Relacionamentos normalmente começam quando duas pessoas, depois de certo tempo, consideram que entre si existem mais coisas boas do que ruins. Imaginam que os bons momentos dos encontros iniciais podem ser ainda melhores e que mesmo quando a rotina se estabelecer, vão criar um vínculo tão forte, que por vezes chamam de amor, que será capaz de superar todos os obstáculos.
Mas existem obstáculos que por vezes são altos demais e quando uma das pessoas do casal cai de uma altura grande demais, pode ficar incapacitada para tentar correr o mesmo risco no futuro, mesmo que seja, obviamente, com outra pessoa.
Quando isso acontece, as portas do coração ficam fechadas, trancadas e a chave esquecida em alguma gaveta que a memória fez questão de esquecer.
Depois de algum tempo, em alguns casos até mesmo anos, pode surgir alguém que vai fazer o coração daquela pessoa palpitar, o cérebro forçar a memória para encontrar a gaveta da chave escondida, mas os traumas do passado ainda podem fazer com que a porta do coração fique emperrada, mesmo depois da fechadura aberta.
E será necessário ter muita força e muito óleo nas dobradiças para que a porta seja aberta.
Ainda assim, esse coração não vai suportar obstáculos muito complicados, vai preferir a comodidade, o conforto e provavelmente não conseguirá ser envolvido pela confiança plena, mantendo sempre aquele pé atrás da porta aberta.
Se puder, sempre que for sair da vida de alguém, feche você mesmo a porta, para que ela não emperre e não cause danos para a estrutura mental da outra pessoa.
Não há, nunca, a certeza da eternidade em um relacionamento, mas é certo que a falta de respeito é uma escolha, magoar outra pessoa é uma escolha e o medo da verdade é covardia.
Cuidemos das nossas portas, janelas, estrutura e da nossa saúde mental!
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