segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Conto em Gotas - Parte 7

 Capítulo 2

A casa aparentava ser muito simples, mas com um espaço grande entre o portão alto de madeira e a porta, separados por um jardim muito mal cuidado, com mato já na altura das canelas e aparentemente uma entrada dos fundos, cuja aparência era exatamente a mesma, com a diferença de não haver um portão, apenas a continuação da cerca de madeira.

Diana passou pela casa, seguiu a rua até a esquina e dobrou o quarteirão passando pela parte de trás e percebeu que não tinha a mínima ideia de como iria entrar ali. Pular a cerca não era uma boa ideia, até porque as duas ruas não eram movimentadas, nem tão pouco completamente paradas.

Ela precisava achar um jeito de fazer o sujeito, se é que ainda era o mesmo, deixá-la entrar na casa dele, sem levantar suspeitas.

O carro que ela esperava encontrar em frente a casa, ou no meio daquele mato, não estava lá, mas isso não significava muita coisa, o que chamava a tenção dela eram todas as janelas da casa fechadas, o que poderiam ser 3 coisas; Ou ele estava dormindo, ou tinha saído, ou havia alguma mulher sofrendo dentro daquela casa.

Frustrada com a sua falta de planejamento, ela desceu uma rua perpendicular por três quadras até encontrar uma lanchonete, onde sentou, pediu um Bauru e uma coca e começou a pensar.

Depois de comer, decidiu que iria tocar a campainha da casa para pedir uma informação, como se estivesse perdida e se ele a atendesse, pediria para usar o telefone ou um copo de água.

Pagou a conta, pegou o telefone, viu a hora, 11:10 e subiu a rua, chegou na esquina da casa do meliante e por pura sorte o viu abrindo o portão com um saco de pão no braço e uma sacola de mercado na mão.

Era ele, ela teve certeza, todas as características que Bianca falou, apenas mais envelhecido e com a barba bem desgrenhada.

Ele a viu, olhou para ela de cima abaixo, ela se aproximou, olhou bem nos olhos dele e depois com uma cara de súplica falou:

- Moço, será que o Sr. Pode me ajudar, acho que estou perdida, estou procurando a rua João Magalhães Rosa?

Ele a olha com interesse, faz uma cara de quem está pensando e responde sinceramente:

- Nunca ouvi falar nessa rua.

Ela olha para o guardanapo que trouxe da padaria com o nome da rua que inventou e pede para ele:

- O Sr. Pode, então, me trazer, por favor um copo de água, estou andando há uma hora mais ou menos nesse sol.

- Claro, mas entre, não precisa esperar aqui fora. Ele diz com um cara da qual talvez ela não desconfiasse, se já não soubesse do que ele era capaz...

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