A competição está em todo lugar. Seja no esporte, onde ela faz mais sentido, seja na política, onde ela é inútil, seja no trabalho, onde pode ser saudável, como também na vida pessoal, onde pode causar estragos em vez de ajudar.
Mesmo no esporte, onde a competição é a alma do evento, se não tomarmos cuidado, ela pode criar confusões e até tragédias, pois existem pessoas que não entendem a palavra competição e pensam que ela é sinônimo de vitória.
Na política do Brasil, ela é tão inútil quanto uma final de campeonato mundial envolvendo Corinthians x São Paulo para um palmeirense. Ou seja, qualquer um dos dois que ganhar, será ruim.
Mas entremos no cerne mais importante: o profissional.
O objetivo de quase todo mundo é, e deve ser mesmo, evoluir na carreira, subir de cargo, galgar melhores posições, salários e status.
Contudo, sabendo que as vagas são cada vez mais escassas nos cargos de hierarquia, será que é bom estimular a competição interna por essas vagas?
Sabemos que, até mesmo para manter o cargo, há colaboradores que tentam passar por cima dos colegas de todas as maneiras. Manipulando, mentindo, dificultando a vida dos outros, entre tantas outras estratégias. A partir do momento em que uma pessoa com esse perfil é comunicada sobre um processo seletivo interno, ou que alguém será promovido, o comportamento tende a piorar ainda mais.
E quando o resultado do processo sai e a pessoa escolhida não é aquela que acreditava ser a única capaz de conseguir, ao invés de ajudar quem foi promovido, ela começa a atrapalhar. E, consequentemente, prejudicar a empresa.
Claro que mesmo em um processo silencioso, que na minha visão é o ideal, a indignação das pessoas invejosas e despreparadas ainda existe. Mas, ao serem pegas de surpresa, tendem a reagir de forma mais branda e, por vezes, a enxergar o lado positivo. É possível evoluir na carreira dentro da própria empresa.
A única opção que considero pior, embora compreenda que às vezes seja inevitável, é a de trazer um gestor, gerente ou diretor de fora. Seja do concorrente ou de outro ramo. Isso demonstra uma de duas possibilidades. Ou o gestor anterior era fraco por não conseguir formar um líder apto a assumir o cargo. Ou a equipe abaixo dele foi mal montada, a ponto de ninguém conseguir evoluir até chegar a um patamar mais alto da hierarquia.
A competição dentro da empresa precisa ser velada. Precisa ser assistida de perto pelos gestores, sem que os funcionários saibam que estão sendo avaliados. Só assim, de fato, o melhor poderá alcançar o lugar mais alto.
Na vida pessoal, não é saudável criar competição por atenção, carinho ou respeito.
Por vezes, filhos competem para ver quem terá a atenção dos pais. Amigos competem para saber quem é o preferido. E assim por diante.
Em ambos os casos, sempre que alguém se sentir derrotado, todos saem perdendo. Perde-se a harmonia na relação, na família, no dia a dia.
Encontre o seu lugar. Lute de forma silenciosa e honesta. Seja feliz ganhando ou perdendo, mas sempre sonhando e tentando.
Ótima semana!
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