segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Outubro Rosa


Um movimento nascido no começo dos anos 2000, nos Estados Unidos, criado para conscientizar a população feminina sobre os riscos do câncer de mama, hoje ganha o mundo, com monumentos iluminados de rosa por todos os lugares, inclusive aqui no Brasil.

Mais de 15 anos depois, o Outubro Rosa cresceu muito em visibilidade. Várias empresas criaram ou adaptaram seus logotipos com o laço cor-de-rosa, e corridas de rua com o tema são realizadas em inúmeras cidades. No entanto, o resultado efetivo da campanha ainda é incerto no Brasil.

Algumas cidades publicam o número de atendimentos e mamografias realizadas, outras oferecem orientações e exames gratuitos, mas sem informar de forma clara o quanto esse trabalho tem sido realmente eficaz.

O que se sabe são os números de casos e mortes divulgados anualmente. E, apesar de percentualmente terem diminuído um pouco entre 2016 e 2018, o número absoluto de mortes aumenta a cada ano.

Em 2017, foram registrados 16.724 óbitos causados pelo câncer de mama. Ou seja, cerca de 46 mulheres por dia morrem em decorrência da doença, o que representa, em média, duas mortes por hora. Esses dados mostram que a campanha precisa ser ampliada, aperfeiçoada e acompanhada de um trabalho contínuo de conscientização, para que não fique restrita aos logotipos coloridos das empresas, ao valor arrecadado nas corridas ou às luzes de outubro, sendo esquecida de novembro a setembro.

A cura para o câncer de mama, quando diagnosticado no início, tem alta taxa de sucesso. No entanto, a falta de informação, principalmente nas regiões onde as luzes e imagens do Outubro Rosa não chegam, ainda deixa um rastro de sofrimento e perda.

Como em todas as doenças, a escolha por uma vida saudável é a melhor forma de prevenção. Praticar atividades físicas, evitar o fumo e o consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas, reduzir o uso de hormônios e manter uma boa alimentação são atitudes simples que fazem grande diferença.

Mas, se nada disso fizer parte da sua rotina, pelo menos realize o autoexame preventivo e, se notar qualquer alteração, procure um ginecologista para avaliação e realização da mamografia.

Uma dica para o autoexame é ficar em frente ao espelho e:
• Observar os dois seios, primeiramente com os braços caídos;
• Colocar as mãos na cintura fazendo força;
• Colocar as mãos atrás da cabeça e observar o tamanho, a posição e a forma dos mamilos;
• Pressionar levemente o mamilo e verificar se há saída de secreção.

Caso perceba algo estranho ou diferente, procure um médico o quanto antes.

Valorize a vida. E tenha uma boa semana.

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