terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Feliz Ano Novo!

Mais um ano vai terminando. Que bom!

Não porque o ano tenha sido ruim e nem pela perspectiva de que o próximo será melhor, mas simplesmente pela gratidão em estarmos aqui para acompanhar mais essa passagem.

E eu tenho muito a agradecer nessa virada de ano. Afinal de contas, 2016 será um ano de grandes desafios, novas batalhas e uma nova história a ser escrita.

Será o primeiro ano, desde que comecei a trabalhar, em que as páginas profissionais estão em branco e serão escritas dia a dia. Um passo enorme para quem sempre procurou a segurança da rotina, das regras e dos horários. E tudo isso só foi possível porque pessoas maravilhosas fazem parte da minha vida e do meu dia-a-dia. Pessoas que talvez acreditem mais em mim do que eu mesmo e que vão me apoiar nessa nova jornada.

Sentirei falta do passado, claro, mas não deixarei a história ser apagada e nem removida, continuarei acompanhando as minhas crias e criações, e continuarei ajudando as que vão chegar, pois o Universo exige que seja assim. Plante o bem e o colherá bons frutos. Seja gentil, honesto e correto e terá o retorno de quem realmente importa. Não se importe com os egoístas, com a falta de gratidão, nem com as mentiras. Cuide do seu jardim e de si mesmo. O Universo se encarrega de todo o resto. Não é necessário “pagar na mesma moeda” nada a ninguém, apenas cuide da sua paz interior e você será feliz, mesmo que alguns não queiram. Esse é o espírito que devemos levar para o ano novo. E para todos os novos dias que virão, eternamente.

Meu desejo é que eu possa continuar ganhando em 2016 lindos sorrisos, abraços apertados e mãos estendidas. Que eu possa continuar ajudando a quem precisar, que eu possa continuar conquistando amizades e confiança e que continue a fazer a minha caminhada com as minhas próprias pernas e sem atrapalhar a caminhada de ninguém.

E eu desejo o mesmo a todos vocês. Que 2016 seja diferente, repleto de novas histórias e que se torne o melhor ano possível.

Obrigado pelas visitas ao blog durante todo 2015 e  espero vocês semana que vem, já no primeiro artigo de 2016!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Então é Natal!

Mais uma vez o Natal se aproxima. Que bom!

Para mim a data é muito mais simbólica do que qualquer outra coisa, mas não tem problema, é legal mesmo assim. Sei que é uma data muito comercial, que é voltada para a compra de presentes e nem sempre para reflexão, mas isso não tira o charme e o encanto do dia.

Temos que buscar dentro de nós mesmos a felicidade e pensarmos em fazer o bem, sempre, principalmente para nós mesmos. Se não podemos comprar um presente, ou se sabemos que não vamos receber, temos que entender que nós somos o nosso próprio “Papai Noel”, que devemos nos presentear com uma boa dose de otimismo, com mais sorrisos, com boas ações, com disposição para mudar e fazer o próximo Natal cada vez melhor.

E se puder presentear, que em cada presente por mais simples que seja, consigamos colocar todo carinho, toda atenção e toda lembrança. Que seja um gesto de demonstração da importância que as pessoas têm na nossa vida e não da importância do presente que estamos dando, afinal o sentimento é mais importante do que o material.

O Natal também é um momento especial quando podemos reunir toda a família em um só lugar. Nos dias de hoje é cada vez mais difícil conseguir isso e devemos, portanto, aproveitar cada instante ao lado das pessoas que mais amamos.

Precisamos agradecer pela saúde que temos, ou celebrar o fato de mesmo sem estar tão bem podemos comemorar mais um Natal.

Então vamos todos confraternizar e assim mandar para o Universo boas energias, para que a semana do ano novo seja tranquila, e que nos deixe em paz para o início de 2016.

Feliz Natal!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O Importante é não Perder


Continuando com a ilação sobre o “jeitinho brasileiro”, temos que conviver também, diariamente, com aqueles que não aceitam perder nada de jeito nenhum.

Nem podemos pensar no lema de que “o importante é competir” e em alguns setores, nem mesmo ganhar é tão importante, o fundamental mesmo é não perder.

Não perder a concorrência, oferecendo propina para obter uma concessão, não perder um jogo forjando um pênalti, não perder o ano letivo olhando as respostas do colega da frente, não perder o mandato trocando favores com outros políticos da mesma laia.

Não perder o que foi pago em uma mercadoria que venceu e trocar a etiqueta para voltar à gôndola, 

Não perder um minuto na faixa da direita e cortar todos os que estão respeitando o lugar, Não perder o emprego culpando outras pessoas pelo seu erro. Não perder a eleição comprando votos com migalhas e construindo um país cada vez mais pobre.

Não perder a vaga, estacionando nos locais exclusivos para idosos, gestantes ou portadores de necessidades especiais, não perder dinheiro comprando produtos piratas, Não perder uma amizade, deixando de dizer uma verdade, Não perder um amor, escondendo uma traição.

A única coisa que parecem não se importar em perder, é a dignidade, não se preocupam com a honestidade. 

Para aqueles que não conseguem viver assim, com medo de perder, meus parabéns e a certeza de que uma noite tranquila é muito mais valiosa do que perder uma noite de sono por não ter aceitado perder nada...

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Jeitinho Brasileiro


O Brasileiro é um povo conhecido por sua hospitalidade, por sua criatividade, nem sempre utilizada para o bem, pelo seu futebol, que já foi bom e pelo carnaval.

Somos, também, conhecidos por nossos políticos péssimos e pela nossa desonestidade, que aqui preferimos chamar de "jeitinho brasileiro". 

A malandragem, a facilidade em burlar leis, ou comprar os representantes delas, seja com propina, seja com ameaças. A facilidade para arranjar um benefício de forma ilícita, ou um serviço pelo qual não quer pagar.

E o fato de acharmos “graça” nessa forma de agir, acabou, por séculos nos prejudicando e nos prejudica até hoje.

Essa crença de que tudo é possível com o jeitinho brasileiro, faz com que todos paguemos a conta pela falta de educação, pela bandidagem e principalmente pela corrupção.

Sempre tivemos um cenário patético em nossa política. Um desgoverno total que em troca de favores políticos  se mantem entre trancos e barrancos no poder, sempre se segurando em um líder da câmara dos deputados que sempre é de um partido que não é nem posição nem oposição, mas está sempre disposto a aceitar alguma coisa em troca de votos ou proteção.

Devemos mesmo ser vistos como idiotas, afinal de contas, governo e oposição trabalham para que nada aconteça com nenhum dos dois lados. E no final das contas sempre vemos toda a bandidagem ainda em liberdade e com plenos poderes para continuar nos assaltando diariamente.

Um jeitinho aqui, uma compra de votos ali, um ministério acolá e assim vamos assistindo de camarote o desgoverno geral, na união, nos estados e nos municípios.

Enquanto isso, temos que tentar usar o “jeitinho brasileiro” para sobrevier enquanto eles gastam o nosso dinheiro...

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Justiça


O que é Justiça? A quem cabe o julgamento do que é justo e do que não é?

Quais são os tipos de justiça sobre os quais já ouvimos muito?

Justiça divina, justiça social, justiça pelas próprias mãos, a justiça é cega, o tempo é justo e etc...

Mas então, porque será que não conseguimos quase nunca chegar a um consenso sobre o que é justo e o que não é?

Provavelmente porque o senso de justiça, em determinados casos, é diferente para cada um e assim como a opinião, devemos sempre respeitar a posição de todos.

Claro que em muitos casos não deveria haver nenhum tipo de divergência entre julgamentos, como em casos de corrupção, ou crimes de toda forma, nos quais os culpados deveriam sempre ser presos e condenados, desde que com provas definitivas e claras apresentadas.

De acordo com o meu senso de justiça, ou seja a minha opinião, não deveríamos ver algumas pessoas condenadas sendo consideradas “melhores” do que outras, que algumas pessoas que comprovadamente deveriam estar presas, continuam soltas e ainda dando risada da cara das pessoas e  ainda por cima se julgam superiores para poder continuar roubando descaradamente sem o mínimo remorso.

Hoje o que vemos é uma justiça cega demais, que pune duramente alguns, sem que isso signifique que esses alguns não deveriam ser punidos, mas que deixam de punir outros, porque esses outros podem “comprar” decisões e continuar vivendo as custas da miséria educacional e social de um povo.

Enquanto o povo achar que Deus vai punir e julgar, os corruptos continuam a desafiar a justiça divina e a justiça terrena, em busca de conforto e vantagens. Enquanto o povo achar que o tempo vai desmascarar os culpados, os bandidos continuarão a desafiar a justiça do tempo sem medo de nada.

Enquanto o povo não usar as urnas de froma correta, os lobos continuarão a fazer a festa no grande galinheiro que se tornou o nosso País.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

A Loteria da Vida ( Para Alguns )


Ainda hoje existem muitas pessoas que temem ter o controle da própria vida, que preferem se esconder atrás do que chamam de destino e que esperam apenas poder agradecer à Deus pelas coisas boas que acontecem, assim como aproveitam para colocar a “culpa” na vontade de Deus para tudo que acontece de ruim em suas vidas.

Vivem, levando os dias “com a barriga”, esperando que milagres caiam do céu, ou então se conformam com a condição que a vida “lhes deu”.

Agem como se a vida fosse um bilhete da “mega sena” e que podem tanto ganhar e ficarem bem para sempre, como podem simplesmente esperar por mais uma semana.

Pois bem amigos, a vida não é uma loteria, a vida não sorteia um ou outro para ser mais feliz, para ter mais sucesso, para ser um vencedor.

A vida se parece mais com um jardim. Você o recebe de quem lhe criou e escolhe como vai cuidar. 
Se vai adicionar novas sementes, se vai regar e cuidar, se vai afastar as ervas daninhas que aparecerem, ou se simplesmente vai deixar o mato encobrir todo o resto, para depois culpar o destino por não ter feito sozinho aquilo que você deveria fazer.

Estudo, dedicação, esforço, responsabilidade, empenho e trabalho são os 6 números nos quais você deve apostar se deseja ter uma vida própria, sem depender da vontade de ninguém e, meu amigo, lembre-se, nem na loteria é possível ganhar se não fizer ao menos o esforço de apostar...

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A Importância do Medo


Talvez você nunca tenha ouvido falar da Doença de Urbach-Wiethe, mas além de rara, é uma doença extremamente perigosa. Ela não mata por si só, não causa deformação ou muda a aparência física, mas expõe terrivelmente aqueles que a possuem.

A doença de Urbach-Wiethe faz com que o indivíduo não sinta medo, ou seja, ele perde a noção do que é perigoso ou dos riscos que pode correr. E ainda se agrava por gerar uma curiosidade exacerbada no indivíduo, o que o expões a situações que podem ser bastante arriscadas.

Há quem diga que corajosos são aqueles que não temem, mas isso é uma bobagem. Ter coragem é bem diferente de não ter medo. Você pode ter coragem para subir uma montanha e saltar de asa delta, mas você pode ter medo de fazer isso também, ou seja, checar todos os equipamentos de segurança, estar acompanhado de um guia e fundamentalmente, ter a exata noção do risco que corre.

Você pode precisar sair de casa durante à noite, mas não vai colocar seu melhor relógio, deixar a carteira cheia de dinheiro, ou até mesmo levar consigo seus documentos originais, pois sabe que, infelizmente, vivemos em um país tão inseguro que um assalto é uma possibilidade alta.

Quem não tem medo, acha que nada de errado pode acontecer e precisa ser acompanhado de perto, pois a tendência é que se machuque, ou que seja machucado por alguém.

O Medo é fundamental, até mesmo por estarmos aqui. Pois se o homem não tivesse medo, teria sido destruído há muito tempo. A proteção, o cuidado, o receio, a atenção , são frutos do medo. Medo que nos protege, nos deixa alerta, nos da força, libera adrenalina, salva a nossa vida.

Ter excesso de medo é também patológico, é também perigoso, pois pode-se criar um caso de depressão, mas não ter medo nenhum, é ainda pior.

Equilíbrio, essa sempre é a palavra...

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Legião Urbana


Essa semana resolvi que a partir do ano que vem, vou publicar na minha página profissional do facebook algumas frases de músicas que eu acho inteligentes e que podem levar as pessoas à reflexão. E foi imediata a minha lembrança do show do  Legião Urbana, em comemoração aos 30 anos da banda, que ocorreu  em São Paulo no ano de 2015.

Não foi, nem de longe, o melhor show que assisti entre as dezenas, ou quem sabe mais de uma centena que já fui e nem tampouco o pior. Mas foi certamente o que mais mexeu comigo, de um jeito estranho, diferente, praticamente inexplicável.

Primeiro porque não havia expectativa nenhuma sobre o show. Alguns dias antes eu tinha assistido no multishow um pedacinho do show com o Wagner Moura cantando, ms ele canta muito mal e por isso eu estava achando que o show dos 30 anos seria outro cover do Legião com o Dado e o Bonfá. 

A minha irritação já era grande quando após 45 minutos de atraso o show começou.
A primeira música, do primeiro disco, “Será”, com o André Frateschi nos vocais. Bem, uma coisa já estava bem clara ali, ele é muito melhor do que o Wagner Moura, apesar dos gritos.

O Primeiro disco foi todo reproduzido, até chegar em “Por Enquanto” e nessa hora já percebi que eu estava começando a me sentir estranho. Então o Dado disse que iríamos escutar algumas palavras do Renato. Quando retornaram e começaram com os acordes de “Tempo Perdido”, senti que lágrimas queriam saltar dos meus olhos. Algo inexplicável. Não era o Renato, não sei se foi o fato do Dado e do Bonfá estarem lá, não sei de nada. Só sei que comecei a experimentar uma confusão de sentimentos e dúvidas misturadas, enquanto eu cantava e sabia que meus olhos brilhavam.

Pensei no arrependimento por não ter ido ao show no Ibirapuera em 1994 e por isso nunca ter ido a nenhum show deles com o Renato. Pensei na tristeza ainda mais realçada por ele ter morrido bem no dia do meu aniversário. Mas o que mais mexeu comigo foi a certeza do quanto perdemos por ele ter ido embora tão cedo. Ouvindo em seguida “Daniel na Cova dos Leões” fiquei me questionado como seria se fosse o Renato lá em cima do palcocom os outros dois, quantas outras letras maravilhosas teríamos para cantar, quanto de nossas vidas, sem querer ele iria narrar.

Comecei a viajar no tempo paralelamente, foi muito estranho. Estava lá, cantando, mas ao mesmo tempo não estava, pois flutuava de volta aos tempos de colégio, a adolescência e como cada música daquelas representava muito na minha vida. Tempo Perdido foi a música da nossa formatura de 3º Colegial, do tempo dos cabelos compridos... Daniel na cova dos leõs é arrepiante “Mas, tão certo quanto o erro de ser barco a motor e insistir em usar os remos, é o mal que a água faz quando se afoga e o salva-vidas não está lá porque não vemos”, como não lembrar disso... E depois ainda teve “Dezesseis”, do João Roberto, que era o adolescente apaixonado que se matou por causa de um coração partido e tudo foi fluindo, o presente e o passado, ao mesmo tempo, na mesma mente, fazendo com que tudo fizesse muito sentido, mas sem sentido algum.

Quando finalmente eles acabaram, com “Que País é Esse?”, fiz questão de sair e olhar para o maior número possível de pessoas. E me aliviei, pois eu vi um mar de olhos marejados e percebi que talvez eu não tenha sido o único que experimentou a sensação de perda misturada com a sensação de alívio. E talvez eu tenha saído de lá entendendo ainda mais uma das frases do Renato que eu mais gosto “ E é só você que tem a cura pro meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi”.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Opiniões


Nos dias atuais, do esconderijo da internet e suas redes sociais, cada vez é mais comum identificar a falta de educação das pessoas.

Se você é uma pessoa com muitos seguidores, relativamente popular e resolve expressar a sua opinião na rede, pode se preparar porque vai receber alguns elogios e likes, mas vai receber uma enxurrada de agressões verbais e ameaças infundadas.

E se retrucar, pode ser ainda pior. A hoje chamada “Pátria Educadora”, esquece apenas do mais importante, ensinar o respeito, principalmente dentro de casa.

Os mais exaltados, normalmente escondidos em avatares esquisitos, não tem a mínima noção de que democracia envolve opinião. Se você é obrigado a concordar com um regime político, uma decisão judicial, que seja um pênalti marcado, a democracia terá acabado.

Se todos tivessem a mesma opinião sobre tudo, ninguém precisaria julgar nada, não existiria concurso culinário, literário, escolha do gol mais bonito, ou até mesmo pesquisa de popularidade dos governantes.

O que eu gostaria de ver é quase utópico, um debate de ideias, propostas e contrapropostas, pessoas voltando atrás em decisões depois de ouvir a opinião de outras e pessoas mudando de opinião depois de ouvir uma boa argumentação de alguém.

Mas não, todos querem discutir, brigar, enfiar goela abaixo a sua verdade e depois se esconder na infinidade da rede.

Eu, particularmente, deixo de comentar, expor meu ponto de vista ou argumentar a maioria das situações justamente por isso, cansei da falta de educação e de respeito.

Só que eu sou uma pessoa comum, fico pensando quantas boas ideias e boas argumentações se perdem nessa falta de vontade de expor seus pensamentos por aqueles que, como eu, preferem guardar para si ao invés de ter que ficar lendo agressões ignorantes por aí.

Vamos abrir a mente e aceitar que somos diferentes, com pensamentos diferentes e que não existe verdade absoluta.  Como já dizia Nelson Rodrigues “Toda unanimidade é burra”.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Jovens, Futuro ou Destruição


Gosto muito de escrever sobre os jovens e a juventude por aqui.
Talvez seja porque me preocupo demais com o futuro, mesmo sabendo que não vou participar dele.

Mas mesmo sabendo da finitude, do tempo curto que temos para usufruir a vida que ganhamos, sei que precisamos pensar no que acontecerá para frente, o que acontecerá depois de nós, com as outras gerações.

Teremos como saber? Exatamente como será, não. Mas pelo menos podemos ficar mais tranquilos em nossas consciências, se soubermos que partimos deixando algo de bom, algum legado.

Mas um legado não só para os filhos, netos, parentes. Qual o legado que a sociedade em si deixa diariamente para os mais jovens?

Será que temos dado para eles um futuro, ou estamos deixando um rastro que vai levá-los a destruição pessoal e emocional?

Quando pensamos que crianças em diversos lugares do mundo usam uniformes e armas para matar e correndo o risco de morrer, quando pensamos que o EI destrói templos históricos e a própria história em nome de Deus e do ódio a tudo o que eles não aceitam, quando no Brasil evangélicos e católicos pregam a verdade um contra o outro gerando ódio, quando nas redes sociais todos podem falar o que querem e contra todos, com ofensas e xingamentos pesados direcionados aos que pensam de outra forma e ainda chamam isso de liberdade de expressão, fico com medo, com muito medo do que chamamos de futuro.

Quando a sociedade se vê em guerra para a diminuição da maioridade penal, quando o governo estadual fecha escolas, quando vemos crianças mães de outras crianças, fico com medo, muito medo do futuro.

Quando vejo que mais jovens se preocupam com os “Pancadões” do que chegar no horário para a prova do ENEM, quando vejo armas levantadas em ostentação e cada vez menos diplomas, quando...quando... quando...

E olha que eu nem deveria me preocupar tanto, pois sei que já estou pra lá da metade do caminho...

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Viajar


Viajar é conhecer, por vezes espairecer, relaxar. Fugir do seu mundo e criar outros novos, cheios de coisas interessantes.

Viajar é incorporar novas culturas, conhecer melhor outros povos, aceitar melhor as diferenças.

Quando viajamos, deixamos um pouco para trás o nosso presente, a nossa rotina e começamos a viver um pouco mais. A transformar a nossa realidade e planejar sempre mais. 

Pois quem se acostuma a viajar, já não gosta mais de ficar parado.

Claro que são poucos os que vieram para a vida já de férias, mas sempre que for possível e não uma irresponsabilidade, viaje. Um fim de semana, uma parada curta, um lugar diferente. Um feriadão, uma mochila nas costas, só com o dinheiro da passagem e para um albergue que seja, mas viaje.

Abra a sua mente para novos ares., aceite desafios, crie coragem para um intercâmbio, para um ano de estudos em outro lugar do mundo. Sim, você vai ter que ralar muito para sobrevier, mas o que vai trazer de volta não terá valor, será impagável.

Arrisque, lute, batalhe e quando voltar terá uma bagagem muito maior do que aquela que levou.

A felicidade pode estar em qualquer lugar, mas normalmente você a encontrará o mais longe possível de casa.

Viajar talvez seja a melhor forma de viver!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Pobreza e Riqueza


Vivemos, e o pior, aprendemos a viver em um país com uma das maiores desigualdades sociais do mundo.

E o pior, vivemos em um país onde o governo, há décadas, precisa, por incopetência e corrupção ajudar com uma renda mínima 50 milhões de pessoas pelos programas sociais. Ou seja, governos que trabalha pela proliferação da pobreza.

E ainda pior, grande parte da origem da riqueza vem da exploração dos mais pobres. Desde os tempos da escravidão. E os maiores bandidos, veja que interessante, são os próprios governantes.

Famílias hoje tradicionais tem sobrenome de presidentes, senadores, deputados, governadores, que se proliferam no cenário politico, aumentando, sem trabalhar efetivamente, sua fortuna.

Temos metalúrgicos aposentados que são milionários sem nada ter feito, membros das forças armadas e seus familiares que nunca seguraram uma arma ganhando aposentadoria vitalícia, BBBs que seriam desconhecidos nas ruas vomitando asneiras no congresso, palhaços rindo da nossa cara e com o voto daqueles que eles tem como prioridade, aqueles que não tem educação, conhecimento, discernimento do que é necessário para uma vida política eficaz.

A riqueza de hoje é fruto dos lobos que cuidam do galinheiro e a pobreza cresce a cada dia, sem sequer ficar com os ovos.

O quadro é grave, a classe média de verdade vai sumindo e os novos ricos surgindo de acordo com os lobistas que elevam um ou outro para o patamar que os bandidos do colarinho branco já frequentam.

E com o voto dos mais pobres, aumenta-se a fortuna dos mais ricos.

Ricos, mas tão enlameados, que o espírito já saiu do nível da pobreza, chafurda em sua própria miséria.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Bullying


Pessoas são diferentes e por isso cada uma reage de forma diferente, mesmo quando colocadas em situações similares.

Uns podem ter uma personalidade mais dura, talvez mais forte, enquanto outros podem ser mais frágeis emocionalmente, cada qual em razão de situações completamente diferentes.

O bullying não é algo novo, pelo contrário, existe desde sempre, mas hoje, ainda bem, evoluímos, apesar de pouco, e damos voz e apoio para quem sofre com situações desgastantes, embaraçosas e até mesmo agressões físicas.

No passado, quem passava por isso era obrigado a se calar, ou era ainda mais ridicularizado quando contava para alguém, era taxado de fraco, e na maioria das vezes, ignorava as lágrimas e lutava para ser forte, quando não havia mais força nenhuma. 

Quando eu era um menino, lá no Colégio Assunção, sempre tive muitos amigos e colegas. E sempre fui gordinho e branquinho, às vezes até rosado. Principalmente quando jogava bola, o que acontecia o tempo todo.

E, nesse período, tive vários apelidos: Gasparzinho, Porquinho, Rabicó e assim por diante. Eu nunca cheguei em casa chorando eternamente, nem triste, nem me considerava excluído, pelo contrário, achava que isso me dava possibilidade para ter mais amizades, apesar das brincadeiras.

Mas por dentro eu cresci meio amargo, querendo sempre provar alguma coisa para os outros e para mim mesmo, mas não de forma positiva, não para alcançar ou ter sucesso, mas para ser aceito em um lugar onde as pessoas eram diferentes de mim, pois eu fui bolsista, em um colégio nos Jardins. Usava calça com couro no joelho e só levava lanche, porque não tinha dinheiro para comer na lanchonete.

Só depois de entender, na terapia, o que aconteceu, é que me dei conta de como tive sorte por ter suportado relativamente bem tudo o que aconteceu e por ter chegado até aqui e não ter sido apenas mais uma vítima de brincadeiras idiotas feitas por pessoas que se sentiam superiores, seja pelo dinheiro, seja pela aparência, seja pela força.

Precisamos, sim, dar voz e atenção para quem sofre com o bullying, precisamos, sim, punir exemplarmente pessoas que ainda não aprenderam a conviver em sociedade e principalmente, precisamos divulgar que que passa por isso não está sozinho.

Ainda temos uma cultura nefasta de culpar as vítimas o que dificulta muito a exposição dos casos. 
Muitas vezes as crianças, ou jovens, preferem "deixar pra lá" e esperar para ver se as coisas melhoram, mas, mesmo que melhorem por fora, podem nunca mais serem corrigidas por dentro.

Não sinta vergonha, se se sinta fraco, ou desamparado, agressões físicas ou psicológicas precisam ser denunciadas!

Não se cale, fale!

Afinal, viver é tão bom e é algo único para que as pessoas percam o seu tempo excluindo-se dos bons momentos por serem levadas a acreditar que não deveriam estar lá.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

A Sociedade e a Violência


Temos vivido momentos de tensão em virtude da brutalidade que assola todas as regiões do nosso País.

O que nos dá a impressão do descaso com a segurança da população.

A violência aumenta muito, e cada vez mais trabalhadores sofrem na mão de bandidos. Estamos a cada dia mais amedrontados e presos, quando não dentro da nossa casa, dentro do nosso próprio medo.

Essa sensação de injustiça é que faz aparecer mais e mais vídeos de pessoas comuns que pegaram os bandidos desprevenidos e com sua arma acabaram por esquecer da polícia e agiram em própria defesa, mandando para o infernos os vagabundos que tentavam tirar delas o que foi conquistado , as vezes, com o suor do trabalho.

Só que essa raiva e essa sensação de poder também mostram pessoas se juntando para combater os arrastões na praia, pregando trombadinhas no poste, linchando pessoas sem dar tempo para a polícia chegar.

Aí começa o problema. Essa sensação tão grande de impunidade, faz que as pessoas começam a não confiar mais em nada e decidem julgar por si mesmas. E é tarde demais quando descobrem que os meninos espancados não estavam no arrastão, só se pareciam com os que estavam, ou que a mulher morta por linchamento era inocente.

Estamos em guerra, uma guerra velada e que em nada lembra uma sociedade, pois é uma guerra individual, de todos contra todos, com ofensas em redes sociais e enquanto isso nossos "governantes" riem da nossa cara e nos fazem pagar por tudo o que nos foi roubado.

Quando ouço em aumento de impostos, em orçamento “arrombado”, me sinto como se houvesse todo dia um ladrão me esperando na porta do meu prédio, sempre o mesmo por sinal, que leva o meu dinheiro e que quando ele gasta tudo o que já me levou, ainda me dá um tapa na orelha por eu não ter mais para dar a ele...

E aí, o sangue sobe e é difícil não querer se defender com as próprias mãos.

Mas, de nada adianta fazer isso, pois podemos acabar junto com aqueles que nos tiraram a paciência e a fé na justiça.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Depressão


Apesar de até hoje muitas pessoas confundirem depressão com frescura, com estado depressivo, com tristeza e tantas outras coisas, a depressão é uma doença, muito grave e que precisa ser tratada, como qualquer outra.

Segundo a OMS cerca de 5% da população mundial sofre desse mal e muitos não sabem que são doentes ou não procuram ajuda.

A depressão causa alterações químicas no cérebro e seus sintomas mais comuns são tristezas sem motivo aparente, irritabilidade, angústia, cansaço, desinteresse e etc.
Mesmo que existam várias coisas para fazer, para se distrair nada parece ser bom e não existe vontade de fazer nada. Tudo parece muito cansativo, muito difícil e o que antes era prazeroso, se torna algo que não chama mais a atenção.

Em determinado momento, a depressão causa ausência total de vontade e desespero. O Indivíduo não quer ficar em casa, mas tampouco quer sair, não quer ler um livro, nem ver um filme, nem acessar a internet, muito menos conversar com alguém.

Claro que existem situações transitórias em que os casos acima são comuns, em questões de luto, perda de um amor, um emprego, ou qualquer outra dificuldade, mas para esses casos o tempo, as pessoas próximas e principalmente terapia, são a cura.

Em muitos casos, a terapia pode ser suficiente, ajudando o individuo a enxergar as situações que o levaram a este estágio e consequentemente tentar reverter esse quadro com acompanhamento psicológico.

Quando apenas a terapia não é suficiente, soma-se a ela o atendimento psiquiátrico, o que obviamente não significa loucura, nem insanidade nem um problema social.

O Psiquiatra poderá receitar medicamentos para que as reações químicas cerebrais possam ser feitas de forma a passar passageiramente o desinteresse e a apatia.

Isso não significa o abandono ao trabalho psicoterápico, pois o objetivo será sempre trazer de volta o indivíduo a sua realidade normal, sem que para isso ele precise de medicamentos para o resto da vida.

Se você tem estes sintomas, sem ter motivo aparente, não pense duas vezes, procure ajuda e volte a viver melhor.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

As Palavras ditas pelo silêncio



Ninguém pode ouvir as batidas do nosso coração, se ele está calmo ou acelerado, se está em paz ou angustiado.

Ninguém é capaz de ouvir nossos pensamentos, se estão conexos ou desconexos, se são tranquilos ou desesperados.

Ninguém escuta a nossa dor, ninguém sabe as palavras que se escondem atrás de um sorriso simpático, ninguém escuta um pedido de ajuda por trás de um “Bom Dia”.

Apenas nós escutamos os sons do nosso próprio silêncio, ouvimos nossos sonhos e pesadelos e acordamos sabendo quais são os nossos fantasmas.

Quantas conversas temos conosco enquanto olhamos para o nada, quantas ideias, quantos roteiros que não conseguimos colocar em prática por falta de coragem ou oportunidade, quantas cenas que não se concretizam porque em silêncio falamos para o outro o que ele deve fazer, mas sem escutar ele não faz.

Quantas lágrimas escorrem no rosto, enquanto soluçamos baixinho para ninguém ouvir, mas internamente escutamos tudo aquilo que merecíamos e até o que não merecíamos ouvir. Somos nós gritando para nós mesmos.

Reclamando, em silêncio pelas decisões precipitadas, pelos cometidos, por machucar quem nos queria bem, enquanto fomos machucados por quem parecia ser incapaz de fazer isso.
 
Quantas palavras se perdem ao vento, quantas palavras ditas pelo silêncio...

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Sigamos em Frente!


Semana passada publiquei um texto sobre qual caminho devemos seguir.

https://elsopini.blogspot.com/2015/09/qual-caminho-seguir-qual-e-o-seu-caminho.html

Depois que descobrimos esse caminho que queremos seguir, temos que ter um objetivo, traçar um plano, estabelecer metas e nos cobrar diariamente para que essas metas não fujam do nosso controle.

E então temos que nos preparar para as pedras que vão surgir no caminho, afinal de contas não há um caminho que seja sempre reto, perfeito, sem nenhuma dificuldade ou obstáculo. No caminho para o sucesso sempre existem os desafios e são eles que nos fazem mais fortes, que nos fazem crescer e que nos mostram do que somos capazes.

Se ao cair desistirmos da caminhada, sempre ficaremos a mercê do destino e nunca alcançaremos a tão sonhada conquista.

Então, mesmo que as armadilhas da vida nos peguem, temos que ter a coragem necessária para seguir em frente.

Depois de atingirmos cada um de nossos objetivos, é hora de comemorar, brindar e descansar, mas apenas por alguns momentos, pois a batalha da vida é diária e não devemos nos contentar com o que conseguimos. 

Precisamos sempre mirar um algo a mais, precisamos sempre nos motivar a seguir em frente!

Pois Sigamos!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Qual Caminho Seguir ? Qual é o seu Caminho ?


Todos os dias caminhamos pela estrada da nossa vida, estrada essa que vamos criando mentalmente e que se ramificam em várias direções.

E todos nós temos o direito de escolher qual direção devemos tomar.

Somos guiados por vários sentidos, por vezes bons, outras nem tanto. Somos regidos pelo momento e por muitas vezes nesse momento, por impulsividade, nos falta o pensamento.

Mas, muito pior do que a ausência do pensamento, é seguir pela estrada de outras pessoas, se deixar influenciar pelas escolhas alheias, se embrenhar em labirintos que não terão mais saída.

Normalmente quem escolhe seguir o caminho de um “Líder”, tende a se achar parecido com ele, se sente protegido pelo escudo que ele representa, se sente cheio de marra e personalidade, quando na verdade não passa de um pobre diabo que não consegue ter opinião própria.

Escolher o caminho certo é realmente muito difícil, até porque não há como garantir que nele estará a felicidade, que encontraremos o sucesso ou a paz. Mas, escolher o caminho errado é muito fácil. 

Existem ações, atitudes, decisões que sabemos de antemão que não levarão para um bom lugar, que não terão final feliz em nenhuma das ramificações posteriores e mesmo assim, agimos.

Mas não temos tempo, nessa nossa curta jornada, para ficarmos parados esperando demais para seguir um caminho, para fazer nossa escolha. As vezes temos que arriscar, sempre analisando os fatos, mas temos que escolher, temos que seguir em frente. 

Sim, podemos fazer escolhas erradas, mas quando esse caminho errado foi escolhido por nós, deixamos o nosso rastro e há sempre a chance de encontrar a saída e tentar um novo caminho.


E você, já escolheu o seu?

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Paciência


Com os dias cada vez mais agitados, a cobrança por resultados mais incisiva e o tempo sendo algo cada dia mais valioso, fica difícil encontrar pessoas que ainda tem um pouco de paciência sobrando.

Até porque paciência não combina nem um pouco com ansiedade, que em contrapartida, em virtude de tudo o que escrevi acima é cada vez mais comum.

A paciência é uma qualidade do ser humano que tem autocontrole suficiente para suportar situações irritantes do dia-a-dia e manter a calma e a concentração.

Ser paciente significa tolerar os erros, próprios ou alheios, diante situações e fatos indesejados. Ser perseverante em relação à espera sobre respostas que demoram a chegar, se manter tranquilo em uma fila interminável enquanto aguarda a sua vez, entre outras tantas coisas que parecem ser simples, mas para pessoas ansiosas são extremamente complicadas.

Eu escuto muito a expressão “ Perdi a paciência”, por exemplo quando se espera por alguma coisa ou alguém. Ou “Paciência tem limite” quando mesmo uma pessoa relativamente calma passa por situações de espera insuportáveis.

Mas a vida ensina como encontrar a paciência. Seja através de sustos, através de consequências desastrosas para aqueles que agem impulsivamente, ou do inevitável arrependimento.

Quando começamos a dar mais valor para os dias que ainda não vieram e começamos a pensar que sem calma eles podem não chegar, tendemos a respirar mais, aceitar mais, relevar mais. Claro, de acordo com a personalidade e características de cada um.

Uma coisa é certa, se todos fossem um pouco mais tolerantes e outros menos abusados, a convivência seria melhor e a paciência seria apenas um joguinho de baralho...


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Escuro


Quem tem medo do escuro?

E quem nunca teve esse medo ?

O escuro representa a falta da visão, o medo de não saber onde estamos, como estamos e o que existe ao nosso redor, em suma, nos tira uma parte da segurança.

O escuro também aparece nas sombras, que deformam a imagem que temos, que escondem traços de pessoas e deixam todos parecidos. Nele somos quase todos iguais.

O Escuro nos toma a luz, nos abandona aos nossos outros sentidos, nossa audição e nosso tato, e a percepção, aumentam.

Por vezes a nossa vida também parece perder a luz, escurecer, mas nesse caso, normalmente, nós mesmos desligamos os interruptores e tentamos nos acostumar com a escuridão, evitando assim a responsabilidade que traz a luminosidade.

Mas deixar o rumo da nossa vida às cegas é abrir mão do nosso poder de decisão, jogando para o outro as decisões que precisamos tomar e quando for inevitável acender à luz, o que será visto nem sempre será aquilo que realmente queríamos.

Por vezes, damos um tiro no escuro, não para acabar com ele, mas como uma forma de dizer que vamos aceitar aquilo em que acertamos, ficando inertes em relação às consequências do tiro, se esse “tiro” acertar o alvo, teremos o acaso da felicidade, senão reclamaremos ao destino a nossa tristeza.

No escuro as quinas das mesas e outros móveis enxergam perfeitamente nossas canelas, entendemos e podemos dar valor ao brilho dos nossos olhos e aprendemos a respeitar e admirar aqueles que vivem sem enxergar, tanto os que nunca chegaram a ver a luz, quanto aqueles que tinham esse dom, mas por alguma tragédia o perderam.

No escuro a maioria de nós dorme, e quando a claridade consome a escuridão, sabemos que é hora de acordar.

O escuro também é sinônimo de silêncio, quando um som nos acerta quando estamos no escuro, as batidas do coração parecem uma bateria de banda de Heavy Metal. E por vezes o escuro é sinônimo de solidão.

Mas também podemos procurar o escuro e a escuridão, quando fechamos nossos olhos, seja para fazer uma prece, buscar maior concentração ou simplesmente para fingir que não estamos enxergando aquilo que fazemos questão de não ver...

Como já diz o ditado, pior cego é aquele que não quer enxergar...

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Vingança


Toda vingança é uma reação à um fato que causou revolta, raiva, dor ou qualquer outro sentimento negativo à uma pessoa.

E sempre que agimos guiados por estes sentimentos, tendemos a exagerar e a tal vingança quase nunca sai como foi planejada em uma mente cheia de ódio e confusão.

Um exemplo bobo, a namorada descobre que o namorado “pulou a cerca”. Para se vingar ela risca as laterais do carro dele com tanta vontade que um simples polimento não vai ser suficiente, causando um prejuízo financeiro em nome da honra.

Ou pior, o namorado descobre que a namorada “pulou a cerca”. Para se vingar ele vai ao local onde ela trabalha, ou frequenta, lhe acerta um tiro à queima roupa e tira a vida dela.

Em ambo os casos as atitudes são exageradas e não representam a retribuição do fato gerador da vingança, e o pior, não mudam o fato original, apenas continua acumulando culpa.

O mais estranho é que a pessoa que se vinga, o faz para tentar mostrar ao outro que "com ela não se brinca", mas acaba mostrando para todos que a conhecem, seu pior lado.

No final das contas, a vingança pode acabar por fazer o prejudicado ou traído, se passar por errado causando a ele mais problemas do que para quem o prejudicou, que acaba passando por "coitadinho";

O melhor é saber lidar com o erro dos outros, simplesmente se afastar, reconhecer que errou ao escolher o amigo, sócio, companheiro ou etc e seguir a vida, sem querer retribuir dor ou qualquer outra coisa ruim a essas pessoas. Delas a própria vida vai cuidar em algum momento.

Não podemos correr o risco de estragar os dias que nos restam com pessoas que nos fizeram sofrer e podem nos fazer sofrer mais ainda se tentarmos uma vingança.

Vivamos bem e em paz e cada com a sua cruz!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Aparências...Enganam ?


As aparências enganam, mas a quem?

Nem tudo realmente é aquilo que parece, mas será que a ideia era se parecer com alguma coisa?

Mas para quem as aparências são importantes?

Quem gosta de julgar as pessoas já está errado por natureza, mas quem julga pela aparência, está errando ainda mais.

Quantas vendas se perdem porque vendedores arrogantes julgam uma pessoa pela sua roupa sem conhecer o seu bolso?

Quantos recrutadores perdem excelentes funcionários por não dar atenção ao que os candidatos falam e sim pelas tatuagens ou piercings que estão usando?

Quantas pessoas deixam de provar uma deliciosa comida caseira por achar feia a fachada do restaurante?

Quantos amores são perdidos porque a ausência da vaidade esconde o conteúdo de um coração bom?
 
Em contrapartida, quanto sofrimento aquela “linda embalagem” trouxe porque o conteúdo era tão vazio...

Mas, sabem o que é mais interessante? Cada um escolhe a própria aparência!

O Milionário que anda com a calça jeans surrada e a bota suja de lama, está vestido assim porque quer, provavelmente porque gosta e se sente confortável. 

O Candidato tatuado, vejam só, também tem as tatuagens por vontade própria, não foi forçado, obrigado ou ameaçado, ele também provavelmente gosta das tatuagens, afinal, pagou por elas. 

O Dono do restaurante que não se preocupa com sua fachada, provavelmente prefere cuidar da qualidade da comida, do seu tempero e manter o preço competitivo ao invés de usar o seu lucro para deixar o lugar mais bonito, mas a comida menos saborosa. 

E aqueles que as vezes não se cuidam tanto, não vivem nas academias ou de dietas, nem exageram na maquiagem e nem nas marcas caras, provavelmente preferem livros, filmes e oferecer carinho e atenção, pois escolheram ser a essência e não a aparência.

Portanto, meus caros, as aparências enganam sim, mas só a quem julga por ela, pois aos julgados, ela nada mais é do que a própria e perfeita realidade.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Do pó ao pó. Ou aos Ossos


"Do pó viemos e para o pó voltaremos." Quantas vezes essa expressão já foi utilizada para definir que a vida nada mais é do que uma passagem, de nós, humanos, pela Terra. Que é breve e quase tão insignificante como um grão de areia.

Realmente, nosso tempo na Terra é curto, mas nem de longe é insignificante. Dentro deste tempo que conquistamos, podemos realizar coisas que literalmente mudam o mundo.

Sei que estamos destruindo o planeta, mas é inegável o quanto fizemos de bom durante todo esse tempo e toda a evolução, progresso, ciência, medicina, etc...

Pessoas como Leonardo da Vinci, Galileu Galilei, Albert Einstein, entre tantos outros gênios em tantas áreas fizeram diferença e modificaram a forma de ver e de fazer o dia a dia.

E eu e você também podemos fazer a diferença, quando criamos, quando trabalhamos, quando cuidamos, quando pensamos nas próximas gerações e não apenas no amanhã, já estamos fazendo diferença.

E, sim, também existem aqueles que não fazem diferença nenhuma, e que vão “voltar ao pó” sem serem notados, assim como terão aqueles que voltarão ao pó tarde demais, depois de terem feito muito estrago por aqui.

Mas, o importante mesmo é todo dia buscarmos fazer algo diferente. Deixar a nossa marca, seja através dos descendentes, seja através do trabalho, seja através do Esporte. Desde que seja por uma boa razão, ter nosso nome lembrado por gerações futuras, mesmo dentro apenas do nosso círculo pessoal, é o melhor que podemos fazer no presente.

Apenas aqueles que não se preocupam nem em guardar o seu nome e sua dignidade no presente não se importam com o que será dito no futuro. A esses, políticos especialmente, nada interessa, a não ser a quantia que vai parar no seu bolso no presente, e talvez no futuro dos seus descendentes, que normalmente herdam a mentira e a canalhice dos antepassados.

Quanto a mim, procuro sempre fazer o bem, ajudar, ensinar, compartilhar e espero que essa seja a minha semente. Não posso garantir que vim do pó, nem sei se nele vou terminar, mas antes que sobrem apenas meus ossos, quero deixar a minha marca.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Sorte ou Azar ?


Sorte e azar são conceitos. E é sempre muito arriscado definir qualquer situação como sendo sorte, ou azar.

Eu prefiro dizer que tudo o que acontece conosco, são consequências do que fazemos, ou deixamos de fazer.

Achar uma nota de R$ 100,00 no chão é sorte ? Ou é azar de quem perdeu ?

E se para pegar essa nota você se abaixa, perde 5 segundos e por causa desses 5 segundos é atingido por uma bala perdida que passaria raspando se não fosse os R$ 100,00. Sorte?

Em contrapartida, aquele que perdeu os R$ 100,00 deixou de comprar o leite para a família, mas depois descobriu que várias pessoas naquele dia e no mercado próximo de sua casa compraram aquele leite, cujo lote estava contaminado e acabou levando muitos para hospitais e até à morte. Azar?

Existe aquele ditado que diz: A pessoas estava na hora certa no lugar certo, ou ao contrário, mas efetivamente temos que aprender a conviver com as nossas escolhas e assumir a consequência dos nossos atos.

Por mais estranho que possa parecer, por vezes pequenas coisas nos atrasam e acabam fazendo a diferença, mas sempre por algo que fizemos ou deixamos de fazer.

É possível passar pelo caminho antes de um acidente, por ter saído de casa mais cedo, por pura preguiça de esquentar um copo de leite, assim como podemos pegar um trânsito infernal em virtude deste mesmo acidente porque o chuveiro queimou. Em ambos os casos, foram escolhas, sim porque após constatar que o chuveiro queimou, poderíamos ter saído sem o banho, ou ter consertado o chuveiro, ou ter tomado banho gelado. E para cada atitude, haveria um resultado diferente, que nunca vai acontecer, pois a vida não volta.

Abaixo uma história bem absurda, que escrevi justamente para mostrar como sorte e azar não podem ser definidos com tanta simplicidade.

“ João era um Jovem muito pobre, que morava com os Pais no interior. Ele tinha um sonho, ter um carro, pois achava que assim conseguiria namorar Juliana, sua amada, mas que não olhava para ele. Um dia, voltando para casa depois de mais uma  entrevista frustrada de emprego, ele estava cabisbaixo e por isso acabou achando uma carteira jogada perto de um bueiro.
- Que Sorte, pensou ele e foi correndo pegar a carteira, imaginando encontrar algum dinheiro lá dentro.
Ao abrir a carteira, não viu nada além de papéis e documentos.
- Que Azar pensou ele, achei a carteira de um pobre como eu.

Mas ele resolveu levar a carteira consigo e encontrou um número de telefone entre os documentos. 

Ligou e pediu para falar com Paulo, que era o nome do dono dos documentos.
A pessoa que atendeu disse que ele era Paulo e então João contou a história. Paulo agradeceu, porque disse que havia algo muito importante dentro da carteira e marcou um horário para busca-la com João.
Assim que chegou, Paulo agradeceu muito e deu uma nota de R$ 100,00 para João.

- Nossa, que sorte ! Pensou João.

E curioso perguntou ao rapaz o que tinha de tão valioso na carteira.

- O número de telefone da menina mais bonita que eu já vi, vim fazer um serviço nessa cidade e ela me atendeu, conversamos e ela me deu o número de telefone e sem a carteira eu não sei se conseguiria encontra-la de novo. O Nome dela é Juliana! – E então se despediu, deixando um olhar de surpresa e tristeza no rosto de João.

- Nossa, que azar – Pensou João novamente. – Acabei de entregar meu sonho por R$ 100,00

Então triste e desapontado ele saiu de casa para comprar comida, pois a dispensa da casa estava vazia.

No caminho, encontrou um homem vendendo a rifa de um Gol 2000 por R$ 50,00 e resolveu arriscar, o sorteio seria naquela noite, na praça da cidade e só faltavam 2 números.
Ele pensou que aquilo era o destino se manifestando, pois não tinha nada e ganhou R$ 100,00, aquilo deveria ser um sinal.

Comprou as duas rifas e continuou com a dispensa e o estômago vazios.

Naquela noite, ele estava com outras tantas pessoas no centro da cidade, ansioso pelo resultado. 

Quando foi anunciado o número vencedor, ele olhou seus bilhetes e uma lágrima saiu lentamente dos seus olhos.

- Meu Deus, que azar, porque tanto azar na minha vida – Sussurrou ele baixinho.

Desolado, foi para casa, nem assistiu a entrega do carro, nem quis ver quem tinha ganho.

Se trancou e dormiu, teve pesadelos, ouvia gritos e muito barulho.

No dia seguinte, acordou tarde e quando teve coragem de colocar a cara para fora, encontrou uma cidade quieta, um dia escuro, pessoas cabisbaixas.

Não demorou para descobrir que quem ganhou o carro foi aquele mesmo Paulo, que comprou a rifa um minuto antes de João para se livrar do vendedor. E descobriu também que ele só percebeu que ganhou o carro porque ligou para Juliana e ela também tinha um número da rifa e queria assistir o sorteio. Portanto, a primeira volta no carro que ele deu no carro novo, foi com Juliana, mas João soube também que foi a última. O Carro estava com defeito no feio e Paulo tentando se exibir, perdeu o controle em alta velocidade e encontrou, com toda violência um pobre poste na cidade.

- Apesar de toda tristeza, João, confuso, conseguiu pensar: - Ufa, que sorte eu não ter ganho essa rifa 

terça-feira, 14 de julho de 2015

Humor e Felicidade


Podemos definir humor e felicidade como dois estados de espírito.

Ambos são feitos de momentos, apesar de a felicidade ser mais duradoura e mais difícil de variar com qualquer pequena alteração cotidiana.

E, por serem estados, nunca podemos afirmar que alguém é bem ou mal-humorado, feliz ou triste.

Existirão dias de bom humor, dias de felicidade e dias que lutaremos inutilmente para apagar da nossa memória.

Mas, então, qual a diferença entre o humor e a felicidade?

O Humor é um estado que aparece na pessoa depois de situações corriqueiras. Um bom sonho pode fazer alguém acordar de bom humor, em compensação derrubar o café na camisa antes de sair para o trabalho pode deixar qualquer um de mau-humor. Já a felicidade é um estado mais duradouro, consequência de uma sequência de fatos ou atitudes que trazem um sentimento de leveza, um sorriso nos lábios e que assim que a camisa for trocada, vai aparecer novamente.

Um novo relacionamento pode fazer alguém feliz, a lembrança da pessoa querida traz a felicidade à tona, mesmo que o humor ao ter problemas para resolver no trabalho não seja dos melhores.

A felicidade não se apaga, os momentos felizes para sempre serão lembrados, mesmo depois que acabam, já o humor é passageiro.

Dificilmente você vai se lembrar dos dias em que acordou bem-humorado, se você é daqueles que acorda naturalmente mal-humorado, mas não se esquecerá da felicidade do dia do casamento, ou do nascimento dos filhos, mesmo que hoje esses fatos não tragam assim tanta felicidade.

O importante é saber que nem sempre estaremos felizes, mas devemos procurar a felicidade sempre e que mesmo sendo difícil manter o humor, devemos tentar, sorrir, abraçar, agradecer, pois não há nada nesse mundo melhor do que acordar de bem consigo mesmo!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Carisma


A pessoa carismática é  aquela que tem uma personalidade destacada e exerce espontaneamente atitudes de líder e acaba contagiando outras pessoas ao seu redor.

Também são pessoas normalmente entusiasmadas, que tornam-se queridas e admiradas, por serem simpáticas e contagiantes.

Essa é uma característica que se destaca em pessoas que precisam lidar com o público, como apresentadores de TV, políticos, vendedores, entre outros.

Portanto, no mundo corporativo, o carisma é fundamental. Todo líder precisa de carisma para formar e manter uma boa equipe.

Ele precisa cativar os colaboradores, ser espontâneo e cuidadoso, entender tanto o lado profissional da empresa, como o lado pessoal do funcionário. Precisa ser alguém com quem a equipe possa contar, que saiba ouvir, falar, informar, participar.

O Líder não existe apenas para dar ordens e cobrar que elas sejam cumpridas, ele faz parte do processo, e ainda mais, precisa ser uma engrenagem importante, uma peça fundamental, por quem os liderados trabalhem.

E, claro,  tem o olhar da empresa, que enxerga a necessidade e agradece a oportunidade, que utiliza seu carisma e sua liderança para atingir os resultados, sendo o elo perfeito entre a instituição e seus colaboradores.

E por vezes o carisma torna o líder o elo também entre empresas, melhorando relações de negócios e aumentando a produtividade e a capacidade de fazer a produção virar resultado.

O Carisma é algo natural, praticamente inato, uma energia que transforma pessoas comuns em simpáticas, confiáveis e comunicativas, uma coisa invisível, mas que pode ser sentida por todos ao redor.

Um líder carismático certamente fará toda diferença no sucesso das empresas. E é certo que existem muitos escondidos nos setores mais distantes e menos visíveis de todas instituições, esperando apenas o momento e a oportunidade para despertar.

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...