Nos idos de 2004, escrevi um poema que chamei de “Desespero” (http://elsopini.blogspot.com.br/2011/03/continuando-no-passado.html) cujo primeiro verso é este abaixo:
“Sou apenas um grito na escuridão.
Um rosto na multidão.
Não reconheço nem mesmo a minha casa
E são tão diferentes todos aqueles que me rodeiam.”
Um rosto na multidão.
Não reconheço nem mesmo a minha casa
E são tão diferentes todos aqueles que me rodeiam.”
Toda vez que saio de
casa e passo pelos congestionamentos de São Paulo me pego pensando nisso. Por
quantas pessoas passamos todos os dias, o que cada uma delas está fazendo nesse
momento naquele lugar, e existem tantas outras, milhões! Cada uma fazendo a sua
própria vida à sua maneira.
Umas menos satisfeitas que as outras, mas cada uma
dentro do seu próprio mundo particular.
Tenho certeza que muitas
pessoas pensam que não fazem diferença no meio de tanta gente, assim como por
muitas vezes também já pensei assim.
Mas todos precisam saber
que cada um tem uma importância enorme no meio dessa multidão. Cada um pode
fazer a diferença na vida de alguém, alguns ou muitos! Cada tarefa executada,
cada mão que ajuda a erguer o outro, cada atitude de amor e de esperança são
capazes de transformar o dia de quem recebe, mas principalmente de quem toma a
atitude.
Sentir-se bem consigo mesmo é uma das sensações mais incríveis do
mundo!
Quero que cada um de vocês perceba a importância de estar aqui,
vivendo a cada dia, mesmo com seus problemas e dificuldades, mesmo por vezes
não encontrando seu caminho ou uma razão para isso.
Não devemos nos
contentar em ser apenas um rosto na multidão, não devemos deixar nossa voz se
perder na imensidão, não devemos deixar de tentar e de querer, não devemos ter
medo de nos arrepender, vamos agir, para o nosso próprio bem e para o bem
maior.
Que todos os dias nos reconheçamos como seres únicos e especiais e não nos esqueçamos de nós todos dias!

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