O desejo por vezes é incontrolável e, principalmente para os mais jovens, fica tão à flor da pele, que quando se dão conta do que estão fazendo e como estão fazendo, já é tarde demais.
Claro que também existem os casais já formados que se imaginam como um só até a eternidade, mas é uma eternidade que dura pouco demais.
E existem, também, algumas pessoas que enxergam uma gravidez como uma ponte para uma vida mais tranquila, recebendo uma pensão gorda para que não só a criança tenha tudo o que precisa, mas para que ela também viva melhor do que na vida antes da gravidez.
E quando digo mais tranquila, não me refiro apenas às mães de filhos de jogadores de futebol ou artistas famosos, mas qualquer mulher que tenha uma vida mais difícil do que a do possível pai, seja ele um empresário, ou um funcionário qualquer.
O ponto comum em todos os casos é que em muitos deles, a pensão vira briga, discussão e quem fica realmente no meio da situação acaba desconsiderado, ou deixado de lado, sofrendo emocionalmente por uma disputa que parece ser apenas financeira.
Algumas crianças crescem se vendo como uma mercadoria, como um passaporte para uma vida melhor e em outros casos, quando a briga não dá o resultado esperado, como um estorvo, como um problema que não deveria ter acontecido, como um plano que não deu certo.
E na maioria dos casos em que o descuido foi tão grande quanto o desejo, a insatisfação habita os dois lados, do pai, obrigado a dar uma pensão que na maioria dos casos é muito baixa e a da mãe, que não recebe o suficiente de pensão para cuidar do filho e quer mais do que a justiça determina.
Então, qual a solução? Deixar de lado a impulsividade, respirar, pensar e se proteger, pois uma criança não é um prêmio e nem um problema, não é um trabalho para gerar um salário e nem um estorvo que vai impedir uma balada no fim de semana...
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