segunda-feira, 30 de julho de 2018

Borderline



Borderline é um transtorno mental grave caracterizado por um padrão de instabilidade contínua no humor, que afeta o comportamento, a autoimagem e o correto funcionamento da razão.

Na maioria dos casos de borderline, notamos instabilidade emocional e problemas de autoestima, que causam sensação de inutilidade, insegurança, impulsividade e, consequentemente, dificuldade nas relações com outras pessoas.

O indivíduo com Síndrome de Borderline pode experimentar momentos intensos de raiva, depressão e ansiedade, que podem durar apenas algumas horas ou até alguns dias.

Comumente, pacientes com Borderline apresentam sintomas de outros transtornos mentais, como distúrbios de humor, transtornos de ansiedade e até mesmo problemas relacionados à alimentação. Além disso, há casos de hipocondria, automutilação e, consequentemente, comportamentos suicidas. O mais grave, contudo, é que os indivíduos podem alternar momentos de estabilidade com violentos surtos psicóticos em questão de minutos, manifestando comportamentos descontrolados.

Pela dificuldade de entendimento, a Síndrome de Borderline é muitas vezes mal diagnosticada ou ignorada. Psicólogos e psiquiatras podem diagnosticar o transtorno com base em uma anamnese detalhada e exames médicos completos, além da ajuda da família, que pode fornecer um histórico de casos e similaridades dentro do núcleo familiar. A análise clínica pode identificar ou descartar outras possíveis doenças e transtornos que, como já dissemos, podem aparecer em conjunto com o borderline.

Contudo, é fundamental entender que não é um momento de nervosismo ou uma atitude carregada de raiva que vai definir a pessoa como sendo portadora do transtorno. Os sintomas são observados pela frequência e, principalmente, pela instabilidade.

Estudos e pesquisas apontam que a probabilidade de ser um borderline é até cinco vezes maior se houver um caso na família. Por isso, a necessidade de informação.

Portanto, se você acha que se enquadra como um possível portador do transtorno ou conhece alguém próximo com os sintomas, não hesite em procurar ajuda o mais rápido possível!

Afinal, é melhor ter a certeza com um tratamento do que aumentar a ansiedade com a dúvida.

Boa semana!


segunda-feira, 23 de julho de 2018

Retrospectiva


Por vezes, nos pegamos com uma sensação estranha, com os olhos abertos, olhando para o nada e sem conseguir necessariamente definir no que estávamos pensando.

Talvez seja porque, nesses momentos, nosso cérebro esteja trazendo aos nossos pensamentos momentos do passado. Lembranças de coisas que aconteceram há muito tempo ou ontem mesmo. Lembranças boas ou ruins, ensinamentos, lições, arrependimentos... Uma gama infinita de coisas pelas quais passamos a cada segundo e, por vezes, nem nos damos conta.

Acredito que seria interessante se cada um de nós fizesse isso voluntariamente algumas vezes, mesmo que apenas uma vez por ano, mas tentando resgatar um pouco mais do que as coisas que nos vêm atiçadas por fatos cotidianos, como uma lembrança que volta quando toca uma música, uma saudade que surge ao ouvir uma frase repetida, uma tristeza ao ver uma cena de um filme, etc.

Deveríamos, sem precisar de nada disso, fechar os olhos e tentar voltar à lembrança mais remota, e depois passar pelas lembranças da infância: as brincadeiras, as broncas, os tapas que tomamos e as risadas que demos. Passar pela nossa adolescência e saborear os momentos que depois nos causaram arrependimento; lembrar de tudo que ouvíamos e que, depois de muito tempo, começamos a falar; lembrar dos conselhos não seguidos, das lágrimas derramadas, do sabor de um beijo bom, da alegria das festas, do dia seguinte com ressaca...

Em seguida, começar a lembrar do início da fase adulta: os trabalhos, os chefes, os salários, os gastos, a vontade de ter mais, mas também o medo de ficar sem tempo para aproveitar aquele momento. Recordar os primeiros meses da gravidez, da paternidade, o dia na maternidade, a necessidade do amadurecimento.

Para alguns, continuar a lembrança com a pessoa que construiu boa parte da vida ao lado; para outros, a lembrança dos dias difíceis que antecederam uma separação; para todos, a lembrança das brigas e das discussões, inevitáveis em qualquer relação.

Depois, tirar um momento para lembrar de todas as pessoas que não estão mais por perto, que viraram estrelas no céu e memória no pensamento. Lembrar dos ensinamentos, lamentar por ter perdido chances de aproveitar mais tempo com elas, mas nunca remoer o arrependimento que porventura tenha surgido na hora do adeus.

Após isso tudo, devemos abrir os olhos e exercer a gratidão. Agradecer por tudo que passamos até o dia de hoje: pelas dificuldades que enfrentamos, pelos sorrisos que demos, pelas vitórias que comemoramos, pelas tristezas que choramos. Afinal, tudo isso forma aquilo que somos. Assim, podemos continuar em frente, criando lembranças para serem recordadas no próximo ano, quando fecharmos os olhos e começarmos tudo de novo...

segunda-feira, 16 de julho de 2018

As Companhias do Desejo


Nós, humanos, somos reconhecidos como os únicos seres vivos racionais, embora existam muitos animais que, às vezes, parecem ser infinitamente mais racionais do que alguns de nós. Mas enfim, sendo considerados racionais, deveríamos ser capazes de controlar nossas atitudes; porém, nem sempre o somos.

Raiva, desespero, medo e, às vezes, até a euforia podem fazer com que ajamos de forma impulsiva, gerando arrependimento no futuro, pela falta da tão falada razão nesses momentos.

Mas pouco se fala sobre a ausência da razão quando se trata de desejo. O desejo traz consigo, em muitos casos, companhias que nem sempre são agradáveis, que nem sempre vão se transformar em boas lembranças no futuro e que, nesses casos, estão sempre dissociadas da razão.

Obviamente, isto não é uma generalização, mas sim uma constatação frequente.

Quantos relacionamentos terminaram por causa do desejo? Quantas crianças não planejadas nasceram por causa do desejo? Quantas noites de arrependimento se passaram por causa do desejo? Quantas amizades se perderam por causa do desejo? Antigamente, o desejo também era culpado por muitos casamentos forçados, por enormes brigas em famílias conservadoras que se viam em desespero ao receber a notícia da gravidez, normalmente de uma filha solteira. Se o desejo for acompanhado de um punhado de álcool, todas essas situações se tornam ainda mais potencializadas. E isso não serve de desculpa para ninguém, pois todo mundo conhece seus próprios limites e os riscos que corre ao ultrapassá-los.

Estranhamente, uma das poucas coisas que não acompanha o desejo é o medo. Parece que ele é completamente esquecido quando o desejo nos leva a becos, matagais, estruturas abandonadas, casas de estranhos, ou lugares não tão estranhos, mas com pessoas desconhecidas. Em virtude disso, o desejo também é responsável por crimes, desaparecimentos, e casos de abuso. Sempre é importante deixar claro que isso não diminui em nada a culpa dos agressores.

E como controlar o desejo? Essa é a parte mais complicada, a mais difícil. O desejo é forte e, como vimos, ele não vem sozinho; é como uma onda que carrega os humanos rumo ao mar aberto e depois os deixa sozinhos, gritando por socorro. Portanto, aprenda a nadar no mar da razão, tenha cuidado com o álcool e com outras companhias, e lute bravamente para pensar, para saber que o arrependimento é tão inútil quanto inevitável, e que ele é uma das maiores paixões do desejo





domingo, 8 de julho de 2018

Aceitação


Nem tudo o que acontece na nossa vida nos faz bem, mas principalmente, nem sempre temos o poder de controlar as situações que nos envolvem.

Aceitar o que não podemos mudar é imprescindível para que possamos nos desprender do passado e seguir em frente.

Todos somos falíveis e inevitavelmente, em algum momento, vamos nos arrepender de alguma atitude feita, ou não, palavras ditas ou quando nos calamos mas devíamos ter dito algo. 

Certamente existem momentos que tolamente desejamos que não tivessem acontecido, imaginando assim que a vida seria não seria mais a mesma, ou até melhor, se aquilo não tivesse acontecido. Nos esquecemos que qualquer pequena alteração que fosse feita, mudaria completamente e imprevisivelmente o curso de todas as vidas envolvidas.

Aceitar as coisas como foram, não significa concordar com elas e nem se conformar, nem deixar de sentir dor. Aceitar é entender que independente de cada um desses sentimentos a vida segue, a roda gira, e precisamos nos mover. Remoer fatos que não vão mudar só faz com que percamos ainda mais tempo, que não deixemos a estrada para trás. E esse tempo precioso vai acabar virando, no futuro, mais um motivo de arrependimento.

Sigamos em frente, com nossos acertos e nossos erros, com nossas certezas e nossas fraquezas, mas sigamos em frente. Não adianta ficarmos presos em um minuto, uma frase, um silêncio.

Aceite aquilo que recebeu, aquilo que perdeu e até mesmo aquilo que nunca teve. Só assim, sem se lamentar, você pode tentar recuperar ou até mesmo conquistar aquilo que quer. Aceite seus sonhos como objetivos e desafios e não como um problema. Aceite suas dificuldades sem esquecer-se de agradecer por suas virtudes. Aceite a vida como um presente e não como um fardo. Aceite!

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Segredos e Mentiras


Existe uma enorme diferença entre guardar um segredo e falar uma mentira, por mais que as duas coisas em algum momento possam se parecer bastante.
Mas o antagonismo das duas é que sintetiza às suas diferenças.
Enquanto contar uma mentira é um sinal de falha de caráter, guardar um segredo é sinal de confiança.

Outra grande diferença entre os dois é que quando você mente e não está tentando enganar a si mesmo, você pode prejudicar uma pessoa com as suas palavras, enquanto ao guardar segredo, você está, muitas vezes, preservando a pessoa que em ti depositou confiança.

O que não se pode é tentar transformar uma mentira em segredo, quando você não conta para alguém algo que você mesmo fez e que pode causar magoa, feridas e tristeza. E não adianta tentar colocar a fantasia de omissão, pois omitir não é nem segredo e nem mentira, é uma escolha.

Se você sai da sua casa escondido e durante o período ausente toma atitudes que não pode contar à alguém, você está mentindo com o seu silêncio e não guardando o seu próprio segredo.

Segredos são coisas compartilhadas entre pessoas que confiam umas nas outras, mentiras são palavras que distorcem a realidade e criam uma imagem ilusória das pessoas.

Todos devemos ser bons ouvintes e confiáveis para guardar um bom segredo, assim como precisamos ser honestos e corajosos para lidar com nossas falhas e nossos erros ao assumir a verdade e não inserir outras pessoas em um mundo de mentiras.

E, lembrem-se, não guardar um segredo, também é uma mentira!

Boa Semana!

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...