Cada vez se torna mais comum, seja pela vontade, seja pela necessidade, que os pais não consigam estar próximos dos seus filhos pequenos.
Normalmente, pai e mãe trabalham ou, em alguns casos, mesmo que apenas um dos dois trabalhe, o outro tem atividades particulares que acabam demandando tempo e a consequente distância das crianças.
Crianças essas que acabam indo para creches, sendo deixadas com vizinhos ou avós, ou ainda ficando com babás, no caso de famílias com essa possibilidade.
Por vezes, os pais só vão ver seus filhos à noite ou pela manhã, e conheço casos em que a necessidade faz um dos genitores ver sua cria apenas aos fins de semana, pois, na esperança de poder lhe prover uma vida melhor, se sacrifica em jornadas de trabalho que o obrigam a sair de casa muito cedo, com a criança ainda dormindo, e a voltar para casa já depois do horário em que ela foi para a cama.
A pergunta importante aqui é realmente quem educa essas crianças, quais traços de personalidade estão sendo inseridos nos pequenos nas fases mais importantes para a formação deles como indivíduos.
Não importa quem o filho chama de pai ou mãe, e sim quem ele conhece como a pessoa que o protege, que o alimenta, que o distrai, isso sempre pensando nas cuidadoras boas, que não agridem, maltratam ou deixam de lado a criança, preocupadas apenas com o salário no final do mês.
É muito comum ouvirmos de pais a expressão: "Não sei onde ele aprendeu isso". Ora, se não podem estar com ele, não saberão mesmo.
Depois que as crianças entram na escola, muitos pais querem que as professoras, ou até mesmo a própria instituição, sejam as responsáveis pela educação dos filhos, quando, na verdade, na escola os alunos devem aprender, além da alfabetização e das demais matérias, apenas o conceito de amizade. O respeito, a educação, o senso de bondade e de igualdade devem vir de casa.
Mas como virão de casa se, em casa, não há ninguém para educar as nossas crianças?
Caso seja possível algum esforço, algum aperto, abrir mão de algumas coisas, pelo menos um dos pais deve ficar mais tempo com as crianças pequenas. Passar aos poucos seus valores e ensinamentos, efetivamente educar, para depois não se surpreender e dizer: "Não foi assim que eduquei meus filhos".
Boa semana!
Nenhum comentário:
Postar um comentário