Há algum tempo, publiquei na minha página pessoal do Facebook uma frase na qual disse que, enquanto houver preconceito e precisarmos nomear grupos, tais como "ricos", "pobres", "brancos", "negros" e todos os demais, não conseguiremos nos considerar apenas pessoas.
Alguns dos comentários que recebi mostram como é importante reconstruir esse país do "zero", começando, desta vez, da forma correta: pela educação.
Debates políticos invadem qualquer tipo de publicação e, quando "desenhamos" sobre a ausência de qualquer conotação política, ainda rebatem e querem que você mude a sua própria interpretação do que você mesmo escreveu.
Essas e tantas outras pessoas são as que mais me assustam e me preocupam. São as que dizem que armas não matam, que machismo e feminicídio não existem e comparam um assassinato cometido por uma mulher contra um homem com os ataques sofridos pelas mulheres, que acontecem a cada minuto.
Pois sim, armas matam. E não adianta usar o argumento estúpido de que nenhuma arma dispara sozinha, pois até isso elas fazem. Mas, nas mãos de alguém que se acha superior, que não aceita contestação em suas opiniões, que interpreta o fim de um relacionamento como desrespeito e que, por isso, acha que a mulher deve escolher entre viver ou ficar amarrada a um relacionamento infeliz, as armas matam, e muito, todos os dias.
Os odiosos programas de sensacionalismo mostram isso todos os dias e vão continuar, pois a desgraça dá audiência. Muitas pessoas são como urubus em busca de carniça, querendo sempre ver a desgraça alheia, as lágrimas nos olhos das pessoas humildes que, naquelas situações, nem sabem direito o que está acontecendo.
Pessoas matam pessoas. Com armas, ainda mais. Matam por ciúme, por insegurança, por dinheiro, por divergência política, por torcer para um time de futebol diferente. Para roubar um relógio ou um telefone celular, matam. Matam por matar. Matam porque não há punição, matam porque, depois de um tempo, podem matar de novo, ou porque encontram Deus e recebem perdão. Matam porque não há justiça.
Fundamentalmente, matam porque a vida humana perdeu o valor há muito tempo.
Mais educação, menos armas, menos violência e mais compreensão.
Boa semana!
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