segunda-feira, 7 de maio de 2018
Meritocracia
Poder ao mérito. Muito bonito quando dito, muito complicado colocar em prática.
Em tese, a meritocracia, que é o modelo de hierarquização e premiação baseado nos méritos pessoais de cada indivíduo deveria ser o método a ser seguido em todos os âmbitos, mas os seres humanos são incapazes, por si, de permitir que apenas o esforço e competência sejam premiados na vida, nas empresas, na política, nos esportes e em tudo mais que possa existir, e que tenha uma pessoa como líder.
Falar em meritocracia em um país lotado de preconceitos, machismo, desigualdade social que vem do berço e uma falta de respeito cada vez maior, se torna praticamente impossível.
Como sempre escrevo aqui, claro que existem exceções, mas que infelizmente são as poucas pessoas, empresas entre outros lugares que podem se dar ao luxo de dizer que tratam todos como pessoas e pronto, sem se preocupar com cor, religião, orientação sexual, condição social e etc.
No geral, uma empresa que contrata mulheres por achar que pode pagar menos, não vai dar ao homem a chance de mostrar seu mérito, sua qualidade por aquela vaga. Aqueles que não contratam mulheres por causa da licença maternidade, não dão a elas a chance de mostrar suas habilidades e qualidades. Aqueles que só contratam as mulheres que se enquadram no seu padrão de beleza, não buscam com a contratação chegar ao sucesso e sim uma chance para demonstrar seu poder, normalmente da pior forma possível.
E mesmo as empresas com processo seletivo justo e que buscam resultado, chegam a uma meritocracia difusa, pois os candidatos não chegaram ao mesmo patamar de forma justa, pois em nosso pais a educação é artigo de luxo. Bons colégios custam caro e faculdade gratuitas são de difícil acesso, enquanto escolas publicas convivem com o descaso e geram alunos despreparados que pagam faculdades ruins para ter um diploma que dá a ilusão de um melhor emprego e condição.
Claro que o esforço, a dedicação e a educação que vem de casa podem equiparar um pouco a situação, mas isso é tão difícil, que eu diria não chegar a 1% dos jovens que acreditam que podem mais e correm atrás do seu sonho mesmo com tanta defasagem originada pela vida.
Eu sou altamente favorável à meritocracia, mas por enquanto na Noruega, na Suécia, na Islândia e mais um ou outro lugar no primeiro mundo. Aqui, ainda é preciso evoluir muito para que possamos nos preocupar apenas com os méritos pessoais.
Que fique claro que também não sou favorável ao assistencialismo barato que busca apenas compra de votos para perpetuação no poder e consequente roubalheira infinita. Meu sonho é de um País em que professores sejam valorizados e exista em cada família pelo menos um verdadeiro educador. Assim podemos um dia, quem sabe, poder tratar todo ser humano apenas como pessoa.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Síndrome de Stendhal
A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...
-
Talvez você nunca tenha ouvido falar da Doença de Urbach-Wiethe, mas além de rara, é uma doença extremamente perigosa. Ela não mata por si ...
-
Eu acho época de eleição muito chata, ainda mais para um cara chato como eu... Mas o que mais me irrita são os militantes partidários e aq...
-
Em virtude da enorme criminalidade e da falta de segurança, muito se critica o desarmamento no nosso país. Combinando o armamento pesado dos...

Nenhum comentário:
Postar um comentário