segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Feliz Natal e Feliz Ano Novo!

2018 está indo embora!

Mas antes dele terminar é hora de comemorarmos o Natal. Data que tem um significado muito diferente para cada pessoa, para cada religião e para alguns pode nem ter significado. O mais importante é aproveitar o Natal para estar ao lado das pessoas amadas, para confraternizar, para refletir.

Afinal sabemos que não é sempre que as famílias se reúnem, que avós e netos se juntam, que todos os filhos estão juntos dos pais.

Por ser uma data comemorativa há também os momentos de recordação, de uma certa tristeza pela ausência, pela distância e nessa hora o que precisamos é trazer à lembrança os bons momentos, os outros natais, a certeza de que um dia essa ausência foi uma presença maravilhosa.

Também é um bom momento para pensarmos no ano que está indo e planejarmos o próximo. Vivermos a alegria do momento, mas nos preparando para o que vem pela frente.

O Ano pode não ter sido o melhor, houveram problemas, susto, medos, mas no final das contas, devemos agradecer por tudo de bom que aconteceu.

Não existe perfeição, mas existe o que pode ser feito de melhor. E é nisso que precisamos nos agarrar. Não nos contentarmos com o que conseguimos, mas termos a consciência de que foi o possível, de que demos o nosso melhor e fizemos a nossa parte.

Que em 2019 possamos ser cada dia melhores, que possamos nos tratar como pessoas, que não tenhamos discriminação contra nada nem ninguém, que olhemos para nós mesmos e para a nossa vida e não apenas para a vida do outro. E se for para olhar para o outro, que seja com carinho, com afeto, com respeito. Respeito, é essa a palavra que eu considero mais importante para o ano novo.

E claro, felicidade, pois quem acredita que não está aqui para ser feliz, está vivendo errado!

Boas Festas, ótimo Natal e maravilhoso ano novo!

E eu conto com a visita de vocês no ano que vem!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Síndrome do Pânico


Talvez o mais comum dos transtornos de ansiedade, a crise de pânico atinge cerca de 10% da população mundial, sendo que 3,5% podem ser considerados portadores diretos por terem ataques frequentes.

A característica principal para o diagnóstico é o desespero e o medo de que algo ruim possa acontecer a qualquer momento, mesmo que não exista nada ao redor que aparente risco proporcional ao temor.

As crises surgem repentinamente e, além do sentimento ruim que invade o sujeito, o período posterior ao ataque é carregado de preocupação: com uma nova crise, com as consequências pessoais ou profissionais que ela pode causar, e até mesmo com a saúde física e mental, já que esses ataques provocam taquicardia e trazem uma sensação de perda de controle ou de "loucura".

Apesar de não haver uma causa definida, alguns estudos apontam a possibilidade de transferência genética, além de fatores como estresse e mudanças neurológicas. As mulheres são mais afetadas, e os jovens, na transição da adolescência para a vida adulta, mostram-se mais suscetíveis.

Por se tratar de um transtorno em que a pessoa sente um medo intenso sem que os outros consigam visualizar o perigo, é possível compreender que abusos na infância ou outros tipos de traumas sejam causas frequentes. Nesse caso, a pessoa pode estar revivendo aquele momento traumático em seu inconsciente, sem compreender o que está acontecendo interna e externamente.

As crises podem ocorrer a qualquer momento, independentemente do horário ou local, e, por isso, são muito perigosas, sendo frequentemente confundidas com ataques cardíacos. Não importa se a pessoa está dirigindo, passeando ou fazendo compras: quando a crise se manifesta, é como se algo terrível fosse acontecer a qualquer segundo. Ela pode ficar ofegante, sentir dor física no peito e ser tomada por um medo avassalador. A crise pode durar até 20 minutos, mas a sensação é tão angustiante que o "medo de sentir medo" faz com que a pessoa se isole, perca a vontade de sair e busque se proteger o tempo todo.

A ajuda médica e o acompanhamento psicológico são fundamentais para o tratamento. Não tenha vergonha de procurar ajuda se você tem dúvidas sobre ter ou não a síndrome do pânico. Como vimos no início, uma em cada dez pessoas já passou por isso, e você pode apenas ser mais uma. Decidir continuar e sair dessa pode ser mais fácil do que parece.

Boa semana!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

A importância da Fé


É impossível viver em paz sem ter fé. E aqui não falo apenas da fé no sentido estritamente religioso, mas enquanto confiança, crença e esperança.

Precisamos acreditar em algo para seguir em frente, para continuar buscando nossas conquistas, para encontrar força e coragem.

Sem fé, torna-se muito mais fácil desistir, entregar-se, deixar de lado a dádiva de viver e relegar às outras pessoas ou entidades os rumos da própria vida.

Existem pessoas que têm fé em si mesmas, acreditam em seu potencial e lutam pelos seus sonhos. Elas assumem riscos e aceitam a responsabilidade por suas escolhas. Quando algo não dá certo, em vez de culpar terceiros, procuram em si mesmas as razões do erro e usam essas experiências como estratégia para acertar no futuro. Quem acredita em si pode até reconhecer a contribuição de outras pessoas ou divindades em seu sucesso, mas jamais esquece o próprio esforço e mérito por suas conquistas.

Também sabemos de pessoas com fervorosa fé em Deus e foco na religião, independentemente de qual seja. Essas pessoas encontram coragem e determinação na fé divina para alcançar o que desejam. Ao conquistar algo, agradecem principalmente a Deus, dando maior importância ao Divino do que a si mesmas. Contudo, quando algo não dá certo, muitas vezes aceitam isso como parte da vontade de Deus, o que lhes alivia o peso da culpa.

Independente de qual seja a sua crença, a sua história ou o seu lado, é fundamental ter fé: no amigo, no parceiro, nas pessoas, em Deus, ou em qualquer outra coisa, divindade ou pessoa. Sem fé, você dificilmente se sentirá seguro ao confiar em alguém, tenderá a desconfiar do seu parceiro, a acreditar que o mundo é injusto com você e, sobretudo, terá dificuldade em ser verdadeiramente feliz.

Viva, acredite, permita-se decepcionar, recomece, mas jamais desista da sua fé, dos seus sonhos e das pessoas. Ainda há muita coisa boa esperando por você neste mundo.

Ótima semana!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Psicologia e Psiquiatria


Ainda há muitas pessoas que confundem psicólogos com psiquiatras. É comum acreditar que ambos desempenham "a mesma função" ou que trabalham apenas "cuidando de loucos".

Na realidade, os trabalhos são bem diferentes, e a finalidade de nenhum dos dois é tratar "loucos". Além disso, não existe um padrão universal de normalidade, e doenças ou transtornos mentais não devem ser vistas como loucura.

A diferença entre os dois profissionais começa na formação. O psiquiatra é médico. Assim como um cardiologista ou um plantonista do pronto-socorro, o psiquiatra cursou 6 anos de medicina, seguido de residência e especialização na área. Já o psicólogo possui graduação em Psicologia, que dura 5 anos, com especialização na área de sua escolha, que pode ir muito além da atuação clínica. Na própria clínica, existem diversas especializações, como atendimento infantil, para adolescentes, adultos, terapia familiar, terapia breve, psicanálise, entre outras.

Outra diferença essencial é que, por ser médico, o psiquiatra pode prescrever medicamentos quando necessário, enquanto o psicólogo não tem essa permissão. Em casos de transtornos mais graves, como depressão, o psicólogo encaminha o paciente ao psiquiatra, que fará uma avaliação e indicará a medicação adequada.

Apesar das diferenças, é fundamental entender que psicologia e psiquiatria se complementam. Apenas a medicação, na maioria dos casos, não é suficiente para resolver os problemas. A medicação atua principalmente nos sintomas físicos do momento presente, mas não aborda as causas emocionais e psicológicas das desordens. O trabalho do psicólogo é mais profundo: ajuda o paciente a compreender o que o levou ao estado atual, reduzindo a necessidade de medicamentos e prevenindo recaídas emocionais frequentes.

Caso você tenha dúvidas, o mais indicado é procurar primeiro um psicólogo. Ele poderá realizar o diagnóstico inicial e, se necessário, orientar o paciente a buscar um psiquiatra para avaliação medicamentosa, enquanto mantém o acompanhamento psicológico em sessões regulares.

O mais importante é não ter medo de procurar ajuda, iniciar um tratamento e buscar o bem-estar. Sua saúde mental é tão essencial quanto o bom funcionamento do coração, pulmão ou qualquer outro órgão vital.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato!

Boa semana e até a próxima!

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

The in between is mine

Quem gosta do rock dos anos 90 e segue acompanhando as bandas desde lá sabe que a frase acima é de uma música do Pearl Jam, chamada I Am Mine, que, literalmente, significa "Eu sou meu".

A frase: "I know I was born and I know that I'll die. The in between is mine. I am mine." sempre me chamou a atenção desde a primeira vez que ouvi a música – sensacional, por sinal – e traz um significado importante. "Eu sei que eu nasci e eu sei que eu vou morrer; o que há entre esses dois pontos é meu. Eu sou meu."

Isso significa que esse espaço de tempo entre o nascimento e a morte, o que chamamos de vida, nos pertence. Devemos fazer dele o melhor possível. Significa também que não devemos deixar nosso bem mais precioso nas mãos de outras pessoas. Não podemos esperar que a felicidade, a paz e todas as outras coisas boas cheguem apenas através dos outros. Temos que ter o controle dos nossos dias e dos nossos passos, sem depender das escolhas e vontades de quem já tem a própria vida para cuidar.

Justamente por isso, também não devemos nos intrometer nem cuidar da vida de outras pessoas. Cada um sabe as razões e os motivos por trás das escolhas que faz. Se para mim algo não parece certo, não me cabe julgar, porque certamente muitas das coisas que eu faço, e acredito serem as melhores para mim, são consideradas escolhas erradas aos olhos de outros.

Todos somos diferentes, por mais que façamos parte de grupos parecidos ou que a maioria das pessoas ao nosso redor nos pareça similar. Internamente, sempre haverá algo particular, só nosso, da qual não podemos abrir mão para agradar alguém ou para nos sentirmos aceitos. Ao deixarmos de lado parte da nossa essência, automaticamente estamos perdendo um pouco de nós mesmos.

Eu aprendi que viver é assim. Eu faço as minhas escolhas, me arrependo, me orgulho, fico feliz, choro... mas sempre evoluindo e sabendo que o responsável por estar onde estou sou eu – e mais nada, mais ninguém.

Quando eu for embora, terei certeza de que talvez não tenha tido a melhor vida do mundo, mas estarei convicto de que foi a vida que eu escolhi e que foi a melhor que eu consegui me proporcionar.

Seja você também posse de si mesmo e viva! Não espere que a vida passe.

Boa semana!

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Depressão Pós-Parto

Como o próprio nome indica, esse tipo de depressão ocorre após o nascimento de um filho. Diferentemente do que muitas vezes se pensa, sabe-se que, além das mães, alguns pais também podem enfrentar esse quadro.

Ainda assim, a depressão pós-parto é muito mais comum nas mães, pois está frequentemente relacionada a alterações hormonais, além de uma série de possíveis acontecimentos no período pré e pós-natal.

É fundamental ressaltar que a depressão pós-parto não é uma falha de caráter ou sinal de fraqueza. Assim como qualquer outro tipo de depressão, ela exige acompanhamento e tratamento especializado.

Além das alterações hormonais, diversos fatores físicos e emocionais podem contribuir para o desenvolvimento da depressão pós-parto, como:

  • Mudanças no corpo da mulher, que podem gerar insegurança ou sensação de perda da atratividade;
  • Dificuldades para dormir;
  • Estresse;
  • Problemas financeiros;
  • Ausência de suporte do pai;
  • Medo de assumir a nova responsabilidade;
  • Entre outras situações desafiadoras.

Outro ponto importante é a predisposição à depressão, que pode ser influenciada por:

  • Histórico de depressão pós-parto em gestações anteriores;
  • Falta de apoio familiar ou do parceiro durante a gravidez;
  • Diagnóstico pré-natal de possíveis complicações no bebê;
  • Violência doméstica antes ou durante a gestação;
  • Episódios de depressão antes ou durante a gravidez.

Os sintomas são similares aos da depressão, como sentimento de tristeza e desesperança na maior parte do tempo, sem uma razão aparente, e perda de interesse pelas atividades diárias.

Em casos mais graves, podem surgir pensamentos relacionados ao suicídio ou um conflito interno envolvendo a ideia de fazer mal ao bebê, ao mesmo tempo em que o desejo de protegê-lo permanece forte.

Se você ou alguém próximo apresentar vários dos sintomas mencionados, procure ajuda! A depressão não é frescura e pode ser muito mais perigosa do que muitos imaginam.

Desejo uma excelente semana a todos e até a próxima!

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Medo de não ter mais medo


Eu sempre tive muitos medos. Desde criança e até hoje, me sinto feliz em ter medo. Como já escrevi aqui no blog, o medo nos salva de muitas situações e é importante para nos conscientizar sobre o que pode ser feito com segurança e o que é arriscado demais e desnecessário.

Mas uma das coisas que mais me dá medo hoje é justamente o medo de não ter mais medo. Com a violência crescente e os cenários incendiários que se desenham, temo que nossas precauções já não sejam mais eficientes.

Por que vou ter medo de sair à noite, se em plena luz do dia vejo pessoas sendo assaltadas, carros sendo roubados, disparos contra a vida sendo feitos? Por que vou ter medo de usar um relógio ou até mesmo uma joia, se vejo pessoas sendo mortas mesmo tendo apenas um telefone celular com a tela quebrada? Por que vou ter medo de ficar doente, se posso, mesmo saudável, ser alvejado dentro de um leito de hospital?

De que adianta ter medo da depressão, se a maioria das pessoas vai achar que estou com frescura?

Para que ter medo da ansiedade excessiva, se vão confundir com pressa desmedida?

De que adianta o medo, se não consigo mais me proteger?

Precisamos ser fortes para manter nossos medos e não deixar a vida à deriva, vivendo despreocupados, como se nela não houvesse valor. Precisamos manter nossos medos para que não reste apenas o último, que é o medo de viver.

Boa semana!

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

O Poder dos Outros

Tenho uma resposta quase padronizada para muitas perguntas diferentes sobre meus posicionamentos: respeito.

Por não viver a vida de outras pessoas e por trabalhar essencialmente com a empatia, não me sinto apto a julgar ninguém. Por isso, respeito e aceito as opiniões de todos, mesmo quando são completamente opostas ao que penso.

Dito isso, quero escrever brevemente sobre algo que me chama atenção: o poder que muitas vezes atribuímos aos outros.

Claro, as pessoas ao nosso redor têm um papel essencial em nossas vidas. Médicos, professores e outros profissionais que dedicam suas carreiras a nos ajudar merecem nosso reconhecimento. No entanto, percebo que, cada vez mais, muita gente atribui poder a quem nem sabe que o possui.

Com o aumento do uso da internet, vimos o surgimento de inúmeras pseudocelebridades. Elas se juntaram a atores, cantores e esportistas e passaram a ocupar um novo espaço de influência, sendo chamadas de influenciadores digitais.

E o que aconteceu? Essa galera começou a ganhar muito dinheiro e "seguidores" simplesmente por expor opiniões. Ou, como vimos em cenários como as eleições, ganhar dinheiro vendendo suas palavras como se fossem convicções. E se eles conseguem viver disso, é porque há algo de verdade nesse fenômeno. Muitas pessoas acabam tomando decisões importantes baseadas no que essas figuras dizem, mesmo sem conhecê-las de verdade.

Passaram a acreditar cegamente em influenciadores e deixaram de pesquisar, de entender por si mesmos, de formar suas próprias opiniões.

Será que precisamos disso? Será que não somos capazes de mudar para melhor por nós mesmos?

Precisamos ler mais, pesquisar mais, saber mais. Caso contrário, corremos o risco de ser orientados por pessoas que nem sequer acreditam no que pregam — indivíduos que apenas ganham dinheiro para repetir o que outros, com menos carisma ou coragem, não dizem.

Está na hora de começar a valorizar quem realmente merece: nós mesmos.

Ótima semana!


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Dependência


Em virtude das minhas férias, semana passada não houve postagem. Mas estou de volta para falar sobre um assunto interessante, que originalmente seria publicado na segunda-feira passada: a dependência.

Quando falamos em dependência, não nos referimos apenas à dependência química, mas também a toda e qualquer situação em que o indivíduo encontra dificuldade de seguir adiante sozinho, tomar decisões por si mesmo, conseguir dormir sem precisar de um medicamento ou até mesmo encarar o dia sem precisar de um incentivo.

Ser dependente significa não ter autonomia na maior parte da própria vida sem recorrer a artifícios externos, sejam eles drogas, álcool, cigarros ou até mesmo pessoas.

Para efeito deste artigo, vamos focar nos dependentes químicos, sejam as drogas consideradas "leves", como a maconha, ou as mais fortes e devastadoras, como a heroína.

O que sempre me gerou questionamentos foi o motivo, a razão pela qual uma pessoa utiliza qualquer alucinógeno, sabendo dos riscos à saúde, apenas para se sentir melhor. Por muitas vezes pensei em solidão, mas essa explicação não fazia sentido, já que a maioria dos dependentes faz uso da droga em grupos. Pensei, então, na busca por aceitação, utilizando a "rebeldia" para se encaixar no grupo das pessoas consideradas legais e descoladas, o que me pareceu fazer mais sentido. Mas ainda assim, não me senti plenamente satisfeito, pois existem muitos outros grupos em que nada disso é necessário e, até ao contrário, que repelem pessoas dependentes.

Então me deparei com uma resposta que me pareceu mais apropriada: a fuga. Sim, fuga de si mesmo. Seja naquele momento em que um "baseado" desliga uns neurônios, trazendo uma sensação de paz, felicidade e companheirismo, seja para escapar da realidade mais sombria da timidez, do embaraço ou das mazelas do dia a dia. Nos casos mais extremos, trata-se de uma fuga completa da realidade, usando drogas mais pesadas, que literalmente “tiram a pessoa do ar”, removendo o presente, o passado e o futuro, mas trazendo uma falsa sensação de bem-estar.

E esse é o maior dos problemas: a dependência se consuma quando viver a realidade se torna impossível, quando encarar o espelho ou acordar e aceitar a realidade sem o "reforço" ilusório se torna inviável.

O grande dilema é descobrir quando a pessoa chega a esse ponto tão grave. O mais difícil não é identificar os motivos da dependência, mas sim quando esses motivos começaram a gerar a necessidade da fuga.

Além disso, é fundamental diferenciar aqueles que conseguem viver dias, meses e até anos sem dar uma tragada, mas eventualmente fumam um "baseado" em uma reunião de amigos para descontrair, daqueles que efetivamente dependem disso para realizar qualquer movimento pessoal.

Por fim, vamos nos lembrar da importância de ajudar e pedir ajuda, pois sozinhos somos muito frágeis diante de qualquer forma de dependência.

Boa semana!




segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Comodismo



Poucas coisas fazem tão mal quanto o comodismo. Ele age de forma lenta e, por vezes, imperceptível, mas, quando você se dá conta, muitas oportunidades podem ter sido perdidas e outras podem não se apresentar novamente.

Em qualquer área da vida, o comodismo é um problema sério. Na vida pessoal, ele pode fazer o indivíduo perder o interesse em aprender mais, conhecer coisas e lugares novos, evoluir profissionalmente, entre outras coisas. O indivíduo sente-se completo e satisfeito com o que tem e teme arriscar algo maior e acabar perdendo o que considera suficiente.

Nos relacionamentos acontece a mesma coisa. Se o casal se acomoda, a perda de interesse torna-se natural, e, quando menos se espera, o relacionamento pode começar a se desgastar. Sem que percebam, ele pode acabar – seja porque outra pessoa aparece, seja porque nada mais parece fazer sentido. Por isso, passeios, cinema, restaurantes diferentes, viagens, entre outros, são tão importantes.

Para empresários, a acomodação pode levar a empresa a se tornar ultrapassada, obsoleta e esquecida pelos clientes. É fundamental manter-se atualizado, modernizar-se e acompanhar as evoluções tecnológicas para não ficar para trás!

Você pode ter uma rotina, mas não deve se acomodar nela. Talvez não consiga fazer algo diferente todos os dias, mas não é necessário que tudo seja sempre igual. Acorde e viva cada dia buscando algo a mais, variando as frutas no café da manhã ou alternando o pão na chapa com um queijo quente.

Não se acomode, não se entregue e não desista de realizar seus sonhos, pois, ao nos acomodarmos, eles tendem a virar lembranças de tudo aquilo que ainda não fizemos.

Boa semana!

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Consentimento

O assunto desta semana é muito importante. Vamos debater sobre o consentimento, sobre o direito da mulher não apenas de permitir ou não ser tocada, mas também de escolher se quer ver, ouvir ou até mesmo ler algo direcionado a ela.

Apesar da lei que pune mais severamente casos como ejaculações em transportes públicos — situações que ocorrem com uma frequência muito maior do que se imagina —, essa medida ainda é insuficiente para proteger as mulheres de marginais que, travestidos de loucos ou transtornados, tentam forçá-las a ter relações, usando, na maioria das vezes, violência física, emocional e psicológica.

Uma mulher vestindo roupas curtas, coladas ao corpo, biquíni ou qualquer outra peça não está "se oferecendo" nem "pedindo" para ser assediada. Não pode ser considerada culpada por querer exibir seu corpo, da mesma forma que muitos homens musculosos o fazem sem serem incomodados.

“Ah, ela quer chamar atenção!” Possivelmente sim. E daí? Ela pode querer chamar a atenção de alguém específico, pode estar em busca de uma pessoa interessante, ou mesmo querer impressionar outra mulher. Ninguém tem nada a ver com isso!

Mesmo namoradas, e até esposas, não têm obrigação de fazer o que seus parceiros querem, no momento que eles querem. Deve haver consentimento. Deve haver reciprocidade.

Se em uma balada você se interessa por uma menina, olhe para ela e espere uma resposta recíproca. Se houver consentimento, inicie uma conversa, mas não a toque, apalpe ou tente um beijo forçado. E, se por acaso não der certo, siga em frente e em paz. Não fique “bravinho” por ter sido ignorado ou “rejeitado”. Você não é tão irresistível quanto pensa, especialmente depois de beber um pouco além do recomendado.

E, mesmo que tudo flua bem, isso não significa que a moça tenha obrigação de terminar a noite na cama com você. Se ela não quiser, não seja covarde ao tentar forçá-la, violentá-la ou agredi-la.

Consentimento é respeito. Pense que você tem ou teve uma mãe, uma avó, pode ter irmãs e amigas e certamente não gostaria que nenhuma delas passasse por esse tipo de situação.

Mais empatia!

Boa semana!


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Anorexia

A anorexia é um distúrbio que leva o indivíduo a perder peso muito além do que é considerado saudável para sua idade e altura. Pessoas com anorexia têm um medo intenso e irreal de ganhar peso, mesmo estando muito abaixo do peso normal. Esse distúrbio também pode ser considerado um problema de imagem, pois, ao contrário da maioria das pessoas, ao se olhar no espelho, o sujeito se vê como alguém acima do peso e acaba abusando de exercícios físicos e dietas.

Não existe uma causa definida para esse distúrbio; a única certeza é que fatores psicológicos interligados com o ambiente estão entre os principais motivos.

O bullying na escola é um desses fatores. A pessoa passa a não gostar do próprio corpo e perde a noção da realidade, tentando se enquadrar no padrão mais aceito socialmente, sem perceber que está colocando sua saúde em risco.

A anorexia é um distúrbio sério e perigoso, portanto, é importante ficar atento a alguns sinais básicos, tanto em si mesmo quanto em amigos e pessoas próximas que possam estar precisando de ajuda.

Se a pessoa diz que se sente gorda, mesmo estando visivelmente abaixo do peso ideal, temos o primeiro sinal. Outro sinal é que, ao ser confrontado sobre seu peso e aparência, o sujeito discorda e se recusa a comer ou até mesmo a manter o peso já baixo que possui. Ele fica muito focado na própria imagem e acha que ainda precisa perder mais peso. Em mulheres, a ausência de menstruação por três meses é também um sinal de alerta.

Além disso, a anorexia pode ser percebida em pessoas que demoram excessivamente para comer, cortam a comida em pedaços muito pequenos e, em casos mais graves, provocam o próprio vômito, consumidas pelo arrependimento de terem comido.

Portanto, não hesite em buscar ajuda médica e psicológica se alguns desses sinais forem identificados. A anorexia pode levar a enfermidades graves, pois reduz a imunidade da pessoa, tornando-a propensa a outras doenças e até ao risco de morte.

Muito cuidado com os exageros e boa semana a todos!


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Fake News



Em um país onde a educação é relegada ao descaso e o acesso às notícias está ao alcance das mãos via telefone celular e rede de dados, mostra-se cada vez mais preocupante a infame brincadeira que diz: "Se está na Internet, é verdade."

Munidos de falta de caráter e sem nenhuma vergonha, pessoas inventam estórias, tentam desmentir a história, recriam fatos com versões diferentes, fazem montagens de fotos e espalham notícias absurdas usando o nome e a imagem de influenciadores, entre tantas outras barbaridades.

Tudo isso porque sabem que o brasileiro é um povo fácil de ser enganado. No começo, eu ficava indignado, pois achava um tremendo absurdo existir pessoas que acreditam nesse tipo de notícia. E olha que nem estou falando sobre as fake news que, por vezes, saem até nas grandes mídias, e sim daquelas mais grosseiras, em que é possível perceber erros gritantes nos fatos. Mas desisti de me indignar, pois entendi que, infelizmente, muitas pessoas não têm conhecimento suficiente para perceber as mentiras.

E são tantos os boatos espalhados pela rede que existem sites especializados em desmentir essas "reportagens", tais como boatos.org e e-farsas.com. Porém, infelizmente, o número de pessoas que, antes de compartilhar, se dá ao trabalho de verificar a veracidade da notícia é ínfimo.

Muitos, eu diria a maioria, espalham por falta de conhecimento, por ingenuidade. Mas existem aqueles que espalham mesmo sabendo que estão disseminando discórdia, aumentando o ódio e, por vezes, levando até à morte, como foi o caso, há alguns anos, de uma moça que teve sua foto divulgada como sendo uma sequestradora de crianças e acabou sendo linchada sem sequer saber o que estava acontecendo. Na Índia e no Paquistão, meses atrás, homens foram linchados até a morte por vídeos falsos vazados na Internet.

Assim como vigaristas dão golpes todos os dias nas ruas, vendendo bilhetes premiados para pessoas da terceira idade, simulando sequestros por telefone, entre tantas outras maldades, os espalhadores de fake news agem em troca de pagamento ou favores. Enquanto recebermos em nossas caixas de correio mensagens ridículas de bandidos que querem nossos dados e senhas, teremos certeza de que muitas pessoas ainda caem em golpes como esses.

Há quem diga ainda que o mundo é dos espertos. Eu diria que o mundo é daquela minoria que, há tempos, consegue se desviar desses espertos. Mais cuidado com o que vamos espalhar, gente. Não podemos ser massa de manobra para bandidos cibernéticos. Vamos pesquisar e incentivar os amigos e colegas a checarem as notícias antes de passá-las adiante!

Boa semana!

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Liberdade de Expressão


Basta passar 15 minutos nas redes sociais para termos certeza de que, no nosso país, falta empatia e, claro, educação.  
Sempre que passamos por um período de eleições, as disputas deixam o campo das propostas, projetos e discussões civilizadas, passando para o 'Meu candidato é o melhor e o seu não presta.'

Nos debates, pouco se fala sobre os planos de governo, e muito tempo se perde em ataques, perguntas capciosas e bate-boca sem fim.

E o pior, nas redes antisociais, criou-se uma polarização desgovernada de ataques contra todos os candidatos e, consequentemente, contra-ataques na mesma moeda.

Xingamentos (com português errado, diga-se de passagem), ofensas e discurso de ódio, de todos os lados. E o pior: poucos percebem a própria incoerência, pois incitam o ódio, mas só enxergam o ódio no oponente. Acham suas ofensas corretas e coerentes, seus argumentos fortes e sua opinião indiscutível. Quanta falta de humildade, quanto egoísmo travestido de opinião política, quanta perda de tempo brigando por pessoas que vão enriquecer (alguns continuarão enriquecendo, como fazem há muitos anos e mandatos) sem nem saber os nomes daqueles que tanto brigaram por eles.

Mas que seja! Cada um tem o direito de pensar e expressar aquilo que bem entender no seu espaço. O que não é permitido, apesar de pouco fiscalizado, são as ofensas, calúnias, agressões verbais e o desrespeito com quem não compartilha do mesmo ponto de vista.

Se uma pessoa teve um parente assassinado e acredita que, se o presidente fosse de direita, isso não aconteceria, deixa ela votar na direita. Se outra acredita que seus filhos se formaram só porque o Governo de esquerda deu a eles essa oportunidade, deixa que votem na esquerda. Se estão felizes com o que acontece no estado de São Paulo, deixem que reelejam o candidato. Você não precisa acompanhar o voto de ninguém, nem tampouco tentar mudar o pensamento de quem já decidiu o que é melhor, na opinião dele. Respeito!

Somos pessoas diferentes e todos temos o direito de viver e expressar nosso pensamento. Existem pessoas conservadoras, existem pessoas mais descoladas, existem pessoas que, para determinados assuntos, são conservadoras, e para outros mais abertas. Enfim, todo mundo é diferente de você. Então, pare de se achar o centro do mundo, o último biscoito do pacote, e aceite as diferenças e divergências.

Afinal, o que é a democracia, senão exatamente isso: escolher o que é melhor para si mesmo?

Ame e respeite aquele que pensa diferente de você e, se não fizer parte da maioria, não se sinta perdedor ou derrotado. Não faça como os políticos que nunca pensam na nação, e sim nos próprios umbigos. Torça, independente de quem vença, por um país melhor e não trabalhe para piorar o país, apenas para que seu candidato seja eleito da próxima vez.

Se todo mundo fizer direitinho a sua parte, o poder sai das mãos de poucos e passa a valer a opinião de muitos.

Deixem as pessoas em paz. Expresse sua opinião, não precisa concordar com a opinião do amiguinho, mas também não precisa comentar com ofensas sobre aquilo que não lhe diz respeito.

Votem conscientes e deixem a consciência de cada um falar por si.

Boa semana!

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Maioridade Penal


Este é um assunto muito difícil de ser tratado e precisa ser amplamente debatido. Ser simplesmente a favor ou contra, sem uma mínima análise de tudo que envolve a complexidade social do nosso país, é algo simplório demais.

É possível entender que menores de 18 anos, ou até mesmo de 16, têm maturidade suficiente para saber o que estão fazendo e, portanto, podem ser passíveis de punição severa. Mas é preciso reconhecer também que a reclusão não necessariamente vai transformar o caráter e a personalidade do jovem infrator. Contudo, nem mesmo as medidas socioeducativas geram essa mudança, pois nosso sistema simplesmente não funciona.

Os poucos presos reabilitados são aqueles que cometeram um erro por desespero, medo ou coerção, e que se arrependeram. Mas esses, geralmente, cumprem suas penas integralmente e, ao retornar à sociedade, são excluídos pelo fato de terem um registro criminal.

Eu, na minha modesta opinião, continuo acreditando que manter ou diminuir a maioridade penal não mudará absolutamente nada, exceto criar a ilusão de que jovens infratores serão presos e julgados com 16, em vez de 18 anos. Por que eu acho que isso não mudará nada? Porque, hoje, somos obrigados a assistir a crimes, roubos, estupros e perversões cometidos por pessoas que já têm inúmeras passagens pela polícia. 

São indivíduos que foram presos, mas conseguiram a liberdade mais de 10, 20 vezes! Ou seja, de que adianta prender o menor, ou o adulto, se, em alguns dias, semanas ou meses, ele estará de volta às ruas? De que adianta reduzir a maioridade penal, se não mudarmos as leis, o rigor da punição e a manutenção dos criminosos na cadeia? De que adianta pensar em maioridade penal, quando os maiores criminosos se vestem de terno e gravata, e, às vezes, até mesmo todos de preto? De que adianta reduzir a maioridade penal, se, por um punhado de notas, corruptos, assassinos e ladrões têm sua ordem de prisão revogada pelos nossos magistrados?

Por fim, de que adianta mudar a idade de quem é considerado criminoso se não somos capazes de oferecer educação, escolas e segurança para todos?

No final das contas, que diferença faz?

É complicado e doloroso para as famílias que foram destroçadas pelas armas que circulam nas mãos de crianças aceitar a impunidade. Mas de que adianta prender o menor ou o adulto, se até mesmo aqueles que ajudam a matar os próprios pais ou filhos fazem carinha de anjo, se convertem na prisão e começam a receber benefícios e indultos?

Quantas vezes não ouvimos e vemos crimes, assaltos, entre outros, cometidos por bandidos que receberam o benefício da 'saidinha' da prisão e quantos não voltam nunca mais?

Portanto, acredito que a mudança não precisa estar na idade, mas sim na forma real de punição, independentemente de quem comete o crime.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Timidez


A timidez não é um defeito, e sim uma característica da personalidade do indivíduo.

No entanto, ela pode causar problemas, tanto por atrapalhar momentos que poderiam ser mais agradáveis quanto alegres.

A formação da timidez ocorre logo nos primeiros anos de vida e, como a maioria dos traços, se desenvolve a partir de fatores internos e externos. Desde os primeiros anos de escola, já é possível notar a diferença entre as crianças tímidas e as demais.

Talvez os momentos mais difíceis da timidez aconteçam realmente na fase escolar, pois toda troca de turma que obriga o tímido a interagir com novas pessoas acaba sendo uma grande dificuldade.

As apresentações de trabalho, que exigem que o sujeito fale em frente à classe, e, claro, as constantes gozações feitas por aqueles que se aproveitam das características das pessoas tímidas para tentar se destacar, também são desafios.

Mas não falemos apenas sobre os problemas da timidez; ela também traz benefícios em situações importantes da vida. Os tímidos são os melhores ouvintes, são muito observadores e, o mais importante, por valorizarem mais a totalidade do que o momento e, por serem seletivos, normalmente são os amigos mais leais.

Contudo, profissionalmente, a timidez pode ser um grande obstáculo para o crescimento e promoções. A pessoa tímida tende a preferir não se expor, por vezes não apresentando suas ideias, que geralmente são boas, até que exista certa intimidade (profissional) com seus superiores. E, se for necessário fazer alguma apresentação ou palestra, aí a situação complica de vez.

O resultado dessa timidez no trabalho pode ser a frustração, que, por sua vez, é um grande problema.

Sabemos que características marcantes da personalidade são muito difíceis de serem transformadas, mas questões mais diretas, como, por exemplo, falar em público, podem ser ajustadas com um bom e breve trabalho psicológico.

Não deixe a timidez atrapalhar seu futuro; afinal, você pode continuar tendo todas as qualidades que a timidez traz, mas, ao mesmo tempo, absorver os benefícios que ela eventualmente lhe tira.

Vamos cuidar disso? Procure um tratamento psicológico breve com foco na timidez e mude o que é importante para a sua vida!

Boa semana e até a próxima!

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Violência Doméstica


Covardia — essa é a melhor definição para violência doméstica. Apesar de, por definição, não ser cometida apenas contra mulheres e crianças, a esmagadora maioria dos casos envolve uma dessas duas vítimas. É sempre fundamental lembrar que a violência não é apenas física, mas também psicológica. Agressões verbais podem causar tanto mal quanto um soco; humilhações diante de amigos ou parentes podem ferir tanto quanto um chute, e abusos podem gerar traumas mais profundos que a dor física momentânea.
As agressões contra crianças e idosos são tão absurdas e detestáveis quanto as praticadas contra mulheres, mas este artigo vai focar nesse último grupo, já que, nos últimos meses, os casos de violência contra esposas, namoradas e até ex-esposas parecem ter se multiplicado — algo extremamente preocupante. Bandidos disfarçados de homens acreditam que um relacionamento é uma aquisição, e não uma parceria. Eles buscam, não uma companheira, mas uma propriedade, algo que possam controlar, abusar, ignorar e, em casos extremos, matar.
Infelizmente, essa cultura tem raízes profundas. Antigamente, as mulheres eram vistas como mercadorias e leiloadas por seus pais para se casarem com famílias ricas, independentemente do amor ou do desejo. Aos homens era permitido ter outras mulheres "para diversão", enquanto a esposa ficava em casa, cuidando da casa, dos filhos e do próprio marido. Com a evolução do mundo e o fortalecimento do movimento feminista, os homens começaram a perder boa parte desse "poder". No entanto, em muitos, essa mentalidade de controle permanece enraizada — e esses são os mais perigosos. São aqueles que dizem: "Se não for minha, não será de mais ninguém" ou "Em mulher minha mando eu", referindo-se não apenas às esposas, mas também às filhas, e até às amantes.
Particularmente, eu não gosto nem do termo "minha esposa", "minha mulher" ou "minha namorada". Embora seja uma forma coloquial de se referir ao relacionamento, essa linguagem carrega uma conotação de posse. No entanto, ninguém é dono de ninguém — exceto de si mesmo.
Meninas e mulheres, nunca permitam que seus companheiros se apropriem de vocês, dos seus desejos e da sua vida. Se logo no início do relacionamento perceberem atitudes invasivas, não deixem a situação avançar. Não existe amor que justifique o sofrimento causado por um controlador obsessivo que busca alguém para mandar, e não para estar ao lado. Fiquem atentas a padrões de comportamento abusivo por parte do parceiro, sejam eles físicos, verbais, emocionais, econômicos ou até tentativas de imposição religiosa. Brincadeiras de mau gosto sobre aparência física ou sexual, sutis ou agressivas, também são sinais. E lembrem-se: ameaças, sufocação, mutilação e abusos de qualquer tipo não são brincadeira.
Infelizmente, a violência doméstica não é exclusividade do Brasil. Recentemente, descobrimos, durante a Copa do Mundo, que na Rússia o marido “tem o direito” de espancar sua esposa uma vez por ano! E isso não é exagero. Se houver uma “justificativa”, como infidelidade, a violência passa a ser não apenas aceita, mas também apoiada. O mais surpreendente é que algumas mulheres concordam com isso.
Não acredito que minha geração verá o fim dessa barbárie, mas temos a obrigação de conscientizar as novas gerações. A violência precisa ser reprimida, denunciada e punida com rigor. Se não agirmos agora, o futuro será ainda mais opressor.
Mais amor, por favor. Boa semana!

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Quem paga para trabalhar?


Existe trabalho voluntário, algo digno de ser feito e exaltado. Pessoas que doam seu tempo e, às vezes, até arcam com custos para ajudar outras pessoas, muitas vezes desconhecidas. Médicos, dentistas e até psicólogos, entre tantas outras profissões, eventualmente prestam serviços sem receber por isso.

Mas esta não é a regra. Normalmente, as pessoas acordam cedo e saem de suas casas para trocar sua força de trabalho por salário e benefícios. Além disso, mesmo no trabalho voluntário, os profissionais doam uma parte de seu tempo sem retorno financeiro.

Por que será, então, que, aqui no nosso país, pessoas gastam, além do execrável fundo partidário, dinheiro pessoal para fazer campanha política? Por que temos candidatos que prometem — e, pelo menos por um tempo, até cumprem — que vão doar integralmente seus salários para a "caridade"?

Seria caridade? Vontade de ver o país crescer, evoluir? Não, amigos, é porque ser eleito é um baita negócio! Você pode doar seu salário e investir dez vezes mais do que ganharia, que ainda assim vai terminar com um lucro gigantesco.

Verbas de gabinete, verbas para votar leis, verbas para assinar documentos e, a grande cereja do bolo, as propinas! Ganham fortunas para superfaturar obras, e quem paga são os desafortunados que votaram — e também os que não votaram. Pagam valores irreais por propriedades que não valem nada e ganham "brindes" milionários como recompensa. Além disso, governam em causa própria. Perdoam dívidas, cortam do orçamento verbas da saúde, da educação, e acabam com as pesquisas. Afinal, nada disso importa para eles, já que, ao serem eleitos, ganham atendimento VIP nos melhores hospitais, contam com seguranças particulares, têm imunidade parlamentar (que, na verdade, significa permissão para roubar) e podem enviar, às nossas custas, seus filhos para estudar e morar no exterior.

Depois, quando a situação parece ficar insustentável e a cadeia parece inevitável, sempre existe um Supremo Juiz para liberar qualquer um e, depois, desfrutar do seu justo "pagamento" nas boas terras de Portugal.

Sim, amigos, se você tem dinheiro, ser candidato é um bom investimento! Se for eleito, rende mais do que qualquer aplicação existente no mercado. Pague para trabalhar, mas, na verdade, receba muito sem fazer nada...

Esse é o nosso país.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

56 Anos de Psicologia no Brasil

Dia 27 de Agosto é comemorado o dia do psicólogo. E não é por acaso. Agosto é o mês do aniversário da Psicologia no Brasil e em 2018 a profissão completa 56 anos por aqui.

Nos dias atuais a profissão já é vista, aceita e utilizada por um grande número de pessoas, bem menor do que deveria, mas, acredite, já foi bem pior.

Eu mesmo senti na pele a dificuldade de entendimento das pessoas com a profissão e objetivamente um trabalho tão importante. Quando escolhi o curso de psicologia, na minha própria família houveram narizes torcidos, pois “não dava dinheiro”, “ia mexer com louco” e etc...

E hoje não há nada que me orgulhe mais do que essa minha escolha.

A Psicologia foi reconhecida como ciência no Brasil em 1962, mas ainda com uma característica completamente diferente do que é hoje e com um foco de trabalho voltado apenas para a elite da época, com o objetivo de “ajustar” os indivíduos ao seu meio.

As mudanças que nos trouxeram ao patamar de hoje se iniciaram nos anos 70, quando os psicólogos começaram a perceber que o serviço deveria e precisava ser evoluído e que precisava chegar a toda sociedade.

Primeiro veio a Psicologia da saúde, que hoje é um dos grandes grupos de trabalho dos psicólogos, tanto como prevenção, como para a cura no tratamento direto com pacientes ou com seus familiares.

Depois disso vieram as ramificações e hoje, além da psicologia clínica, temos a escolar, organizacional, forense, social, hospitalar e as mais novas, como por exemplo a psicologia do esporte.

Mas ainda estamos muito longe do ideal, ainda somos dependentes das classes sociais mais abastadas ou dedicamos nosso tempo , quando temos, com amor para o atendimento voluntário ou pro bono. 
Mesmo sendo fundamental, por vezes até mais do que outras especialidades, a psicologia ainda é vista como algo supérfluo e que pode ficar em segundo plano.

Espero que não sejam necessários outros 56 anos para que alcancemos novos avanços e conscientização.

De qualquer forma, parabéns para nós psicólogos, que amamos nosso trabalho e procuramos fazer mais leves os dias das outras pessoas!

Boa semana a todos nós!

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Desarmamento


Em virtude da enorme criminalidade e da falta de segurança, muito se critica o desarmamento no nosso país. Combinando o armamento pesado dos bandidos com o medo da população, algumas figuras públicas apresentam como solução o armamento 'das pessoas de bem'.

Admito que é difícil ir contra essa ideia quando vemos na TV pessoas sendo assassinadas sem dó, assaltos no meio do trânsito, nas portas de suas casas, nas escolas onde ficam seus filhos.

Contudo, é preciso refletir profundamente quando tratamos do armamento de pessoas comuns, pois existem muitos fatores que passam despercebidos para aqueles que acreditam que uma arma lhes trará mais paz e segurança.

Primeiro, porque os bandidos não vão desaparecer nem desistir de assaltar. Pelo contrário, terão mais receio de encontrar um cidadão armado que possa reagir. Portanto, tendem a ser mais violentos e, ao escolher uma vítima, podem atirar primeiro para não correr o risco de virar alvo.

Segundo, manusear uma arma de fogo não é tão fácil quanto parece. Acertar a mira e suportar o recuo de uma arma não é para qualquer um.

Terceiro, o risco de acidentes domésticos aumenta significativamente. Armas em locais de fácil acesso a crianças, em brigas de casais, em festas com amigos e muito álcool são potenciais bombas-relógio para tragédias.

Quarto, e o mais fundamental, é a falta de educação do nosso povo. Vivemos em um estresse diário por motivos que deveriam ser banais, parte de um cotidiano absolutamente normal, como uma fechada no trânsito caótico, uma brincadeira sobre a derrota do time de futebol, uma cantada infeliz a uma mulher acompanhada, entre tantas outras situações. Tudo isso pode virar motivo para os valentões de plantão sacarem suas armas e 'acertarem as contas' com o outro. Momentos de raiva e tensão podem desencadear em pessoas desequilibradas um enorme prazer em fazer justiça com as próprias mãos. E não há nenhuma estimativa segura sobre quantas pessoas assim existem na população.

Por fim, uma arma de fogo não é barata, assim como o processo para conseguir o porte. A liberação da venda pode criar um comércio paralelo ilegal e endividar aqueles que tentarem fazer a aquisição pelo caminho certo.

Eu só vejo uma solução, a mesma que resolveria praticamente todos os nossos problemas: investimento pesado em educação, saúde mental, lazer e desenvolvimento pessoal. Como isso é demorado, infelizmente ainda é preciso investir muito em segurança. As armas devem estar nas mãos de pessoas preparadas, treinadas e capacitadas para agir, e não nas mãos de quem não acredita mais na ação desses profissionais e, portanto, sente que precisa garantir sua segurança sozinho.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Borderline



Borderline é um transtorno mental grave caracterizado por um padrão de instabilidade contínua no humor, que afeta o comportamento, a autoimagem e o correto funcionamento da razão.

Na maioria dos casos de borderline, notamos instabilidade emocional e problemas de autoestima, que causam sensação de inutilidade, insegurança, impulsividade e, consequentemente, dificuldade nas relações com outras pessoas.

O indivíduo com Síndrome de Borderline pode experimentar momentos intensos de raiva, depressão e ansiedade, que podem durar apenas algumas horas ou até alguns dias.

Comumente, pacientes com Borderline apresentam sintomas de outros transtornos mentais, como distúrbios de humor, transtornos de ansiedade e até mesmo problemas relacionados à alimentação. Além disso, há casos de hipocondria, automutilação e, consequentemente, comportamentos suicidas. O mais grave, contudo, é que os indivíduos podem alternar momentos de estabilidade com violentos surtos psicóticos em questão de minutos, manifestando comportamentos descontrolados.

Pela dificuldade de entendimento, a Síndrome de Borderline é muitas vezes mal diagnosticada ou ignorada. Psicólogos e psiquiatras podem diagnosticar o transtorno com base em uma anamnese detalhada e exames médicos completos, além da ajuda da família, que pode fornecer um histórico de casos e similaridades dentro do núcleo familiar. A análise clínica pode identificar ou descartar outras possíveis doenças e transtornos que, como já dissemos, podem aparecer em conjunto com o borderline.

Contudo, é fundamental entender que não é um momento de nervosismo ou uma atitude carregada de raiva que vai definir a pessoa como sendo portadora do transtorno. Os sintomas são observados pela frequência e, principalmente, pela instabilidade.

Estudos e pesquisas apontam que a probabilidade de ser um borderline é até cinco vezes maior se houver um caso na família. Por isso, a necessidade de informação.

Portanto, se você acha que se enquadra como um possível portador do transtorno ou conhece alguém próximo com os sintomas, não hesite em procurar ajuda o mais rápido possível!

Afinal, é melhor ter a certeza com um tratamento do que aumentar a ansiedade com a dúvida.

Boa semana!


segunda-feira, 23 de julho de 2018

Retrospectiva


Por vezes, nos pegamos com uma sensação estranha, com os olhos abertos, olhando para o nada e sem conseguir necessariamente definir no que estávamos pensando.

Talvez seja porque, nesses momentos, nosso cérebro esteja trazendo aos nossos pensamentos momentos do passado. Lembranças de coisas que aconteceram há muito tempo ou ontem mesmo. Lembranças boas ou ruins, ensinamentos, lições, arrependimentos... Uma gama infinita de coisas pelas quais passamos a cada segundo e, por vezes, nem nos damos conta.

Acredito que seria interessante se cada um de nós fizesse isso voluntariamente algumas vezes, mesmo que apenas uma vez por ano, mas tentando resgatar um pouco mais do que as coisas que nos vêm atiçadas por fatos cotidianos, como uma lembrança que volta quando toca uma música, uma saudade que surge ao ouvir uma frase repetida, uma tristeza ao ver uma cena de um filme, etc.

Deveríamos, sem precisar de nada disso, fechar os olhos e tentar voltar à lembrança mais remota, e depois passar pelas lembranças da infância: as brincadeiras, as broncas, os tapas que tomamos e as risadas que demos. Passar pela nossa adolescência e saborear os momentos que depois nos causaram arrependimento; lembrar de tudo que ouvíamos e que, depois de muito tempo, começamos a falar; lembrar dos conselhos não seguidos, das lágrimas derramadas, do sabor de um beijo bom, da alegria das festas, do dia seguinte com ressaca...

Em seguida, começar a lembrar do início da fase adulta: os trabalhos, os chefes, os salários, os gastos, a vontade de ter mais, mas também o medo de ficar sem tempo para aproveitar aquele momento. Recordar os primeiros meses da gravidez, da paternidade, o dia na maternidade, a necessidade do amadurecimento.

Para alguns, continuar a lembrança com a pessoa que construiu boa parte da vida ao lado; para outros, a lembrança dos dias difíceis que antecederam uma separação; para todos, a lembrança das brigas e das discussões, inevitáveis em qualquer relação.

Depois, tirar um momento para lembrar de todas as pessoas que não estão mais por perto, que viraram estrelas no céu e memória no pensamento. Lembrar dos ensinamentos, lamentar por ter perdido chances de aproveitar mais tempo com elas, mas nunca remoer o arrependimento que porventura tenha surgido na hora do adeus.

Após isso tudo, devemos abrir os olhos e exercer a gratidão. Agradecer por tudo que passamos até o dia de hoje: pelas dificuldades que enfrentamos, pelos sorrisos que demos, pelas vitórias que comemoramos, pelas tristezas que choramos. Afinal, tudo isso forma aquilo que somos. Assim, podemos continuar em frente, criando lembranças para serem recordadas no próximo ano, quando fecharmos os olhos e começarmos tudo de novo...

segunda-feira, 16 de julho de 2018

As Companhias do Desejo


Nós, humanos, somos reconhecidos como os únicos seres vivos racionais, embora existam muitos animais que, às vezes, parecem ser infinitamente mais racionais do que alguns de nós. Mas enfim, sendo considerados racionais, deveríamos ser capazes de controlar nossas atitudes; porém, nem sempre o somos.

Raiva, desespero, medo e, às vezes, até a euforia podem fazer com que ajamos de forma impulsiva, gerando arrependimento no futuro, pela falta da tão falada razão nesses momentos.

Mas pouco se fala sobre a ausência da razão quando se trata de desejo. O desejo traz consigo, em muitos casos, companhias que nem sempre são agradáveis, que nem sempre vão se transformar em boas lembranças no futuro e que, nesses casos, estão sempre dissociadas da razão.

Obviamente, isto não é uma generalização, mas sim uma constatação frequente.

Quantos relacionamentos terminaram por causa do desejo? Quantas crianças não planejadas nasceram por causa do desejo? Quantas noites de arrependimento se passaram por causa do desejo? Quantas amizades se perderam por causa do desejo? Antigamente, o desejo também era culpado por muitos casamentos forçados, por enormes brigas em famílias conservadoras que se viam em desespero ao receber a notícia da gravidez, normalmente de uma filha solteira. Se o desejo for acompanhado de um punhado de álcool, todas essas situações se tornam ainda mais potencializadas. E isso não serve de desculpa para ninguém, pois todo mundo conhece seus próprios limites e os riscos que corre ao ultrapassá-los.

Estranhamente, uma das poucas coisas que não acompanha o desejo é o medo. Parece que ele é completamente esquecido quando o desejo nos leva a becos, matagais, estruturas abandonadas, casas de estranhos, ou lugares não tão estranhos, mas com pessoas desconhecidas. Em virtude disso, o desejo também é responsável por crimes, desaparecimentos, e casos de abuso. Sempre é importante deixar claro que isso não diminui em nada a culpa dos agressores.

E como controlar o desejo? Essa é a parte mais complicada, a mais difícil. O desejo é forte e, como vimos, ele não vem sozinho; é como uma onda que carrega os humanos rumo ao mar aberto e depois os deixa sozinhos, gritando por socorro. Portanto, aprenda a nadar no mar da razão, tenha cuidado com o álcool e com outras companhias, e lute bravamente para pensar, para saber que o arrependimento é tão inútil quanto inevitável, e que ele é uma das maiores paixões do desejo





domingo, 8 de julho de 2018

Aceitação


Nem tudo o que acontece na nossa vida nos faz bem, mas principalmente, nem sempre temos o poder de controlar as situações que nos envolvem.

Aceitar o que não podemos mudar é imprescindível para que possamos nos desprender do passado e seguir em frente.

Todos somos falíveis e inevitavelmente, em algum momento, vamos nos arrepender de alguma atitude feita, ou não, palavras ditas ou quando nos calamos mas devíamos ter dito algo. 

Certamente existem momentos que tolamente desejamos que não tivessem acontecido, imaginando assim que a vida seria não seria mais a mesma, ou até melhor, se aquilo não tivesse acontecido. Nos esquecemos que qualquer pequena alteração que fosse feita, mudaria completamente e imprevisivelmente o curso de todas as vidas envolvidas.

Aceitar as coisas como foram, não significa concordar com elas e nem se conformar, nem deixar de sentir dor. Aceitar é entender que independente de cada um desses sentimentos a vida segue, a roda gira, e precisamos nos mover. Remoer fatos que não vão mudar só faz com que percamos ainda mais tempo, que não deixemos a estrada para trás. E esse tempo precioso vai acabar virando, no futuro, mais um motivo de arrependimento.

Sigamos em frente, com nossos acertos e nossos erros, com nossas certezas e nossas fraquezas, mas sigamos em frente. Não adianta ficarmos presos em um minuto, uma frase, um silêncio.

Aceite aquilo que recebeu, aquilo que perdeu e até mesmo aquilo que nunca teve. Só assim, sem se lamentar, você pode tentar recuperar ou até mesmo conquistar aquilo que quer. Aceite seus sonhos como objetivos e desafios e não como um problema. Aceite suas dificuldades sem esquecer-se de agradecer por suas virtudes. Aceite a vida como um presente e não como um fardo. Aceite!

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Segredos e Mentiras


Existe uma enorme diferença entre guardar um segredo e falar uma mentira, por mais que as duas coisas em algum momento possam se parecer bastante.
Mas o antagonismo das duas é que sintetiza às suas diferenças.
Enquanto contar uma mentira é um sinal de falha de caráter, guardar um segredo é sinal de confiança.

Outra grande diferença entre os dois é que quando você mente e não está tentando enganar a si mesmo, você pode prejudicar uma pessoa com as suas palavras, enquanto ao guardar segredo, você está, muitas vezes, preservando a pessoa que em ti depositou confiança.

O que não se pode é tentar transformar uma mentira em segredo, quando você não conta para alguém algo que você mesmo fez e que pode causar magoa, feridas e tristeza. E não adianta tentar colocar a fantasia de omissão, pois omitir não é nem segredo e nem mentira, é uma escolha.

Se você sai da sua casa escondido e durante o período ausente toma atitudes que não pode contar à alguém, você está mentindo com o seu silêncio e não guardando o seu próprio segredo.

Segredos são coisas compartilhadas entre pessoas que confiam umas nas outras, mentiras são palavras que distorcem a realidade e criam uma imagem ilusória das pessoas.

Todos devemos ser bons ouvintes e confiáveis para guardar um bom segredo, assim como precisamos ser honestos e corajosos para lidar com nossas falhas e nossos erros ao assumir a verdade e não inserir outras pessoas em um mundo de mentiras.

E, lembrem-se, não guardar um segredo, também é uma mentira!

Boa Semana!

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Procrastinação


Quantas vezes todos nós já ouvimos a velha frase: 'Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje.' E quantas vezes deixamos não só para amanhã, mas também para depois de amanhã, semana que vem, mês que vem, ano que vem...

A procrastinação certamente é um dos grandes problemas que enfrentamos, pois com ela podem vir outras questões relacionadas que vão afetar ainda mais os nossos dias e a nossa vida.

Pequenos exemplos, como deixar de arrumar ou consertar alguma coisa, podem ser o estopim para uma briga ou discussão. Mas adiar planos, tarefas importantes ou atividades pode ser ainda mais prejudicial. Pode levar a um estado depressivo e, depois, se tornar até mesmo uma depressão. Lembremos que um dos sinais da depressão é a falta de vontade de fazer qualquer coisa, mesmo com muitas opções, e a pessoa que acaba adiando suas tarefas diárias, depois profissionais e até sociais, quando percebe, está se perguntando por que não consegue fazer nada e nem sair do lugar.

Além disso, existem pessoas que acabam deixando tarefas de lado porque não sabem lidar com a situação posterior à ação que deve ser tomada. Manter um relacionamento que não funciona também é uma forma de procrastinação, mas muitas pessoas não conseguem terminar porque não sabem o que fazer depois do fim.

Sem contar que adiar as coisas serve como desculpa para fugir de responsabilidades ou até mesmo para evitar lidar com questões desconhecidas.

Como exemplo, podemos falar das pessoas que insistem que precisam perder peso, mas que sempre adiam a academia, a caminhada, e sempre escapam para as lanchonetes da vida, para depois se autoflagelarem. 

Boa parte faz isso porque tem medo de perder o peso do qual tanto reclamam, e não ver mudança nenhuma em sua vida social. Tentam colocar no peso a culpa da sua timidez, dificuldade de comunicação, entre tantas outras possibilidades.

Enfim, procrastinar não é positivo em nenhuma situação, até porque não sabemos o que acontecerá amanhã, se o amanhã chegar.

Portanto, sabe aquilo que você já estava pensando em deixar para amanhã? Desligue o computador ou feche o navegador do celular e vá lá fazer agora!

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Esquizofrenia


Você já deve ter escutado muitas vezes as pessoas falarem em esquizofrenia, seja julgando alguém ou tentando ridicularizar alguém, mas será que você e, principalmente, quem gosta de falar muito sabem realmente o que é esquizofrenia?

Pois bem, este é um dos maiores transtornos mentais de que se tem conhecimento, no qual o indivíduo perde a noção da realidade e não consegue separar o que é real do que é imaginário.

Esse transtorno, por vezes, é confundido com dupla personalidade ou até psicopatia, mas os sujeitos acometidos pela doença não são perigosos.

Segundo os últimos estudos, cerca de 1% da população mundial sofre de esquizofrenia, o que é um número bem expressivo. Não há idade ou sexo para a sua incidência. Contudo, a maior parte dos casos surge na adolescência e varia até 20 anos para homens e 30 anos para mulheres.

Em virtude disso, assim como grande parte das doenças e transtornos mentais e psicológicos, alguns pais, amigos e até mesmo o próprio indivíduo não percebem a doença, pois tendem a achar que é natural da idade e confundem a doença com crise existencial, rebeldia, entre tantas outras bobagens.

Existem muitas causas possíveis para o transtorno, entre elas a genética e circuitos cerebrais danificados, mas também causas externas, como ambiente, uso de drogas e até mesmo doenças na infância que afetam o sistema nervoso central, como meningite e sarampo.

Os sintomas da doença aparecem normalmente devagar, aos poucos, mas isso não é uma regra. É preciso ficar atento aos seguintes sinais: o indivíduo alega ouvir vozes ou sons que ninguém mais ouve, vê pessoas ou imagens que mais ninguém está vendo, acha que sempre existe alguém à espreita o observando. Também acaba deixando de cuidar de si mesmo, ficando desleixado com a aparência e até mesmo com a higiene. Entre outras coisas, o afastamento das pessoas, a despreocupação com problemas aparentemente importantes, tanto no âmbito familiar como no profissional, além de dificuldade na comunicação e expressão.

O tratamento da esquizofrenia precisa ser feito pelos profissionais da área médica (psiquiatras), pois há a necessidade de medicação e psicoterapia, para que o indivíduo possa normalizar seus pensamentos, se reinserir nos ambientes sociais e ficar atento a sinais que podem identificar uma recaída.

Fique atento e conheça mais sobre as doenças que, por vezes, são bem diferentes daquilo que a maioria pensa!

segunda-feira, 11 de junho de 2018

O Fim do Romantismo


Sempre que chega o dia dos namorados me vem um sentimento de nostalgia, não sobre o meu passado, e sim sobre como as coisas eram no passado.

Hoje percebo uma certa indiferença com relação ao romantismo, uma mudança de comportamento, tanto do homem, como da mulher.

Não consigo mais perceber o encanto em um buquê de flores, não vejo mais os homens abrindo a porta dos carros para a mulher entrar. Sequer vejo um rapaz que puxa a cadeira no restaurante para a sua companheira.

Coisas muito simples, que nada tem a ver com machismo ou coisa semelhante, mas que antigamente demonstravam um maior respeito e admiração pela pessoa companheira.

Porém parece que as gerações mais novas não se preocupam muito com o romantismo. Parece que os relacionamentos atuais não tem mais o mesmo charme de antigamente, que são muito pouco importantes, que podem se diluir a qualquer momento e serem substituídos rapidamente por outro.

Nem mesmo aquela tristeza que existe no final de todo relacionamento, hoje, parece durar.
Poucas lágrimas depois, poucos dias depois, alguns meses, ou até mesmo anos, são esquecidos e o lema "A fila anda" toma conta de todo mundo.

Fico me perguntando em que momento tudo mudou, quando a modernidade atacou de forma avassaladora os pequenos gestos a ponto de fazer com que eles se pareçam tão banais.

Eu acho que hoje, um menino que queira ser romântico, tem grande chance de ser ridicularizado ao invés de valorizado e com medo de fazer papel de bobo, tira da menina a oportunidade única de se sentir especial.

Ainda bem que eu já passei da idade de me preocupar com o que as pessoas acham e não sigo os padrões da modernidade. Prefiro ser ainda aquele que se preocupa, que tenta cuidar, que acredita nas atitudes e que acha chique respeitar.

Que todos tenham, todo ano o dia dos namorados perfeito, para o gosto de cada um.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

O Limite da Conquista


O Ego do ser humano é algo extremamente complicado. Ele controla a estima e ao mesmo tempo que pode deixar a estima baixa, pode fazer com que ela fique alta demais.

A vulnerabilidade do ser humano também é muito complicada. Pessoas tímidas, fechadas, com a estima muito baixa podem se tornar meros brinquedos ou meio de vida para pessoas com maior força interna e menor escrúpulo ou sentimento de culpa.

Quando uma pessoa tem a estima baixa, não gosta de si mesma e acha que por isso ninguém vai gostar também, acaba se tornando alvo para indivíduos cheios de interesse ou malícia. Se a pessoa não tiver posses, valores nem nada de interessante, vai apenas ser candidata a sofrer bullying e se retrair ainda mais, mas se houver algo que ela possa oferecer em troca de um suposto carinho, afeto ou uma ilusão de ter alguém "tão legal" ao lado, aí a coisa se complica.

Seja como tentativa de agradar, seja por ser obrigado a fazer algo em virtude da ameaça de serem deixadas, muitas pessoas começam a fazer o que não podem, gastar o que não tem, fingir ser quem não são, apenas para manter um relacionamento, ou pior, a esperança de ter um relacionamento.

Normalmente quem está de fora consegue enxergar com maior facilidade o erro que está sendo cometido, pelo amigo, irmão, filho ou colega, mas de nada adianta falar, aconselhar ou tentar avisar, por mais que isso seja inevitável. A vontade de ter alguma coisa que nunca teve, ou se esqueceu que teve, é maior e a própria visão fica nublada pelas palavras doces que saem dos lábios de quem o sujeito tanto quer.

Nesse momento percebe-se que a pobre pessoa acha que está conquistando seu par, quando na verdade ela é que foi conquistada, não por atitudes, mas pelas palavras e pela ilusão da felicidade.

Depois que o dinheiro acaba, ou tudo o que a pessoa apaixonada tinha de interessante já se foi, vem o golpe final, o abandono, as palavras que vão ferir e trazer a realidade, o desespero e a constatação de que todos estavam certos. Mas é tarde demais e a única coisa certa é que a estima vai voltar lá para baixo a espera de tratamento, ou do próximo golpe.

Semana que vem tem mais!



Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...