quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

10.000 AC e Agente 86 e Feliz Ano Novo

Os dois últimos filmes do ano foram 10.000 AC e Agente 86.
O primeiro eu ainda não tinha assitido, o segundo já.
Minha Prima disse que 10.000 AC tinha sido ruim e o é, mas como andei vendo coisas ainda piores, até que foi tolerável. Nada como mais uma megalomania Americana, aonde até bem antes da descoberta da América os nativos já falavam inglês... Tirando isso e o ressucitar da Camilla Belle, até que é passável. Em breve todos poderão ver nas "Telas Quentes" da vida...
Agente 86 já é uma produção melhor, apesar de eu não gostar muito Steve Carell, mas ajuda o fato de eu gostar bastante da Anne Hathaway, quem sabe se eu ganhar na Mega da Virada... mas, deixando o sonho e voltando ao filme, é uma comédia água com açucar até que interessante, bem no estilo do Agente 86 mesmo, onde apesar de todas as trapalhadas do Maxwell eles conseguem salvar o Presidente dos EUA.
Agora é esperar o novo ano, começar já assitindo Alone in the Dark no sábado e torcer para que eu consiga cumprir a meta de 1 filme por dia!
Feliz Ano Novo para mim e para todos os poucos que acessarem este espaço...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Almas Nuas

Em Uberaba, trabalhando e aguardando os arquivos ficarem prontos para serem testados.
Aproveito para ficar em dia com os filmes assistidos.
Só falta escrever sobre "Almas Nuas".
O Tal de Chubbuck deve ter arrumado uma grana, deve ter oferecido quase tudo para a Pamela Anderson, que topou tirar a roupa em boa parte do filme.
Não há outra explicação para a existência desta produção.
Fãs da Pamela, assistam, para quem não se anima com isso, não percam tempo.
Nota 1,5, pela Pamela...

sábado, 26 de dezembro de 2009

Além da Linha Vermelha, Alexandre e Aliens

Feliz Natal atrasado...
Aqui estou eu em pleno dia 26, que eu jurava ser 25, para escrever sobre mais três filmes e continuo atrasado. Como vou para Uberaba amanhã, se houver Internet no Hotel escrevo sobre "Almas Nuas" e ai fico acertado e pronto para ver e escrever sobre "Alone in the Dark".
Pois bem, os três filmes de hoje, juntos não somam 10....
Além da Linha Vermelha é um filme sobre a 2ª guerra, mas conta sobre uma única batalha em uma ilha lá nos cofins da Oceania. Muitos grandes nomes do cinema, mas com pequenas participações. George Clooney, mesmo, só para tentar vender um pouco mais, pois sua participação não dura nem um singelo minuto. FIlme cansativo, muito longo para o Enredo. Nota 2,5.
Alexandre foi uma das maiores decepções cinematográficas que já tive. Só perde para "Tróia", porque não tinha grandes expectativas, mas eu tive que assistir em 4 dias e ter uma força de vontade fora do comum.
Eu que não gosto de filmes com menos de 100 minutos, fiquei chateado por este ter 180. Melhor nem comentar mais. Nota 1,0 para ser um crítico bonzinho.
Por fim, assisti Aliens, aquele em que a Sigourney acha a menininha na estação e a salva milagrosamente no final.
Acredito que este seja o segundo da série, mas dá para assistir sem ver o " O oitavo Passageiro ".
Dos três, sem sombra de dúvidas é o melhor. Nota 6,0. E hoje, fui assistir Avatar, do mesmo James Cameron, que dirigiu Aliens. Efeitos especiais, maquiagem e 3D. Mas a história deixa um pouco a desejar.
See you...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Águia na Cabeça, O Albergue e O Albergue 2

Continuo escrevendo atrasado... E olha que não assisto mais um filme por dia, conforme minha meta, o que significa que só devo acabar de ver todos em 2012 agora... Mas, vamos lá...
Águia na Cabeça é um filme nacional que se passa no RJ sobre a disputa do jogo do bicho e com um cara ambicioso demais que tenta jogar sempre um bicheiro contra o outro.
No final das contas, não vale uma tarde de pipoca. Nota 3,5.
O Albergue, ao contrário, é um dos meus filmes preferidos, muita violência, ação e suspense e ainda por cima tem um monte de mulher bonita. O Filme conta a história de jovens americanos que vão atrás de meninas no leste Europeu e acabam sendo "vendidos" para serem assassinados de forma violenta e cruel por milionários que tem a morte como hobby. Quem tem coragem assista, nota 7,5. Já "O Albergue 2" foi decepcionante, provavelmente porque eu estava muito animado achando que seria tão bom quanto o primeiro e na verdade não chega nem aos pés.
O tema do filme é o mesmo, só que agora são meninas americanas que são levadas para a morte.
Menos sangrento e com um final diferente, mas ainda assim é possível assistir. Nota 5,5.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Todo fim é um começo... Do novo fim...

Como já dizia Renato Russo. " A felicidade é uma mentira e a mentira é a salvação ".
Mas a verdade sempre volta e é, assim como a morte, a única coisa inquestionável.
Vamos que vamos, de novo, em busca de um novo final, pena que para isso seja necessário mais um recomeço...

sábado, 12 de dezembro de 2009

Advogado do Diabo, Aeon Flux e O Agente Secreto

To ficando atrasado com as postagens sobre os filmes...
Hoje vou escrever sobre três que vi já na semana passada.
Primeiro Advogado do Diabo, que é o meu preferido entre esses três. A História do Diabo e seu filho, na forma de advogados, nada mais correto, por sinal e com a linda Charlize Theron ainda de quebra. Boas atuações de Keanu Reeves e Al Pacino, na forma do Diabo. O Filme é bom para vermos que o excesso do trabalho pode destruir a família... Eu acho que preciso assistir mais umas dez vezes. Recomendo. Depois assisti Aeon Flux, que só vale mesmo pela Charlize, uma história futurista demais, vazia demais. Talvez seja uma tentativa muito mal sucedida de mostrar um pouco de Aldux Huxley e seu "Admirável Mundo Novo". Para sessão da tarde com uma pipoca doce, até passa. Nota 4,5. Por fim, O Agente Secreto, que é péssimo. Uma história "nada a ver" de um espião russo em Londres que acaba matando o cunhado e depois é assassinado pela esposa... Não percam seu precioso tempo. Nota 3,0.
Se der tudo certo amanhã acabo de atualizar tudo o que já vi.
Fui...

domingo, 6 de dezembro de 2009

Um Final de Semana para Esquecer... Mais um...

A vida é feita de escolhas... Erradas.
Em todos os sentidos. E eu sou um mestre, um professor. Praticamente um Einstein das escolhas erradas... Eu poderia gostar de Hockey, mas gosto de futebol, tudo bem, poderia torcer para o Flamengo de Guarulhos, mas não, torço para o Palmeiras...
Eu poderia gostar de Ópera, mas não...
Eu fui um jovem belo e tive que escolher, em 1997, com quem eu ia ficar, pois tinha duas paquerinhas, olha o que aconteceu...
Enfim. Vou começar a pensar o que quero da vida e depois que tiver certeza, vou tomar a decisão contrária. Basta. Fui.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

3000 Milhas para o Inferno, Abismo e Achados e Perdidos

Depois de três dias sem tempo e nem coragem de escrever eu volto, ainda sem tempo, mas com um pouco de coragem.
Estou ainda no serviço, com 4 máquinas trabalhando ao mesmo tempo e neste exato momento, pelo menos por uma meia hora não vou precisar mexer em nenhuma delas. Então, vamos aos filmes...
O primeiro que vi, acho que na segunda-feira, foi 3000 milhas para o inferno. Eu já tinha visto há um bom tempo atrás. É um filme bem regular, quase chegando no ruim, uma história que envolve paternidades do Elvis, com assalto, romance, assassinatos e, como sempre, um final feliz americano...
Tem bons nomes no elenco, como Kevin Costner, Kurt Russel e Courteney Cox, mas fica devendo. No começo do filme, parece Rambo, um batalhão de policiais que não consegue acertar um tiro em nenhum dos cinco caras, que claro, matam todos os policiais. Se quiserem vejam, mas não reclamem depois. Nota 4,0.

Na terça-feira, foi pior, assisti Abismo, outro que já tinha visto, mas nem me lembrava direito, acho que devo ter cochilado da primeira vez, ou fui buscar água muitas vezes. Uma história de destruição da Terra, com buracos negros e etc. que não destrói nem um quarteirão inteiro no final. Enfim, lastimável, nem elenco bom tem. Nota 3,0.

Ontém assisti o segundo filme do José Joffily que eu tenho, Achados e Perdidos, baseado em um livro, que pelas palavras do escritor no making off, foi violentado pelo diretor.
Deu para perceber o jeito que o Joffily gosta de trabalhar, sem sequência, misturando o passado com o presente, nudez sem sentido e Rio de Janeiro, além do Roberto Bomtempo.
Para quem gosta da Juliana Knust, é bom, recomendável, apenas pela história infelizmente não.
Há mistura de envolvimento político com assassinato, reviravoltas, traição entre prostitutas, enfim, uma salada. Nota 4,0, pela Juliana.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

16 Quadras, 21 gramas, os 27 beijos perdidos e 300

O título ficou interessante. Nem parece que são quatro filmes, mas são...
Os últimos que assisti, dentro da minha campanha " Assista aos seus DVDs"...
Dos 4, só tinha visto mesmo 16 quadras, provavelmente ano passado e é um filme estilo Bruce Willys mesmo, com a diferença que ele está barrigudo, manco e com aparência de velho, diferente do herói de Duro de Matar. Mas mostra a história da corrupção da polícia Americana, fato cada vez mais recorrente nos filmes, ou seja, é porque realmente lá a coisa também não é das melhores.
Vale à penas assistir, a coisa mais chata do filme é a voz do Mos Def e ele fala para caramba o filme todo... Nota 6,5. Um bom programa para um anoitecer de sexta-feira, antes do sono.
21 Gramas eu comecei a ver logo que o comprei, eu gosto dos filmes da Naomi Watts, mas por alguma razão tive que atender um telefone, ou fui tomar água e isso é imperdoável para o filme. É um filme sem sequência, com indas e vindas, passado, presente e futuro. Quando o filme passa um pouco da metade, acaba ficando previsível, pois o fim já passou e você já sabe o que vai acontecer. Vale pela bela atuação do Benício Del Toro. Para quem tem paciência, é um bom filme, nota 6,5 também.
Os 27 beijos perdidos é de uma diretora nascida na Geórgia, na época que era ainda parte da União Soviética. Um dramalhão bobo que conta a história de uma menina de 14 anos que se apaixona por um cara de 41, cujo filho se apaixona pela menina e assim por diante. Tenta ter tons de comédia, mas sem sucesso. Quem ainda não viu, não perca seu tempo. Nota 3,0.
300 ainda estava no "plástico", sempre olhava para a "cara" dele mas me desanimava. Acho que fiquei traumatizado depois de ter visto Tróia... Mas é um bom filme, bem movimentado, com muita ação, as cenas de luta são muito reais e bem feitas e ainda dá para se divertir vendo o Rodrigo Santoro ser dublado nas suas poucas aparições. Vale a pena o programa, nota 7,0.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

10.5 O dia que a Terra Parou e 15 Minutos

Hoje o dia foi corrido demais e não deu para escrever sobre o filme que vi ontem, 10.5 então aproveito e escrevo sobre este o sobre o que acabei de ver agora, 15 minutos.
10.5, acredito eu, foi o único filme que vi duas vezes este ano e em um período breve de tempo, mas ontem aproveitei para analisar tudo um pouco melhor. É um filme até que interessante, eu particularmente gosto de filmes sobre a destruição da Terra, principalmente quando os EUA são destruídos e como eles são "Argentinos" até nisso, meu caro amigo Nicolás, até para destruição eles querem ser os primeiros. A história mostra um Presidente e seus Governantes Unidos no ideal de salvar a pátria e no final mostrar que o Homem não é dono do Planeta e blá, blá, blá... Mas tem momentos muito bons, que o fazem pensar. Mas é Ficção em todos os sentidos.
Quem quiser assistir, que o faça, não creio que o arrependimento será grande...
Já 15 minutos foi uma boa surpresa. Eu tenho esse filme há tanto tempo que tinha certeza de que já o tinha visto, mas não tinha... É um policial estrelado pelo De Niro em que 2 turistas desembarcam nos EUA para cobrar uma dívida de um antigo parceiro e acabam querendo se tornar Estrelas por perceberem que a lei é fraca a ponto de tornar um assassino em um pobre maluco que pode ficar milionário vendendo sua história. Um cutucão bem inteligente sobre o sistema de "justiça" que serve para o mundo todo. Difícil o De Niro estrelar um filme não recomendável. Podem assistir, nota 6,5. Amanhã se der tudo certo, volto para as Micaretas... hehehe ( Escrever sobre o meu passado com elas... Claro... )

terça-feira, 17 de novembro de 2009

9 1/2 Semanas de Amor

Ontem foi a vez de um clásico! 9 1/2 Semanas de Amor de 1986.
O filme é bom, uma histórioa interessante e inteligente, uma paixão avassaladora que combina entrega total com poder e dominação.
Mas, o mais gostoso foi ouvir Joe Cocker e lembrar dos tempos da adolescência, de quando tinha 15 anos, época em que 15 anos ainda guardavam alguma inocência, e que assistir na televisão a silhoueta da Kim Basinger fazendo strip-tease para o Mickey Rourke deixava um jovem de 15 anos "envergonhado". Ver o filme me trouxe algumas horas de lembranças inesquecíveis, de momentos que não voltam mais e de oportunidades que não vão mais aparecer, enfim, as vezes é bom recordar e é bom saber que hoje posso estar mais velho, mas que a minha adolescência foi muito melhor do que a de hoje.
Voltando ao filme, posso chamar de um "clássico" dos anos 80, quem tem mais de 30 sabe do que se trata. Altamente recomendado. Se não tem efeitos especiais sua trilha sonora compensa, Bryan Ferry com Slave to Love compensa, é, assim como Iris do Goo Goo Dolls uma música tema que consegue contar a história do filme. A sedução das cenas do "gelo", do "mel" e da "chuva" levaram a imaginação de milhares de jovens da época a lugares distantes. FIlmão, nota 7,5. Quem puder, assista. Este não vai ficar apenas guardado na prateleira.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

8 Mulheres e ¹/² e 9 Canções

Domingão, acordei cedo para trabalhar e depois voltei para casa. Sem campeonatos Europeus em virtude das repescagens para as eliminatórias, assisti um filme logo que voltei. 8 Mulheres e 1/2. Um filme sem pé nem cabeça, que deve ser muito bom para quem curte cinema Europeu, essas coisas mais intelectuais. A história de Pai e Filho, que após a morte da mãe / esposa, resolvem encher a casa de mulheres. Colocam 8 mulheres diferentes para serem dos dois, todas aceitam por dinheiro e há ainda uma "meia mulher" que é citada durante o filme, mas só mostrada na última cena e é "meia", porque não tem as pernas...
Uma a uma as mulheres vão morrendo ou saindo da casa e por fim o pai morre, deixando apenas o filho, com a "meia" em casa e como o filme termina com um terremoto, podemos deduzir que no final não sobra ninguém. Mais um para fazer parte apenas da minha coleção. Não recomendo.
Depois, assisti 9 Canções. Este já tinha colocado para assistir logo que comprei, mas vi só um pedacinho. Ontém vi inteiro. Mais um filme sem pé nem cabeça, um pornô "chique" acoplado à uma trilha sonora pesada e boa, conta a história de um casal que se conheceu na famosa "Brixton Academy" e passaram a "namorar" se bem que só o que se via era sexo, depois iam para outro show, tocava outra música e assim por diante, 9 canções, entre elas 9 cenas de sexo e uma tentativa infrutífera de mostrar a solidão do rapaz que vai para a Antartida depois que ela volta para a América.... Se a moça fosse pelo menos mais bonita.... Enfim, quem quiser que veja, não recomendo, nem desrecomendo...

sábado, 14 de novembro de 2009

Os 7 Suspeitos

Olá Eu mesmo...
O Filme que eu vi ontem é baseado no jogo que aqui chamamos, ou chamávamos, porque nem sei se existe ainda, de Detetive, que no seu original americano é chamado de "Clue", que por sinal é o título original do filme, ou seja, mais uma daquelas traduções de títulos inteligíveis.
Seria ótimo se o maior problema do filme fosse apenas a tradução do título...
Com o intuito de ser uma comédia, logo no começo já podemos perceber que muitas cenas são forçadas e não conseguem tirar sequer um sorriso do expectador.

O final, ou os finais, já que no DVD, como no jogo, o assassino pode ser qualquer um, são muito desordenados e sem sentido lógico.
Enfim, vai ficar lá guardadinho na minha prateleira como íten da minha coleção, mas certamente não fará mais parte das minhas tardes de sábado.
Não recomendo.

Coleções - 2 Perdidos Numa Noite Suja

Os amigos e pessoas próximas que me conhecem, sabem que eu sou meio maluco. Sempre tive mania de fazer coleções. Colecionei figurinhas de futebol, de chiclé, de albuns de heróis, depois passei a colecionar latas de cerveja e refrigerantes, depois passei a comprar cervejas importadas, ingressos de shows e de jogos de futebol, escudo de botões, revistas e gibis ( Isso coleciono até hoje ). Com o passar do tempo, as coisas foram piorando, comecei a colecionar CDs, até hoje tenho uma quantidade razoável de CDs que nem abri, tenho todos os CDs do Aerosmith ( Até 2003, para todos os casos ), do Bad Religion, até da Mariah Carrey e claro, ASA e Chiclete, enfim, devo ter algo em torno de 500 CDs, eu parei de contar.
Sempre gostei muito de três atividades, Esportes em Geral, apesar de preferir o bom e velho Futebol, Música, tirando o trabalho, tudo que faço é ouvindo música e Filmes, no Cinema ou em casa. Mas, depois da separação, meu novo vício foram os DVDs, estou reorganizando a minha Coleção, pois decidi dar um tempo nas compras, para tentar assistir tudo o que já tenho. Acredito que hoje eu deva ter algo em torno de 600 filmes, todos originais, e mais 40 temporadas de séries de TV, que eu não ligava, mas depois que comecei a assitir me empolguei. Só que, como no caso dos CDs, mais da metade dos meus DVDs eu ainda não vi e pelo menos um terço deles ainda está "no plástico", sendo que muitos outros tantos nem fui eu quem abri, mas enfim, quero aproveitar este espaço, que basicamente apenas eu que acesso, para escrever o que eu acho dos filmes que vou vendo. O Que vi ontem, foi 2 perdidos numa noite suja, dirigido por José Joffily e com atuações de Débora Fallabela e Roberto Bontempo, baseado na obra do Plínio Marcos, escrita nos anos 60 para Teatro.
A idéia da história é bem interessante, dois brasileiros que se cruzam em Nova Yorque, ambos vivendo no submundo e com dificuldades para levar a vida, mas um deles aceita isso, o outro não, apesar de viver em um cortiço, se alimentando de drogas e eventualmente de uma marmita para sem tetos, acha que vive bem e que tem tudo o que quer.
A Mulher, faz o homem de gato e sapato, zomba, irrita, o colocou na cadeia, mas o amor escondido que ele guardava por ela, o fez ficar quieto, até o dia em que não aguentou e o "feitiço virou contra o feiticeiro" e então, descobriu-se que aquela zombaria toda também escondia um sentimento, que acabou ficando pra trás, pois em momento algum, nenhum deles teve a coragem de expor o que sentiam. Ele voltou ao Brasil, com a mala vazia, sem os sonhos que ele levou para NY e ela continuou, na sua ilusão de que tudo daria certo e com a solidão que plantou. Um filme bom, nota 6,5.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Frio Intenso e Calor de Matar...

Depois do show do Jammil, já fui convencido a ir para o FORTAL, que em 2005 pela primeira vez seria Indoor. 9 anos depois eu voltaria a fazer uma viagem para ir atrás do caminhão. Mas o meu amigo tinha virado a bandeira e por alguma circunstância estranha ao invés de ASA tinha virado Chicleteiro. Sim, o Chiclete é bom, mas o ASA é muito melhor e por isso, megalomaniacamente, compramos para o Fortal os 4 dias de Chiclete e mais o Bloco do ASA com Ivete, que é sempre aos sábados e que nunca assitimos, além da Feijoada do Siriguella. E ainda ficaríamos hospedados no Marina Park, muito chique.
Porém, o que eu não sabia é que eu seria convencido ( Sou ótimo para vendedores ) de ir para Campos do Jordão ver o ASA no CocoBambuFolia. A princípio íamos com uma excursão, mas o meu amigo se atrasou, como sempre se atrasa e acabamos indo de carro. Foi um sábado e uma verdadeira tragédia grega. Eu, completamente desacostumado a beber, num frio danado, comecei a tomar vodka com energético umas 6 horas antes do show. Tenho apenas vagas lembranças, aliás, do show, mas muitas marcas vieram comigo no dia seguinte e algumas histórias e algumas fotos que estão guardadas em meus arquivos pessoais. Enfim, na volta para SP no domingo, passamos em Aparecida, precisávamos mesmo agradecer...
Chegou Julho e a grande viagem para Fortaleza, foi tudo bom demais, para o meu azar, reencontrei minha ex-cunhada, de quem gosto muito, conheci pessoas que passariam a fazer parte do "cotidiano" das micaretas e o Glauco, claro, que dos amigos do meu amigo é o mais legal de todos.
Fortaleza passou a ser o ponto de parada, algo de obrigatório para todos os anos e para todos os planos de futuro.Foram 4 dias divertidos demais, da feijoada inesquecível, em que deixamos nosso amigo dormindo, pois capotou de um jeito que eu descobriria ser normal demais, de um bloco do Chiclete inesgotável e de momentos que me fizeram ter a certeza de que eu continuaria seguindo por este caminho durante algum tempo, ou enquanto o dinheiro desse...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O Reencontro com a Folia

Desde o começo de 1998, então, minha vida mudou radicalmente. Conheci minha ex-esposa com 24 anos e 73 kilos, me separei com 30 anos e 106 kilos... O Recomeço foi um tanto quanto complicado. O Ano de 2003 não me remete a nada, foram dias de pouco trabalho, pouco movimento, muitas idas ao cinema e a um rodízio aqui em Guarulhos chamado Solar dos Pampas, eu já era tão conhecido que minha sobremesa já vinha automaticamente...
Em 2004 decidi mudar, ainda em Janeiro, depois da comilança das festas, entrei na academia. Meus primeiros "passos" na esteira foram divertidos, andando 2 minutos a "3 km por hora" eu cansava e suava, mas nada como força de vontade e uma dieta infalível não resolvessem, durante 4 meses, eu comia na maioria dos dias, uma maçã e algumas azeitonas. Nesses 120 dias, perdi 34 kilos. No final de Abril, estava eu feliz com 72 kilos, sem beber há algum tempo, com uma namoradinha, tranquilo e contente. Nessa época, surgiu, para a minha pessoa, o Orkut, com ele reencontrei meu grande amigo Marco, que depois sumiu de novo, mas com quem fui no Palestra assistir Palmeiras X Tacuary pela Libertadores de 2005 e pelo Orkut também pude reencontrar minha grande e amada amiga Andréa e em Novembro de 2004 fui ao aniversário dela, todo "estranho", tinha perdido a prática de sair de casa, mas foi um reencontro muito bom. Desde lá nunca mais deixamos de nos falar e em 2005 fomos a um show do Lenny Kravitz no Pacaembú, eu quase nem lembrava mais o que era um show...E depois vieram muitos outros, para outros posts...
Nesse período também fui para Floripa conhecer a maravilhosa Carol e tenho histórias ótimas de lá para contar em outro momento...
Mas, o Orkut também foi responsável pela mudança radical da minha paz e sossego. Um dia, resolvi procurar meu amigo, aquele dos posts abaixo, não o achei, mas achei o perfil do irmão dele e deixei um recado. A namorada do irmão dele, que foi quem havia criado aquele perfil me mandou um mail com os telefones e e-mail do meu amigo. Mandei um e-mail, e logo depois conversamos por telefone. Por questões de trabalho e I.R, marcamos um jantar aqui em Guarulhos no dia 26 de Abril. Depois de 7 anos sem nos ver, houve muita conversa, boas risadas com uma parte mínima das histórias que eu perdi, mas eu não imaginava o que havia por vir. Só sei, que no dia seguinte, estava na porta do Credicard Hall, embasbacado, para ver o show da gravação do DVD do Jammil. Um dia depois de reencontrá-lo, eu já estava voltando para o "inferno"... O que aconteceu depois... Bem virão muitos posts pela frente...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Namoro ou Axé ? - Inconciliáveis ?


o 2º Semestre foi um pouco mais comportado para o Axé, mas por um motivo, comecei a namorar uma garota do serviço. E eu, como bom Menino, não gostava da idéia de ir para o Axé sozinho, pois a mulherada não dava mole já naquele tempo. Fui em alguns shows com ela, que era Baiana e gostava das músicas, mas sempre de táxi e encontrava o meu amigo só lá dentro do Olympia e sei que algumas vezes ele nem lembrava que me via...
Mas tinha o CarnaSampa em Outubro e a minha namorada trabalhava no sábado, primeiro dia do bloco, então fui sozinho, com o consentimento dela, com meu amigo.
Foi o máximo, um dos melhores sábados de bloco do ASA, mas como sempre, Cervejas iam e vinham e como o bloco foi muito demorado, não me lembro de muitas coisas, principalmente de como o bloco acabou. Sei que começou às 16:00hs e que minha brilhante memória me fez lembrar que tinha combinado com a minha namorada que ela dormiria na casa da minha mãe, para irmos juntos no domingo para o bloco. Como o CarnaSampa, em 1996, foi na antiga Av. Águas Espraiadas, fui a pé, de alguma maneira, para a Av. Interlagos, aonde morava a minha mãe. Cheguei lá por volta de 23:00hs, toquei a campainha e para o meu azar, quem atendeu foi justamente a minha namorada. Eu estava de bandana na cabeça e segundo ela, que fez escândalo e me deu uns "tapas", estava "sujo" de batom. Minha mãe veio intervir, mas só começo a ter mais claridade de lembranças, acordando na manhã seguinte e contornando a situação. Fomos juntos no domingo e encontramos meu amigo com a sua namorada, minha ex-amiga, mas infelizmente, por várias razões, não foi tão legal como o sábado. Enfim, depois desse dia, só fui em mais dois shows, ambos em 1998, um com a minha ex-esposa e o outro sozinho com meu amigo, escondido, enquanto estava, para todos os efeitos, dormindo. E até 2005, foi neste show do ASA no Olympia, em uma quarta-feira, a última vez que nos vimos... Afinal, o Axé e o namoro, não são bons companheiros...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

1996 - O 1º Semestre mais agitado da Minha Vida


1995 acabou e eu tive a certeza de que iria mudar o rumo da minha vida.
Acabei o segundo ano da faculdade, mas estava completamente desgastado. Trabalhava todo dia das 07:30 até as 18:00hs, pegava o metrô para chegar à faculdade, chegava em casa perto de meia-noite, até dormir já estava perto de 1:00 e acordava todo dia 05:30...
Além disso, tinha um problema pessoal na faculdade, mas esse é um caso do coração e talvez seja publicado em outra oportunidade...
Enfim, resolvi que iria trancar a faculdade e me dar a oportunidade de viver um pouco mais.
Isso feito, começou o ano, trabalho, casa, descanso e um pouco de paz, até terminar o Carnaval... de Salvador.
Meu grande amigo voltou de lá, como sempre, e ao ficar sabendo que eu estaria livre, me levou de vez para o mundo das micaretas e do Axé.
Foram muitos eventos e festas de Março até Julho de 1996, sendo que o Olympia, antiga casa de shows na Lapa, passou a ser parada obrigatória das 4ªs feiras. Durante quase 4 meses toda 4ª feira estávamos lá, quase que batendo ponto. Foram shows da Banda Cheiro, Olodum, Pierre Onassis, banda EVA, que tinha Ivete Sangalo como vocalista, Netinho, Chiclete, ASA, Timbalada, Papa Léguas, Gera Samba ( Ainda com Carla Perez e antes de virar É o Tchan ), Cia do Pagode, AraKetu, Banda di Maçã, Jheremmias não bate Corner ( Que se tornaria em 1998 Jammil e Uma Noites ), Pimenta N'Ativa, enfim, certamente esqueci alguns. Só que não era só o show, o legal era a ida, a volta, sempre emocionante, com nossos anjos da guarda já cansados. Aliás, o meu anjo da guarda teve muito trabalho nessa época, mas o do meu amigo, coitado, teve que operar alguns milagres... Além do Olympia, fomos algumas vezes no também antigo Moinho Santo Antônio, cujo episódio mais legal foi em um Show da Banda Eva, para o qual ganhei dois ingressos VIP, com bebida grátis o tempo todo e acesso direto à frente do Palco. Foi uma quinta-feira, e no dia anterior, claro, tinhamos ido ao Olympia... Tínhamos um "crachá" VIP que nos permitia passar na frente do pessoal que estava comprando Chopp e pegar direto, só mostrando o "crachá" e depois passavamos por baixo da corda que separava a galera do palco, para ficarmos "apoiados" no palco. Eis que a Ivete, linda, vem pegando na mão do pessoal VIP, chegou a minha vez... Segurei a mão da Ivete... E não queria soltar mais, quase que ela cai do palco.... Foi um show bem legal, especial.
Além disso, vieram os primeiros shows fora da Capital, compramos o CarnaCampinas, bloco Pipoca e com o bloco, tinha a festa, dois dias antes, em Valinhos, com diversas bandas. Bem eu não assisti ao show inteiro, mas meu amigo não vai esquecer esse dia... Afinal, nesse dia foi criada a história da grávida sem quarto disponível no hospital... A volta para São Paulo pela Bandeirantes foi algo Surreal, ainda bem que éramos 2 e que nossos anjos da guarda não nos abandonaram... Dias depois estávamos de volta em Campinas, para o Bloco, com o ASA detonando " A Dança da Tartaruga". Também em 1996, no Banana Café houve uma paresentação Especial do ASA, apenas com Durval e Chocolate, um acústico exclusivo para os membros do Bloco "Tô Dentro", um lançamento do CarnaSampa de 1996. Claro que estávamos lá e nesse dia tirei uma foto ao lado do Durval e como ainda era moleque, fiquei feliz em receber seu autógrafo. Mas a melhor parte do primeiro semestre, foi em Junho, no feríado de Corpus Christi. Fomos para Minas Gerais, eu, meu amigo e um amigo dele, muito legal e divertido, para curtir o CarnaBelô. Foram 3 dias de festa e farra, hospedados em um Hotel "mequetrefe", almoçando em um self-service bem simples, mas compensando com o bloco, o show do Chiclete na quinta à noite e as peripécias na estrada, afinal, fomos de Golzinho, ou seria um Uno Mile... Não me lembro mais, porém, o mais importante mesmo é saber o quanto é gostoso lembrar dessa época, da juventude, dos tempos e das coisas que não voltam mais...
Mas o 2º Semestre viria rápido e com ele uma nova descoberta, que o Axé e o namoro, são coisas difíceis de andarem juntas...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

E Então Apareceu o ASA !!!!


Depois de acordar, tomar banho e tentar secar a mortalha com o ferro, coloquei uma bermuda "normal" e fui para a casa do meu amigo. Fiquei sabendo que ele foi assaltado no dia anterior e provavelmente ele só ficou sabendo no domingo também... Mas vamos combinar cá entre nós, levar carteira com documento, cheque e etc. para o bloco é coisa de inexperiente....

Enfim, o porteiro interfonou para o apartamento dele e então fiquei no hall o aguardando, me sentindo meio estranho... Talvez por não ter acordado direito, eis que repentinamente me dou conta que estou tomando uns cascudos e escutando um monte de desaforos... Minha grande amiga, que era namorada do meu amigo ( Nossa amizade nasceu por causa dela ) apareceu " do nada " e me viu com a camiseta do ASA e deduziu o que estava acontecendo... Foi uma tragédia. O Pior é que poucos minutos depois ele aparece, todo arrumadinho, pois iria para a delegacia antes de ir para o bloco. Enfim, fiquei quase 10 anos sem rever minha ex amiga e quando a encontrei foi por puro acaso em uma feira que tinha nós dois como público alvo, mas vamos voltar ao domingo e ao bloco.

Diferentemente do sábado, quando o trio começou eu ainda estava "inteiro" e o vocalista do tal Asa de Águia estava tocando a sua guitarrinha e deu para perceber que tocava bem, o ritmo me pareceu legal, mesmo sabendo que o ritmo das menininhas que balançavam com a música ajudava bastante...
Enfim, foi muito mais divertido do que sábado, de controle de qualidade ligado e esperto, aproveitei bem o dia e na segunda-feira já estava comprando " A Lenda" que era o CD mais novo da banda.

Eu, então, já sabia que não ia mais largar essa vida, que iria ser mais um maluco a pular atrás do trio, mas já sabia de qual banda eu gostaria mais. Só que 1995 já estava acabando e apenas consegui ir a uma festa, em uma mansão, e ai eu entendi o significado da palavra festa... Só não tinha ainda aprendido a saber como chegava em casa...

E até hoje tenho as duas camisetas do CarnaSampa em casa... Porque ??? Lembra que minha amiga me viu na portaria da casa do meu amigo e que ele desceu todo arrumadinho porque tinha que ir para a delegacia ? Pois bem, até hoje ela deve achar que eu queria arrastá-lo para o bloco...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Viagens ao Mundo do Axé

Tudo começou em Agosto de 1995, quando fui arrastado para a Av. Sumaré para o primeiro CarnaSampa da história.
Logo eu, um ex-cabeludo, roqueiro e crítico ferrenho de meu melhor amigo, que já naquela época ia atrás de todos os trios que apareciam no Brasil. Eu dizia que ele era doente, para não utilizar os termos piores que não precisam ser publicados, mas costumava brincar falando que se passasse o caminhão da Ultragaz tocando aquela musiquinha insuportável ele saia atrás feito um bobo pulando.

Pois bem, como ele já era conhecido no meio, virou membro da organização do evento e me deu de presente a “mortalha” do Bloco Nana Banana do Chiclete com Banana.
Reclamei, relutei, mas como era caro e ele ficou chateado, resolvi aceitar.

No sábado saímos da casa dele, com uma camiseta branca e laranja, um shorts laranja ( que hoje não usaria nem se ele pedisse “Pelo Amor de Deus” ), bonezinho e “Mamãe Sacode” na mão. Logo que chegamos no início da Sumaré, compramos as duas primeiras latinhas de cerveja e comecei a olhar o “movimento”. Confesso que o clima foi sedutor e comecei a achar que a ideia poderia não ser assim, tão ruim. Cerveja vai, cerveja vem e repentinamente um cara esquisito com um paninho na cabeça apareceu em cima de um palco móvel e começou a cantar músicas que eu nunca havia escutado, enquanto isso mais latinhas vieram e foram Eu no auge dos meus 22 anos me animei com as menininhas e já nem escutava mais música nenhuma e nem lembrava do meu amigo, talvez nem lembrasse de mim mesmo...

A última lembrança, ainda meio que vaga, foi de ter pego metrô para voltar para casa, mas não me lembro em que estação fui parar, nem tampouco a hora, mas sei que conseguir abrir a porta de casa e que já era tarde, bem tarde, pois todos estavam dormindo.

Minha próxima recordação é o telefone do meu quarto tocando e eu atendendo sonolento. Do outro lado da linha, meu amigo me fazendo uma pergunta estranha – “Com que Mortalha você está ?” . Eu olhei para o chão do quarto e nada vi. Disse a ele que ligaria em seguida. Levantei, cambaleando coloquei uma roupa e saí do quarto para ir procurar a roupa do dia anterior. Para meu total espanto, pendurada no varal estava uma camiseta Azul, que eu sabia ser do outro bloco do evento, o "Tô dentro", da mais desconhecida ainda, pra mim, banda Asa de Águia. Perguntei para a minha avó o porque de ela ter lavado a camiseta, pois no domingo teria que sair com ela de novo e voltei para o quarto “coçando a cabeça”, pensando como poderia ter voltado com uma mortalha diferente daquela que usei no sábado.

Enfim, retornei a ligação ao meu amigo e ele também estava com a mortalha trocada e assim como eu, não tinha ideia do que tinha acontecido. Foi meu primeiro dia, de muitos e desde este primeiro dia, aprendemos que vamos para o bloco juntos, mas sempre voltamos separados...

O Domingo, do Asa, foi outra história, para outro dia, mas foi o começo de uma nova paixão...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Lugares

Lugares

São Paulo foi onde eu nasci, também onde cresci e Guarulhos é a cidade na qual estou aos poucos envelhecendo.

Mas no meio desse caminho acabei passando por diversos lugares e lugarejos, seja em busca de paz, de folia, ou apenas de conquista profissional.
Ainda enquanto criança desprovida de desejos e de memória ausente, soube que sai do Estado de São Paulo pela primeira vez e bem pequeno parti de avião para Corumbá, no MS, terra de minha mãe e de parentes que tive o prazer de rever quando retornei para lá em 2017. Foram pouco mais de 40 anos distante, mas cada um dos 3 dias que passei por lá me encheu de felicidade. Pelas pessoas, pelo acolhimento e pelas aventuras e lugares maravilhosos que pude ter e conhecer no Pantanal.

Ainda criança, fui para Santos, por onde passei em outras oportunidades. Primeiro para conhecer a Vila Belmiro, e mais recentemente, com amigos passear pela cidade e até visitar o Museu do Pelé.

Pelas fotos sei que estive em São Roque aqui no interior do Estado. E sem fotos, mas com tênue lembrança, sei que passei por Mandaguari e Maringá no Paraná.

Como minha família por parte de Pai é do Interior de São Paulo, estive em Promissão, Lins, São José do Rio Preto e José Bonifácio, cidades destes meus familiares e parentes, lugares que, com exceção de Rio Preto, onde tenho ido com frequência em virtude do trabalho, nunca mais visitei e lá se vão uns 35 anos.

A minha única lembrança de “Bonifácio” é um sorvete gigante dentro de um abacaxi, que nem deve ser tão grande assim hoje, mas que para uma criança, realmente era...

Depois, conheci os municípios praianos de Guarujá, Bertioga e São Sebastião.

Nos tempos da faculdade conheci Ubatuba e Caraguatatuba, para Ubatuba, aliás, eu fui muitas vezes, sozinho, acompanhado de namoradas, ex-esposa, amigas, enfim, é um lugar que eu gosto muito, mas para o qual também não volto já há algum tempo.

Já trabalhando, nas férias, fiz algumas aventuras com meu grande amigo Ken em dois anos consecutivos. No primeiro ano conheci Novo Horizonte em São Paulo e pela primeira vez sai “sozinho” do estado indo para Três Lagoas no MS, de lá para Caldas Novas em Goiás, depois para Araguari em MG e por fim, Araxá, também em Minas. O Curioso é que nenhuma dessas cidades foi planejada, tirando Novo Horizonte. Decidimos os destinos nas rodoviárias e de acordo com o que restava nos bolsos.

Mas, antes da segunda viagem com meu Amigo, no mesmo ano da primeira viagem, logo após ter me inserido no Universo do axé, fui conhecer Belo Horizonte, para ir atrás do Trio no Carnabelô.

No ano seguinte, na segunda viagem com o Ken, conheci o NE, mais especificamente a Bahia.

Fomos para Bom Jesus da Lapa, decisão essa feita pelo nome, no guichê da rodoviária e assim como na primeira viagem, ao acaso paramos em Ibotirama e por fim chegamos no Paraíso que é ( ou era ) Lençóis, que de todos os lugares, é o mais bonito que eu conheci e para onde voltei mais uma vez, mas já há vinte e cinco anos atrás. Passei pouco mais de 6 horas em Seabra, enquanto ficava esperando o ônibus para ir até Lençóis. Assim, como no ano anterior passei algumas horas em Itumbiara-GO e em Catanduva-SP, esperando para ir a outra cidade.

Nessa época, eu provavelmente já tinha passado por Osasco, Santo André, São Bernardo e Diadema, que quase não contam. E da grande São Paulo hoje já conheço Mauá e Arujá, além das próximas Mairiporã e Atibaia e é claro Barueri. E como meu irmão morou bastante tempo no “Interior”, conheço Jundiaí e Campo Limpo Paulista.

Mas, continuando com o passado, o início da minha era do Axé me levou à Campinas e Valinhos. Comecei a namorar uma Baiana, meu primeiro relacionamento sério e ela me levou para Cruz das Almas, na Bahia, para conhecer a família e depois para Feira de Santana, onde passei apenas uma ou duas noites.

Meu segundo relacionamento sério, também foi com uma pessoa de fora de São Paulo, ela me levou pela primeira vez para o Ceará, fomos para Fortaleza, que hoje é o meu cantinho preferido no mundo, depois fomos para Quixadá, lugar bucólico, mas onde o calor faz o chão “tremer”.

Depois veio o Casamento e as viagens se tornaram apenas a trabalho. Foi então que passei mais de mês, tirando os fins de semana, no Rio de Janeiro e lá conheci também São Gonçalo. Nesta mesma época, fui também para Presidente Prudente e Piracicaba no interior de São Paulo.

Quando voltei a ser solteiro, em uma das maluquices que cometemos, acabei passando um fim de semana em Niterói. Assim como fui para Botucatu e Itatinga, o que já não foi uma maluquice, muito pelo contrário.

Rio de Janeiro, aliás para onde além do trabalho fui para os shows de Axé e durante algum tempo fui muito mais do que gostaria.

Depois, por conta de uma amiga especial, conheci Florianópolis. Maravilhosa! e Balneário Camboriú em Santa Catarina, lugares para onde eu ainda quero voltar.

Depois de alguns anos reencontrei um amigo maluco e veio a fase Brasil das Micaretas, quando eu passei por mais lugares.
Fortaleza ( de novo e de novo e de novo... ), Aquiraz e Maracanaú no CE, Natal e Parnamirim no RN, Alfenas em Minas Gerais, Ribeirão Preto, Rio Preto, Goiânia, Vitória – ES, até mesmo Aparecida em São Paulo, sempre que voltávamos de carro do Rio, Salvador, Arraial D'Ajuda e Porto Seguro na Bahia, Campos do Jordão, Itu, Sorocaba, São José dos Campos, Jaguariúna e Americana, todas no interior de SP, mais próximas à Capital.

Nos últimos anos, em virtude do trabalho acabei aumentando a lista de cidades. No Sul, Porto Alegre, Eldorado do Sul, Curitiba, São José dos Pinhais e Cascavel.
No interior, foram verdadeiras descobertas, cidades como São Sebastião da Grama, Bady Bassit, Colina e Brodowski, além de Itupeva, Franca, São Manoel, Barretos, Jaú, Mirassol, Bauru, Limeira, Tatuí. Extrema em Minas, Camaçari na Bahia, Contagem, Uberaba e Pirapora em Minas


Depois que a idade chegou, as viagens à passeio aumentaram e acabei por passar em vários lugares maravilhosos, como Maceió, São Miguel dos Milagres, Maragogi e Marechal Deodoro nas Alagoas, Mata de São João e Morro de São Paulo na Bahia, Bonito no Mato Grosso do Sul, Lambari em MG, João Pessoa na Paraíba, Tamandaré e Ipojuca em Pernambuco, Aracajú no Sergipe e o último Estado até agora o Maranhão, São Luís. Passei alguns dias em Buenos Aires, e um dia em Montevidéu e Punta Del Este, que foram os primeiros lugares fora do País que conheci. Em 2016 foram meus primeiros 15 dias na Europa, em Londres, onde pude ver como o Mundo é culturalmente diferente e como aqui ainda precisamos evoluir bastante.

 

Enfim, uma diversidade de lugares, mas que são poucos, devido ao infinito que ainda há para ser explorado em nosso país e no resto do Mundo.

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...