segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Ninguém sabe onde aperta o calo dos outros

Volto aqui a falar sobre julgamentos. E hoje sobre pessoas que costumam querer julgar a dor ou o sofrimento alheio, comentar as dificuldades financeiras ou o comportamento de pessoas que não as dizem respeito.

Apenas sabemos onde "aperta o nosso calo", o que sentimos, a intensidade que sentimos.

Quem tenta se colocar no lugar dos outros por empatia, não julga, não comenta, não se intromete, e sim escuta e tenta entender a situação daquele amigo ou parente, e procura ajudar e não apenas expor ou tentar minimizar o que o outro sente.

Muitas pessoas ao invés de de ter compaixão, tentam criar um "concurso de desgraças", fazendo sempre afirmações nas quais se coloca em uma situação pior do que quem conta a história. Alguém sofrendo conta que quebrou um dedo, aí, em vez de confortar, vem o competidor dizendo " Isso não foi nada, já quebrei os dez dedos de uma vez!", como se isso fosse uma vitória um caso de sucesso.

Não sejam essas pessoas, não tentem minimizar o sofrimento dos outros, dizendo que você sofreu mais. Cada um sente as coisas de forma particular, cada pessoa tem sua maneira de lidar com o luto, com a dor física e emocional, com as frustrações.

Seja empático, não duvide, não diga que é besteira, não chame os outros de fracos, ajude, ou apenas cale-se.

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