segunda-feira, 27 de junho de 2022

Amanhã eu penso nisso...

Você já deve ter cansado de ouvir a expressão "Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje".

Mas, para algumas pessoas, funciona exatamente ao contrário, seria algo do tipo "Porque eu vou fazer isso agora, se amanhã tenho tempo de sobra?"

Mas o problema maior acontece quando as pessoas começam a ter preguiça de pensar, deixam de lado os problemas, ou resolvem de qualquer jeito, dizendo para si mesmas que depois, mais tarde ou amanhã pensam melhor naquele assunto.

E depois de dias, semanas ou meses aquele mesmo problema reaparece e com ele a lembrança do pensamento ou das atitudes que não se concretizaram.

Deixar para amanhã, tanto atitudes como penamentos reflete uma tentativa vã de deixar as coisas se resolverem sozinhas, ou por outras pessoas, uma fuga, uma forma de tentar viver mais um pouquinho em um lugar mais calmo e tranquilo, enquanto espera o maremoto.

Claro que existem situações em que "deixar para pensar amanhã" é até mais prudente e produtivo, como quando surge um problema que não é exatamente urgente no final do expediente e a mente já não funciona mais de forma fresca e efetiva, como no início do dia.

Mas, na maioria dos casos, o deixar para amanhã, significa apenas tentar esquecer, deixar de lado e se possível não precisar mais resolver ou lidar com aquele problema, com quela situação.

Mexa a mente, mexa o corpo, pense hoje para não dormir sabendo que vai sofrer amanhã!

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Lei de Murphy

Já não escuto falar da lei de Murphy hoje em dia, como ouvia antigamente, talvez o nome tenha se modernizado, visto que não entendo uma boa parte das expressões que os mais jovens usam hoje em dia, ou a expressão caiu mesmo em desuso, o que pode ser bom.

A premissa básica da lei de Murphy é que se uma coisa pode dar errado, há uma grande chance de dar errado mesmo.

Coisas bobas, como o pão cair no chão com parte da manteiga virada para baixo, perder o ônibus, ou um carro passar sobre uma poça de água na hora que você está caminhando, eram motivos para invocar a lei de Murphy.

Pessoas que se julgavam azaradas, usavam a expressão o tempo todo, o que elas não pensavam e talvez não pensem até hoje, é que inconscientemente quanto mais você acha que as coisas vão dar errado, maior a chance de isso acontecer.

E, pasmem, Murphy não tem nada a ver com isso.

Quando fazemos alguma coisa já desacreditados, não nos esforçamos o quanto poderíamos, não acreditamos na nossa capacidade e nem damos mais importância aos acontecimentos negativos. É como se deixássemos tudo nas contas do acaso e nos acomodamos com nossos fracassos.

Uma pessoa pessimista sempre vai achar que já sabia das coisas ruins que iriam acontecer, e tem dificuldade de aceitar ou comemorar as coisas boas, pois acham que delas vai surgir alguma desgraça ou problema.

Ou seja, ela nem tenta segurar o pão que está caindo, correr para chegar no ponto mais rápido que o ônibus que vem vindo, ou acreditar que o motorista daquele carro vai desacelerar para que ela não seja atingida pela água da poça, se conforma apenas com a situação ruim e depois de algum tempo nem reclama mais, acha tudo o que é negativo normal.

E o pior, não aceitam a sua participação nas coisas ruins e continuam insistindo apenas no azar, na casualidade e no pobre Murphy.

Faça a sua lei, corra atrás dos objetivos, levante  se tropeçar e cair, assuma seus erros, entenda seus riscos e rasgue a lei de Murphy da sua vida!

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Somos Movidos pelo Amor... E Pelo egoísmo

Uma das maiores lendas do mundo é a de que o amor move as pessoas.

Na verdade, o que move a maioria das pessoas é o egoísmo.

A vontade de ter mais do que precisa, chegar onde os pés não podem levar, serem parecidos com pessoas que ficaram famosas, mas sem ter que investir e nem sofrer nada para isso.

O amor, na verdade, tem ficado a cada período mais para trás, desgastado, antiquado, desnecessário. O corpo é mais importante do que o amor, a imagem é mais importante do que o amor, as redes sociais são muito mais importantes do que a realidade.

Uma centena de curtidas conta mais do que palavras sinceras e um sorriso na foto pode esconder a verdade do vazio ou da tristeza que estão do outro lado do celular.

Hoje o que move as pessoas é a aparência, o que os outros pensam e como seria bom se essa vida dos sonhos fosse realidade.

O reconhecimento não vem mais pelas boas atitudes, mas pelas atitudes postadas. Não basta mais ajudar a quem precisa, é necessário tirar fotos e divulgar o sofrimento do outro, como se uma ajuda fosse um ato heroico e não uma compensação pela injusta e cruel divisão da sociedade.

O amor? Passa bem longe, até mesmo o amor próprio, que sucumbe à vaidade, que é um reflexo em uma foto bonita, mas que deita com seu dono, ou dona, durante a depressão que a vida real traz.

O que move não é o amor, é a vontade de mostrar para um ex, ou um inimigo, ou para parentes distantes, que a vida agora é festa, balada, sorrisos e alegria. A conta bancária, que se dane, ela ninguém vê, ninguém curte, ninguém elogia e nem comenta, só imaginam que ela está gorda, saudável e essa imagem atrai mais pessoas, mas pessoas com cada vez menos amor...

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Conto em Gotas - Parte 6

As outras partes estão perdidas aqui pelo blog... :-)

O resto do fim de semana foi ótimo, claro, depois que Bianca colocou todas as suas lágrimas para fora, desabafou e pediu que Diana nunca mais tocasse no assunto.

E ela fez o que a amiga pediu, mas sabia também, mesmo achando tudo isso muito estranho, o que faria, além de guardar esse segredo e esse silêncio.

Na segunda-feira, ao sair do trabalho ela não voltou para casa, foi parar em uma academia e se matriculou, para treinar e também em uma aula de defesa pessoal para mulheres.

E já ia começar essas novas atividades no dia seguinte, com uma motivação bem incomum, uma vez que ela nunca se interessou por atividades físicas.

Assim que chegou em casa, depois de fazer suas matrículas, ela tomou um banho, colocou um copo de macarrão instantâneo no micro-ondas e ligou seu notebook. Ela também precisaria melhorar seu plano de internet, e talvez trocar aquele computador, que ela pouco usava.

Mas para aquele momento, estava servindo. Ela buscou o bar e procurou pelo Google Maps qual deveria ser a casa utilizada pelo abusador para manter Bianca presa.

Era mesmo longe e um lugar completamente desconhecido para Diana, mas ela resolveu que no fim de semana seguinte faria um reconhecimento do lugar, tomaria um refrigerante naquele bar, passaria em frente aquela casa, queria experimentar uma certa sensação de perigo, mas acima de tudo, queria saber como seu corpo iria reagir a essa sede de vingar a amiga que ela vinha sentindo.

O resto da semana fluiu de forma cansativa para Diana, que espantou seus instrutores com tamanha dedicação e sinais rápidos de evolução, tanto física, como nos reflexos defensivos. Ela parecia aprender e se condicionar rápido demais. Na noite de sexta-feira, seu instrutor a elogiou, mas também passou uma cantada bem fraca, que ela ignorou com uma careta e um movimento de olhos que o fez desistir rapidamente.

Depois do banho ela preparou a roupa e a mente para o “passeio” de sábado, tentou dormir para descansar, mas apesar do esforço do corpo, a mente não ajudou e o que ela conseguiu foram poucos cochilos de alguns minutos no meio de uma insônia recheada da mais pura ansiedade.

Pela manhã ela tomou um café duplo, forte e sem açúcar, daqueles que acordam até a alma, repassou os ônibus e estações de metrô pelas quais deveria passar, pegou seus óculos escuros, colocou um boné, deixou na pequena bolsa apenas uma cópia do seu RG e dinheiro suficiente para as conduções e para um lanche, colocou o celular entre os seios e a arma em um bolso falso da jaqueta que escolheu. Respirou e saiu de casa sem pensar em mais nada.

Quase 90 minutos mais tarde ela desceu do segundo ônibus que precisou pegar, se localizou e caminhou por aproximadamente 10 minutos até avistar o bar.

Conferiu o horário no celular, 10:45, percebeu uma gota de suor escorrer pelo seu rosto.

Entrou no bar, que naquele momento estava quase vazio, não fosse por dois homens, já com seus cabelos brancos, tomando o que parecia ser cachaça no outro lado do balcão.

Ela pediu um refrigerante pequeno, pagou, pegou a garrafa e foi se sentar, na mesma cadeira em que as mulheres que ajudaram Bianca estavam, alguns anos atrás..

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...