quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Feliz 2012!

Quero desejar a todos os amigos, colegas e familiares um Ótimo Ano Novo, que seja repleto de realizações, sucesso, felicidade, conquistas, trabalho, paz harmonia e principalmente saúde.

Este ano que está terminando, como sempre, teve vários lados, nem todos positivos, nem todos negativos.
No âmbito pessoal passei por alguns problemas de saúde, comigo e principalmente com a minha mãe, que foi atropelada no meio do ano e ainda está se recuperando, mas, tudo está terminando bem.

Acredito que são estas "pedras" que de certa forma também nos motivam, para melhorar, para buscar coisas novas e principalmente para valorizar cada um de nossos dias aqui na Terra.
Depois do acidente com a minha mãe, acabei por visitá-la muito mais vezes do que faço normalmente e apesar do preço que foi pago, pude extrair esse lado positivo da situação.
Criei o costume de conversar com ela todos os dias e não mais uma vez por semana, portanto, nossos laços se estreitaram ainda mais, fortalecendo o Amor que existe incondicionalmente no meu coração.

Gostaria de agradecer às pessoas que fizeram parte dos meus dias, me ajudando, me escutando, falando para eu ouvir. Aquelas que me pediram conselhos e não seguiram, às que seguiram e até mesmo aqueles que em nenhum momento se dirigiram à mim.

As redes sociais, principalmente o Facebook, nos aproximam das pessoas distantes, ao mesmo tempo que acaba nos distanciando ainda mais, mas mesmo assim, é legal saber como estão os colegas dos tempos do Assunção, um lugar que frequentei por 14 anos seguidos, as meninas da faculdade, ver seus filhos e saber que estão bem e até mesmo o pessoal que trabalhou no Eldorado/Carrefour onde trabalhei de 1993 até 2000.
Os mais recentes, que posso chamar de "Pessoal do Axé", que fui conhecendo desde 2005, até parar de frequentar os shows e micaretas definitivamente este ano que vai acabando e que portanto acabei por não reencontrar em 2011.
Espero que em 2012, alguns destes contatos possam se estreitar e que consigamos marcar encontros para contar histórias, dar risadas e saber ainda mais sobre a estrada que nos trouxe para este presente.


No lado profissional, foi um grande ano, e devo agradecer, como sempre, ao meu amigo Elias pelas oportunidades e confiança. Novas conquistas, novos projetos e sobretudo, uma trilha que vai aumentando a perder de vista.
Mas não posso me esquecer de agradecer fundamentalmente às "Minhas Meninas" queridas que ajudaram no sucesso do trabalho e sem as quais nada seria possível. Flávia, Renatinha, Renata D., Renata Roma, Sarah, Ellen, Patrícia, Elaine, Rachel, Barbára, Thábata, Camila, Laíse, Karol, Janis, Stephanie, Mayara e Sabrina, além da Dani e agora da Nathália, que veio ajudar o time. Vocês foram demais e esse ano que vai começar agora serão ainda mais e espero poder colocar mais muitos nomes nesta lista.
Teremos muito trabalho pela frente, mas é isso que nos move todos os dias. O Feliz Ano Novo de vocês é todo dia e estaremos juntos.

Quero desejar, também, um ano novo especial para o pessoal aqui de Natal, que me recebe com um carinho imenso todas as vezes que estou por aqui, me deixando sempre com vontade de voltar, mesmo sabendo que serão alguns dias.

Claro, não posso esquecer de desejar um 2012 fabuloso para os amigos que me aturam todo o tempo, Fabinho, Cris, Xuxu e Anderson, estes meus afilhados e vizinhos, que estão sempre por perto.

E por fim, agradecer aos meus familiares por me dar o suporte que sempre preciso em todas ocasiões, não só neste ano, mas sempre. A Família é a sustentação que temos e não entender, não saber enxergar com os olhos dos Pais ou dos avós pode trazer muitos problemas no Futuro!
Mamãe, Tia Mara, Vovó, Maria (Minha Anja da Guarda), Kátia, Pai, André( Meu Exemplo ) e as "crinças" Felipe, Raphael, Gabi e Juinho, que vão levar adiante o nome da família. Vocês são meu orgulho, meu escudo, minha casa, minha proteção e minha luta. Que em 2012 estejamos novamente muito juntos, estreitando nosso afeto e amor e que saibamos como chegar no fim do ano que vem sorrindo, festejando e comemorando mais uma batalha vencida!

Um Beijo no Coração e Um abraço apertado!

Salve 2012!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Cuidado com o que você planta...



Muitas vezes vemos com tristeza depoimentos de pessoas que aguardaram o ano inteiro a colheita e na época em que veriam os frutos do seu trabalho brotar, se deparam com enchentes, secas, ou pragas, que acabam com o sonho, muitas vezes, de um alimento na mesa, um leite no copo, um acesso à coisas melhores.

Claro que existem aquelas colheitas fartas, com frutos suculentos, abundância e retorno positivo. A semente plantada que deu resultado depois do trabalho humano e do tempo.

A vida é assim também. A cada dia plantamos várias sementes no nosso solo e também no solo de outras pessoas e cultivamos através de todas as nossas ações e atitudes.

Muitas pessoas plantam sementes ruins e tem uma sorte muito grande desta semente não crescer e gerar frutos indesejáveis. As secas ou enxurradas da vida matam a semente e o fruto se perde. Mas, muitas vezes o fruto cresce e floresce, deixando no solo a marca da tristeza, da saudade, da maldade.

Muitas vezes podemos achar que estamos plantando a semente certa e não damos ouvidos aqueles que cuidam de jardins há muito mais tempo e acabamos por matar algo que poderia ser muito belo no futuro.

Também existem aqueles que teimam em virar jardineiros sem saber sequer segurar um regador, querem ver as sementes plantadas e semeadas apenas com o som de sua voz, sem querer colocar a mão na terra, ajoelhar na grama, ficar embaixo do sol ou da chuva, sem dar atenção ou carinho, apenas julgando ser superior ao tempo e ao jardim.

Estes podem ter sorte de viver em jardins imensos, fruto de trabalho árduo e de anos, deixando poucas sequelas nestes espaços de terra, mas, se não tiverem a humildade de primeiro aprender, no futuro correrão o risco de destruir vários jardins.

Por isso, vamos sempre procurar boas sementes, compartilhar nosso conhecimento, abrir nosso jardim e cuidar de todas as plantas e frutos. Ensinar a todos que caminham em nosso jardim a boa prática, as boas maneiras e, principalmente, preparar os novos semeadores para o futuro.

Lembrem-se, quem planta amor corre o risco de não conseguir colher de volta por causa das armadilhas do tempo, mas aquele que planta apenas o ódio, a inveja, a cobiça, a discórdia, pode ter a sorte de não colher tudo isso no futuro, mas jamais colherá o amor sem ter plantado.

Photo by Markus Spiske on Unsplash

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Exposição de Sentimentos


O artigo de hoje é mais um dos motivados pelas minhas observações nas redes sociais, neste caso, mais especificamente o Facebook.

Faço parte desta rede há 9 anos e já vi tantos "amores" acabarem e outros tantos começarem.

Vou expor o que penso em relação aos sentimentos e a forma de exposição dos mesmos, especificamente sobre os relacionamentos.

Em primeiro lugar, preciso explicar que não fico procurando e nem xeretando posts de pessoas que não fazem parte da minha rede, mas, inevitavelmente, acabo lendo o que aparece na minha página.

E são muitos os posts que "anunciam" o amor, a saudade, a vontade, enfim, várias coisas que expõem demais um relacionamento.

Eu, e isso é uma opinião estritamente particular minha, acho que os nossos sentimentos devem ser revelados, mostrados e ditos, diretamente a pessoa de quem gostamos e, fundamentalmente, com atitudes e não palavras, exceto se o relacionamento já dura "Uma vida" é absolutamente estável e cuja chance de terminar é próxima à "zero".

Por vezes, tenho uma impressão de que essa exposição tem a finalidade não de mostrar esse sentimento para o próprio par, mas sim para os pares antigos, anteriores, uma tentativa de mostrar que agora sim está feliz!

Nesse caso, a chance do relacionamento dar errado, aumenta muito, pois se você não esquece seu relacionamento anterior é quer provocar o antigo par, é porque algo não vai bem internamente

A segunda, é que a exposição é uma forma de se auto-promover, mexer com o próprio ego, o que esconde uma enorme insegurança e necessidade explícita de reconhecimento ( interpretação de psicólogo )

Por fim, até por sempre ter sido muito sossegado, eu jamais faria algo do tipo e detestaria que meu par o fizesse. Seria como aparecer naqueles programas em que um carro barulhento aparece anunciando para o Universo o amor imenso, a ponto de ser gritado para os quatro cantos, mas que a qualquer momento pode acabar...

Photo by Joshua Earle on Unsplash

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sobre o Tempo



Sei que já escrevi aqui, até mais de uma vez, sobre o tempo.
Mas é um tema tão recorrente que me encanta de certa forma. Pois tudo o que vejo é o tempo.
O tempo que passa, não volta, castiga, machuca, mas retribui e agrada.
Então, se o tempo controla o Universo, mas temos uma pequena chance de controlar o tempo, porque não o fazemos ?

O tempo que já passou nos deixa lições, cicatrizes, marcas que não se apagam.
Deixa sorrisos gravados, amores vividos, conquistas e vitórias carimbadas em nossa memória e deixa, inevitavelmente, arrependimentos pelo caminho.
De coisas que não fizemos, de coisas que não deveríamos ter feito. Oportunidades que passaram e não tivemos coragem de tentar e momentos inadequados para tentar agarrar o que na verdade não era uma oportunidade.

Para o tempo, isso se chama vida. Uma vida é composta de todos os erros e acertos, sorrisos e lágrimas, vitórias e derrotas, mas acima de tudo, é feita de aprendizado.
Todos os dias, todos os momentos, tudo deve ser utilizado, memorizado, para que sirva de referência para nós mesmos e para quem quiser consultar.

A vida pode não ser matemática, nem lógica, mas tem um sentido, uma razão, um objetivo. Assim como o tempo que temos. Não é pouco, nem muito. É suficiente, desde que saibamos como utilizá-lo para viver.

Sem passado, não existe presente e sem o presente, não se constrói o futuro.

Photo by Heather Zabriskie on Unsplash

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mostrar e Enxergar


A vida me ensinou, há muito tempo, que nem tudo que os nossos olhos enxergam, é visto da mesma maneira pelos olhos dos outros.

Por isso existem os gostos individuais, e até em relacionamentos podemos dizer que há "a tampa certa para cada panela".

Existem as culturas, onde o considerado belo, pode ser o mais feio em uma outra.

Eu posso achar uma roupa ridícula, mas uma pessoa que pode estar ao meu lado talvez ache bonita e assim também é com as pessoas. Existem os que acham as loiras bonitas e existem os que preferem as morenas, enfim...

Isso significa que nem sempre conseguimos mostrar aos outros o que nossos próprios olhos veem.

Por vezes tentamos trocar as palavras, por atitudes, gestos, posições, mas nem sempre funciona, porque aqueles que montam uma imagem fria e estática a respeito de uma pessoa, normalmente cerram os olhos e fazem questão de não perceber mudanças, gestos ou atitudes positivas, para não precisar dar o braço a torcer.

Isso pode causar um certo desânimo, um desconforto, mas não há nada que possa ser feito. Jamais conseguiremos enxergar pelos olhos dos outros e nem tampouco colocar os nossos olhos, nosso coração, em outro ser humano.

Portanto, faça sempre o que tiver que fazer, pensando nos seus olhos, enxergando com a sua consciência, pois por melhor que sejam as suas intenções, jamais serão observadas da mesma forma por todas as outras pessoas.

Photo by Max-Jakob Beer on Unsplash

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Planejar e Agir


Existe uma grande diferença entre o que planejamos e o que efetivamente fazemos.
Por várias vezes nos pegamos sonhando acordados, imaginando o resultado de uma ação que planejamos, mas que nunca vai acontecer, porque o plano não se transforma em ação.

É muito fácil termos vontade de conhecer algum lugar, ouvirmos, em pensamento, uma resposta positiva de alguém que queremos ao nosso lado, imaginar um objeto que desejamos sendo utilizado.
Para isso, montamos em nossas cabeças um plano, um projeto, quase que uma encenação daquilo que precisamos fazer, dizer, e até o tanto de dinheiro que precisamos juntar.

Mas, quando chega a hora de comprar as passagens, dizer o que foi planejado para aquela pessoa especial, ou até mesmo guardar o dinheiro planejado na poupança, a ação falha.

O Desânimo pode ser utilizado como uma das desculpas e muitas dificuldades justificam a desistência da viagem, mas na verdade é bem possível que tenha sido só preguiça e auto-flagelo, para poder se sentir infeliz por não ter realizado aquilo que desejou.

Quando encontra aquela pessoa com quem deseja conversar, as palavras somem da boca e o medo de uma resposta negativa, que acabaria com aquele sonho, faz com que a realidade nunca mude, trazendo uma falsa felicidade por manter uma amizade que na verdade não existe e que nunca vai se transformar em um possível amor, que nunca deixará de ser imaginação.

Quando o dinheiro para o objeto do desejo se esvai, em bebidas, cigarros, pizzas e lanches, roupas desnecessárias, ao invés do arrependimento instantâneo, porque depois ele sempre aparece, diz-se que o que ganha é muito pouco, que nunca sobra nada, que é um infortunado que não tem sequer o direito de realizar uma simples vontade.

Pois bem, é hora de parar de reclamar, parar de sonhar. É hora de planejar e agir.
Começando com planos simples e rápidos, que vão motivar conquistas maiores e serão o alicerce do tempo que será necessário para as maiores conquistas.

É hora de pensar no presente e no futuro, de fazer do passado nossa escola, aprender e estudar os nossos erros, para podermos mudar os nossos caminhos.

Afinal, o amanhã começa hoje e hoje começamos a construir a um segundo atrás...

Photo by Isaac Smith on Unsplash

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Masoquismo e Esperança



Hoje olho para o passado e vejo quantas coisas já fiz, das quais não diria que me arrependi, mas não entendo direito porque fiz.

Coisas que não tinham como dr certo, ou ser boas, divertidas, mas mesmo assim fiz.

E por vezes olho pessoas, que nem conheço, fazendo coisas semelhantes e me pergunto o que os motiva, o que me motivava.

Usando um exemplo bobo, me vejo voltando ao ano de 2011, passando em frente ao estádio do Canindé em SP, um domingo com chuva torrencial e alguns torcedores se encaminhando para o Estádio. O jogo era do meu time, que à época estava pior do que filme "B" de terror, juntando com aquela chuva então...
 
Então, o que levava estes torcedores à pagar o ingresso e assistir ao suposto jogo, sabendo que iam se molhar, passar nervoso, brigar, se irritar e voltar para casa mais estressados do que saíram, ao Estádio? Minha única resposta é a Esperança.

A Esperança de um milagre, de uma virada do destino, uma mudança inesperada, ou uma expulsão boba de três atletas do time adversário.

Acho que deve ser a mesma situação daquele pessoal que vai para a praia nos feriados prolongados, que sabe o tamanho do trânsito que vai pegar, a irritação que vai passar, o sufoco dentro do carro, sabe que vai dirigir reclamando e xingando o tempo todo, mas, mesmo assim, sempre volta...

Devem existir mais exemplos, mas não me vem a cabeça agora. Eu me lembro de uma situação diferente, mas divertida.

Quase sempre que ia ao Shopping aqui da cidade e passava pelo quiosque da King Donuts, ficava olhando para "cara" tão bonita deles e, mesmo sabendo que eram ruins par o meu paladar, acabava comprando.

Ao chegar em casa e comer, sempre reclamava comigo mesmo. Talvez fosse a esperança de que a receita tvesse mudado e o sabor passasse a ser mais compatível com a aparência....

Mas, cá entre nós, isso é bem melhor do que tomar chuva para ver um jogo de um time ruim...

Photo by Markus Spiske on Unsplash

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Grupos e Indivíduos



Quem são as pessoas que conhecemos e quem somos nós?
Por que o EU é tão diferente quando o EU se junta a outros e forma o NÓS?

Por que tímidos se tornam desinibidos, por que pessoas calmas e sossegadas podem se tornar violentas, aquele que mal consegue dirigir uma palavra a uma pessoa consegue gritar no meio da multidão?

O Conjunto de pessoas, formado por um ou mais líderes, é o álcool que embriaga a mente do EU.

Quando se juntam torcedores uniformizados de uma equipe, o EU desaparece e o conjunto o torna um EU forte, desinibido, destemido, como o efeito de um Whisky duplo na balada para ter coragem de se aproximar da garota desejada.

Quando se juntam fiéis da mesma igreja, o EU some e surge um grupo uníssono que consegue juntar coragem para espalhar sua crença, por vezes escondida no EU solitário.

Enfim, o EU e a sociedade são coisas muito distintas. O EU, por exemplo, pode ser internamente a favor, por exemplo, das palavras de um lunático, enquanto o NÓS vai ser radicalmente contra, porque o NÓS é politicamente correto e acompanha a corrente.

O EU votou TIRIRICA para "brincar" e fez dele o deputado federal mais votado do Brasil, mas o NÓS jamais votou, pois não encontramos ninguém que tenha cometido tamanho desajuste.

Acredito que precisamos viver um pouco mais intensamente o nosso EU, pois só assim nossas crenças, vontades e pensamentos passarão a ter mais valor.

Pensar e agir individualmente de um jeito e coletivamente de outro, faz com que não sejamos nós mesmos e sim apenas uma parte. Uma parte de um coletivo, que nem sempre, ou quase nunca, exprime a realidade do nosso EU.

Photo by Ian Parker on Unsplash

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Felicidade - Um Conceito



Hoje, vou divagar sobre a felicidade.

As pessoas próximas sabem que minha mãe, há alguns anos, foi atropelada por um inconsequente de vinte e poucos anos na faixa de pedestres em Campo Limpo Paulista.

Ainda hoje, não consegue se locomover perfeitamente devido a uma série de circunstâncias que ocorreram desde o seu atropelamento, até as confusões dos vários médicos que a atenderam. Mas, por outro lado, isso fez com que eu tivesse um estreitamento fundamental na minha relação com ela.

Certo dia, ainda quando ela morava mais longe, conversávamos enquanto eu fazia café e ela perguntou se eu era feliz, pois achava que eu, um homem de quase 50 anos, separado e sem filhos, com um trabalho que me consumia a semana toda, além das preocupações e do stress, não poderia ser feliz, assim como ela achava que também não era feliz, aliás, que nunca tinha sido feliz, exceto, pelos três filhos que ela teve...

Enfim, eu disse a ela que a felicidade não está em um casamento e nem em filhos, a felicidade está aonde nos sentimos bem.

Não alonguei a conversa, mas pensei bastante a respeito, pois tenho uma ideia formada há muito tempo sobre isso.

Eu acho que a felicidade não pode ser determinada, afirmada. Assim como a tristeza, a felicidade é um estado. Passageiro, breve e que deve ser aproveitado ao máximo. Mas não podemos nos julgar felizes ou tristes, podemos nos sentir felizes, viver momentos felizes, que nos fazem pensar, por instantes, em uma felicidade eterna. Mas esses momentos acabam, ou viram rotina, pode ser até uma agradável rotina, ou se transformam, se modificam e viram tristeza.

E eu uso o próprio exemplo da conversa que tive com a minha mãe. Certamente, quando ela se casou, assim como eu e imagino como qualquer pessoa que se case, sentiu-se feliz, completa, realizada.

Depois de algumas brigas, discórdias, diferenças e a inevitável separação, a felicidade virou mágoa, tristeza, desilusão.

Com os filhos é a mesma coisa. Claro que muitos filhos são sempre bons para seus pais, ainda bem, mas quantos deles não são uma fonte de felicidade suprema ao nascerem, dizerem suas primeiras palavras, darem os primeiros passos e depois acabam virando um jorrar de lágrimas pelo abandono, pelas atitudes incorretas, pelo envolvimento com drogas, furtos e outra infinidade de coisas.

Como pais vão imaginar que aquelas crianças que tanto lhe trouxeram alegrias, podem ser as mesmas que vão deixá-los em um asilo cobertos pela tristeza sem fim.

Portanto, mãe, pensando bem, me sinto mais feliz assim, tendo uma pessoa ao meu lado, mas não tão perto, indo ao cinema, viajando, almoçando ou jantando com amigos, assistindo meus filmes em casa, pedindo uma pizza, ficando ao seu lado, ao lado do resto da família, cantando com as meninas do trabalho, tomando o meu choppinho com os amigos, enfim, com a minha liberdade, fazendo o que quero, quando quero e com poucas chances de me decepcionar, mesmo sabendo que posso estar abrindo mão de alguns momentos felizes...

Photo by Nathan Dumlao on Unsplash

sábado, 1 de outubro de 2011

Um Mundo Para Cada Um



Quase todos estão errados e uns poucos estão certos, claro que entre esses poucos estou eu...

Não, essa não é uma frase minha, nem uma colocação minha e muito menos o meu pensamento, mas infelizmente é o que ocorre na maioria dos casos, com a maioria das pessoas e em qualquer assunto que possamos pensar.

Ouvir a ideia de outras pessoas, aceitar considerações, pensar a respeito de novas possibilidades, admitir um passo errado, uma atitude incoerente. Nunca!

Podemos escolher qualquer assunto, qualquer banalidade, que teremos sempre o mesmo veredicto.

Uma simples escolha de um time de futebol, pode levar à morte. A escolha da sua religião, pode ser atacada e seu nome entrar na lista daqueles que ficarão parados do lado de fora da porta do céu.

O Partido Político que vai receber o seu voto pode fazer com que você seja massacrado e até mesmo ameaçado.

Sua opção sexual lhe leva a ter medo de frequentar diversos lugares. Enfim, todos querem ter razão, sem entender que todos sempre estão errados.

Podem dizer que a unanimidade é burra, e até considero o mesmo, mas enquanto não houver unidade em torno de uma opinião, não haverá nenhuma que possa ser considerada correta.

Claro que eu, como qualquer um, tenho minhas escolhas, meus pensamentos, minhas preferências, o que eu faço e o que eu prefiro não fazer, mas respeito, escuto e discuto todas as opiniões e tenho ciência de que não estou certo e sim apenas fazendo o que EU CONSIDERO certo.

Tenho meu time de futebol, mas tenho amigos que torcem para outros, de quem eventualmente tiro sarro, e, atualmente, tiram mais sarro ainda da minha cara. Não deixamos de ser amigos por causa disso, e muito menos brigamos por causa de futebol.

Não tenho escolha religiosa e nem certeza sobre o que acredito ou não, mas escuto e leio com muita atenção e interesse tudo aquilo que me dizem. Tenho o meu sentimento e ponto de vista, mas não saio fazendo confusão e nem ofendo estes que escolheram uma crença diferente ou qualquer outra tipo de devoção.

Enfim, queria apenas que as pessoas se respeitassem mais, fossem mais humildes e buscassem sempre aprender mais sobre tudo, para poder defender seus pontos de vista e abrir a possibilidade para uma mudança de opinião, sempre de forma pacífica e educada.

Afinal, o Mundo é um só, mas não tem um dono...

Photo by Ben White on Unsplash

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

I Am Mine



Essa música é da Banda Pearl Jam e em resumo a letra diz que você deve tomar posa da sua vida.
Vale à pena colocar no tradutor e também ouvir, porque ela é maravilhosa...


The selfish, they're all standing in line
Faithing and hoping to buy themselves time
Me, I figure as each breath goes by
I only own my mind

The North is to South what the clock is to time
There's east and there's west and there's everywhere life
I know I was born and I know that I'll die
The in between is mine
I am mine


And the feelings, it gets left behind
All the innocence lost at one time
Significant, behind the eyes
There's no need to hide...
We're safe tonight

The ocean is full 'cause everyone's crying
The full moon is looking for friends at high tide
The sorrow grows bigger when the sorrow's denied
I only know my mind
I am mine

And the meaning, it gets left behind
All the innocents lots at one time
Significant, behind the eyes
There's no need to hide,
We're safe tonight

And the feelings that get left behind
All the innocence broken with lies
Significance, between the lines
We may need to hide

And the meanings that get left behind
All the innocents lost at one time
We're all different behind the eyes
There's no need to hide

Photo by hmarusic on Unsplash

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Um Maluco Perdido no Espaço


Uau! Um Disco voador neste asfalto, que legal!

Um tiro no escuro, no alvo, certeiro, no coração da Lua. Nua.

O Sangue jorra de marte, mas será que não é mercúrio ?

Ou seria simplesmente vinho com ketchup, ou água do planeta vermelho.

Serve como aperitivo, para um brinde em uma noite fria ao lado do Sol quente.

Mas o Sol derrete o afeto, ele escorre e vira leite na Via Láctea e é absorvido pelo buraco negro mais próximo.

E ali vem um Cometa, mas avança o Farol e não para, não foi possível pegar carona sua cauda.

Me atraso para o café, mas ainda assim chego para o chá. Netuno não pode estar tão Longe.

Mas é molhado, e profundo, quase me afogo para alcançar os Anéis de Saturno.

Para dar de presente, mas apenas no futuro, que virou passado há vários anos-luz.

Mas a minha força é de Júpiter, meu apetite de é de Glutão, ou Plutão, mas meu sono deve ser de Urano, o Pai de todos.

Me acordo, chacoalho a cabeça, coço meus olhos, uma barulheira infernal invade meus ouvidos, não posso acreditar no que vejo, no que sinto, aonde vim parar. Logo no pior lugar, a Terra e ainda longe do mar...

Photo by NASA on Unsplash

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Palavras ao Vento



As vezes é surpreendente como as pessoas interpretam de forma tão diferente o que queremos dizer quando falamos, ou como ignoram completamente as nossas palavras.

Normalmente existem 3 tipos de ouvintes: Aquele que te procura para ouvir suas palavras, seus conselhos, absorver um pouco do seu conhecimento sobre determinado assunto, para debater seu ponto de vista, enfim, para "crescer", somar, participar.

Existe também aquele que finge te ouvir, mas na verdade está em outro plano, em outra dimensão, esperando avidamente pelo fim da conversa, sem entender, se interessar, sem mesmo efetivamente escutar uma palavra do que está sendo dito, simplesmente por julgar não precisar ouvir nada a respeito daquele assunto, ou por estar entediado, apressado ou obrigado a estar em um lugar que não gostaria.

E existem aqueles que fazem você perder seu tempo, sua saliva, seu pensamento. Aqueles que tem curiosidade para saber o que você pensa sobre aquilo que eles não acreditam, não vão seguir, nem vão se lembrar. Que julgam inúteis opiniões adversas, que não aceitam exemplos, por se julgarem superiores ou diferentes e que apenas procuram nas palavras alheias uma única coisa, a confirmação de seu próprio pensamento. Quando essa confirmação não aparece, a conversa perde todo o sentido, pois não há uma chance de reflexão, uma parada para pensar no assunto.

Esses "reis" donos da verdade, normalmente se perdem em seus atos, se distanciam da realidade e acabam empacotados em seus próprios pensamentos e atitudes.

Eu, particularmente, evito hoje em dia falar muito. Economizo minha voz, minha garganta para aqueles que realmente precisam, ou querem me ouvir.

Para todas as outras situações, prefiro o silêncio, já joguei muitas palavras ao vento...

Photo by Vinicius Wiesehofer on Unsplash

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Lobos. Em Pele de Cordeiro ?


Existem coisas nas quais pensamos muito e durante muito tempo, e esse assunto que tratarei na publicação de hoje é um deles.

Vejo o tempo todo pessoas que enganam as outras, e, consequentemente, existem aqueles que são enganados.

Como sempre, não é possível generalizar nada, mas aqui, para exemplificar, vou usar os casos do coração.

A imagem que me vem à cabeça lendo o título desta postagem é clara, um Lobo, com cara de Lobo, mas malvestido com uma pele de Cordeiro o cobrindo porcamente. O que me faz crer que na verdade, o Lobo nunca vai ficar parecido com o Cordeiro e nem mesmo enganar qualquer pessoa que tenha ao menos um olho míope.

Então, porque será, que muitas pessoas teimam em enxergar o Cordeiro, quando olham para o Lobo ?
Porque se deixam levar para a própria tristeza, quando sabem que o caminho que está sendo seguido não tem nada além da terra fria batida que termina em um precipício sem fim ?

Essa é uma das perguntas que mais me intrigam no Mundo. Quando converso com pessoas que estão, infelizmente, seguindo de olhos fechados esse caminho, me assusto, me assombro com o poder de persuasão dos Lobos, que rindo com sua Matilha atraem o alimento da noite para o fogo sem fazer o menor esforço.

Depois é tão comum ouvir da boca dos que se dizem enganados a tradicional frase: - Estava na minha cara, só eu não vi...

Viu sim meu caro, viu sim, só não quis enxergar.

As pessoas vão dizer que foram seduzidas por palavras mágicas, por olhos que demonstravam confiança, que foram enfeitiçadas pela beleza.

Como não acredito em Magia, devo supor que é mesmo a mais grave cegueira...

Photo by Marek Szturc on Unsplash

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Meu Desabafo


Ok. Admito, sou um chato.
Mas tenho meus princípios, minhas convicções.
Já perdi muito por isso, mas nunca me arrependi de nada.
Isso é um motivo de orgulho para mim.
Pois honro com a minha palavra e só cobro que honrem com a palavra que trocaram comigo.

Em contrapartida, o que mais me chateia nas pessoas é a ingratidão e o "esquecimento" oportunista, que aparece quando querem mudar alguma coisa combinada.
As pessoas se esquecem fácil demais de tudo que foi feito, das oportunidades que tiveram, do que conquistaram para repentinamente cobrar aquilo que nunca foi prometido, ou melhor, pedir algo que sempre souberam que não teriam.

Outra coisa triste é desmerecer as conquistas das pessoas, apenas por não terem capacidade de atingir o mesmo patamar. Confundir competência com "puxa-saquismo". Existem "puxa-sacos" sim, mas estes não dão resultados, não cumprem suas obrigações, não trazem retorno para as empresas que trabalham. O que poucos enxergam, é que os famosos "puxa-sacos", não sobem, ficam estagnados nas suas funções, pois nelas agradam seus patrões.

Quem luta para atingir suas metas e subir na vida  não é "puxa-saco", é ambicioso, mas no lado positivo apenas da palavra.

Quem cumpre com as suas obrigações e responsabilidades, também não é "puxa-saco", está apenas fazendo aquilo para o que foi contratado. Se faz um "algo a mais", certamente será recompensado por isso e aos olhos dos acomodados, será sim, chamado de "puxa-saco".

As pessoas adoram dar "tiros nos pés", se esquecendo que para conseguir um pouquinho mais, podem ficar com muito menos.

Ah, as pessoas...

Como é fácil ter coragem de prejudicar quem o ajudou, como é fácil olhar nos olhos e mentir, esquecer, mudar.

Já passei dos 40 e até hoje tive apenas dois empregos, fora a minha própria empresa e o consultório, sai do primeiro orgulhosamente debaixo das lágrimas do meu diretor que não conseguiu me segurar.

Porque fui demitido ? Porque trabalhei 6 meses sem registro a pedido da própria empresa. A auditoria descobriu, passou para a Matriz que mandou me demitir.

Eu poderia ter "ido atrás dos meus direitos", mas não fui. Por que ? Porque eu concordei com a proposta que a empresa me fez. Eu aceitei a condição colocada e fui homem suficiente para arcar com as consequências. Se eu não quisesse, teria dito "não" na hora que me propuseram e não depois que fui embora.

Isso se chama caráter, honestidade, conhecimento de si mesmo.

Nunca dei ouvidos aos "anarquistas" que me incentivaram a "não deixar por isso mesmo", sempre confiei na minha capacidade de encontrar algo melhor. Sai da empresa como Gerente de Informática, bom salário, mas também muito conhecimento e bagagem, coisa que não teria sem a oportunidade que me deram.

Hoje, muita gente tenta supor que ganho muito, que por isso não reclamo, mas ninguém vê o comprometimento que sempre tive, ninguém pensa nas 10, 12, 14, 16, até 18 horas trabalhadas muitas vezes, nos mais de 200 dias trabalhados seguidamente, nas noites viradas para dar resultado.

Isso ninguém quer fazer. Hoje em dia não se abre mão de ficar falando bobeira na hora do almoço, pois "tem direito", ninguém pode abrir mão de acordar cedo um sábado. E um domingo então... Hoje em dia, querem chegar no topo, de helicóptero, sem ter que subir devagar, caindo e subindo de novo, se esforçando para isso...

Como escrevi outro dia, muita gente quer tomar, ou simplesmente estar no lugar de outros, mas poucos aceitariam ou aguentariam passar pelo que passaram aqueles que chegaram ao sucesso.

Para pensar...

Photo by Hulki Okan Tabak on Unsplash

domingo, 14 de agosto de 2011

Abutres


Quem gosta de escrever, como eu, também tem paixão pela leitura. E é comum termos escritores mais identificados ao nosso gosto. Tenho alguns, mas para esse artigo me baseio nos livros do  Jonh Grisham.

Há já uns bons anos, chegando ao final do livro "O Rei das Fraudes" do Grisham, comecei a sentir pena do advogado, personagem principal do livro, não uma pena comum, que sentimos de uma pessoa em apuros, ou que esteja passando por uma situação difícil, mas pena por saber que o seu final seria trágico, ruim, miserável.

E olha que durante o livro ele chegou a ter 50 milhões de dólares, um avião Gulfstream, casa em Georgetown e etc... ( Além da Linda Ridley ).

Mas, o que me chamou a atenção e me deu a certeza de que o final conteria qualquer coisa ruim, foi que durante todo o começo e meio do livro, ele só se deu bem, trabalhou muito, ganhou dinheiro, passou de um pobre advogado a milionário.

(Tudo a ver com o artigo que publiquei recentemente sobre ganância acabaria acontecendo, ou seja, não se conteve em ter tido sorte e começou a querer sempre mais, até perder tudo...)

O que me intrigou, e me fez pensar e rascunhar muito tempo, foi o fato de sempre ser necessária uma tragédia. Seja um acidente fatal, uma guerra, um crime, um prejuízo milionário, uma morte por doença, um abandono... SEMPRE em qualquer livro ou filme, que não seja documentário, musical ou auto-ajuda, tem que ter uma situação desconfortável. Até mesmo nas comédias, onde damos risadas das "desgraças" dos personagens.

Comecei, então, a achar que a "vida normal" não deve ter graça. Alguém nascer em uma família simples, ter os pais ajuizados e unidos, estudar, não virar drogado nem bandido, não matar ninguém, nem trapacear para entrar no trabalho, subir na vida pelos degraus corretos, sem pisar nos subordinados, sendo honesto, generoso e educado, encontrar uma pessoa que respeite e seja respeitado, procriar, ter lindos filhos, perfeitos e saudáveis, inteligentes, que agradeçam a família que receberam e não "cuspam no prato que comeram", e que estes lhe deem netos igualmente carinhosos, afetuosos, que enxerguem e entendam a importância que os avós tiveram em sua vida, que percebam que se estão aqui também foi por causa deles, para assim, aquele que nasceu no início deste parágrafo, possa partir e continuar a vida de sua alma em outro lugar, ou simplesmente desaparecer do mundo dos vivos em paz e com o dever cumprido.

Essa história provavelmente não venderia, o filme seria fracasso de bilheteria e muitos diriam que isso é "normal demais", pois é exatamente como deveria ser. Mas quantos de nós pode dizer que a vida foi assim, e quantos de nós choramos por não ter sido, por termos perdido chances de ser pessoas melhores e abrimos os olhos tarde demais.

Quantos de nós fomos levados pela ganância, pelo completo abandono do próximo, por viver como abutres em busca de uma tragédia para ler, para ver, para poder conversar.

Quantos de nós agradecem por não ter estado em um lugar aonde muitos morreram, mas esquecem do pesar das famílias dos que estavam lá...

Quantos de nós assistimos à imprensa sensacionalista que, como verdadeiros abutres pairam sobre o mundo a procura de desgraças que virem notícia, rendam anúncios e aumentem a audiência, que vendam revistas e jornais, que durem por muitos dias, para que as páginas e horários não fiquem vazios...

Quantos de nós...

Photo by Samuel Pagel on Unsplash


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Escrever


Um papel e uma caneta, hoje em dia uma tela e um teclado.

Inspiração ou a simples tentativa de expressar o que os pensamentos dizem, ou o que escuta do coração.

Escrever é um dom, mas mesmo quem não o tem, pode e deve pelo menos tentar colocar no papel palavras que podem fazer algum sentido, ou nenhum.

Há alguns anos escrevi uma frase da qual gosto bastante: "Feliz do poeta que transforma suas dores nas mais lindas palavras".

Expressar os sentimentos para algumas pessoas pode ser muito difícil, mas sempre há um pedaço de papel para o qual você pode contar seus segredos, derrubar suas lágrimas, desabafar sobre um dia complicado, seja descrevendo literalmente, seja em forma de poesia, seja de uma forma quase codificada, na qual os sentimentos verdadeiros ficam escondidos em palavras supostamente sem sentido.

Quase como uma terapia, escrever faz bem para quem gosta, por vezes é o complemento de uma leitura, uma forma de descrever sonhos, fantasias e desejos.

Criar histórias, personagens, montar capítulos e quiça transformar tudo isso em um livro! Transformar o que você escreveu na imaginação de tantas pessoas.

Escreva mais, pense mais, use sua ideia e sua imaginação, ou apenas a realidade, mas escreva!

Photo by Florian Klauer on Unsplash

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Julgamentos



Há mais de 10 anos leio livros do John Grisham e de certa forma me acostumei com alguns termos do direito.

Mas o julgamento que dá título a esta postagem quase nada tem haver com os tribunais de “Justiça”.

O julgamento ao qual aqui me refiro é aquele feito pelos “juízes do dia-a-dia”, que gostam muito de dar seu veredicto às atitudes, comportamentos e situações vividas pelas outras pessoas que estão ao seu redor ou nas telas dos programas sensacionalistas.

Julgamento este, que normalmente é feito sem a presença dos “réus”, que quando descobrem, se é que descobrem, já estão condenados.

Não sou um defensor ferrenho das campanhas “Deus deu uma vida para cada um, cuide da sua”, entre tantas outras, principalmente no caso dos mais jovens e dependentes que precisam sim, dar ao menos satisfações para onde e com quem vão  aos seus pais e responsáveis. Mas sou completamente contra aos desocupados, adultos, que tentam julgar a vida de outros adultos pagadores de impostos.

A razão é simples. Em um tribunal, os advogados expõem todos os fatos, provas e circunstâncias. Nos julgamentos da vida alheia, não.

Então, ninguém pode dizer com certeza absoluta os motivos que levaram as pessoas a tomar as decisões e atitudes que tomaram.

Não vou aqui defender a bandidagem, consumo de drogas ilícitas entre outras coisas, mas não vou julgar. Não tenho capacidade para saber o motivo que leva uma pessoa a usar droga, a roubar para comprar droga, ou para alimentar um filho faminto.

O que quero é mostrar que antes de falarmos “por trás” de uma pessoa, precisamos saber os motivos, as razões, as circunstâncias que a levaram a isso.

Falar é muito fácil, julgar também, difícil é viver as dificuldades da vida de cada pessoa que julgamos.

Mais empatia, menos fofoca pessoal!

Photo by NeONBRAND on Unsplash

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Orgulho


Hoje vou escrever sobre outro tema dúbio.

O Orgulho, que muitos acreditam ser um sentimento ruim e encaram como uma ofensa quando chamam, ou são chamados, de orgulhosos.

Assim como a ambição, o orgulho tem um lado extremamente positivo e é o oposto da decepção.

Que pai não sente orgulho por ver seus filhos começarem a andar, dar as primeiras pedaladas em uma bicicleta, vencer um campeonato na escola, tirar notas boas, ser aprovado na faculdade, ser reconhecido com uma boa pessoa pelos amigos e por todos que estão à volta.

Assim como os opostos geram decepções silenciosas, que podem se transformar em incentivo para que os filhos possam melhorar.

Todos devemos buscar o orgulho, nos orgulhar dos nossos feitos, das conquistas obtidas por nosso mérito e esforço, de mais um degrau alcançado, enfim, uma infinidade de coisas.

Apenas temos que tomar cuidado, para que os holofotes não nos ceguem e deixemos de lado a humildade, o trabalho e o respeito. Devemos sempre lembrar que nada, NADA mesmo é conseguido nesta vida sem a colaboração de outras pessoas. Seja a família que incentiva o estudo ou o esporte, os amigos que nos ajudam ou os colegas do trabalho que nos propiciam o sucesso.

O Orgulho passa a ser negativo apenas quando as pessoas conseguem se vangloriar de situações em que na verdade deveriam se envergonhar.

Mas não devemos e nem podemos tosar nosso orgulho, esconder nossas vitórias, fugir de nossas conquistas. Afinal, se não nos orgulharmos do que fazemos, é porque não estamos fazendo bem feito...


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ganância - A Galinha dos Ovos de Ouro


Hoje meu post será um tipo de continuação dos anteriores, sobre ambição, inveja e egoísmo. Mas vou contar com a ajuda de uma antiga fábula, que certamente todos já ouviram falar. A Galinha dos Ovos de Ouro.

O conto narra a história de um fazendeiro muito pobre que em uma manhã como outra qualquer se surpreende ao coletar os ovos junto a sua galinha de criação. Ao invés de um ovo convencional ele percebe que sua galinha botou um reluzente ovo de ouro maciço. Radiante de felicidade ele leva o ovo a sua esposa e para resumir, consegue um bom dinheiro vendendo-o no comércio local. O casal fica ansioso para o dia seguinte. Será que a galinha irá lhes oferecer esse presente novamente? Para felicidade dos fazendeiros, na manhã seguinte encontram o mesmo ovo de ouro. E o mesmo processo se repete dia após dia fazendo com que a vida do casal fosse menos penosa. Após algumas semanas, no entanto, uma ideia começa a rondar a mente do fazendeiro: se diariamente a galinha botava um ovo de ouro sem falhar, quanto de ouro haveria de ter dentro da barriga daquele animal? Certamente deveria haver ouro o suficiente para torná-lo milionário. De súbito teve uma ideia que compartilhou com a esposa: No dia seguinte abriria a barriga da galinha e ambos iriam ficar muito ricos. Dito e feito, logo na manhã do dia seguinte em posse de seu facão, o fazendeiro desferiu um golpe certeiro na barriga da pobrezinha. O resto da história o caro leitor já sabe, não é? Não havia ouro algum dentro da barriga da galinha e a ganância do fazendeiro lhe custou a prosperidade gradativa.

Pois é. O Fazendeiro, não foi ambicioso, foi ganancioso e a ganância acabou com a sua ambição de uma vida melhor.

Lembrem-se, um passo de cada vez, nunca parando, sempre em frente, mas sempre com consciência.

Todos nós temos em algum lugar a nossa Galinha, que nem sempre da ovos de ouro, mas pode nos ajudar a ter uma vida melhor dia a dia. Vamos deixá-la viva, alimentá-la, deixá-la cada vez mais forte, para que possamos obter os melhores ovos possíveis.

Esperar que todo o nosso sucesso provenha apenas da Galinha, também não ajuda.

Como escreveu o meu amigo ELIas em seu Blog, Simplesmente esperar não faz com que as coisas aconteçam.

Photo by Sharon McCutcheon on Unsplash

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Ambição


Publico este artigo para explanar a minha opinião sobre a diferença entre a ambição, o egoísmo e a inveja. Claro que a ambição em uma dose muito elevada também é prejudicial, também pode fazer mal à pessoas próximas e pode se transformar em um defeito, mas a ambição é fundamental para a evolução das pessoas.

Não podemos usar a expressão “ambiciosa” para tentar imputar um defeito à pessoa. Acredito que ser acomodado é muito pior do que sr ambicioso.
A Ambição faz parte de um planejamento e todo planejamento é fundamental. Ninguém planeja, pelo menos não deveria, ficar na mesma situação pelo resto da vida. Faz parte da natureza humana querer melhorar a sua situação, a situação de seus familiares, a situação do País, do seu povo.

É nesse meio tempo, que a ambição pode ser confundida com o egoísmo e com uma outra expressão ainda pior, a ganância. Neste ponto que a dosagem certa da ambição deve prevalecer, ou seja, ir até o ponto que lhe atende, mas não ultrapassar a barreira que vai começar a prejudicar outras pessoas.

Vou tentar exemplificar de forma simples o meu pensamento e as minhas definições:
Uma pessoa planeja adquirir um imóvel próprio para deixar de lado o aluguel. Faz seus planos e suas contas, verifica o quanto precisa evoluir e melhorar para que suas condições atinjam o ponto ideal para chegar ao seu objetivo e trabalha sobre esse plano. Isso é ambição, é querer melhorar, é querer chegar num ponto mais alto na sua própria vida.

Porém, suponhamos que no mesmo setor em que a pessoa trabalha hoje, exista uma outra que tem as mesmas qualificações e possibilidades de evoluir e então, aquela que planejou a compra da casa, começa a agir de forma a atrapalhar o desenvolvimento da colega, querendo só para si a promoção. Isso é egoísmo.
Só, que o chefe, promove a outra, mesmo com as tentativas inúteis da nossa personagem de prejudica-la. Nossa personagem, então, começa a diminuir os méritos da outra, difamá-la com insinuações irreais e mentirosas. Isso é inveja.

Portanto, temos que ser ambiciosos para subirmos os degraus da nossa vida, mas temos que limitar o nosso espaço, pois quem chega ao topo pisando na cabeça das pessoas e não nos firmes degraus que construiu, pode cair com maior rapidez e essa queda pode ser irreparável.

Responsabilidade, respeito, trabalho e ambição. A fórmula do Sucesso.

Photo by Andreas Klassen on Unsplash

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Inveja e Egoísmo


Escrevi esse artigo em Julho de 2011 e até hoje ele é o mais acessado do Blog. Muito provavelmente porque as palavras que formam o seu título sejam muito buscadas no Google. E isso é preocupante.
Mas vamos lá...

Invejoso é aquele que tudo quer, sem nada precisar fazer.

Egoísta, é aquele que quer ter tudo, sem nada compartilhar com ninguém, ou na melhor das hipóteses aquele que só compartilha o que tem com seus familiares e quiçá amigos muito próximos.

Ter inveja é observar superficialmente a vida alheia, reparando nas posses, amizades e conquistas que as outras pessoas têm, desejando ter as mesmas coisas, só que sem se preocupar em saber qual foi o esforço que, quem tem o que tem, fez ou quais dificuldades passou para conquistar suas posses.

O invejoso acha que tudo é fácil e reclama não ter a mesma sorte que os outros têm. Acha que ninguém merece tudo o que tem e que ele tem muito menos do que merece. Preocupa-se em tentar difamar ou minimizar as conquistas dos outros e sempre procura alguém para culpar pelos seus fracassos.

Muitas vezes, os invejosos culpam a Deus, os Anjos, o céu, até o diabo ou o demônio, mas nunca culpam a si mesmos. Nunca abrem os olhos para enxergar seus defeitos, sua fraqueza e falta de vontade, sua preguiça e incapacidade. Querem sempre o que o mundo pode oferecer de melhor, mas retribuem apenas com lamúrias e destruição.

Ser Egoísta é não abrir os olhos para os problemas que nos rodeiam, é pensar apenas “no próprio umbigo” e nada mais. O Egoísmo normalmente vem acompanhado da ganância, da sede de cada vez ter mais, de juntar, guardar. A ausência da Gratidão é outro sinal, pois normalmente quem é egoísta acha que tudo o que foi feito por ele não passou de obrigação.

Poucas pessoas conseguem enxergar que outros podem ter aberto mão das próprias vidas, para fazer com que a vida deles tivesse um rumo, um sentido, mas a retribuição pode ser dolorosa, rancorosa, destrutiva.

Contudo, não devemos e nem podemos, desistir de nossos ideais, de nosso estilo de vida e de nosso pensamento. Temos, sim, que pensar em fazer o bem, sem esperar retorno, mas nos sentirmos em paz conosco e com nossa consciência.

Photo by Lionello DelPiccolo on Unsplash

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Expectativas


Essa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi... As palavras da letra de “Índios” da Legião Urbana são ótimas para escrever um pouco sobre as expectativas.

Temos uma capacidade única de nos transportar para lugares onde nunca estivemos e insistimos em sentir falta daquilo que nunca tivemos.

O Gosto daquele chocolate que tem a embalagem tão bonita e que nos dá água na boca quando vemos na nossa frente, pode ser bem diferente quando dermos a primeira mordida. Até mesmo o gosto daquele primeiro gole de vinho que parece tão macio e saboroso, pode se transformar quando tomamos o último gole da garrafa...

Montamos o roteiro da nossa vida, estudamos os nossos passos, decoramos as nossas falas, vemos o local de um encontro, o clima, sentimos a brisa ou o calor do sol no nosso rosto, mas teimamos em esquecer que somos os “diretores” apenas do filme da nossa vida e não podemos decidir o que os outros personagens dos nossos dias vão fazer, como vão atuar e menos ainda, em como o tempo vai se comportar. Não podemos impedir a chuva de cair, o vento de soprar, o sol de queimar.

Claro que para tudo nessa vida temos que fazer planejamentos, mas temos que nos ater àquilo que realmente podemos fazer, sem ter certeza de que os demais participantes dos nossos dias farão aquilo que queremos ou esperamos.
Temos que ter o discernimento entre o real e o esperado, entre a expectativa e a realidade.

Não adianta, por exemplo, fantasiar a festa da comemoração de um título de um jogo que ainda nem começou. Temos que nos preparar para a festa, mas temos também que nos preparar para a derrota.
Uma empresa não pode se preparar para o fechamento de um contrato milionário, desde que a empresa não seja do Palocci ou afins, e não estar preparada para continuar aberta e funcionando com os pequenos contratos que já existem. Parafraseando o dito popular sobre o ovo e a Galinha, não podemos contar com a Champanhe dentro da Garrafa.

Aquele que se prepara para um “sim” no dia do casamento, mas que tem a consciência de que pode escutar um não, vai sofrer, mas muito menos do que aquele que não se preparou nunca para isso.

A expectativa é a maior amiga da depressão e a mãe da frustração e a preparação para a realidade faz com que todo obstáculo, por maior que seja, possa ser superado, todo trauma possa ser ultrapassado e todo sonho volte a ser trabalhado.

Portanto, imaginem-se sempre no topo, lutem para chegar aos objetivos, mas sempre tracem um “Plano B” para continuarem vivendo depois de um insucesso. A vida é feita de vitórias e derrotas, mas só volta a vencer, aquele que entende porque perdeu.

Lembre-se também, que quando seus planos envolvem outras pessoas e situações, você nunca pode ter certeza do que vai acontecer. Não é só da cabeça de políticos que pode sair o mesmo que sai da bunda do bebê...

Photo by Chris Galbraith on Unsplash

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...