O passado deixa marcas e foi o que Diana pode perceber ao observar a esposa do tal Juliano, enquanto ela caminhava em direção a sua casa.
Um passo cheio de desalento e desesperança, como se não houvesse nenhuma razão, exceto o sofrimento, para ela estar ali.
Diana se aproximou dela e executou seu plano:
- Oi, boa tarde. Tudo bem? Você mora por aqui? - Perguntou já sabendo da resposta.
- Moro ali. - Disse a mulher que parecia ter mais de 50 anos, apontando para a casa da esquina.
Nesse instante os planos de Diana mudaram, pois ela ouviu um grito, de um homem, do portão da casa para a qual ela apontou, chamando pela mulher de forma ríspida e grosseira.
- Desculpe, mas tenho que ir. - Ela disse para Diana com a voz trêmula.
Diana segurou gentilmente o braço da mulher e a acompanhou até a porta e foi recebida com um olhar de fúria do homem que estava ali parado.
- Quem é você, o que está fazendo aqui, o que você quer? - Ele quase gritou a alguns centímetros do rosto de Diana.
Ela olhou para um lado, depois para outro, olhou para cima e como não viu nada nem ninguém olhou nos olhos da moça e disse:
- Por favor, não grite.
O sujeito olhos para Diana sem entender e no segundo seguinte estava no chão se esforçando para respirar, tamanha aforça que ela o atingiu com a parte de trás da pistola de pregos.
Ela só deu mais um chute no estômago dele e fechou o portão atrás de si sob os olhares assustados da esposa. Quando Juliano pareceu ter recuperado o fôlego, Diana colocou o lenço com clorofórmio no nariz dele que se debateu inutilmente por apenas alguns segundos.
Ela pediu ajuda para a esposa afim de colocar o grandalhão dentro de casa, meio sem saber o que fazer, ela ajudou.
Diana, sob os olhares pesarosos da esposa amarrou e amordaçou o homem que em breve despertaria e o deixou daquele jeito enquanto conversava com Eliane, a esposa.
- Me diga, sem medo e sem preocupação, o que esse verme fez com você e com a sua filha?
Com os olhos cheios de lágrimas ela respirou e contou tudo, tudo mesmo, desde a desconfiança dela, até o arrependimento por ter duvidado da filha, chegando ao dia em que ela chegou em casa mais cedo e viu, com os próprios olhos a filha sendo violentada, amordaçada e chorando.
Desde aquele dia ela apanhava quase toda a semana, pois Juliano a culpava pela fuga da menina e consequentemente por não poder violentá-la mais. Era abusada frequentemente e não tinha mais esperanças e nem coragem para reclamar ou denunciar de novo, mesmo ele sendo um vagabundo que ela ainda precisava sustentar.
Mas aquilo acabaria naquela noite. Juliano nunca mais faria mal a Eliana, aliás, nunca mais faria mal a ninguém...
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