Nas minhas noites de pesadelo, enxergo meus ossos.
Ou apenas um túmulo que me foi destinado no dia em que nasci.
Talvez seja a solidão.
Que faz eu me enxergar como uma simples pilha de ossos.
Não sei quanto tempo ainda tenho.
Sei que muita poeira se levanta junto comigo.
Ou a poeira é da solidão.
Que eu espano da minha própria pilha de ossos.
Inevitavelmente, um dia essa conta vai chegar.
O pagamento será a minha alma.
Que vai me ver do céu vermelho.
Enquanto durmo o sono do bons.
No fim, estou ainda mais sozinho.
E o final nada mais é que uma pilha de ossos.
Mas o fim ainda não chegou.
E eu me sinto tão sozinho...

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