segunda-feira, 29 de julho de 2019

Será que é sempre bom estimular a competição?


A competição está em todo lugar. Seja no esporte, onde ela faz mais sentido, seja na política, onde ela é inútil, seja no trabalho, onde pode ser saudável, como também na vida pessoal, onde pode causar estragos em vez de ajudar.

Mesmo no esporte, onde a competição é a alma do evento, se não tomarmos cuidado, ela pode criar confusões e até tragédias, pois existem pessoas que não entendem a palavra competição e pensam que ela é sinônimo de vitória.

Na política do Brasil, ela é tão inútil quanto uma final de campeonato mundial envolvendo Corinthians x São Paulo para um palmeirense. Ou seja, qualquer um dos dois que ganhar, será ruim.

Mas entremos no cerne mais importante: o profissional.

O objetivo de quase todo mundo é, e deve ser mesmo, evoluir na carreira, subir de cargo, galgar melhores posições, salários e status.

Contudo, sabendo que as vagas são cada vez mais escassas nos cargos de hierarquia, será que é bom estimular a competição interna por essas vagas?

Sabemos que, até mesmo para manter o cargo, há colaboradores que tentam passar por cima dos colegas de todas as maneiras. Manipulando, mentindo, dificultando a vida dos outros, entre tantas outras estratégias. A partir do momento em que uma pessoa com esse perfil é comunicada sobre um processo seletivo interno, ou que alguém será promovido, o comportamento tende a piorar ainda mais.

E quando o resultado do processo sai e a pessoa escolhida não é aquela que acreditava ser a única capaz de conseguir, ao invés de ajudar quem foi promovido, ela começa a atrapalhar. E, consequentemente, prejudicar a empresa.

Claro que mesmo em um processo silencioso, que na minha visão é o ideal, a indignação das pessoas invejosas e despreparadas ainda existe. Mas, ao serem pegas de surpresa, tendem a reagir de forma mais branda e, por vezes, a enxergar o lado positivo. É possível evoluir na carreira dentro da própria empresa.

A única opção que considero pior, embora compreenda que às vezes seja inevitável, é a de trazer um gestor, gerente ou diretor de fora. Seja do concorrente ou de outro ramo. Isso demonstra uma de duas possibilidades. Ou o gestor anterior era fraco por não conseguir formar um líder apto a assumir o cargo. Ou a equipe abaixo dele foi mal montada, a ponto de ninguém conseguir evoluir até chegar a um patamar mais alto da hierarquia.

A competição dentro da empresa precisa ser velada. Precisa ser assistida de perto pelos gestores, sem que os funcionários saibam que estão sendo avaliados. Só assim, de fato, o melhor poderá alcançar o lugar mais alto.

Na vida pessoal, não é saudável criar competição por atenção, carinho ou respeito.

Por vezes, filhos competem para ver quem terá a atenção dos pais. Amigos competem para saber quem é o preferido. E assim por diante.

Em ambos os casos, sempre que alguém se sentir derrotado, todos saem perdendo. Perde-se a harmonia na relação, na família, no dia a dia.

Encontre o seu lugar. Lute de forma silenciosa e honesta. Seja feliz ganhando ou perdendo, mas sempre sonhando e tentando.

Ótima semana!

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Acumuladores


Você já ouviu falar na Síndrome de Diógenes?
Esse é o nome dado ao transtorno psicológico caracterizado pela acumulação compulsiva de objetos e detritos.

Neste estado, não se incluem os pequenos colecionadores que por vezes exageram em suas compras. Esses se enquadram em outro tipo de compulsão.

Os acumuladores não apenas juntam coisas, como também descuidam da higiene pessoal e da limpeza da casa.

Podemos diagnosticar uma pessoa com a Síndrome de Diógenes quando sua casa passa a ser considerada um espaço insalubre. A acumulação de todos os tipos de objeto vem acompanhada de comida estragada, excrementos de animais e, por vezes, até de seres humanos, impedindo que o próprio acumulador circule pelo ambiente. Em muitos casos, o cenário causa incômodo aos vizinhos, mesmo em situações que exigiriam convivência saudável.

Qualquer pessoa está sujeita a esta compulsão, mas, na maioria das vezes, idosos com mais de 60 anos que vivem sozinhos são os mais propensos a desenvolvê-la. Em uma proporção de dois para um, as mulheres são mais atingidas, o que pode ser explicado também pelo fato de existirem muito mais viúvas do que viúvos ao redor do mundo.

Muitas vezes, o estopim para a síndrome é a solidão. A pessoa começa a se apegar aos objetos, atribui a eles valor sentimental ou financeiro, e não consegue se desapegar. Ao contrário, passa a buscar cada vez mais coisas como forma de companhia.

Essa solidão pode surgir com a perda de um parceiro ou de um ente querido. Mesmo que o restante da família ou amigos tentem ajudar, o acumulador compulsivo se isola, abandona a vida social e, ainda que tente manter uma condição mínima de higiene, evita ou impede que outras pessoas frequentem sua casa. Apenas após denúncias, normalmente feitas por vizinhos, é que os familiares mais próximos costumam descobrir a gravidade da situação.

O tratamento é um dos mais difíceis. A pessoa geralmente se recusa a aceitar que tem algum problema e não admite que está juntando coisas desnecessárias.

Quando a pessoa é retirada, muitas vezes à força, o primeiro passo é uma limpeza profunda e o descarte de todo o lixo acumulado. Em seguida, inicia-se o atendimento psiquiátrico, com medicação e suporte psicológico contínuo.

Por hoje é só.
Boa semana e até a próxima!


segunda-feira, 15 de julho de 2019

Delegar Tarefas


Nesta semana continuarei escrevendo sobre o mundo corporativo e a importância de um líder capacitado para executar as tarefas de comando.

Uma das atribuições mais importantes de um líder é saber delegar. Um gestor que tem medo de ensinar seus colaboradores representa uma das piores possibilidades para qualquer empresa. Trata-se de alguém que não confia no próprio potencial, vive com receio de perder o emprego e acredita que outras pessoas estariam mais preparadas para ocupar sua função.

As atitudes desse tipo de líder costumam ser destrutivas, sarcásticas e cheias de uma falsa irritação sempre que alguém comete um erro.

O que ele não percebe é que, depois de trocar tantos colaboradores, alguém acima na hierarquia vai identificar que o problema está na gestão. E, inevitavelmente, esse líder será desligado. Pior: sairá sem deixar nenhum profissional preparado para substituí-lo.

O próximo líder, por mais competente que seja, pode acabar perdendo boas peças da equipe, simplesmente porque o antecessor não se preocupou em ensiná-las, integrá-las ou capacitá-las para a continuidade do trabalho.

Por isso, a primeira missão de um bom líder é identificar alguém com potencial para assumir seu lugar em casos de promoção, novas oportunidades, férias, licenças e outros afastamentos.

A ideia de que “a pior coisa é quando o chefe não sente sua falta” é um mito. Nenhuma empresa quer perder um líder formador, alguém que trabalha pensando no futuro da organização, e não apenas em si mesmo.

Poucas coisas são tão gratificantes para um líder quanto promover alguém da própria equipe, preparar pessoas para o mercado e crescer junto com elas, aprendendo em cada etapa do processo.

O líder não nasce pronto. Ele nasce apto. Sua trajetória depende de como decide usar sua capacidade: para desenvolver ou para reter, para crescer em conjunto ou para isolar. Cabe à sua consciência e maturidade escolher que tipo de marca deseja deixar.

Ao delegar funções com coerência, de acordo com as aptidões de cada pessoa, o líder fortalece a empresa, o colaborador e a si mesmo.

Se houver dificuldade para identificar essas aptidões, uma avaliação psicológica pode ser uma excelente ferramenta de apoio.

Quer aumentar a produtividade? Invista em bons gestores e aloque os profissionais certos nas funções adequadas.

Bom trabalho e boa semana!

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Seus Funcionários Indicariam a sua Empresa?

Vou escrever hoje um pouquinho sobre Psicologia Empresarial.
Nos meus mais de 25 anos de carreira profissional, trabalhei, mas acima de tudo conheci e conversei com muitos proprietários, diretores e gerentes de várias empresas.

Alguns são fantásticos, assim como seus resultados, e seus funcionários lutam diariamente para manter o emprego, pois são valorizados, respeitados e ouvidos.

Já outros acham que funcionário só atrapalha, que, se não estiver satisfeito, sempre tem outro, que há direitos demais etc.

Esses sempre têm os funcionários que têm medo de perder o emprego, e não vontade de manter. Trabalham por obrigação, mas sem preocupação, e sem a mesma motivação e qualidade. E os resultados, bem sabemos, são bem piores do que os das empresas geridas em prol da qualidade e da produção.

Você, enquanto líder ou gestor, deve se fazer uma pergunta bem simples: "Meus funcionários indicariam minha empresa para outras pessoas ou clientes?" E outra, mais simples ainda: "Se receber uma proposta igual ou minimamente melhor financeiramente, meu funcionário ficaria comigo?"

Se as duas respostas forem não, meu caro, é hora de mudar os seus conceitos. Entender que, se o trabalho não pode ser feito apenas por você, é preciso ter cuidado e empatia com quem você lidera. Para um funcionário insatisfeito lhe deixar na mão, é preciso muito pouco.

Salários compatíveis, benefícios reais, clima e ambiente de trabalho voltados para a produção, gestores que se preocupam com o lado pessoal e não apenas com o resultado produtivo, entre outras coisas, fazem muita diferença no dia a dia da empresa.

Colaboradores mal alocados, promoções mal planejadas, tratamento diferenciado, excesso de regras e poucas permissões... tudo isso causa desmotivação. E não há nada mais perigoso do que um funcionário desmotivado.

Procure saber o que acontece com a sua empresa, e seja honesto e claro com seus funcionários. Se estiver com problemas, peça ajuda, organize-se e não transfira sua raiva para as únicas pessoas capazes de te ajudar.

Precisando de uma auditoria de RH? Saiba mais, entre em contato!"


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Muitos Amores de uma Mãe Solteira

Falar é um dom que deveria vir acompanhado da capacidade de não julgar a vida dos outros.

Julgar é fácil. E, muitas vezes, também é profundamente hipócrita. Falar para parecer superior revela, na verdade, a mediocridade de uma vida infeliz, vazia de sentido e cheia de ressentimentos.

Infelizmente, não existe feitiço capaz de calar as bocas destrutivas. Gente que reclama de tudo, que vive se intrometendo na vida alheia, sempre pronta para apontar o dedo com um senso crítico distorcido e uma moral duvidosa. Pessoas assim, em geral, têm uma história de vida tão empobrecida que não conseguiram sequer buscar conhecimento antes de opinar.

Entre os alvos preferidos dessa sociedade que se acha perfeita, estão as chamadas “mães solteiras”. Um termo que, sinceramente, nem deveria existir. Mãe é mãe. Ponto. Pronto.

Quem não conhece a trajetória de uma mulher não tem o direito de julgá-la. Não sabe se as crianças que ela leva pelas mãos são filhas de um marido que morreu, de um relacionamento que terminou, ou de duas noites em que ela mal aguentava a própria vida e saiu em busca de algum motivo para continuar acordando todos os dias. E, por azar ou por sorte, acabou engravidando.

Para quem está no sofá julgando, que diferença faz se os filhos são do mesmo pai ou de pais diferentes? O que isso muda na posição que ocupam para destilar seu veneno? Nada. Absolutamente nada.

Portanto, se não for para ajudar, não abra a boca para criticar. Ela pode estar solteira porque quer. Porque foi traída. Porque preferiu enfrentar a criação dos filhos sozinha. Porque foi abandonada. Porque sofreu violência. Podem existir muitas razões, mas uma coisa é certa: se você não é pai de nenhuma das crianças, não cabe a você dizer absolutamente nada. Só o silêncio.

Ter filhos não elimina o desejo. Não obriga a mulher a abrir mão de amar novamente. Ter filhos não significa desistir de outras pessoas. E mesmo que venham novos filhos, que venha também a dádiva de dar à luz a uma nova vida.

Ter filhos, na maioria das vezes, traz momentos de felicidade. E jamais será motivo para desistir de ser feliz.


Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...