Quase todo dia eu pegava o caminho que me levava de volta para a minha rua.
No sol ou na chuva, era minha aquela parta da cidade.
Eu conhecia até as sobras daqueles prédios, onde quer que eu estivesse.
Mas de repente, um dia foi a [ultima vez que apareci por lá.
Agora me afogo apenas no mar de lembranças.
E eu nem sei se os prédios ainda estão de pé.
Nos meus sonhos, restam apenas os corpos flutuando no espaço vazio.
As imagens ficarão apenas escondidas no inconsciente.
Mas, hoje em dia, que diferença faz?
Tenho a minha própria realidade para me afogar.
E no mar de fogo, sou apenas mais um que se queimou e está estirado no chão.
Ar é quase tudo, ou tudo o que eu preciso.
Contudo me vejo no caminho que me leva de volta à minha rua.
Vou ajoelhado, enquanto outros rastejam na mesma direção.
Como se fosse possível fugir da água que está chegando.
E não adianta, agora, pedir perdão...
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