segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Quem educa os filhos de quem não pode cuidar deles?

Cada vez se torna mais comum, seja pela vontade, seja pela necessidade, que os pais não consigam estar próximos dos seus filhos pequenos.

Normalmente pai e mãe trabalham, ou em alguns casos, mesmo que apenas um dos dois trabalhe, o outro tem atividades particulares que acabam demandando tempo e a consequente distância das crianças.

Crianças essas que acabam indo para creches, deixadas com vizinhos ou avós, ou ainda ficam com as babas, no caso de famílias com essa possibilidade.

Por vezes os pais só vão ver seus filhos de noite ou pela manhã e conheço casos em que a necessidade faz um dos genitores ver sua cria apenas aos fins de semana, pois na esperança de poder prover a ela uma vida melhor, se sacrifica fazendo jornadas de trabalho que os obrigam a sair de casa muito cedo, com a criança ainda dormindo e a voltar para casa já depois do horário que a criança foi para a cama.

A pergunta importante aqui é realmente quem educa essas crianças, quais traços de personalidade estão sendo injetados nos pequenos, nas fases mais importantes para a formação dele como indivíduo?

Não importa quem o filho chama de pai ou mãe e sim quem ele conhece como a pessoa que o protege, que o alimenta, que o distrai, isso sempre pensando nas cuidadoras boas, que não agridem, maltratam ou deixam de lado a criança, preocupadas apenas com o salário no final do mês.

É muito comum ouvirmos de pais a expressão " Não sei onde ele aprendeu isso". Oras, se não pode estar com ele, não saberá mesmo.

Depois que as crianças entram na escola, muitos pais querem que as professoras, ou até mesmo a própria instituição sejam os responsáveis pela educação dos filhos, quando na verdade na escola os alunos devem aprender, além da alfabetização e demais matérias, apenas o conceito de amizade. O respeito e a educação, o senso de bondade e igualdade, devem vir de casa.

Mas como virá de casa se na casa não há ninguém para educar as nossas crianças.

Caso seja possível um esforço, um aperto, abrir mão de algumas coisas, pelo menos um dos pais deve ficar mais tempo com as crianças pequenas. Passar aos poucos seus valores e ensinamentos, efetivamente educar, para depois não se surpreender e dizer " Não foi assim que eu eduquei meus filhos".

Boa Semana!

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