhor emprego e condição.

Claro que o esforço, a dedicação e a educação que vem de casa podem equiparar um pouco a situação, mas isso é tão difícil, que eu diria não chegar a 1% dos jovens que acreditam que podem mais e correm atrás do seu sonho mesmo com tanta defasagem originada pela vida.

Eu sou altamente favorável à meritocracia, mas por enquanto na Noruega, na Suécia, na Islândia e mais um ou outro lugar no primeiro mundo. Aqui, ainda é preciso evoluir muito para que possamos nos preocupar apenas com os méritos pessoais.

Que fique claro que também não sou favorável ao assistencialismo barato que busca apenas compra de votos para perpetuação no poder e consequente roubalheira infinita. Meu sonho é de um País em que professores sejam valorizados e exista em cada família pelo menos um verdadeiro educador. Assim podemos um dia, quem sabe, poder tratar todo ser humano apenas como pessoa. 

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...