segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Feliz Fim de Ano e Novo Ano!

Mais um ano está indo embora. Um ano diferente, como todos, mas que no meu caso foi bem cheio de altos e baixos.

Um ano que nos seus primeiros dias foi marcado por uma preocupação já vinda do ano anterior e que infelizmente acabou da maneira mais triste, apesar de esperada, que foi a passagem do meu Pai. Mas mesmo durante todo o maremoto, a vida encontrou um jeito de me deixar feliz por algumas horas antes da certeza da tristeza.

Depois um turbilhão de coisas. Muitas viagens e novas pessoas que já fazem parte da minha vida, um término de relacionamento, espaço para autoconhecimento e paz interior, mais conhecimento e experiência adquiridas e novas certezas sobre dúvidas que ainda existiam.

Profissionalmente, também foi um ano ambíguo. Se por um lado foi complicado pois o trabalho diminuiu bastante, por outro foi grandemente compensador naquilo que gosto mesmo de fazer, na minha verdadeira carreira, no trabalho que me dá prazer. Além de ser obrigado a abrir novos horizontes para o ano que vai chegar, depois de muitos anos fazendo sempre a mesma coisa.

Um ano de encontros e reencontros, de retorno ao passado próximo e ao mais ditante imaginável, mas acima de tudo, um ano de olho no futuro.

E para o futuro, tenho alguns desejos: Para vocês, queridos amigos e leitores, desejo um ano novo fantástico, com todas as cores e todos os sabores. Que todos tenham coragem de lutar por aquilo que acreditam, que possam se alegrar com suas conquistas e vitórias, mas também pela alegria das pessoas ao redor. Que cada um tenha mais contato com as pessoas que ama, pois não devemos nunca deixar os bons sentimentos para outro dia.

Que todos tenham muita saúde para trabalhar mais, viver mais, aproveitar mais os seus dias, ou até mesmo o tempo que sobra deles, que esse tempo, mesmo que pequeno, não seja usado para reclamar nem se entristecer. Que todos consigam plantar um jardim de realizações, que se não se realizarem ainda em 2018, fique pronto para 2019.

Mas, antes disso, gostaria de desejar um incrível fim de ano para cada um, ao lado da família, dos amigos, ou até consigo mesmo, desde seja em paz e harmonia. Que o Natal de todos seja recheado de fartura e de sorrisos e que jamais nos esqueçamos do mais importante: Celebra a dádiva de viver.

Esse ano me despeço, mas no começo de 2018 estarei de volta com mais assuntos e esperando a vistia de cada um de vocês!

Feliz Natal! Feliz Ano Novo!


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Palmeiras

Apesar de hoje em dia eu gostar muito mais de NFL do que do futebol jogado com os pés, não consigo desvincular meu coração desse time que já me fez rir, comemorar, pular, chorar, me irritar, ter taquicardia e tudo mais que se possa imaginar.

Quando jovem, fui daqueles torcedores de estádio. Poucas coisas eram tão legais quanto ir ao Palestra Itália com os amigos, mesmo que em boa parte das vezes, o retorno para casa não era tão legal.

Mas por causa do meu time, cometi meu primeiro, e talvez único, “delito” profissional, pois naquele 12 de junho de 1993, quando eu tinha apenas pouco mais de 2 meses de trabalho, fui escalado pelo meu gerente para trabalhar, pois ele tinha marcado uma viagem com a namorada. Eu, que já tinha os ingressos comprados, avisei que não poderia trabalhar, mas mesmo assim pela manhã fui abrir a loja e deixei as coisas em ordem, só que fui embora a tempo de passar os que foram alguns dos melhores momentos da minha via até aquele momento. Se por acaso eu não tivesse ido, não teria me perdoado. Os 4X0 sobre nosso maior rival, mesmo quase 25 anos depois ainda são inesquecíveis, toda a festa na Paulista, a comemoração final na pizzaria perto de casa e a emoção de pela primeira vez comemorar um título de verdade.

Só que pouco tempo depois, as “Torcidas Organizadas” começaram a me tirar o prazer de ir ao estádio. Episódios em que eu e meus amigos quase apanhamos da nossa própria torcida, tendo que fugir e mesmo cenas de agressões com torcedores de outros times foram me desmotivando. A ponto de no dia 2 de junho de 1999, mesmo com a final da Libertadores rolando, eu estar na faculdade, atendendo no meu quinto ano. Cheguei em casa a tempo de ver os pênaltis e de comemorar, mas sem o mesmo entusiasmo de antes.

Fui em alguns raros jogos nos 16 anos que se seguiram, sempre jogos “pequenos”, sem grandes riscos, mas sempre preocupado.

Até conhecer o  Allianz Parque. Depois de 22 anos eu chorei de novo ao subir as escadas no dia da reinauguração e olhar para aquele gramado, aquela estrutura, o estádio mais bonito que eu já fui e considerado por muitos o mais bonito do Brasil e entre os 10 melhores do mundo. Não importava o time lutando para não cair, a derrota para o Sport, a emoção será para sempre indescritível.

A última vez que eu fui no estádio, também foi um dia de título.  Já faz mais de um ano e foi um dia feliz, mas que acabou se tornando uma história triste. Estive no Allianz no dia do último jogo dos meninos da Chapecoense. Sempre que lembro disso me dá uma sensação estranha, lembrar do Caio Jr à beira do Campo, das brincadeiras com a Ananias, que foi o jogador que fez o primeiro gol do estádio, enfim.... Aquele desastre também tirou um pouco do meu prazer de ver futebol, de saber o quanto são sujos os dirigentes e organizadores que para ganhar dinheiro arriscam vidas.


Mas o Palmeiras, ah o Palmeiras, é a única coisa que me faz mudar de canal nos domingos de Setembro à Dezembro... mesmo que seja só para me deixar nervoso, mesmo que seja para dar uma reclamada e voltar ao futebol americano. O glorioso Joelmir Beting conseguiu criar uma frase tão perfeita que não precisa de explicação: “Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense... É simplesmente impossível!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Como o tempo voa!

Tenho falado e escutado a expressão “parece que foi ontem” com cada vez mais frequência nos meus dias.

E por isso é cada vez mais importante pensar em como não perder o tempo que ainda nos resta, enquanto ele passa impiedosamente por nós.

Eu olho ao redor e vejo a realidade: Não é possível recuperar o tempo que se foi, mas nem por isso é necessário abrir mão dos sonhos e vontades das coisas que não foram feitas, ou não foi possível conseguir fazer no passado.

O tempo voa mesmo! Então vamos voar nas suas asas, amar mais, respeitar mais, sorrir mais, desfrutar mais dos bons momentos, deixar preconceitos e dogmas de lado, se julgar menos e se preocupar menos com a opinião dos outros, desativar os rótulos, principalmente aqueles que insistimos em dar para nós mesmos, planejar o futuro sem esquecer do presente, viver o dia à nossa frente, sem pensar que não é isso que quer para seu futuro, pois o futuro pode não chegar!

Menos culpa, mais ação, menos medo, mais atitude, menos reclamação, mais gratidão, menos arrependimento pelo que não fez, mais coragem para errar se for preciso.

O tempo voa meus amigos, e se não conseguirmos acompanha-lo, ficaremos a mercê de sua própria vontade, então vamos deixar de lado tudo que nos impede de voar. Entre nessa nave, não deixe de sonhar, se banhe de conhecimento, de alegria, mire a vitória sem medo da derrota, tudo é aprendizado, tudo é valioso, todas as experiências são validas.

O futuro é logo ali, amanhã, ou hoje mesmo, daqui há um segundo, vamos juntar as mãos agora, sem nos preocuparmos se elas ficarão juntas para sempre...

domingo, 26 de novembro de 2017

Diálogos

Aprender a se comunicar é a primeira tarefa dos seres humanos. Seja para matar a fome, informar uma dor, demonstrar medo entre tantas outras coisas. Esta é a principal função do choro dos recém-nascidos.

Depois que a comunicação se estabelece, o vocabulário cresce e o conhecimento das coisas e do mundo aumenta, começam a existir os diálogos. Perguntas, as vezes embaraçosas, as histórias dos dias e com o passar do tempo e o aumento da consciência, chegam as mentiras.

Hoje, vendo com tristeza as discussões nas redes sociais e nas ruas, percebo que talvez, na educação das últimas gerações, tenha faltado esse diálogo em casa. Uma conversa mais aprofundada com os filhos, que hoje não demonstram qualquer tipo de respeito, nem com os próprios pais e nem com as outras pessoas.

Falta um diálogo aberto, franco, sobre todos os assuntos, sobre a diversidade do mundo e de opiniões, sobre a diferença de pensamento atrelada a diferença de vida de cada um, sobre a burrice da unanimidade, sobre vitórias e derrotas, sobre ter uma posição própria e não precisar defender todas as posições de determinados grupos.

Sinto que esse debate familiar acaba destruindo amizades, ou destruindo pontos de vista para manter amizades.

É preciso diálogo para saber que as pessoas podem não gostar do Bolsonaro, mas serem a favor da redução da maioridade penal, que podem não gostar do Lula, mas ser à favor do Bolsa Família, que podem ser Palmeirenses, mas aceitar que o Corinthians foi campeão legitimo, que podem ser Corintianos, mas assumir que o Jô fez o gol de mão. Enfim, saber que você não precisa ser favorável a tudo e nem desfavorável à tudo.

As pessoas precisam conversar mais e discutir menos, precisam entender que um bom diálogo pode ser capaz de mudar um ponto de vista e principalmente que mudar de opinião não é crime e muito menos vergonha.

Ao contrário, toda vez que você admite que pode estar errado, é um passo a caminho da evolução.


Sejamos mais abertos aos diálogos, às conversas, aos pontos de vista dos outros, pois só assim poderemos ter certeza que realmente estamos certos com relação aos nossos.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

As Doenças e a Cura


Dizem por aí que tudo na vida tem um remédio. E eu acredito que, tirando algumas exceções, esta seja realmente a verdade. O remédio pode ser um comprimido, um xarope, uma injeção, mas pode também ser o tempo, um abraço, uma palavra de carinho.

Uma pílula pode não ser suficiente para curar um paciente diagnosticado em estado terminal, mas uma demonstração de afeto pode trazer paz, mesmo que não diminua a dor, pode trazer um sossego para a alma, por mais que não possa aumentar o tempo de vida.

A ciência pode ainda não ter conseguido encontrar a cura para todas as doenças e nós não somos imunes aos vírus e bactérias que coabitam nosso planeta, mas ainda acho que muitas das doenças do mundo, muita gente não vê e muito dos remédios estão dentro de nós mesmos, mas como estamos em um estágio de egoísmo, falta de empatia e irracionalidade, não conseguimos enxergar o poder da cura que trazemos conosco.

Somos não só pessoas doentes, somos uma sociedade doente, corrompida pela violência, pela corrupção, pela intolerância, pelo preconceito e acabamos aprendendo a temer o nosso semelhante. Somos a doença do nosso próprio mundo e se não mudarmos, estaremos colocando o nosso planeta em estado terminal. Nesse momento, não haverá remédio, nem remorso que possa recuperar o que destruímos.

Precisamos insistir em paz, harmonia, respeito e aceitação do outro. Precisamos enxergar que estamos criando a nossa própria doença e assim usar o que há de melhor dentro de nós. A cura.

Façam um favor a vocês mesmos e a todos nós. Pensem com carinho nisso...

domingo, 12 de novembro de 2017

Terror e Terrorismo


Os dias atuais parecem muito sombrios, com ataques terroristas, ou não, à luz do dia, matando inocentes em número cada vez maior, seja em escolas, boates, shows, ruas e locais destinados ao turismo em todos os lugares do mundo.

E o objetivo do terrorismo é único, causar o medo, o pânico, tentar enfraquecer as estruturas de pessoas e países, colocar em cheque a segurança e a capacidade de proteção. Mas, no fundo, tudo não passa de política e religião.

É interessante quando estudamos história e percebemos que os maiores ataques terroristas contra os americanos acabaram acontecendo com financiamento e treinamento oferecido pelos próprios americanos.

Quando vemos a Arábia Saudita financiar grupos ligados ao Estado Islâmico com dinheiro advindo da venda de petróleo para os EUA. E como o governo faz de tudo para que isso passe desapercebido pela população.

Dinheiro, política e religião, esses são os pilares do terror.

Não podemos nos esquecer que o terrorismo, ou deem o nome que quiserem, não nasceu nos dias de hoje, nem mesmo neste século. Não podemos esquecer das cruzadas, do massacre da igreja católica contra aqueles que não tinham a mesma crença e nem mesmo da bomba de Hiroshima.

O terror se espalha pelo mundo desde que os primeiros primatas descobriram que poderiam ter poder e influência sobre os outros. Esse pensamento motivou coisas como o holocausto. E até parece estranho quando tentamos entender como era possível um indivíduo exercer um poder tão grande sobre a crença de tantas pessoas e ser capaz de espalhar o ódio e a intolerância contra um povo, como Hitler conseguiu. Mas só parece, porque hoje, com essas redes sociais, vemos que não só é possível, como é mais comum do que eu poderia imaginar pessoas se ofendendo e espalhando o ódio e semeando discórdia e falta de respeito.

Vivemos dias sombrios, e se não houver uma grande mudança de comportamento corremos cada vez mais risco de passarmos por novas guerras e confrontos entre países, entre seitas religiosas e até mesmo situações semelhantes a guerras civis com o intuito de impor vontades e pontos de vista através da violência.

O terrorismo é um mal muito grande, mas talvez não seja tão grande quanto o terror guardado dentro de algumas pessoas.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Encenações


Já mencionei algumas vezes aqui que a depressão é uma doença mortal, afetando uma parcela significativa da população mundial, muito além do que as pessoas imaginam.

A depressão não faz distinção de idade, raça ou classe social; não importa se alguém aparenta ter tudo para ser feliz ou não possui nada, se tem uma família presente ou enfrenta a solidão. Todos estamos suscetíveis a ela.

Uma das dificuldades cruciais reside na identificação da depressão. Muitas vezes, o próprio indivíduo finge não ter nada, não sentir nada, usando a vida como se fosse uma peça teatral na qual ele é o protagonista.

Ele encena, socialmente, uma vida tumultuada ou repleta de paz, com problemas que parecem resolúveis, ou uma serenidade aparente. E o restante do mundo torna-se apenas a plateia, aguardando os aplausos para o fechamento das cortinas, permitindo-lhe retornar à sua casa, sua cama e suas portas fechadas, onde pode chorar sem razão aparente, atendendo a uma vontade estranha de não ter vontade alguma.

Essas representações são o verdadeiro veneno, uma tentativa de solucionar um problema que mal consegue ser identificado, uma falta de motivação, mesmo cercado por pessoas que ama e que expressam amor. E, quando menos esperamos, tragédias acontecem.

Recentemente, testemunhamos dois cantores extremamente bem-sucedidos, com riqueza, fama, família, milhões de fãs e todos os tipos de bens materiais, tirarem a própria vida, sem motivo aparente. Chris Cornell e Chester Bennington tinham tudo isso e também sofriam de depressão. Portanto, não importava o quanto tinham fora de suas mentes; nada conseguiu impedir que a força dessa doença os levasse à morte.

Consequentemente, não podemos encarar nossos dias como uma produção cinematográfica, encenando mentiras para que as pessoas acreditem que são verdades. De nada adianta fotos sorridentes no Facebook, quando a imagem interior é de pura desolação.

O medo de ser rotulado como 'louco' ou doente é o pior adversário da doença. O preconceito e o bullying complementam essa tragédia, e a ignorância e a falta de respeito jogam mais terra sobre tudo.

Esqueça a plateia; não dê ouvidos àqueles que ainda não compreendem que a depressão e a gripe são dois tipos de doença que necessitam de tratamento, não preste atenção àqueles que podem estar enfrentando isso, mas se esforçam para parecerem fortes, apenas para receber aplausos da sua própria plateia, enquanto, em casa, enfrentam dificuldades para dormir.

Seja o protagonista da sua vida, mas não o diretor de uma peça de teatro sobre ela. Se sentir que precisa de ajuda, procure um profissional e descubra como ser verdadeiramente feliz pelo simples fato de ter recebido o dom da vida

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Childfree


Em tradução livre esta palavra, significa “livre de crianças”, mas na verdade é um movimento crescente mundo afora para aqueles que simplesmente expõem seu simples desejo de não ser pais.

Claro, existem os childfree que não querem sequer estar perto de crianças por realmente não gostar, mas na maioria dos casos, são pessoas que gostam dos sobrinhos, dos priminhos, fazem visitas frequentes, mas não tem a intenção de ter na sua vida cotidiana crianças sob sua responsabilidade.

Isso não é nada demais, nada diferente de escolher casar ou ser solteiro, fazer medicina, direito ou biologia, escolher entre passar as férias nas montanhas ou na praia. Ou seja, é uma escolha, uma simples escolha.

Ocorre que, como quase tudo nesse mundo, pessoas que não são childfree costumam tentar interferir na escolha daqueles que são, principalmente para as mulheres, como se a principal finalidade da mulher no mundo fosse ser mãe.

Assim como em todas as outras decisões pessoais do Universo, não há nada mais chato do que ter que aturar outras pessoas querendo saber mais sobre você, do que você mesmo, ou achar suas vontades um “absurdo”, ou um erro.

Frases prontas como “Quem vai cuidar de você quando ficar velha/o?”, como se todos os filhos ao menos liguem para seus pais uma vez por mês ao menos ou “Você nunca vai entender o que é amor de verdade!” mesmo que provavelmente é verdade, são irritantes e não levam a nada, a não ser ao fastamento. Entendo que não exista amor maior do que de uma mãe para com seus filhos, mas ninguém, nessa hora, cita as tristezas e decepções que alguns filhos causam aos seus pais.

Eu, particularmente, acredito que é muito melhor alguém saber que não está pronto para ter filhos, do que aqueles que têm os filhos sem preparo nenhum. Prefiro a honestidade de quem sabe o que não quer, do que aqueles que acham que querem, mas, fundamentalmente, prefiro que respeitem as decisões das pessoas. Quer ter filhos, tenha, quer ter cachorros e gatos, tenha, mas não queira que todo mundo tenha as mesmas vontades e desejos que você tem!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

As Vantagens do Silêncio


Se você não tem nada de bom a dizer, o melhor é ficar calado. E se o que consegue expressar é apenas ódio, ofensas, discórdia e desrespeito, também.

Se você não consegue entender que sempre existirão opiniões diferentes das suas, em praticamente tudo, é melhor não abrir a boca e nem mexer os dedos em um celular ou computador.

Se você adora “tirar sarro” dos outros, mas não consegue sorrir quando fazem o mesmo com você, é melhor não atravessar o caminho de outras pessoas.

Se você acha que está certo em tudo, que gosta do que é mais legal e interessante, e se irrita quando alguém gosta mais de algo que você detesta, aconselho-o a não sentar para conversar em um lugar com mais de 3 pessoas.

Agora, se você faz o oposto de tudo isso, mas se irrita em momentos com tamanha ignorância e desrespeito do que parece ser uma parte considerável das pessoas, aprenda a abstrair, meditar e valorizar o seu silêncio.

Sim, é difícil, eu sei, ouvir ofensas e ficar calado, apanhar virtualmente sem se defender, ou ver seu ponto de vista destruído apenas com violência e sem nenhum argumento, sem retribuir, mesmo que com mais um pouco de exposição do seu conhecimento você possa fazer aquela pobre alma perdida passar ainda mais vergonha.

O silêncio tem muitas vantagens, mas a maior delas é cortar o eco dos ignorantes, daqueles que não conseguem dialogar sem ofender, que não aceitam ouvir outra opinião. O silêncio dificulta o eco daqueles que sentem prazer em ver que houve uma resposta e assim podem espalhar ainda mais toda a sua fragilidade travestida em prepotência, normalmente através das redes sociais.

Não há nada no mundo que machuque mais os 'valentões' de plantão do que serem ignorados ou, pasmem, bem tratados. Eles não sabem lidar com nenhuma dessas situações. Quando ignorados, tendem a 'gritar' mais algumas vezes, até, enfim, desistir com mais palavras vazias. Se recebem uma resposta positiva desconcertante, expostos a outras pessoas, ruborizam, mesmo escondidos pelos bytes que os separam do agredido, e pedem desculpas ou desviam o assunto de forma nada agressiva.

Particularmente, para quem não aceita qualquer que seja o meu pensamento e minha forma de enxergar e participar do universo, minha única arma é o silêncio...

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Saúde ou Prazer ?


Nem tudo que faz bem é gostoso e nem tudo que é gostoso é saudável, certo?

Quem não gosta de berinjela deve então fazer um esforço e tomar com água morna toda manhã porque alguém na TV disse que faz bem  E quem aprecia uma Picanha mal passada com a capa de gordura derretendo deve desistir desse prazer porque os especialistas dizem que faz mal para o coração?

A resposta, meus caros, está na palavrinha que mais gosto de escrever por aqui. Equilíbrio.

Nem precisamos passar vontade e nem tampouco devemos nos empanturrar daquilo que achamos que nos dá prazer.

Existem pessoas que encontram o verdadeiro prazer de viver em atitudes saudáveis, que acordam às 05:00 para caminhar, correr ou nadar, pois só assim conseguem se sentir bem consigo mesmas para continuar o dia. Essas pessoas podem, se tiverem vontade e não forem esportistas profissionais, “exagerarem” um pouquinho mais no café da manhã ou no almoço do fim de semana, pois conseguem unir os dois prazeres, os exercícios e a alimentação.

Já aqueles que não podem nem pensar em trocar uma hora de sono pela caminhada, precisam saber que mais de um pãozinho no café pode se tornar exagero e que no churrasco do fim de semana os pedacinhos a mais de carne e aquela linguiça com a cerveja trincando, podem causar um desconforto maior ao corpo.

Tudo é uma questão de saber viver bem consigo mesmo e com saúde e prazer. Podemos, sim, ter tudo isso, basta entender que os exageros não são permitidos. Aliás, nada em exagero faz bem. Os extremos sempre são prejudiciais. O Excesso de exercício pode ser tão ruim quanto o excesso de álcool, assim como a ausência total de movimento pode ser tão prejudicial quanto um regime desregrado.

Consultar o médico regularmente, encontrar o prazer em alguma atividade física e não abrir mão de um bom vinho com um pedaço saboroso de queijo são essenciais para uma vida feliz e saudável!

Vamos andar, comer e sorrir. Sempre!

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Seu Corpo


Seu corpo, suas regras, suas ideias e ideias, suas vontades.
Seu corpo, sua casa, seu abrigo, sua proteção, não o deixe vulnerável a qualquer intromissão.
Seu corpo, o que move suas ferramentas de trabalho, que precisa de descanso e de atenção.
Seu corpo e não um corpo qualquer que fique sujeito à maldades.

No seu corpo estão todos os seus dias, todas as suas histórias, dele saíram todos os sorrisos e todas as lágrimas.
No seu corpo estão todos os toques de carinho e afeto, dos tempos de bebê, às palmadas que foram dadas.
No seu corpo estão suas virtudes e seus defeitos, seus acertos e seus erros, ele recebeu o elogio e as pedradas.
No seu corpo ficaram as dúvidas e as certezas, a coragem insensata e o medo de fantasmas.

O seu corpo, ele é seu, não é meu e nem do outro, ele é seu! Use-o de forma consciente!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Alimentação e Regime


Hoje em dia, com a desvirtuação de valores, alimentação e regime não são mais palavras ligadas à saúde, e sim à estética. 

Ou, mais ainda do que a estética, estão ligadas à vaidade. 

Uma vaidade perigosa, que serve apenas para tentar impressionar os outros, ou até mesmo para tentar conquistar alguém.

Não podemos ser hipócritas a ponto de dizer que a beleza não é importante, pois ela é sim, é o ponto inicial de todo interesse, mas é apenas a fachada, que te puxa para dentro da loja, que infelizmente, em algumas ocasiões, não tem nenhum conteúdo.

Só que antes da beleza, precisamos falar de saúde. 

O excesso de vaidade, o medo de rejeição, a preocupação com a aceitação nos grupos, a incapacidade de conversar para dar início a uma aproximação podem causar, por exemplo, anorexia, que é muito grave. As mesmas situações acima podem gerar o efeito inverso, a ansiedade e consequente excesso de comida. 

Como um mecanismo de defesa para afirmar todas as dificuldades, como por exemplo “ Ninguém gosta de mim porque eu sou gordinho” e etc. Nesse caso, a obesidade passa a ser o maior risco.

Pessoas que se alimentam regularmente, por vontade própria, para manter a saúde em dia, as vezes exagerando um pouco, mas compensando na caminhada e em exercícios físicos, tendem a ser mais felizes do que aquelas que fazem regimes excessivos por vaidade.

Uma pessoa que passa vontade de comer um doce, ou um pedaço a mais de pizza, não vai ficar satisfeita e tende a descontar no mundo, seja com sarcasmo, seja com julgamento, seja de qualquer outra forma, ela vai querer se vingar de quem vive bem sem ter que se preocupar em agradar mais ninguém.

Equilíbrio pessoal, essa é a palavra, como sempre. Nem anorexia, nem obesidade, apenas a felicidade.

domingo, 24 de setembro de 2017

Namoro ou Casamento ?

Muitas pessoas não conseguem pensar na própria vida sem ter uma companhia, sem ter aquela pessoa que parece completar o que parecia estar faltando, que faz os dias serem mais coloridos e etc...

Normalmente os relacionamentos começa com o namoro e tudo vai bem até que surjam as primeiras dificuldades, como ciume, diferenças de comportamento e preferências, mas as coisas boas compensam essas negativas e tudo continua bem.

Decidem, depois de algum tempo, as vezes grande, as vezes nem tanto, que querem dividir algo mais, quem sabe construir uma família com filhos, ou quando os filhos vão aparecer sem planejamento e então resolvem casar.

Essa decisão é muito importante, pois nesse momento é preciso entender que grande parte das individualidades tendem a desaparecer. O conforto das contas pagas pelos pais, a despreocupação com a comida e com a cozinha, o aluguel ou prestação do apartamento, o condomínio, novos vizinhos, tudo isso pode ser um fator complicador para o início da relação.

O companheirismo, a confiança, a paciência têm que ser fortes o suficiente para que a relação não fique apenas nas "mãos do amor". Sendo assim, a tendência é que o casamento prospere, caso contrário, a chance das coisas desandarem rápido é grande.

Então, como decidir se o melhor é continuar namorando ou casar?
Primeiro é preciso se conhecer muito bem, mais até do que conhecer o a outra pessoa. É preciso parar e imaginar como serão os dias, mas esquecer da história do "dormir e acordar ao seu lado", porque normalmente as pessoas só pensam nas coisas prazerosas da relação, mas não se perguntam como vão se comportar ao chegar em casa e não poder mais fazer as coisas que estavam acostumadas, até mesmo a parte em que conversavam sobre o dia com a pessoa que agora está dentro de casa.

Se conhecer significa muito e pode evitar problemas futuros. Se você não se acha capaz de engatar um relacionamento diário com outra pessoa, não se apegue à coisas da sociedade, como " Vai ficar para Titia", ou "Na sua idade eu já era pai" ou qualquer outra coisa que escute. Lembre-se, cada um deve viver a própria vida e não tentar viver a vida de alguém que não seja você mesmo.

Pare, respire e analise se o namoro feliz de hoje não vai virar um casamento que pode terminar amanhã antes de começar a gastar o dinheiro que talvez você não tenha, para realizar um sonho que depois pode virar um pesadelo.

Mas, se depois de se olhar no espelho e para dentro perceber que vai encarar a situação, que está preparado para a vida à dois, siga em frente, mas siga com seu coração e sem arrependimentos.

Descubra você se é melhor namoro ou o casamento, porque ninguém mais pode descobrir por você!

Até semana que vem!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Pedacinhos



Uma Querida amiga me disse há algum tempo uma frase que mudou minha percepção sobre a vida em vários aspectos: - Você só pode dar aquilo que tem, aquilo que recebeu e recebe.

E isso é a mais pura e cristalina verdade. Se você recebeu amor, vai distribuir amor, se recebeu carinho e atenção, vai devolver as mesmas coisas, se recebeu raiva, mágoa e tristeza, vai devolver isso ao mundo.

Nós somos a soma de vários pedacinhos que fomos juntando diariamente em nossa vida, fomos juntando o amor da mãe, a atenção do pai, o respeito dos professores entre tantas outras coisas, que podem ser boas ou ruins.

Se a maior parte das coisas que recebemos fez de nós pessoas boas, é porque tivemos a sorte por estar rodeados de seres iluminados e que agregaram qualidades que nos são tão importantes. Se somos carregados de inveja, preconceito, ódio, dificuldade de aprendizado, entre outras tantas coisas negativas, é porque nos faltou receber coisas melhores.

Mas nunca é tarde para procurar um caminho melhor, para encostar em pessoas leves, com qualidade de vida que não se baseia em status, sucesso ou dinheiro, mas sim em paz, sorrisos e sabedoria.

E podemos descarregar todas as partes ruins que recebemos em outros lugares, não em pessoas, solte seus "cachorros" no chuveiro, em uma praia isolada. Derrube suas lágrimas em ombros fortes que possam absorver e enterrar no mundo para que não voltem mais. Mas não continue alimentando as coisas que lhe fazem mal, senão vai continuar despejando veneno em outras pessoas, que podem querer se afastar de você.

Busque amor e conforto na família, em amigos verdadeiros, mas seja uma pessoa verdadeira também, não viva apenas tentando sugar o que os outros tem de bom com pensamento negativos, pois no meio do caminho o que te alimentaria, vai trazer mais fome para a sua alma.

Não aceite a sua vida se não está satisfeito com ela, mas não deseje a vida de ninguém, não inveje, você não sabe o que a outra pessoa passou e nem mesmo como ela vive consigo mesma.

Enfim, procure os pedacinhos que estão faltando e procure sempre doar tudo de bom que você tem, para sempre caber mais.

domingo, 10 de setembro de 2017

Eu estou certo, ou você está errado...


Já escrevi algumas vezes aqui no meu espaço pessoal sobre a falta de respeito que impera nos dias atuais. Pessoas que não aceitam opiniões alheias, que se escondem atrás das fotos, ou anonimamente com avatares nos lugares dos próprios rostos, nas redes sociais para destilar todo o seu ódio, ignorância e português decepcionante, para não dizer ridículo, por simplesmente não concordarem com o que leem, escutam ou assistem. Isso quando julgam a matéria ou reportagem apenas pelo título e com a falta de conhecimento e educação no sentido literal, acabam passando ainda mais vergonha ao "latir" contra alguma coisa que tentam defender.

E nem adianta tentar argumentar, porque pessoas assim não conseguem, ou não sabem o que significa dialogar, tentar absorver conhecimento ou respeitar quem pensa diferente. Em linhas gerais, é uma tentativa de empurrar "goela abaixo" suas verdades e opiniões, como se não houvesse outra possibilidade. Ou eu estou certo, ou é você que está errado, simples assim.

E não importa qual seja o assunto. Futebol, outros esportes, religião, política e políticos, preferências musicais e até atores, apresentadores e afinas.

É uma coisa maluca, como se todos fossem obrigados a gostar de quem "eu" gosto e odiar quem "eu" odeio, porque "eu" sei o que é bom, o que é certo, "sou" o melhor comentaria, "gosto" do melhor cantor e por aí vai.

E o que potencializa esse problema, são as redes sociais, pois estes sabichões se sentem à vontade para escrever as besteiras e ofensas sem se preocupar. Não vejo a hora de criarem uma regulamentação clara e punitiva para esses valentões que usam a Internet como terra de ninguém. 

Há algum tempo atrás eu vi uma situação muito legal. Um comentarista esportivo foi achincalhado por um pseudo-torcedor que não concordou com sua opinião e ainda o ameaçou de várias maneiras. Inteligente, o jornalista publicou as ofensas em suas redes sociais e avisou que estava levando os "prints" para a delegacia de crimes virtuais. Em minutos o valentão colocou o rabinho entre as pernas e pediu desculpas públicas pela internet e aumentou ainda mais a vergonha que passou, pois além de tudo, não sabe escrever direito...

Enfim, aprendam pessoas, existem muitas coisas no mundo que não são nem certas, nem erradas, pessoas têm personalidades diferentes, visões diferentes, gostos diferentes e opiniões diferentes, portanto não resta nada a não ser respeitar e saber conviver com as diferenças.

Afinal todos podem estar certos...

domingo, 3 de setembro de 2017

As Mentiras que os Pais Contam...


Falar a verdade para crianças ainda é um grande tabu para muitos pais. Crianças com mais de 3 anos de idade já tem percepção própria de muitas coisas e algumas mentirinhas inocentes podem confundir a cabeça da criança, sem contar, claro, que ela pode entender que mentir é uma saída para os seus problemas e a grande maioria dos pais reclama das mentiras das crianças, mas não percebe que quem os ensinou a mentir foram eles mesmos.

Desde pequena a criança começa a ter uma boa noção de tempo e distância. Então questões como rápido e perto são referenciais. Ao dizer que vai sair mas volta rápido, só que esse rápido é uma "mentirinha", o referencial de tempo da criança se altera. Se vai demorar, defina melhor, para a criança entender e se acostumar. Diga que volta na hora do almoço, na hora do desenho, ou qualquer outro referencial mais palpável e realista. Se vai fazer uma viagem com a criança e tem medo dela ficar perturbando no carro ou em outro meio de transporte, não diga que o destino está perto se realmente não estiver. Senão o mesmo problema descrito acima vai acontecer. A escola ou a casa de um colega pode ser considerado perto, quando na verdade é longe se o entendimento de distância dele for deformado.

Negar um pedido da criança justificando falta de dinheiro, quando essa não é a verdade, também é um tiro no pé. A criança pode perder a noção de caro e barato, além de entender que pode fazer birra para conseguir alguma coisa se perceber que o dinheiro não é "físico", pois vai ver sempre o pai e a mãe usando cartões ou outras formas de pagamento. Seja honesto e prático, eduque, imponha a autoridade e diga que não é hora, não é o lugar, que a criança vai precisar esperar seu aniversário ou dia das crianças e etc...

Assustar a criança, dizendo que se ele não fizer algo que você quer o bicho papão vem pegar, o homem do saco, a assombração entre outras lendas, também é um erro comum. A criança precisa aprender a respeitar e não ter medo. Normalmente esses medos são incutidos na criança em uma fase complicada da formação de personalidade e ela vai associar os personagens malignos às suas atitudes e uma hora ou outra vai descobrir que era tudo mentira e haverão apenas duas possibilidades, ou a criança vai virar uma pessoa assustada e medrosa, ou pior, não vai ter medo de nada.

Claro que esses são apenas alguns exemplos e existem muitas outras mentiras que certamente também não devem ser contadas, a dona cegonha que o diga...

domingo, 27 de agosto de 2017

Filhos Adotivos


Semana passada escrevi sobre sexualidade, essa semana vou escrever sobre uma pequena parte da consequência da falta de informação e cuidado com a sexualidade e o sexo. Filhos adotivos.

Primeiramente, é preciso deixar muito claro que adotar é um ato de amor maravilhoso é uma chance que pessoas de bom coração dão para vidas que normalmente foram abandonas à própria sorte por pais e mães imaturos, despreparados, viciados, descuidados, delinquentes que perdem a guarda, ou até mesmo entregam os filhos para adoção, entre tantos outros adjetivos pejorativos que possam ser encontrados no nosso vocabulário.

Claro, também, que existem outras situações, mães solteiras que morrem no parto ou quando as crianças são ainda muito novas e outras possibilidades que não me vêem à mente agora.

O ponto importante a ser considerado é que, por alguma razão que eu não posso entender, filhos adotivos ainda são vistos com outros olhos, são tratados com um cuidado excessivo para que o segredo da maternidade não seja revelado até determinada idade, também por medo e receio de como os colegas da escola vão tratar a criança e etc.

Existe um trauma que nasce junto com o abandono de toda criança, que é a inevitável dúvida sobre o motivo que levou os pais biológicos a tomarem a decisão de deixá-los. E isso não vai mudar de acordo com a idade que a criança vai descobrir que seus pais verdadeiros, não foram aqueles que geraram a sua vida. Sim, porque verdadeiros são aqueles que dão educação, amor, carinho, e uma nova vida para as crianças. Para isso, é possível que seja necessário um trabalho terapêutico, que não vai substituir o carinho da família que adotou.

Existe também uma crença, muito exacerbada pelas novelas e filmes, de que filhos biológicos tratam os irmãos adotivos de forma diferente. Se isso existe, a culpa é dos pais, que mostram qualquer tipo de diferença, se a criança adotada é tratada como uma irmã igual, a tendência é existir um ciume natural, que ocorreria com outra criança gerada pelos mesmos pais, mas depois não só a aceitação, como a proteção que todo irmão procura dar para os mais novos.

Pais também jamais devem adotar uma criança por dó, piedade ou qualquer outra razão que não seja a pura e simples vontade de ter um ou outros filhos. O ato da adoção por razões diferentes destas, é simples egoísmo, pois é feito para chamar a atenção para si, como sendo o bondoso que faz uma boa ação e nesse caso será inevitável que a criança seja tratada de forma diferente e errada.

Como escrevi há duas semanas, somos todos pessoas, independente da mãe que gerou e da mãe que criou e se todos forem tratados da mesma forma, esse fato se tornará irrelevante.

domingo, 20 de agosto de 2017

Sexualidade


No meu tempo de criança e até mesmo no início da adolescência, falar sobre sexo e sexualidade era ainda um tabu, pelo menos na minha família.

Hoje em dia, não sei como o assunto é tratado dentro das casas, mas me parece que é mais natural do que era antigamente. E isso é muito bom, mas por outro lado, não devemos deixar que se torne um assunto banal.

Acho que um pouco mais de conselhos e acompanhamento de mães e pais, poderiam evitar doenças e gravidez não desejadas.

Além de criar consciência e conhecimento em uma parcela da população que hoje sofre com a falta de educação e cuidado nas escolas.

E o que pouca gente parece ainda ignorar, é o fato da sexualidade, exacerbada ou reprimida, causar danos psicológicos, dificuldades em relacionamentos e outras tantas disfunções.

Quando o sexo é utilizado como ferramente social, para aproximação de pessoas e puro extravasar do prazer, normalmente não causa nenhum problema, contudo quando o sexo se torna uma "obrigação" para manutenção de um relacionamento, ou até mesmo como arma de conquista, a pessoa que concede o prazer ao outro pode se sentir usada, menosprezada e desrespeitada quando o relacionamento termina.

Claro que essa dominação pode acontecer de qualquer um dos lados, mas para exemplificar, vou usar o mais comum, que é o lado feminino, pelo simples fato de ainda vivermos em uma sociedade extremamente machista.

Meninas, principalmente as mais novas, que estão ainda se conhecendo e conhecendo o mundo, tendem a se apaixonar com maior facilidade, ainda com sonhos de amor correspondido, carinho e atenção. Mas, muitos dos meninos não estão sequer preparados ainda para isso e acabam "condicionando" o namoro à permissão do sexo e as meninas, com medo de perder o namorado, acabam concordando e cedendo, cada vez mais cedo, o seu corpo.

O problema não é esse, pois seja com 16, 18 ou 28 uma hora acabaria acontecendo, o problema é lidar com a frustração de ter concordado com algo que talvez não fosse a sua vontade e mesmo assim ficar sozinha. Essa frustração pode se transformar em várias outras situações negativas, como raiva de si mesma, insatisfação com o próprio corpo, pois pode achar que o rapaz terminou por ela não ter um corpo capaz de o satisfazer, medo da reação da família e até mesmo de contar para a família e finalmente, a banalização do sexo.

Afinal, depois que acontece a primeira vez, a tendência natural é que não se pare nunca mais.

Sexo é bom, muito bom, traz inúmeros benefícios ao corpo, à saúde, à estima entre tantas outras coisas, mas saber com quem e quando fazer, faz com que seja melhor ainda!

Não deixem suas crianças se tornarem mulheres ou homens antes do tempo. Eduquem, conversem, antes que seja tarde demais.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Somos Todos Pessoas

Eu sou completamente avesso a qualquer tipo de preconceito. E, honestamente, acho uma vergonha ainda ter que escrever alguma coisa sobre isso.

Mas, pelo andar da carruagem, ainda levaremos muito tempo, e no mundo todo, para que essa situação mude, isso é, se vai um dia mudar. Talvez o mundo acabe antes do que a intolerância de algumas pessoas e de suas próximas gerações.

Também não gosto do termo “minorias”, pois acredito que ao classificar um grupo de pessoas, seja por raça, orientação sexual ou qualquer outra coisa, estamos naturalmente alimentando o preconceito.

Tampouco gosto de diferenciar homens de mulheres no âmbito profissional, pois a capacidade de trabalho, principalmente intelectualmente, não pode ser analisada pela roupa que o colaborador vai vestir. E nem quando tratamos das chamadas tarefas domésticas, que podem e devem ser compartilhadas quando houverem duas ou mais pessoas dentro da mesma casa.

Acredito que rótulos só servem para atrapalhar e que devemos, precisamos, urgentemente nos classificar de uma forma única e simples. Pessoas. Somos todos pessoas, independentemente de cor, condição financeira, preferências sexuais, religião e crenças.

Somos todos pessoas, com condições diferentes por nascença, mas que deveriam ter as mesmas chances e possibilidades sem precisar de uma lei determinando cotas, pois essas mesmas leis, mesmo que muito necessárias, ajudam a difundir o preconceito.

Na verdade, acho que deveríamos ser todos pessoas, mas ainda estamos longe disso, hoje, infelizmente, somos todos patetas a procura de respostas para as quais nem deveriam existir perguntas.

Como eu sou um sonhador por natureza, quero acreditar que um dia a humanidade conseguirá viver sem rótulos e sem classificações, que ninguém vai criticar o outro por achar estranho e o “estranho” não vai falar mal do “normal”, pena que eu não estarei mais por aqui para apreciar tal fato. Mas, espero que a consciência aflore e que hoje sejam plantadas as sementes do futuro e que as crianças das próximas gerações comecem a se aproximar desse objetivo.

Eduquemos, façamos a nossa parte!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Tudo Começa com a Educação


Não é possível formar cidadãos bons e de bem, conscientes, com opinião e que respeitem opiniões, sem ter como base a educação.

E quando escrevo educação, não estou querendo dizer apenas aquela que a pessoa receba na escola, mas principalmente a que recebe em casa, dos pais, avós, tutores, ou quem quer que as crie.

E para que exista a educação, o ambiente em que a criança vai crescer, precisa ter respeito, harmonia, discussões que se resolvam sem agressão, nem física e nem verbal e em casos extremos, que as crianças não estejam presentes.

Mas, isso tudo parece utópico, principalmente nos dias de hoje, no nosso Pais e na maioria das casas.

A educação foi deixada completamente de lado, primeiro pelos nossos governantes, que não tem o menor interesse em formar cidadãos inteligentes, pois se assim for, nunca mais eles se elegem. E o efeito é de cascata, com a queda da educação, nos aproximamos do abismo. As próximas gerações tendem a ser ainda piores do que essa, na qual palavras simples como “por favor”, “obrigado”, “desculpe”, parecem ter sumido do vocabulário. Aliás, se parar para pensar, o próprio vocabulário sumiu.

Hoje as pessoas se educam através da TV, da Internet, formam suas opiniões baseadas em youtubers e outras coisas parecidas com isso.

Os professores estão minguando e a cada dia são mais desvalorizados em todos os aspectos. Não tem salário condizente com sua importância, não são respeitados pelos alunos, pelo contrário, são ameaçados e até agredidos, não tem suporte das direções das escolas, entre tantos outros problemas.

Claro, existem as exceções, os colégios caros frequentados por filhos dos pais que não se preocupam com a educação dos outros, mas que assim como na casa da maioria, esquecem que a educação não vem só da escola.

Enfim, eu não consigo ser otimista em um país no qual as crianças aprendem a rebolar antes de saber cantar o hino nacional, aprendem a usar camisinha antes de saber quem foi Machado de Assis e mesmo assim aprendem, na marra, a ser mãe ou pai de uma criança de verdade, quando na verdade deveriam estar brincando de boneca. E essa criança, que educação vai receber? Será que esse caminho tem volta? Hoje, eu não acredito, mas, continuo sempre tentando fazer a minha parte. E você, faz a sua?

segunda-feira, 31 de julho de 2017

São Luís

A Capital do Maranhão é meu tema dessa semana.

Assim como escrevi sobre Aracaju, onde passei a virada do ano, quero compartilhar o que vi em São Luís, tempos depois de ter voltado, fui no carnaval, para ficar com o julgamento imparcial e com a visão mais clara, de longe...

Mas, infelizmente, a conclusão acaba sendo muito parecida entre as duas capitais. Descaso total do Governo, abandono das obras de arte, da cultura e da história. Turismo decadente e pontos históricos perecendo ao tempo e a falta de cuidado.

Praias com mais pontos de aviso de lugares impróprios para banho do que permitidos, esgoto à céu aberto, enfim, como quase todos os lugares do nosso País.

O Lado positivo, além da beleza e da tranquilidade, é a segurança. Na região hoteleira em que fiquei não há registros de assalto, nem de assédio e foi tudo muito calmo. Em conversas com os seguranças do hotel, esse fato se dá, infelizmente, mais pela baixa procura crescente pelos turistas e pelo maior efetivo policial.

São Luís é uma cidade cheia de história, foi fortemente colonizada pelos Portugueses e possui uma infinidade de relíquias do passado. Boa parte dos prédios do Centro Histórico tem azulejos vindos de Portugal todos desenhados à mão. Mas muitos, a maioria eu diria, estão desgastados, quebrados, foram arrancados e etc.. Um total descaso com tamanha beleza.

A Praia de Araçagy é uma maravilha. E como o carnaval lá não é referência turística, conseguia-se contar o número de frequentadores, o que deixava a rede da barraca livre o tempo todo para balançar e curtir a brisa.

No frigir dos ovos, gostei mais de lá do que de Aracaju, mas saí com a sensação de que uma administração mais honesta nos últimos 100 anos fariam com que fosse uma cidade muito mais bonita, melhor e com o turismo muito mais forte.

domingo, 23 de julho de 2017

Encontros aumentam a saudade


Estranho o título do artigo dessa semana, não?

Mas é porque encontros podem significar muitas coisas e minha ideia, neste caso, se resume a encontros que acontecem depois de muito tempo de distância.

Velhos amigos, parentes distantes, ex-namoradas por quem se ainda guarda carinho e respeito, colegas de colégio ou faculdade, enfim, pessoas que em algum momento fizeram parte da nossa vida, tiveram papel importante, mas que por inúmeras e variadas questões acabaram aos poucos se distanciando e se tornando menos frequentes em nosso dia-a-dia.

E há algum tempo venho pensando nisso, desde que reencontrei um grande amigo que foi meu vizinho no prédio que morei por mais de 10 anos e que, com a junção de trabalho, faculdade, mudança, casamento e etc... acabou ficando guardado apenas na memória, até que conseguimos marcar uma cerveja gelada depois de muito tempo sem um bate-papo.

E nesse encontro, a saudade do amigo de certa forma acabou, mas em compensação a saudade de tudo o que lembramos durante as muitas horas de conversa que pareceram poucos minutos, foi avassaladora!

Quantas coisas boas, engraçadas e divertidas ficaram naquele tempo que passou e como percebemos, as vezes tarde demais, como éramos injustos conosco, sempre achando que tudo poderia ser melhor, sem saber como sentiríamos falta do tanto que vivemos!

E mesmo depois que conseguimos nos encontrar, até com as companheiras de cada um juntas, com mais frequência, ainda trazemos essas lembranças e sempre que nos despedimos, passo muito tempo sentindo saudade.

E experimentei essa sensação novamente, em um “quase encontro”, que na verdade foi uma simples conversa virtual, mas que de tão legal, tão leve, me fez voltar no tempo e experimentar de novo sensações, sabores e momentos de mais de 10 anos atrás.

E realmente, com esses encontros, a saudade aumenta ainda mais.

Estranho esse negócio que chamamos de vide né?

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Tentar Esquecer é a Mesma Coisa que Lembrar



Se não todo mundo, a enorme maioria das pessoas já sofreu com algum tipo de decepção na vida.

Isso é comum, absolutamente normal e faz parte das características dos seres humanos. A Tristeza, as lágrimas, a angústia, tudo isso é natural e de vez em quando pode até fazer bem, para que possamos enxergar com mais clareza os fatos, as pessoas e se usarmos como aprendizado, teremos armas para nos defender de situações semelhantes no futuro.

O que também é normal, mas não deveria ser, é que normalmente as pessoas ficam “remoendo” tudo aquilo que as fez sofrer, ficam pensando em alternativas que poderiam ser tomadas, pensando nas várias possibilidades que não aconteceram, e, claro, nunca vão acontecer.

Aprender a aceitar as nossas próprias atitudes, mas principalmente a atitude dos outros, é uma tarefa que ainda nos é muito complicada. Mas não deveria ser.

Toda vez que “remoemos” um fato do passado, deixamos de dar um passo à frente, mas ao mesmo tempo não andamos para trás, porque, claro, o tempo não volta. E não existe nada pior do que ficar estagnado esperando algo que não volta mais.

Depois, quando a fase da aceitação tem início, é comum dizer “Estou tentando esquecer” ou “Preciso esquecer”. Toda vez que você fala isso é o primeiro passo para a lembrança. É a mesma coisa do fumante que com o cigarro na mão diga “Estou tentando parar”.

Se você tenta se forçar a esquecer alguma coisa, automaticamente está fazendo seu cérebro se lembrar dela, portanto não existe nada mais inútil do que essa ação.

O que precisamos fazer é seguir em frente, nos mover em direção a outros lugares, levantar a cabeça e entender que a vida acontece a cada dia de hoje  e não a cada ontem. O tempo, sozinho, sem sua ajuda vai fazer com que o esquecimento aconteça naturalmente. O importante é saber lidar com as situações e dar valor ao que ainda vem pela frente. Nesse momento um profissional pode fazer toda a diferença com um bom trabalho terapêutico.

Afaste a tentativa de esquecimento da sua lembrança, faça terapia!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Celulares e Grupos


Todos sabemos que vivemos hoje em um enorme BBB.

Mas não são apenas com as câmeras que devemos tomar cuidado, devemos nos preocupar também com nossos telefones e com o que fazemos com eles.

Vi uma “matéria” essa semana na página do Sensacionalista com alguns “prints” de conversas em grupos de whatsapp que tiveram mensagens enviadas por engano. Isso é absolutamente normal e muito frequente. Mas a “graça” das situações inseridas nas conversas por acaso, é que são erros de envio constrangedores para quem enviou e que causam surpresa nas outras pessoas do grupo que receberam as mensagens. Mulheres chocadas com vídeos postados errados pelos maridos, mães chocadas com as mensagens que as filhas estavam tentando mandar para amigas e namorados, entre outras coisas.

Mas, isso é pouco perto de divulgações mais graves. Porque somos inseridos nesses grupos, mas nem sempre conhecemos bem todas as pessoas que fazem parte deles e nem sempre sabemos se podemos confiar em todos que lá estão, mesmo grupos mais restritos.

Vou citar aqui um caso que aconteceu logo depois da tragédia com o avião da Chapecoense. O Comentarista Mauro Beting, que havia acabado de se desligar da Fox enviou no grupo de jornalistas, supostamente seguro, um áudio emocionado sobre o colega Mario Sérgio, morto no acidente, no qual revelou o desejo do amigo de se desligar do trabalho em virtude de muitas coisas, entre elas as viagens mal planejadas e a necessidade frequente de sair de São Paulo para o Rio e mais outras coisas. O áudio “vazou” na Internet e colocou o jornalista em uma situação constrangedora. Teve de pedir desculpas publicamente e obviamente abandonou o grupo e, claro, ninguém admitiu ter passado a informação adiante.

Mas não são só essas situações em que é preciso ter cuidado. Todos lembram, também, das colocações infelizes da finada ex-primeira dama do nosso País, usando palavras de baixo calão em alto e bom som e zombando, para ser simpático, do nosso sofrido povo.

Além, claro das gravações em que nossos queridos corruptos aparecem fazendo ameaças de morte entre outras “cositas”...

Pessoas também esquecem que celulares podem ser roubados e que senhas e bloqueios de tela são tão seguros quanto uma fechadura para um bandido. Então informações pessoais, fotos comprometedoras, conversas importantes, e-mails e tudo mais, devem ter backups em outros lugares, ou serem apagados logo depois de vistos.

Por fim, queridos leitores, é importante lembrar que infelizmente nem todos os relacionamentos são eternos e que muitas vezes a pessoa que você “ama” pode querer te usar, chantagear, se vingar, ou simplesmente por pura e má índole te expor perante amigos, seja para se vangloriar, seja para te prejudicar. Portanto, cuidado ao tirar a roupinha e ficar mandando fotos e vídeos por aí se não quer ver seu corpinho rodando pela internet no futuro. Se vemos isso frequentemente com famosos pelo mundo, imagina o tanto que isso acontece com pessoas normais.

Portanto, olhe sempre direito o que está digitando, para onde está enviando e avalie se realmente vale à pena.

Abraços e até a próxima semana!

segunda-feira, 3 de julho de 2017

O que é Traição?


Hoje vou escrever sobre um tema um tanto quanto polêmico.

A Traição. 

Mas o que realmente é uma traição?

Será que só se aplica quando seu par sai com outra pessoa sem que você saiba, ou será que quando um amigo conta um segredo que era só de vocês dois, ele também está te traindo?

Enfim, existem inúmeras formas de traição, até mesmo quando uma pessoa de valores duvidosos resolve se apoderar de alguma coisa e se une a um grupo de amigos bandidos para roubar o poder que estava justamente nas mãos de outro bandido, que em tese seria seu líder.. Ou seja, nem sempre existe um bom e um mau nos casos de traição, em alguns casos, como acima, nenhum dos dois pode valer um centavo sequer.

Mas, acho que quando falamos em traição, a primeira coisa que vem à mente da maioria das pessoas é o relacionamento.

Aprendi com a idade, com as pessoas e com o tempo que esse tipo de traição não tem muita ligação com sentimento.

Antigamente, há algumas décadas, a traição era algo quase que exclusivo dos homens, porque a sociedade, ainda mais machista na época, considerava absolutamente natural que um homem procurasse outras mulheres e muitas esposas sabiam disso e mantinham os casamentos para evitar escândalos e exposição.

Hoje em dia isso já é bem diferente, mulheres e homens disputam quantidade, autoestima, afirmação, aceitação, entre tantas outras coisas, nas quais o sentimento não está incluído.

Deixar a(o) namorada(o) em casa e sair com os(as) amigos(as) e pegar uma ou mais pessoas na balada é considerado legal, os(as) amigos(as) incentivam, dão risada. Por vezes o álcool é um atrativo e a dor de cabeça do dia seguinte se junta a uma pontinha de remorso, mas se tiver outra balada, não pensará de novo em conseguir uns beijos ou algo mais.

Quando o assunto é casamento, a situação é um pouco diferente. Vão continuar existindo os homens que acham uma mulher muito pouco, que são fracos para situações de vulnerabilidade, que se sentem acuados na presença de outros homens e acabam aceitando a situação para não serem tachados de frouxos e etc. Assim como vão existir as mulheres que não resistem ao bonitão da academia, a uma piscada do rapaz no carrão parado ao lado dela no farol e etc...

Mas, por mais estranho que isso possa parecer, quando um casamento acaba por traição, em uma parte dos casos, a “culpa” é de quem foi traído, pois em algum momento se acomodou com a relação, deixou de lado a paixão e o desejo, priorizou o lado profissional ou eventos com amigos, enfim, foi fazendo com que o sentimento do parceiro, ou da parceira começasse a diminuir e fez com que os olhos dele(a) se abrissem mais para o resto do mundo, para outras pessoas e quando uma pessoa se aproxima, escuta, dá atenção, critica a atitude daquele(a) que está deixando a pessoa triste. Se apresenta, muitas vezes apenas para conquistar, e alguns casos a atração é irresistível.

Portanto, cuide bem de quem você tem, caso queira continuar tendo, porque a acomodação e a crença de que você é bom demais, mesmo distante, não passa de lenda...

E vocês, o que acham? Deixem seus comentários!

Síndrome de Stendhal

A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...