Sempre vejo em vidros traseiros de carros, redes sociais e escuto a frase: “ Deus deu uma vida para cada um, cuide da sua “.
Acredito e concordo plenamente com ela, mas com uma pequena ressalva, antes de cuidar da própria vida, você precisa ser dono dela e isso significa ser independente, ou seja, pagar suas contas, arcar com suas responsabilidades e se não tiver condição de morar sozinho, que seja um dos alicerces da casa.
Tendo isso, cada um faz o que bem quer da própria vida, mas nunca cuidar da vida de outra pessoa que não pediu sua opinião e nem sua ajuda.
E qual é a relação entre isso e o título do artigo?
É que justamente aqueles que não tem a sua independência em nada, dependem de teto, comida e tudo mais dos pais ou parentes que o abrigam, tendem a ser aqueles que mais querem fazer o que tem vontade, sem se preocupar com nada e nem ninguém, o que me sugere um sentimento sem a menor nobreza, típico dos humanos, o egoísmo.
Não falo do simples egoísmo, do garotinho que esconde o doce do amiguinho para não ter que dividi-lo na hora do recreio, mas sim do egoísmo em sua forma bruta, aquele capaz de ser até mesmo, em casos extremos, mortal.
Os pais festejavam, choravam de alegria, faziam planos, economizavam para poder comprar enxoval, pensavam em nomes, imaginavam o futuro do rebento que chegaria.
A mãe, durante nove meses carregava a vida em seu ventre, o pai, quando presente, beijava e acariciava aquela linda barriga redonda que continha um fruto, que foi semeado por vezes com muito amor e carinho e que regado com atenção e cuidado, teria tudo para brotar saudável, forte e pronto para retribuir na colheita, tudo aquilo que foi plantado.
Então, nasce o pimpolho, mais festa, mais alegria, reunião de familiares e amigos, porém, acima de tudo, mais carinho, mais atenção, mais preocupação e mais tempo de dedicação.
Quantas noites não se foram amamentando, acalentando, correndo atrás de médicos, tudo para que aquele fruto continuasse crescendo com força.
Com o passar dos anos, às vezes sem razão, nem porque, ao chegar à pré-adolescência, aquele belo rebento, mal saído das fraldas, já se acha em condição de tomar atitudes por si mesmo, sem sequer por um instante lembrar o motivo, a razão e principalmente como foi possível, ele estar vivo.
Começa a fazer, na maioria das vezes escondido, tudo aquilo que aqueles que deram tanto amor e carinho e, portanto, jamais querem seu mal, diziam para não fazer. Até que um dia, a mentira, como sempre, perde a sustentação e a verdade avassaladora chega aos ouvidos daqueles que jamais esperavam tremendo vendaval.
Começa a fazer, na maioria das vezes escondido, tudo aquilo que aqueles que deram tanto amor e carinho e, portanto, jamais querem seu mal, diziam para não fazer. Até que um dia, a mentira, como sempre, perde a sustentação e a verdade avassaladora chega aos ouvidos daqueles que jamais esperavam tremendo vendaval.
Em retribuição ao amor e ao afeto plantados, esses filhos devolvem a dor e o desespero aos pais.
Ao serem questionados sobre os motivos que os levaram a tomar essas atitudes, simplesmente dizem que a vida é deles e que ninguém tem nada com isso, que a vida é curta e que tem que aproveitar o máximo possível.
Ao serem questionados sobre os motivos que os levaram a tomar essas atitudes, simplesmente dizem que a vida é deles e que ninguém tem nada com isso, que a vida é curta e que tem que aproveitar o máximo possível.
Então comecei a pensar um pouco mais criticamente sobre a frase acima, pois ao mesmo tempo em que essas pessoas não querem que ninguém “ cuide “ de suas vidas, certamente não devem se preocupar com a vida de mais ninguém
Existe egoísmo maior do que esse, fazer o que sabe ser errado para aproveitar dois ou três meses de vida, julgando a vida ser curta e deixar para aqueles que sempre fizeram o melhor por eles a eternidade do sofrimento ?
Quem diz que a vida é curta, normalmente ainda não viveu sequer um terço da expectativa de vida dos brasileiros e, portanto, ainda não sabem o que é viver mais de 40 anos sofrendo pelo egoísmo de outras pessoas.
Quem diz que a vida é curta, normalmente ainda não viveu sequer um terço da expectativa de vida dos brasileiros e, portanto, ainda não sabem o que é viver mais de 40 anos sofrendo pelo egoísmo de outras pessoas.

O seu texto é a dura realidade, mais o que mais incomoda é que com o passar do tempo o egoismo vai brotando dentro das pessoas cada vez mais cedo.
ResponderExcluirAbraços!
Elso, vc enfiou fundo a espada. É isto. Dura realidade.
ResponderExcluirPois é meu caro Elias.
ResponderExcluirEster artigos escrevi nos idos de 2003, 2004, quando comecei a fazer entrevistas com jovens em busca de emprego e me preocupei com o que lia e ouvia. Dura mesmo, mas realidade.
Obrigado pela visita.