Há um tempo atrás recebi um link para uma reportagem que mudou a minha perspectiva sobre mim mesmo, pois, mesmo estando no ramo da psicologia e mesmo tendo convivido comigo a vida toda, nunca tinha encontrado uma palavra que me definisse tão bem. Descobri que sou um loner.
E que não estou sozinho no mundo. Existem muitas pessoas com características muito semelhantes às que tenho.
Os loners são pessoas com amor próprio acima de tudo, têm personalidade reclusa e evitam voluntariamente, de forma consciente e sempre que possível, a vida social.
Por terem essa personalidade, os loners vivem em paz consigo mesmos e com seus pensamentos, evitando a proximidade do drama das outras pessoas. Por vezes chamados de lobos solitários, os loners normalmente têm tudo o que precisam para viver bem consigo mesmos, e isso significa muito mais do que para a maioria das pessoas que precisam de outras para se sentirem bem.
E, diferente do que vocês podem pensar, os loners não são solitários, não precisam estar solteiros e nem são necessariamente tímidos ou fechados. Apenas escolhem passar a maior parte do tempo em paz e consigo mesmos.
Existem seis características principais presentes nos loners.
A primeira é o ódio pelo drama. Um loner não tem tempo nem paciência para os dramas da humanidade. Não consegue conversar com pessoas irracionais, cheias de dúvidas em relação ao mundo e a si mesmas. Por isso, normalmente se dá muito bem com outras pessoas que preferem a vida solitária àquelas que tentam ter muitas pessoas ao redor. Esse ódio pelo drama o afasta de lugares com muita gente, o que não o torna antissocial, e sim um bom ouvinte para conversas genuínas, produtivas, profundas e com objetivos.
Outra, mas não menos importante, é a valorização do tempo. Do próprio tempo e do tempo das outras pessoas. Os loners são pontuais, eficientes e detestam desperdícios. Em virtude disso, são ótimos no gerenciamento do próprio tempo. Isso os torna confiáveis, faz com que os outros os respeitem e permite que exerçam cargos gerenciais, pois também cuidam do tempo das demais pessoas.
O terceiro ponto é que os loners são altamente conscientes. Por passarem muito tempo consigo mesmos, conhecem bem seus defeitos e qualidades, sabem exatamente o que gostam e o que não gostam, portanto o que vão fazer e o que não vão, independentemente da vontade alheia.
A autoconsciência lhes proporciona calma nos momentos mais tensos e, enquanto a maioria das pessoas se desespera com o problema, eles buscam ativamente a solução.
Os limites são outro fator predominante nos loners. Se alguém tenta entrar em seu mundo particular sem consentimento, eles se sentem desconfortáveis. Consideram invasão perguntas e conselhos não solicitados e preferem o silêncio para resolver sozinhos os próprios problemas. O oposto também é verdadeiro. Um loner não invade o espaço das outras pessoas, não se aproxima sem ser convidado e não pergunta nem opina se não for necessário. Isso reafirma ainda mais o respeito que as pessoas têm por eles, pois sabem que o loner é um companheiro que conhece e respeita limites.
Mas o que diferencia positivamente os loners são a empatia e a intuição. Orientados por sua intuição, eles são sensíveis à energia positiva que recebem das outras pessoas. São conscientes de suas palavras e atitudes, pois têm muito tempo para pensar, o que facilita suas decisões. A empatia faz com que sejam gentis e boas pessoas para lidar com as emoções dos outros. Conseguem ver o mundo com os olhos das outras pessoas, sem julgar e sem entrar em fofocas.
Por fim, e talvez o mais importante, os loners se amam. Aceitar a si mesmo é o ponto alto da autoconsciência, e aceitar é amar. Não é possível viver em paz sem amar a si mesmo.
E, como vivem de forma mais isolada, as poucas pessoas que permitem fazer parte de suas vidas têm um significado muito importante para eles. Se um loner o aceita, saiba que você faz parte de um grupo privilegiado de pessoas.
E aí, quantas dessas características vocês têm?
Boa semana!
Nenhum comentário:
Postar um comentário