segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
Feliz Natal e Feliz Ano Novo!
Mas antes dele terminar é hora de comemorarmos o Natal. Data que tem um significado muito diferente para cada pessoa, para cada religião e para alguns pode nem ter significado. O mais importante é aproveitar o Natal para estar ao lado das pessoas amadas, para confraternizar, para refletir.
Afinal sabemos que não é sempre que as famílias se reúnem, que avós e netos se juntam, que todos os filhos estão juntos dos pais.
Por ser uma data comemorativa há também os momentos de recordação, de uma certa tristeza pela ausência, pela distância e nessa hora o que precisamos é trazer à lembrança os bons momentos, os outros natais, a certeza de que um dia essa ausência foi uma presença maravilhosa.
Também é um bom momento para pensarmos no ano que está indo e planejarmos o próximo. Vivermos a alegria do momento, mas nos preparando para o que vem pela frente.
O Ano pode não ter sido o melhor, houveram problemas, susto, medos, mas no final das contas, devemos agradecer por tudo de bom que aconteceu.
Não existe perfeição, mas existe o que pode ser feito de melhor. E é nisso que precisamos nos agarrar. Não nos contentarmos com o que conseguimos, mas termos a consciência de que foi o possível, de que demos o nosso melhor e fizemos a nossa parte.
Que em 2019 possamos ser cada dia melhores, que possamos nos tratar como pessoas, que não tenhamos discriminação contra nada nem ninguém, que olhemos para nós mesmos e para a nossa vida e não apenas para a vida do outro. E se for para olhar para o outro, que seja com carinho, com afeto, com respeito. Respeito, é essa a palavra que eu considero mais importante para o ano novo.
E claro, felicidade, pois quem acredita que não está aqui para ser feliz, está vivendo errado!
Boas Festas, ótimo Natal e maravilhoso ano novo!
E eu conto com a visita de vocês no ano que vem!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Síndrome do Pânico
Talvez o mais comum dos transtornos de ansiedade, a crise de pânico atinge cerca de 10% da população mundial, sendo que 3,5% podem ser considerados portadores diretos por terem ataques frequentes.
A característica principal para o diagnóstico é o desespero e o medo de que algo ruim possa acontecer a qualquer momento, mesmo que não exista nada ao redor que aparente risco proporcional ao temor.
As crises surgem repentinamente e, além do sentimento ruim que invade o sujeito, o período posterior ao ataque é carregado de preocupação: com uma nova crise, com as consequências pessoais ou profissionais que ela pode causar, e até mesmo com a saúde física e mental, já que esses ataques provocam taquicardia e trazem uma sensação de perda de controle ou de "loucura".
Apesar de não haver uma causa definida, alguns estudos apontam a possibilidade de transferência genética, além de fatores como estresse e mudanças neurológicas. As mulheres são mais afetadas, e os jovens, na transição da adolescência para a vida adulta, mostram-se mais suscetíveis.
Por se tratar de um transtorno em que a pessoa sente um medo intenso sem que os outros consigam visualizar o perigo, é possível compreender que abusos na infância ou outros tipos de traumas sejam causas frequentes. Nesse caso, a pessoa pode estar revivendo aquele momento traumático em seu inconsciente, sem compreender o que está acontecendo interna e externamente.
As crises podem ocorrer a qualquer momento, independentemente do horário ou local, e, por isso, são muito perigosas, sendo frequentemente confundidas com ataques cardíacos. Não importa se a pessoa está dirigindo, passeando ou fazendo compras: quando a crise se manifesta, é como se algo terrível fosse acontecer a qualquer segundo. Ela pode ficar ofegante, sentir dor física no peito e ser tomada por um medo avassalador. A crise pode durar até 20 minutos, mas a sensação é tão angustiante que o "medo de sentir medo" faz com que a pessoa se isole, perca a vontade de sair e busque se proteger o tempo todo.
A ajuda médica e o acompanhamento psicológico são fundamentais para o tratamento. Não tenha vergonha de procurar ajuda se você tem dúvidas sobre ter ou não a síndrome do pânico. Como vimos no início, uma em cada dez pessoas já passou por isso, e você pode apenas ser mais uma. Decidir continuar e sair dessa pode ser mais fácil do que parece.
Boa semana!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
A importância da Fé
É impossível viver em paz sem ter fé. E aqui não falo apenas da fé no sentido estritamente religioso, mas enquanto confiança, crença e esperança.
Precisamos acreditar em algo para seguir em frente, para continuar buscando nossas conquistas, para encontrar força e coragem.
Sem fé, torna-se muito mais fácil desistir, entregar-se, deixar de lado a dádiva de viver e relegar às outras pessoas ou entidades os rumos da própria vida.
Existem pessoas que têm fé em si mesmas, acreditam em seu potencial e lutam pelos seus sonhos. Elas assumem riscos e aceitam a responsabilidade por suas escolhas. Quando algo não dá certo, em vez de culpar terceiros, procuram em si mesmas as razões do erro e usam essas experiências como estratégia para acertar no futuro. Quem acredita em si pode até reconhecer a contribuição de outras pessoas ou divindades em seu sucesso, mas jamais esquece o próprio esforço e mérito por suas conquistas.
Também sabemos de pessoas com fervorosa fé em Deus e foco na religião, independentemente de qual seja. Essas pessoas encontram coragem e determinação na fé divina para alcançar o que desejam. Ao conquistar algo, agradecem principalmente a Deus, dando maior importância ao Divino do que a si mesmas. Contudo, quando algo não dá certo, muitas vezes aceitam isso como parte da vontade de Deus, o que lhes alivia o peso da culpa.
Independente de qual seja a sua crença, a sua história ou o seu lado, é fundamental ter fé: no amigo, no parceiro, nas pessoas, em Deus, ou em qualquer outra coisa, divindade ou pessoa. Sem fé, você dificilmente se sentirá seguro ao confiar em alguém, tenderá a desconfiar do seu parceiro, a acreditar que o mundo é injusto com você e, sobretudo, terá dificuldade em ser verdadeiramente feliz.
Viva, acredite, permita-se decepcionar, recomece, mas jamais desista da sua fé, dos seus sonhos e das pessoas. Ainda há muita coisa boa esperando por você neste mundo.
Ótima semana!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
Psicologia e Psiquiatria
Ainda há muitas pessoas que confundem psicólogos com psiquiatras. É comum acreditar que ambos desempenham "a mesma função" ou que trabalham apenas "cuidando de loucos".
Na realidade, os trabalhos são bem diferentes, e a finalidade de nenhum dos dois é tratar "loucos". Além disso, não existe um padrão universal de normalidade, e doenças ou transtornos mentais não devem ser vistas como loucura.
A diferença entre os dois profissionais começa na formação. O psiquiatra é médico. Assim como um cardiologista ou um plantonista do pronto-socorro, o psiquiatra cursou 6 anos de medicina, seguido de residência e especialização na área. Já o psicólogo possui graduação em Psicologia, que dura 5 anos, com especialização na área de sua escolha, que pode ir muito além da atuação clínica. Na própria clínica, existem diversas especializações, como atendimento infantil, para adolescentes, adultos, terapia familiar, terapia breve, psicanálise, entre outras.
Outra diferença essencial é que, por ser médico, o psiquiatra pode prescrever medicamentos quando necessário, enquanto o psicólogo não tem essa permissão. Em casos de transtornos mais graves, como depressão, o psicólogo encaminha o paciente ao psiquiatra, que fará uma avaliação e indicará a medicação adequada.
Apesar das diferenças, é fundamental entender que psicologia e psiquiatria se complementam. Apenas a medicação, na maioria dos casos, não é suficiente para resolver os problemas. A medicação atua principalmente nos sintomas físicos do momento presente, mas não aborda as causas emocionais e psicológicas das desordens. O trabalho do psicólogo é mais profundo: ajuda o paciente a compreender o que o levou ao estado atual, reduzindo a necessidade de medicamentos e prevenindo recaídas emocionais frequentes.
Caso você tenha dúvidas, o mais indicado é procurar primeiro um psicólogo. Ele poderá realizar o diagnóstico inicial e, se necessário, orientar o paciente a buscar um psiquiatra para avaliação medicamentosa, enquanto mantém o acompanhamento psicológico em sessões regulares.
O mais importante é não ter medo de procurar ajuda, iniciar um tratamento e buscar o bem-estar. Sua saúde mental é tão essencial quanto o bom funcionamento do coração, pulmão ou qualquer outro órgão vital.
Ficou com alguma dúvida? Entre em contato!
Boa semana e até a próxima!
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
The in between is mine
Quem gosta do rock dos anos 90 e segue acompanhando as bandas desde lá sabe que a frase acima é de uma música do Pearl Jam, chamada I Am Mine, que, literalmente, significa "Eu sou meu".
A frase: "I know I was born and I know that I'll die. The in between is mine. I am mine." sempre me chamou a atenção desde a primeira vez que ouvi a música – sensacional, por sinal – e traz um significado importante. "Eu sei que eu nasci e eu sei que eu vou morrer; o que há entre esses dois pontos é meu. Eu sou meu."
Isso significa que esse espaço de tempo entre o nascimento e a morte, o que chamamos de vida, nos pertence. Devemos fazer dele o melhor possível. Significa também que não devemos deixar nosso bem mais precioso nas mãos de outras pessoas. Não podemos esperar que a felicidade, a paz e todas as outras coisas boas cheguem apenas através dos outros. Temos que ter o controle dos nossos dias e dos nossos passos, sem depender das escolhas e vontades de quem já tem a própria vida para cuidar.
Justamente por isso, também não devemos nos intrometer nem cuidar da vida de outras pessoas. Cada um sabe as razões e os motivos por trás das escolhas que faz. Se para mim algo não parece certo, não me cabe julgar, porque certamente muitas das coisas que eu faço, e acredito serem as melhores para mim, são consideradas escolhas erradas aos olhos de outros.
Todos somos diferentes, por mais que façamos parte de grupos parecidos ou que a maioria das pessoas ao nosso redor nos pareça similar. Internamente, sempre haverá algo particular, só nosso, da qual não podemos abrir mão para agradar alguém ou para nos sentirmos aceitos. Ao deixarmos de lado parte da nossa essência, automaticamente estamos perdendo um pouco de nós mesmos.
Eu aprendi que viver é assim. Eu faço as minhas escolhas, me arrependo, me orgulho, fico feliz, choro... mas sempre evoluindo e sabendo que o responsável por estar onde estou sou eu – e mais nada, mais ninguém.
Quando eu for embora, terei certeza de que talvez não tenha tido a melhor vida do mundo, mas estarei convicto de que foi a vida que eu escolhi e que foi a melhor que eu consegui me proporcionar.
Seja você também posse de si mesmo e viva! Não espere que a vida passe.
Boa semana!
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Depressão Pós-Parto
Como o próprio nome indica, esse tipo de depressão ocorre após o nascimento de um filho. Diferentemente do que muitas vezes se pensa, sabe-se que, além das mães, alguns pais também podem enfrentar esse quadro.
Ainda assim, a depressão pós-parto é muito mais comum nas mães, pois está frequentemente relacionada a alterações hormonais, além de uma série de possíveis acontecimentos no período pré e pós-natal.
É fundamental ressaltar que a depressão pós-parto não é uma falha de caráter ou sinal de fraqueza. Assim como qualquer outro tipo de depressão, ela exige acompanhamento e tratamento especializado.
Além das alterações hormonais, diversos fatores físicos e emocionais podem contribuir para o desenvolvimento da depressão pós-parto, como:
- Mudanças no corpo da mulher, que podem gerar insegurança ou sensação de perda da atratividade;
- Dificuldades para dormir;
- Estresse;
- Problemas financeiros;
- Ausência de suporte do pai;
- Medo de assumir a nova responsabilidade;
- Entre outras situações desafiadoras.
Outro ponto importante é a predisposição à depressão, que pode ser influenciada por:
- Histórico de depressão pós-parto em gestações anteriores;
- Falta de apoio familiar ou do parceiro durante a gravidez;
- Diagnóstico pré-natal de possíveis complicações no bebê;
- Violência doméstica antes ou durante a gestação;
- Episódios de depressão antes ou durante a gravidez.
Os sintomas são similares aos da depressão, como sentimento de tristeza e desesperança na maior parte do tempo, sem uma razão aparente, e perda de interesse pelas atividades diárias.
Em casos mais graves, podem surgir pensamentos relacionados ao suicídio ou um conflito interno envolvendo a ideia de fazer mal ao bebê, ao mesmo tempo em que o desejo de protegê-lo permanece forte.
Se você ou alguém próximo apresentar vários dos sintomas mencionados, procure ajuda! A depressão não é frescura e pode ser muito mais perigosa do que muitos imaginam.
Desejo uma excelente semana a todos e até a próxima!
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
Medo de não ter mais medo
Eu sempre tive muitos medos. Desde criança e até hoje, me sinto feliz em ter medo. Como já escrevi aqui no blog, o medo nos salva de muitas situações e é importante para nos conscientizar sobre o que pode ser feito com segurança e o que é arriscado demais e desnecessário.
Mas uma das coisas que mais me dá medo hoje é justamente o medo de não ter mais medo. Com a violência crescente e os cenários incendiários que se desenham, temo que nossas precauções já não sejam mais eficientes.
Por que vou ter medo de sair à noite, se em plena luz do dia vejo pessoas sendo assaltadas, carros sendo roubados, disparos contra a vida sendo feitos? Por que vou ter medo de usar um relógio ou até mesmo uma joia, se vejo pessoas sendo mortas mesmo tendo apenas um telefone celular com a tela quebrada? Por que vou ter medo de ficar doente, se posso, mesmo saudável, ser alvejado dentro de um leito de hospital?
De que adianta ter medo da depressão, se a maioria das pessoas vai achar que estou com frescura?
Para que ter medo da ansiedade excessiva, se vão confundir com pressa desmedida?
De que adianta o medo, se não consigo mais me proteger?
Precisamos ser fortes para manter nossos medos e não deixar a vida à deriva, vivendo despreocupados, como se nela não houvesse valor. Precisamos manter nossos medos para que não reste apenas o último, que é o medo de viver.
Boa semana!
segunda-feira, 5 de novembro de 2018
O Poder dos Outros
Por não viver a vida de outras pessoas e por trabalhar essencialmente com a empatia, não me sinto apto a julgar ninguém. Por isso, respeito e aceito as opiniões de todos, mesmo quando são completamente opostas ao que penso.
Dito isso, quero escrever brevemente sobre algo que me chama atenção: o poder que muitas vezes atribuímos aos outros.
Claro, as pessoas ao nosso redor têm um papel essencial em nossas vidas. Médicos, professores e outros profissionais que dedicam suas carreiras a nos ajudar merecem nosso reconhecimento. No entanto, percebo que, cada vez mais, muita gente atribui poder a quem nem sabe que o possui.
Com o aumento do uso da internet, vimos o surgimento de inúmeras pseudocelebridades. Elas se juntaram a atores, cantores e esportistas e passaram a ocupar um novo espaço de influência, sendo chamadas de influenciadores digitais.
E o que aconteceu? Essa galera começou a ganhar muito dinheiro e "seguidores" simplesmente por expor opiniões. Ou, como vimos em cenários como as eleições, ganhar dinheiro vendendo suas palavras como se fossem convicções. E se eles conseguem viver disso, é porque há algo de verdade nesse fenômeno. Muitas pessoas acabam tomando decisões importantes baseadas no que essas figuras dizem, mesmo sem conhecê-las de verdade.
Passaram a acreditar cegamente em influenciadores e deixaram de pesquisar, de entender por si mesmos, de formar suas próprias opiniões.
Será que precisamos disso? Será que não somos capazes de mudar para melhor por nós mesmos?
Precisamos ler mais, pesquisar mais, saber mais. Caso contrário, corremos o risco de ser orientados por pessoas que nem sequer acreditam no que pregam — indivíduos que apenas ganham dinheiro para repetir o que outros, com menos carisma ou coragem, não dizem.
Está na hora de começar a valorizar quem realmente merece: nós mesmos.
Ótima semana!
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
Dependência
Em virtude das minhas férias, semana passada não houve postagem. Mas estou de volta para falar sobre um assunto interessante, que originalmente seria publicado na segunda-feira passada: a dependência.
Quando falamos em dependência, não nos referimos apenas à dependência química, mas também a toda e qualquer situação em que o indivíduo encontra dificuldade de seguir adiante sozinho, tomar decisões por si mesmo, conseguir dormir sem precisar de um medicamento ou até mesmo encarar o dia sem precisar de um incentivo.
Ser dependente significa não ter autonomia na maior parte da própria vida sem recorrer a artifícios externos, sejam eles drogas, álcool, cigarros ou até mesmo pessoas.
Para efeito deste artigo, vamos focar nos dependentes químicos, sejam as drogas consideradas "leves", como a maconha, ou as mais fortes e devastadoras, como a heroína.
O que sempre me gerou questionamentos foi o motivo, a razão pela qual uma pessoa utiliza qualquer alucinógeno, sabendo dos riscos à saúde, apenas para se sentir melhor. Por muitas vezes pensei em solidão, mas essa explicação não fazia sentido, já que a maioria dos dependentes faz uso da droga em grupos. Pensei, então, na busca por aceitação, utilizando a "rebeldia" para se encaixar no grupo das pessoas consideradas legais e descoladas, o que me pareceu fazer mais sentido. Mas ainda assim, não me senti plenamente satisfeito, pois existem muitos outros grupos em que nada disso é necessário e, até ao contrário, que repelem pessoas dependentes.
Então me deparei com uma resposta que me pareceu mais apropriada: a fuga. Sim, fuga de si mesmo. Seja naquele momento em que um "baseado" desliga uns neurônios, trazendo uma sensação de paz, felicidade e companheirismo, seja para escapar da realidade mais sombria da timidez, do embaraço ou das mazelas do dia a dia. Nos casos mais extremos, trata-se de uma fuga completa da realidade, usando drogas mais pesadas, que literalmente “tiram a pessoa do ar”, removendo o presente, o passado e o futuro, mas trazendo uma falsa sensação de bem-estar.
E esse é o maior dos problemas: a dependência se consuma quando viver a realidade se torna impossível, quando encarar o espelho ou acordar e aceitar a realidade sem o "reforço" ilusório se torna inviável.
O grande dilema é descobrir quando a pessoa chega a esse ponto tão grave. O mais difícil não é identificar os motivos da dependência, mas sim quando esses motivos começaram a gerar a necessidade da fuga.
Além disso, é fundamental diferenciar aqueles que conseguem viver dias, meses e até anos sem dar uma tragada, mas eventualmente fumam um "baseado" em uma reunião de amigos para descontrair, daqueles que efetivamente dependem disso para realizar qualquer movimento pessoal.
Por fim, vamos nos lembrar da importância de ajudar e pedir ajuda, pois sozinhos somos muito frágeis diante de qualquer forma de dependência.
Boa semana!
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
Comodismo
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
Consentimento
O assunto desta semana é muito importante. Vamos debater sobre o consentimento, sobre o direito da mulher não apenas de permitir ou não ser tocada, mas também de escolher se quer ver, ouvir ou até mesmo ler algo direcionado a ela.
Apesar da lei que pune mais severamente casos como ejaculações em transportes públicos — situações que ocorrem com uma frequência muito maior do que se imagina —, essa medida ainda é insuficiente para proteger as mulheres de marginais que, travestidos de loucos ou transtornados, tentam forçá-las a ter relações, usando, na maioria das vezes, violência física, emocional e psicológica.
Uma mulher vestindo roupas curtas, coladas ao corpo, biquíni ou qualquer outra peça não está "se oferecendo" nem "pedindo" para ser assediada. Não pode ser considerada culpada por querer exibir seu corpo, da mesma forma que muitos homens musculosos o fazem sem serem incomodados.
“Ah, ela quer chamar atenção!” Possivelmente sim. E daí? Ela pode querer chamar a atenção de alguém específico, pode estar em busca de uma pessoa interessante, ou mesmo querer impressionar outra mulher. Ninguém tem nada a ver com isso!
Mesmo namoradas, e até esposas, não têm obrigação de fazer o que seus parceiros querem, no momento que eles querem. Deve haver consentimento. Deve haver reciprocidade.
Se em uma balada você se interessa por uma menina, olhe para ela e espere uma resposta recíproca. Se houver consentimento, inicie uma conversa, mas não a toque, apalpe ou tente um beijo forçado. E, se por acaso não der certo, siga em frente e em paz. Não fique “bravinho” por ter sido ignorado ou “rejeitado”. Você não é tão irresistível quanto pensa, especialmente depois de beber um pouco além do recomendado.
E, mesmo que tudo flua bem, isso não significa que a moça tenha obrigação de terminar a noite na cama com você. Se ela não quiser, não seja covarde ao tentar forçá-la, violentá-la ou agredi-la.
Consentimento é respeito. Pense que você tem ou teve uma mãe, uma avó, pode ter irmãs e amigas e certamente não gostaria que nenhuma delas passasse por esse tipo de situação.
Mais empatia!
Boa semana!
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
Anorexia
A anorexia é um distúrbio que leva o indivíduo a perder peso muito além do que é considerado saudável para sua idade e altura. Pessoas com anorexia têm um medo intenso e irreal de ganhar peso, mesmo estando muito abaixo do peso normal. Esse distúrbio também pode ser considerado um problema de imagem, pois, ao contrário da maioria das pessoas, ao se olhar no espelho, o sujeito se vê como alguém acima do peso e acaba abusando de exercícios físicos e dietas.
Não existe uma causa definida para esse distúrbio; a única certeza é que fatores psicológicos interligados com o ambiente estão entre os principais motivos.
O bullying na escola é um desses fatores. A pessoa passa a não gostar do próprio corpo e perde a noção da realidade, tentando se enquadrar no padrão mais aceito socialmente, sem perceber que está colocando sua saúde em risco.
A anorexia é um distúrbio sério e perigoso, portanto, é importante ficar atento a alguns sinais básicos, tanto em si mesmo quanto em amigos e pessoas próximas que possam estar precisando de ajuda.
Se a pessoa diz que se sente gorda, mesmo estando visivelmente abaixo do peso ideal, temos o primeiro sinal. Outro sinal é que, ao ser confrontado sobre seu peso e aparência, o sujeito discorda e se recusa a comer ou até mesmo a manter o peso já baixo que possui. Ele fica muito focado na própria imagem e acha que ainda precisa perder mais peso. Em mulheres, a ausência de menstruação por três meses é também um sinal de alerta.
Além disso, a anorexia pode ser percebida em pessoas que demoram excessivamente para comer, cortam a comida em pedaços muito pequenos e, em casos mais graves, provocam o próprio vômito, consumidas pelo arrependimento de terem comido.
Portanto, não hesite em buscar ajuda médica e psicológica se alguns desses sinais forem identificados. A anorexia pode levar a enfermidades graves, pois reduz a imunidade da pessoa, tornando-a propensa a outras doenças e até ao risco de morte.
Muito cuidado com os exageros e boa semana a todos!
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Fake News
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
Liberdade de Expressão
Basta passar 15 minutos nas redes sociais para termos certeza de que, no nosso país, falta empatia e, claro, educação.
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
Maioridade Penal
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Timidez
A timidez não é um defeito, e sim uma característica da personalidade do indivíduo.
No entanto, ela pode causar problemas, tanto por atrapalhar momentos que poderiam ser mais agradáveis quanto alegres.
A formação da timidez ocorre logo nos primeiros anos de vida e, como a maioria dos traços, se desenvolve a partir de fatores internos e externos. Desde os primeiros anos de escola, já é possível notar a diferença entre as crianças tímidas e as demais.
Talvez os momentos mais difíceis da timidez aconteçam realmente na fase escolar, pois toda troca de turma que obriga o tímido a interagir com novas pessoas acaba sendo uma grande dificuldade.
As apresentações de trabalho, que exigem que o sujeito fale em frente à classe, e, claro, as constantes gozações feitas por aqueles que se aproveitam das características das pessoas tímidas para tentar se destacar, também são desafios.
Mas não falemos apenas sobre os problemas da timidez; ela também traz benefícios em situações importantes da vida. Os tímidos são os melhores ouvintes, são muito observadores e, o mais importante, por valorizarem mais a totalidade do que o momento e, por serem seletivos, normalmente são os amigos mais leais.
Contudo, profissionalmente, a timidez pode ser um grande obstáculo para o crescimento e promoções. A pessoa tímida tende a preferir não se expor, por vezes não apresentando suas ideias, que geralmente são boas, até que exista certa intimidade (profissional) com seus superiores. E, se for necessário fazer alguma apresentação ou palestra, aí a situação complica de vez.
O resultado dessa timidez no trabalho pode ser a frustração, que, por sua vez, é um grande problema.
Sabemos que características marcantes da personalidade são muito difíceis de serem transformadas, mas questões mais diretas, como, por exemplo, falar em público, podem ser ajustadas com um bom e breve trabalho psicológico.
Não deixe a timidez atrapalhar seu futuro; afinal, você pode continuar tendo todas as qualidades que a timidez traz, mas, ao mesmo tempo, absorver os benefícios que ela eventualmente lhe tira.
Vamos cuidar disso? Procure um tratamento psicológico breve com foco na timidez e mude o que é importante para a sua vida!
Boa semana e até a próxima!
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
Violência Doméstica
Covardia — essa é a melhor definição para violência doméstica. Apesar de, por definição, não ser cometida apenas contra mulheres e crianças, a esmagadora maioria dos casos envolve uma dessas duas vítimas. É sempre fundamental lembrar que a violência não é apenas física, mas também psicológica. Agressões verbais podem causar tanto mal quanto um soco; humilhações diante de amigos ou parentes podem ferir tanto quanto um chute, e abusos podem gerar traumas mais profundos que a dor física momentânea.
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
Quem paga para trabalhar?
Existe trabalho voluntário, algo digno de ser feito e exaltado. Pessoas que doam seu tempo e, às vezes, até arcam com custos para ajudar outras pessoas, muitas vezes desconhecidas. Médicos, dentistas e até psicólogos, entre tantas outras profissões, eventualmente prestam serviços sem receber por isso.
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
56 Anos de Psicologia no Brasil
Boa semana a todos nós!
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
Desarmamento
Em virtude da enorme criminalidade e da falta de segurança, muito se critica o desarmamento no nosso país. Combinando o armamento pesado dos bandidos com o medo da população, algumas figuras públicas apresentam como solução o armamento 'das pessoas de bem'.
segunda-feira, 30 de julho de 2018
Borderline
Borderline é um transtorno mental grave caracterizado por um padrão de instabilidade contínua no humor, que afeta o comportamento, a autoimagem e o correto funcionamento da razão.
segunda-feira, 23 de julho de 2018
Retrospectiva
Por vezes, nos pegamos com uma sensação estranha, com os olhos abertos, olhando para o nada e sem conseguir necessariamente definir no que estávamos pensando.
segunda-feira, 16 de julho de 2018
As Companhias do Desejo
Nós, humanos, somos reconhecidos como os únicos seres vivos racionais, embora existam muitos animais que, às vezes, parecem ser infinitamente mais racionais do que alguns de nós. Mas enfim, sendo considerados racionais, deveríamos ser capazes de controlar nossas atitudes; porém, nem sempre o somos.
Raiva, desespero, medo e, às vezes, até a euforia podem fazer com que ajamos de forma impulsiva, gerando arrependimento no futuro, pela falta da tão falada razão nesses momentos.
Mas pouco se fala sobre a ausência da razão quando se trata de desejo. O desejo traz consigo, em muitos casos, companhias que nem sempre são agradáveis, que nem sempre vão se transformar em boas lembranças no futuro e que, nesses casos, estão sempre dissociadas da razão.
Obviamente, isto não é uma generalização, mas sim uma constatação frequente.
Quantos relacionamentos terminaram por causa do desejo? Quantas crianças não planejadas nasceram por causa do desejo? Quantas noites de arrependimento se passaram por causa do desejo? Quantas amizades se perderam por causa do desejo? Antigamente, o desejo também era culpado por muitos casamentos forçados, por enormes brigas em famílias conservadoras que se viam em desespero ao receber a notícia da gravidez, normalmente de uma filha solteira. Se o desejo for acompanhado de um punhado de álcool, todas essas situações se tornam ainda mais potencializadas. E isso não serve de desculpa para ninguém, pois todo mundo conhece seus próprios limites e os riscos que corre ao ultrapassá-los.
Estranhamente, uma das poucas coisas que não acompanha o desejo é o medo. Parece que ele é completamente esquecido quando o desejo nos leva a becos, matagais, estruturas abandonadas, casas de estranhos, ou lugares não tão estranhos, mas com pessoas desconhecidas. Em virtude disso, o desejo também é responsável por crimes, desaparecimentos, e casos de abuso. Sempre é importante deixar claro que isso não diminui em nada a culpa dos agressores.
E como controlar o desejo? Essa é a parte mais complicada, a mais difícil. O desejo é forte e, como vimos, ele não vem sozinho; é como uma onda que carrega os humanos rumo ao mar aberto e depois os deixa sozinhos, gritando por socorro. Portanto, aprenda a nadar no mar da razão, tenha cuidado com o álcool e com outras companhias, e lute bravamente para pensar, para saber que o arrependimento é tão inútil quanto inevitável, e que ele é uma das maiores paixões do desejo
domingo, 8 de julho de 2018
Aceitação
segunda-feira, 2 de julho de 2018
Segredos e Mentiras
Existe uma enorme diferença entre guardar um segredo e falar uma mentira, por mais que as duas coisas em algum momento possam se parecer bastante.
Mas o antagonismo das duas é que sintetiza às suas diferenças.
Enquanto contar uma mentira é um sinal de falha de caráter, guardar um segredo é sinal de confiança.
Outra grande diferença entre os dois é que quando você mente e não está tentando enganar a si mesmo, você pode prejudicar uma pessoa com as suas palavras, enquanto ao guardar segredo, você está, muitas vezes, preservando a pessoa que em ti depositou confiança.
O que não se pode é tentar transformar uma mentira em segredo, quando você não conta para alguém algo que você mesmo fez e que pode causar magoa, feridas e tristeza. E não adianta tentar colocar a fantasia de omissão, pois omitir não é nem segredo e nem mentira, é uma escolha.
Se você sai da sua casa escondido e durante o período ausente toma atitudes que não pode contar à alguém, você está mentindo com o seu silêncio e não guardando o seu próprio segredo.
Segredos são coisas compartilhadas entre pessoas que confiam umas nas outras, mentiras são palavras que distorcem a realidade e criam uma imagem ilusória das pessoas.
Todos devemos ser bons ouvintes e confiáveis para guardar um bom segredo, assim como precisamos ser honestos e corajosos para lidar com nossas falhas e nossos erros ao assumir a verdade e não inserir outras pessoas em um mundo de mentiras.
E, lembrem-se, não guardar um segredo, também é uma mentira!
Boa Semana!
segunda-feira, 25 de junho de 2018
Procrastinação
Quantas vezes todos nós já ouvimos a velha frase: 'Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje.' E quantas vezes deixamos não só para amanhã, mas também para depois de amanhã, semana que vem, mês que vem, ano que vem...
A procrastinação certamente é um dos grandes problemas que enfrentamos, pois com ela podem vir outras questões relacionadas que vão afetar ainda mais os nossos dias e a nossa vida.
Pequenos exemplos, como deixar de arrumar ou consertar alguma coisa, podem ser o estopim para uma briga ou discussão. Mas adiar planos, tarefas importantes ou atividades pode ser ainda mais prejudicial. Pode levar a um estado depressivo e, depois, se tornar até mesmo uma depressão. Lembremos que um dos sinais da depressão é a falta de vontade de fazer qualquer coisa, mesmo com muitas opções, e a pessoa que acaba adiando suas tarefas diárias, depois profissionais e até sociais, quando percebe, está se perguntando por que não consegue fazer nada e nem sair do lugar.
Além disso, existem pessoas que acabam deixando tarefas de lado porque não sabem lidar com a situação posterior à ação que deve ser tomada. Manter um relacionamento que não funciona também é uma forma de procrastinação, mas muitas pessoas não conseguem terminar porque não sabem o que fazer depois do fim.
Sem contar que adiar as coisas serve como desculpa para fugir de responsabilidades ou até mesmo para evitar lidar com questões desconhecidas.
Como exemplo, podemos falar das pessoas que insistem que precisam perder peso, mas que sempre adiam a academia, a caminhada, e sempre escapam para as lanchonetes da vida, para depois se autoflagelarem.
Boa parte faz isso porque tem medo de perder o peso do qual tanto reclamam, e não ver mudança nenhuma em sua vida social. Tentam colocar no peso a culpa da sua timidez, dificuldade de comunicação, entre tantas outras possibilidades.
Enfim, procrastinar não é positivo em nenhuma situação, até porque não sabemos o que acontecerá amanhã, se o amanhã chegar.
Portanto, sabe aquilo que você já estava pensando em deixar para amanhã? Desligue o computador ou feche o navegador do celular e vá lá fazer agora!
segunda-feira, 18 de junho de 2018
Esquizofrenia
Você já deve ter escutado muitas vezes as pessoas falarem em esquizofrenia, seja julgando alguém ou tentando ridicularizar alguém, mas será que você e, principalmente, quem gosta de falar muito sabem realmente o que é esquizofrenia?
Pois bem, este é um dos maiores transtornos mentais de que se tem conhecimento, no qual o indivíduo perde a noção da realidade e não consegue separar o que é real do que é imaginário.
Esse transtorno, por vezes, é confundido com dupla personalidade ou até psicopatia, mas os sujeitos acometidos pela doença não são perigosos.
Segundo os últimos estudos, cerca de 1% da população mundial sofre de esquizofrenia, o que é um número bem expressivo. Não há idade ou sexo para a sua incidência. Contudo, a maior parte dos casos surge na adolescência e varia até 20 anos para homens e 30 anos para mulheres.
Em virtude disso, assim como grande parte das doenças e transtornos mentais e psicológicos, alguns pais, amigos e até mesmo o próprio indivíduo não percebem a doença, pois tendem a achar que é natural da idade e confundem a doença com crise existencial, rebeldia, entre tantas outras bobagens.
Existem muitas causas possíveis para o transtorno, entre elas a genética e circuitos cerebrais danificados, mas também causas externas, como ambiente, uso de drogas e até mesmo doenças na infância que afetam o sistema nervoso central, como meningite e sarampo.
Os sintomas da doença aparecem normalmente devagar, aos poucos, mas isso não é uma regra. É preciso ficar atento aos seguintes sinais: o indivíduo alega ouvir vozes ou sons que ninguém mais ouve, vê pessoas ou imagens que mais ninguém está vendo, acha que sempre existe alguém à espreita o observando. Também acaba deixando de cuidar de si mesmo, ficando desleixado com a aparência e até mesmo com a higiene. Entre outras coisas, o afastamento das pessoas, a despreocupação com problemas aparentemente importantes, tanto no âmbito familiar como no profissional, além de dificuldade na comunicação e expressão.
O tratamento da esquizofrenia precisa ser feito pelos profissionais da área médica (psiquiatras), pois há a necessidade de medicação e psicoterapia, para que o indivíduo possa normalizar seus pensamentos, se reinserir nos ambientes sociais e ficar atento a sinais que podem identificar uma recaída.
Fique atento e conheça mais sobre as doenças que, por vezes, são bem diferentes daquilo que a maioria pensa!
segunda-feira, 11 de junho de 2018
O Fim do Romantismo
Sempre que chega o dia dos namorados me vem um sentimento de nostalgia, não sobre o meu passado, e sim sobre como as coisas eram no passado.
Hoje percebo uma certa indiferença com relação ao romantismo, uma mudança de comportamento, tanto do homem, como da mulher.
Não consigo mais perceber o encanto em um buquê de flores, não vejo mais os homens abrindo a porta dos carros para a mulher entrar. Sequer vejo um rapaz que puxa a cadeira no restaurante para a sua companheira.
Coisas muito simples, que nada tem a ver com machismo ou coisa semelhante, mas que antigamente demonstravam um maior respeito e admiração pela pessoa companheira.
Porém parece que as gerações mais novas não se preocupam muito com o romantismo. Parece que os relacionamentos atuais não tem mais o mesmo charme de antigamente, que são muito pouco importantes, que podem se diluir a qualquer momento e serem substituídos rapidamente por outro.
Nem mesmo aquela tristeza que existe no final de todo relacionamento, hoje, parece durar.
Poucas lágrimas depois, poucos dias depois, alguns meses, ou até mesmo anos, são esquecidos e o lema "A fila anda" toma conta de todo mundo.
Fico me perguntando em que momento tudo mudou, quando a modernidade atacou de forma avassaladora os pequenos gestos a ponto de fazer com que eles se pareçam tão banais.
Eu acho que hoje, um menino que queira ser romântico, tem grande chance de ser ridicularizado ao invés de valorizado e com medo de fazer papel de bobo, tira da menina a oportunidade única de se sentir especial.
Ainda bem que eu já passei da idade de me preocupar com o que as pessoas acham e não sigo os padrões da modernidade. Prefiro ser ainda aquele que se preocupa, que tenta cuidar, que acredita nas atitudes e que acha chique respeitar.
Que todos tenham, todo ano o dia dos namorados perfeito, para o gosto de cada um.
segunda-feira, 4 de junho de 2018
O Limite da Conquista
O Ego do ser humano é algo extremamente complicado. Ele controla a estima e ao mesmo tempo que pode deixar a estima baixa, pode fazer com que ela fique alta demais.
A vulnerabilidade do ser humano também é muito complicada. Pessoas tímidas, fechadas, com a estima muito baixa podem se tornar meros brinquedos ou meio de vida para pessoas com maior força interna e menor escrúpulo ou sentimento de culpa.
Quando uma pessoa tem a estima baixa, não gosta de si mesma e acha que por isso ninguém vai gostar também, acaba se tornando alvo para indivíduos cheios de interesse ou malícia. Se a pessoa não tiver posses, valores nem nada de interessante, vai apenas ser candidata a sofrer bullying e se retrair ainda mais, mas se houver algo que ela possa oferecer em troca de um suposto carinho, afeto ou uma ilusão de ter alguém "tão legal" ao lado, aí a coisa se complica.
Seja como tentativa de agradar, seja por ser obrigado a fazer algo em virtude da ameaça de serem deixadas, muitas pessoas começam a fazer o que não podem, gastar o que não tem, fingir ser quem não são, apenas para manter um relacionamento, ou pior, a esperança de ter um relacionamento.
Normalmente quem está de fora consegue enxergar com maior facilidade o erro que está sendo cometido, pelo amigo, irmão, filho ou colega, mas de nada adianta falar, aconselhar ou tentar avisar, por mais que isso seja inevitável. A vontade de ter alguma coisa que nunca teve, ou se esqueceu que teve, é maior e a própria visão fica nublada pelas palavras doces que saem dos lábios de quem o sujeito tanto quer.
Nesse momento percebe-se que a pobre pessoa acha que está conquistando seu par, quando na verdade ela é que foi conquistada, não por atitudes, mas pelas palavras e pela ilusão da felicidade.
Depois que o dinheiro acaba, ou tudo o que a pessoa apaixonada tinha de interessante já se foi, vem o golpe final, o abandono, as palavras que vão ferir e trazer a realidade, o desespero e a constatação de que todos estavam certos. Mas é tarde demais e a única coisa certa é que a estima vai voltar lá para baixo a espera de tratamento, ou do próximo golpe.
Semana que vem tem mais!
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