segunda-feira, 22 de julho de 2019

Acumuladores


Você já ouviu falar na Síndrome de Diógenes?
Esse é o nome dado ao transtorno psicológico caracterizado pela acumulação compulsiva de objetos e detritos.

Neste estado, não se incluem os pequenos colecionadores que por vezes exageram em suas compras. Esses se enquadram em outro tipo de compulsão.

Os acumuladores não apenas juntam coisas, como também descuidam da higiene pessoal e da limpeza da casa.

Podemos diagnosticar uma pessoa com a Síndrome de Diógenes quando sua casa passa a ser considerada um espaço insalubre. A acumulação de todos os tipos de objeto vem acompanhada de comida estragada, excrementos de animais e, por vezes, até de seres humanos, impedindo que o próprio acumulador circule pelo ambiente. Em muitos casos, o cenário causa incômodo aos vizinhos, mesmo em situações que exigiriam convivência saudável.

Qualquer pessoa está sujeita a esta compulsão, mas, na maioria das vezes, idosos com mais de 60 anos que vivem sozinhos são os mais propensos a desenvolvê-la. Em uma proporção de dois para um, as mulheres são mais atingidas, o que pode ser explicado também pelo fato de existirem muito mais viúvas do que viúvos ao redor do mundo.

Muitas vezes, o estopim para a síndrome é a solidão. A pessoa começa a se apegar aos objetos, atribui a eles valor sentimental ou financeiro, e não consegue se desapegar. Ao contrário, passa a buscar cada vez mais coisas como forma de companhia.

Essa solidão pode surgir com a perda de um parceiro ou de um ente querido. Mesmo que o restante da família ou amigos tentem ajudar, o acumulador compulsivo se isola, abandona a vida social e, ainda que tente manter uma condição mínima de higiene, evita ou impede que outras pessoas frequentem sua casa. Apenas após denúncias, normalmente feitas por vizinhos, é que os familiares mais próximos costumam descobrir a gravidade da situação.

O tratamento é um dos mais difíceis. A pessoa geralmente se recusa a aceitar que tem algum problema e não admite que está juntando coisas desnecessárias.

Quando a pessoa é retirada, muitas vezes à força, o primeiro passo é uma limpeza profunda e o descarte de todo o lixo acumulado. Em seguida, inicia-se o atendimento psiquiátrico, com medicação e suporte psicológico contínuo.

Por hoje é só.
Boa semana e até a próxima!


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