Uma das maiores lendas do mundo é a de que o amor move as pessoas.
Na verdade, o que move a maioria das pessoas é o egoísmo.
A vontade de ter mais do que precisa, chegar onde os pés não podem levar, serem parecidos com pessoas que ficaram famosas, mas sem ter que investir e nem sofrer nada para isso.
O amor, na verdade, tem ficado a cada período mais para trás, desgastado, antiquado, desnecessário. O corpo é mais importante do que o amor, a imagem é mais importante do que o amor, as redes sociais são muito mais importantes do que a realidade.
Uma centena de curtidas conta mais do que palavras sinceras e um sorriso na foto pode esconder a verdade do vazio ou da tristeza que estão do outro lado do celular.
Hoje o que move as pessoas é a aparência, o que os outros pensam e como seria bom se essa vida dos sonhos fosse realidade.
O reconhecimento não vem mais pelas boas atitudes, mas pelas atitudes postadas. Não basta mais ajudar a quem precisa, é necessário tirar fotos e divulgar o sofrimento do outro, como se uma ajuda fosse um ato heroico e não uma compensação pela injusta e cruel divisão da sociedade.
O amor? Passa bem longe, até mesmo o amor próprio, que sucumbe à vaidade, que é um reflexo em uma foto bonita, mas que deita com seu dono, ou dona, durante a depressão que a vida real traz.
O que move não é o amor, é a vontade de mostrar para um ex, ou um inimigo, ou para parentes distantes, que a vida agora é festa, balada, sorrisos e alegria. A conta bancária, que se dane, ela ninguém vê, ninguém curte, ninguém elogia e nem comenta, só imaginam que ela está gorda, saudável e essa imagem atrai mais pessoas, mas pessoas com cada vez menos amor...
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