segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Psicologia e Psiquiatria


Ainda há muitas pessoas que confundem psicólogos com psiquiatras. É comum acreditar que ambos desempenham "a mesma função" ou que trabalham apenas "cuidando de loucos".

Na realidade, os trabalhos são bem diferentes, e a finalidade de nenhum dos dois é tratar "loucos". Além disso, não existe um padrão universal de normalidade, e doenças ou transtornos mentais não devem ser vistas como loucura.

A diferença entre os dois profissionais começa na formação. O psiquiatra é médico. Assim como um cardiologista ou um plantonista do pronto-socorro, o psiquiatra cursou 6 anos de medicina, seguido de residência e especialização na área. Já o psicólogo possui graduação em Psicologia, que dura 5 anos, com especialização na área de sua escolha, que pode ir muito além da atuação clínica. Na própria clínica, existem diversas especializações, como atendimento infantil, para adolescentes, adultos, terapia familiar, terapia breve, psicanálise, entre outras.

Outra diferença essencial é que, por ser médico, o psiquiatra pode prescrever medicamentos quando necessário, enquanto o psicólogo não tem essa permissão. Em casos de transtornos mais graves, como depressão, o psicólogo encaminha o paciente ao psiquiatra, que fará uma avaliação e indicará a medicação adequada.

Apesar das diferenças, é fundamental entender que psicologia e psiquiatria se complementam. Apenas a medicação, na maioria dos casos, não é suficiente para resolver os problemas. A medicação atua principalmente nos sintomas físicos do momento presente, mas não aborda as causas emocionais e psicológicas das desordens. O trabalho do psicólogo é mais profundo: ajuda o paciente a compreender o que o levou ao estado atual, reduzindo a necessidade de medicamentos e prevenindo recaídas emocionais frequentes.

Caso você tenha dúvidas, o mais indicado é procurar primeiro um psicólogo. Ele poderá realizar o diagnóstico inicial e, se necessário, orientar o paciente a buscar um psiquiatra para avaliação medicamentosa, enquanto mantém o acompanhamento psicológico em sessões regulares.

O mais importante é não ter medo de procurar ajuda, iniciar um tratamento e buscar o bem-estar. Sua saúde mental é tão essencial quanto o bom funcionamento do coração, pulmão ou qualquer outro órgão vital.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato!

Boa semana e até a próxima!

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