segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Síndrome do Pânico


Talvez o mais comum dos transtornos de ansiedade, a crise de pânico atinge cerca de 10% da população mundial, sendo que 3,5% podem ser considerados portadores diretos por terem ataques frequentes.

A característica principal para o diagnóstico é o desespero e o medo de que algo ruim possa acontecer a qualquer momento, mesmo que não exista nada ao redor que aparente risco proporcional ao temor.

As crises surgem repentinamente e, além do sentimento ruim que invade o sujeito, o período posterior ao ataque é carregado de preocupação: com uma nova crise, com as consequências pessoais ou profissionais que ela pode causar, e até mesmo com a saúde física e mental, já que esses ataques provocam taquicardia e trazem uma sensação de perda de controle ou de "loucura".

Apesar de não haver uma causa definida, alguns estudos apontam a possibilidade de transferência genética, além de fatores como estresse e mudanças neurológicas. As mulheres são mais afetadas, e os jovens, na transição da adolescência para a vida adulta, mostram-se mais suscetíveis.

Por se tratar de um transtorno em que a pessoa sente um medo intenso sem que os outros consigam visualizar o perigo, é possível compreender que abusos na infância ou outros tipos de traumas sejam causas frequentes. Nesse caso, a pessoa pode estar revivendo aquele momento traumático em seu inconsciente, sem compreender o que está acontecendo interna e externamente.

As crises podem ocorrer a qualquer momento, independentemente do horário ou local, e, por isso, são muito perigosas, sendo frequentemente confundidas com ataques cardíacos. Não importa se a pessoa está dirigindo, passeando ou fazendo compras: quando a crise se manifesta, é como se algo terrível fosse acontecer a qualquer segundo. Ela pode ficar ofegante, sentir dor física no peito e ser tomada por um medo avassalador. A crise pode durar até 20 minutos, mas a sensação é tão angustiante que o "medo de sentir medo" faz com que a pessoa se isole, perca a vontade de sair e busque se proteger o tempo todo.

A ajuda médica e o acompanhamento psicológico são fundamentais para o tratamento. Não tenha vergonha de procurar ajuda se você tem dúvidas sobre ter ou não a síndrome do pânico. Como vimos no início, uma em cada dez pessoas já passou por isso, e você pode apenas ser mais uma. Decidir continuar e sair dessa pode ser mais fácil do que parece.

Boa semana!

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