Existe uma frase que gosto muito e que representa meu pensamento resumido para este artigo: "A frustração é filha da expectativa."
A frustração não se cria ao acaso. Ela é fruto de uma expectativa que não se concretizou, um fato que não aconteceu, uma atitude que alguém não tomou ou uma situação em que a própria pessoa que se frustra deixou de agir de acordo com o que planejou.
Mas, via de regra, a frustração tem origem nos outros, e não na própria pessoa. Por vezes, nos esquecemos de que somos, no máximo, donos das nossas vidas, dos nossos movimentos e ações, dos nossos pensamentos, valores e intenções. Mas teimamos em esperar de outras pessoas atitudes que não podemos prever, que não sabemos como lidar, e ainda conseguimos nos abater.
Uma das coisas mais simples do mundo acaba se tornando complicada, porque muitas pessoas não conseguem entender, nem aceitar, que a felicidade só existe quando não dependemos de ninguém para viver com ela.
Temos apenas que conviver em paz com a nossa consciência e ter a certeza de que fizemos a nossa parte. Se a outra pessoa fará a parte dela, isso não nos compete, não deve nos importar, e precisamos saber lidar com isso. Não somos nós que escrevemos o roteiro da vida de outra pessoa, nem somos os diretores que podem dizer o que e como ela deve agir. E, quando entendemos isso, somos muito menos propensos a nos frustrar, pois sabemos que o que estava ao nosso alcance foi feito e que não poderíamos fazer também a parte do outro.
Podemos ficar tristes? Sim. Decepcionados? Também. Mas nunca devemos abrir mão dos nossos sonhos e desejos porque não fomos correspondidos. O mundo é cheio de portas abertas e de caminhos que podem nos levar ao infinito. A única coisa que não podemos fazer é estacionar na tristeza, sermos invadidos pela frustração e perder um tempo que jamais será recuperado.
Olhe para o espelho, se orgulhe e lembre-se sempre de fazer a sua parte. E nada mais que isso.
Boa semana!
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