segunda-feira, 23 de dezembro de 2019
Feliz Natal e Feliz 2020!
Esse ano percebi que nada disso adianta. E olha que as minhas expectativas no final do ano passado já não eram das melhores, mas ainda assim o dia a dia acabou mostrando que as coisas poderiam, e foram, piores - para mim -, do que imaginava.
Contudo, depois de um ano tão complicado como o que passou, onde a tristeza quase me derrubou, é gratificante olhar no espelho e ver que de uma forma ou de outra consegui chegar até aqui. E, claro, consegui pincelar muitas coisas boas no meio do furacão que passou por aqui.
Aprendi na prática o que passo para muitos dos meus pacientes, entendi a importância do meu trabalho quando me vi precisando de remédios para lidar com a depressão.
Agora quero tentar acreditar que depois da tempestade vem a bonança e que dias melhores e mais tranquilos virão.
Sei que para muitos o ano foi bom, e fico feliz por isso, pois não há nada melhor do que saber que pessoas de quem gostamos estão felizes, assim como sei que para meus familiares o ano foi tão difícil quanto foi para mim e fico grato por saber que eles conseguiram chegar até aqui também.
Mas 2019 está ficando para trás, mais páginas que foram escritas no livro da nossa vida. Agora vem mais um capítulo e eu desejo que nele estejam histórias incríveis de felicidade, alegria, uma quantidade incontável de sorrisos e novidades. Com sonhos realizados, desejos alcançados, amor, prosperidade, sucesso. Muito trabalho, muita saúde e o mais importante, encontrar a cada dia uma nova razão para viver e não desistir.
Desejo, também, que o Natal de cada um de vocês seja muito iluminado, ao lado das pessoas amadas e mesmo que não estejam próximas, que consigam sentir a energia que emana de cada familiar, cada amigo distante, até mesmo o sopro da lembrança de quem se foi.
Que encontrem a paz e a harmonia independente de qualquer coisa e que todos entendam que sua passagem aqui pela Terra já é motivo de gratidão e felicidade. E mais, que se estamos aqui, é porque temos a obrigação de encontrar esta felicidade!
Sigamos em frente! Feliz Natal e Feliz 2020!
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
Respira!
Em alguns momentos específicos das nossas vidas, temos vontade de jogar tudo para o alto, ir vender coco na praia e tantas outras coisas, porque temos a impressão de que não aguentamos mais seguir em frente.
Para a grande maioria que não desistiu e ainda está lutando, depois desses momentos de impulsividade, o trem da vida seguiu em frente.
Paramos, respiramos, deixamos para trás o que nos aborreceu e demos mais uma chance para nós mesmos.
De nada adianta, apesar de por vezes ser inevitável, se irritar com algumas coisas. Uma fechada no trânsito, obras pela manhã, problemas no trabalho. Tudo isso acontece com todo mundo e depois passa. Por isso, quando essas ou outras coisas acontecerem, antes de explodir, respira.
Procure sempre pensar antes de agir. Seja mais empático. O cara que te fechou pode não ser um folgado, mas alguém com problemas que, por um instante, perdeu o foco no trânsito. O trabalhador da obra não está ligando a betoneira às 7h da manhã porque deseja, e sim porque precisa fazer isso.
Assim como, certamente, você também faz coisas que desagradam outras pessoas, mas que mesmo assim precisa fazer.
Vamos tentar ser mais compreensivos, mais pacientes, mais humanos. Se algo te irrita, para e respira.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2019
Drogas, Educação e Conhecimento
Sei que muitas das explicações se assemelham ao consumo de tabaco e consumo excessivo de bebida alcoólicas.
Tais como: Se divertir melhor, sair da realidade estressante, relaxar,socializar, entre tantas outras coisas.
O grande problema é que, assim como o cigarro e o álcool, as drogas matam, mas diferente dos dois primeiros, as drogas matam mais rápido, mais cedo e acabam não matando apenas quem consome, e sim a família toda.
O Vício é tão forte, que para comprar a droga, o individuou é capaz de roubar a própria casa, agredir, até mesmo fisicamente, seus familiares e nos extremos perder tudo, inclusive a dignidade.
Além desses problemas pessoais, sabemos que o vício alimenta uma indústria criminosa, comandada por bandidos e com a conivência de boa parte da sociedade, de nossas corporações e principalmente do poder público.
Também sabemos que classe social não é problema para os traficantes, pois dos mais abastados e famosos até os que não tem dinheiro para comprar um pacote de biscoito, são clientes da chamada boca.
A meu ver, a única saída é, como sempre, a educação, pois com ela vem o conhecimento e ao saber verdadeiramente os prejuízos físicos, mentais e financeiros que as drogas causam, a chance de diminuir os usuários aumenta.
Mas infelizmente muitas das nossas escolas além de não tratar o tema, ainda são pontos de venda e distribuição, onde os adolescentes encontram com facilidade o que vai em algum momento lhes custando a vida.
O Viciado que infelizmente não consegue abandonar o vício, sempre tem vida curta, seja por causa dos efeitos da droga, seja por não conseguir pagar ao traficante, seja por virar um funcionário dele que vai enfrentar a polícia. A verdade é que se não for um usuário rico, famoso, que recebe a encomenda em casa, dificilmente vai sobreviver até os 30 anos de idade.
Mas ninguém se importa quando morre um pobre das comunidades que não tinha mais dinheiro para sustentar um vício, que por falta de informação e conhecimento, começou nas drogas e que todo mundo já sabia como ia sair.
Eduquem suas crianças, cuidem, acompanhem, conheçam seus amigos, o perigo pode estar muito próximo.
Boa Semana!
segunda-feira, 2 de dezembro de 2019
Sociologia
Como seria bom se, em nosso país, a educação fosse levada a sério e mais pessoas pudessem ter acesso ao estudo da sociologia.
A sociologia tem como objetivo analisar, entender e classificar os agrupamentos de pessoas, além de apresentar propostas para a melhoria da qualidade de vida desses grupos sociais.
Todos os profissionais utilizam, ainda que indiretamente, o trabalho da sociologia para atender seu público, compreender as diferenças estruturais de cada camada social e direcionar suas atividades.
Existe um elo forte entre sociologia e psicologia, pois o ponto de partida de toda sociedade é o comportamento individual dos elementos de um grupo. A formação e o surgimento de líderes, os seguidores e apoiadores e aqueles que simplesmente seguem regras e determinações também são influenciados por esse comportamento.
Além da psicologia, a antropologia e a economia são pontos de interseção com a sociologia. A antropologia conta a história dos grupos e a economia ajuda a entender a formação das classes sociais.
O trabalho do sociólogo, no mundo ideal, seria fundamental para que áreas governamentais pudessem intervir, por meio de ações sociais, com mais qualidade e direcionamento, de acordo com as necessidades de cada comunidade.
Ao entender o funcionamento de cada grupo, seus interesses e sua organização, torna-se mais fácil para os poderes públicos planejarem ações sociais, legais e até mesmo policiais.
Políticos, apesar de muitas vezes não apoiarem o estudo da sociologia nas escolas, utilizam seus conceitos e contratam profissionais, especialmente em épocas de campanha, para saber em quais locais devem ir, onde terão mais apoio, onde precisam prometer coisas que não vão cumprir e até como se vestir e se comportar em cada visita.
Esses são apenas alguns dos benefícios da sociologia. Para saber mais sobre essa profissão tão importante, seria necessário um texto mais amplo e completo.
Boa semana.
segunda-feira, 25 de novembro de 2019
O Lugar da Mulher é onde ela quiser ( Do Homem também )
Estamos em 2025 e, no mundo todo, ainda existe muito preconceito e muita gente, infelizmente não só homens, que insiste em querer definir o que é “coisa de mulher” ou “coisa de homem”.
Evoluímos muito nos últimos 40 anos, isso é indiscutível, mas ainda não chegamos sequer ao meio do caminho para o completo entendimento de que o lugar da mulher é onde ela quiser.
Até mesmo na construção civil as mulheres estão ganhando espaço e acabando com as piadas idiotas dos machistas que diziam “Vai levantar um muro”. Se elas quiserem, vão e levantam muito melhor do que aquele tonto que só sabe falar.
Com satisfação vejo várias mulheres fãs de esportes, e não só torcedoras, mas comentaristas que entendem muito do assunto. Meninas falando de NFL enquanto muitos homens nem sabem o que isso significa.
A mesma baboseira se aplica quando dizem que um homem não deve limpar o banheiro de casa, lavar louça ou fazer a janta para a esposa e os filhos. Quando uma “mãe de homem” reclama que o filho precisa de uma esposa que cozinhe, limpe a casa, cuide dos filhos e etc., enquanto o “coitadinho” fica assistindo TV porque teve um dia cansativo no trabalho.
Precisamos ainda evoluir muito, por exemplo, na área profissional, onde os salários são incompatíveis, os cargos diretivos são desproporcionais e a beleza ainda conta mais do que a eficiência.
Se a mulher quer usar um vestido longo e ir à igreja, depois voltar e cuidar do lar, ótimo. Se ela quer usar um shorts e ir ao bar tomar uma cerveja, ótimo também. Afinal, antes de serem mulheres, são pessoas, são humanas que têm o livre-arbítrio para seguir o caminho que quiserem. E se, ao invés de julgarem umas às outras, simplesmente vivessem suas vidas, seriam mais felizes.
Faça o que quiser, apenas não tente fazer com que outras pessoas façam o mesmo que você. Cuide da sua roupa, dos seus gostos, da sua religião, das suas crenças. Não encha o saco de quem pensa diferente de você.
Tenho certeza de que assim você terá dias melhores.
Boa semana!
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
Consumismo
Comprar aquilo que não precisa e muitas vezes não ter como pagar define o que é consumismo.
E isso pode ocorrer por vários fatores, desde transtornos mentais até pressão social.
A compulsão por comprar é mais comum em pessoas solitárias, que acabam buscando uma compensação ou distração nessa atividade, seja fazendo compras aleatórias em lojas de rua ou em shoppings, seja on-line, o que hoje é ainda mais comum.
Isso pode parecer inofensivo, mas em determinadas situações pode acabar sendo perigoso e se tornar um vício.
Pessoas consumistas tendem a se tornar acumuladoras, ficam sem espaço em casa e às vezes alugam depósitos para guardar suas bugigangas.
Programas de TV nas madrugadas também impulsionam negativamente pessoas a fazer compras desnecessárias, aproveitando-se do estado emocional de quem enfrenta insônia, depressão ou estado depressivo, para empurrar bijuterias ou aparelhos para casa que, em sua grande maioria, não serão usados.
Some-se a isso a dificuldade financeira em que as pessoas consumistas se metem, fazendo dívidas, parcelas e comprometendo dinheiro que talvez nem tenham para pagar o que não vão usar, ficando com o nome restrito para futuras necessidades.
Além disso, pessoas frágeis emocionalmente compram coisas que até são úteis, mas de marcas mais caras, porque querem fazer parte de grupos, acham que vão ser notadas pelo celular que usam, pelo tênis que está nos pés, pelo boné que colocam na cabeça, mas se esquecem de que quem vai notar mesmo são as operadoras dos cartões de crédito, os bancos ou até amigos que emprestam dinheiro para suprir o consumismo da vaidade.
Compre o que precisa, com o dinheiro que pode gastar, para não ter uma dor de cabeça que remédio nenhum pode curar.
Boa semana.
segunda-feira, 4 de novembro de 2019
Orgulho
Ter orgulho pode ser algo muito bom, ou muito ruim.
Não há mal nenhum em sentir orgulho ao fazer um bom trabalho, ao alcançar uma meta ou quando vê um filho conquistar algo e se sente parte dessa vitória. O orgulho, quando nasce do esforço, da superação e da conquista, é saudável. Ele motiva, fortalece e dá sentido ao caminho percorrido.
Mas há um outro tipo de orgulho, aquele que nos impede de reconhecer erros. É o orgulho que fecha o diálogo, que não permite pedir desculpas e que cria muros onde deveriam existir pontes. Há pessoas que até admitem as próprias falhas para si mesmas, mas não conseguem se desculpar diante do outro. E isso acaba corroendo relações e afastando quem mais importa.
Quando o orgulho se torna exagerado, ele deixa de ser virtude e se transforma em egoísmo ou narcisismo. A pessoa passa a se colocar acima dos demais e, aos poucos, perde a capacidade de se conectar com sinceridade. O resultado é o isolamento, o afastamento e uma falsa sensação de superioridade.
Há também o orgulho disfarçado de afeto, aquele que alguns pais ou líderes sentem pelos filhos ou pelos colaboradores. À primeira vista parece admiração, mas no fundo é uma tentativa de se colocar no centro das atenções. Em vez de celebrar o esforço do outro, acabam se apresentando como os verdadeiros responsáveis pela conquista.
Pais verdadeiramente orgulhosos de seus filhos valorizam o esforço, reconhecem o aprendizado e se alegram com a vitória. Já os que se orgulham de si mesmos colocam o sucesso dos filhos como consequência do próprio incentivo, como se o mérito fosse compartilhado de forma desigual.
É importante incentivar, ajudar, orientar e apoiar. Mas é ainda mais importante saber valorizar o empenho e a trajetória de quem alcança um objetivo. O verdadeiro orgulho é aquele que reconhece o esforço e se alegra com a conquista alheia sem precisar ser o protagonista da história.
Sinta orgulho do que faz, mas nunca precise diminuir alguém para parecer maior.
Quem precisa reduzir os outros para ser notado já se mostra menor do que imagina.
Boa semana.
segunda-feira, 28 de outubro de 2019
A Importância do Tempo Presente
Bom dia hoje, e bom dia todos os dias!
quinta-feira, 24 de outubro de 2019
Diálogos
segunda-feira, 21 de outubro de 2019
5 Minutos
Tantas vezes, cansados, chateados com a vida, sem conseguir dormir direito, nos pegamos reprogramando o despertador para mais cinco minutos de um sono infrutífero, improdutivo e que, no fim das contas, pode ser mais irritante do que importante.
Mas e se, em vez de desperdiçar esses cinco minutos tentando descansar um pouquinho mais, a gente passasse a usá-los para refletir, pensar e definir pequenas metas diárias capazes de mudar, aos poucos, os caminhos da nossa vida?
Todos os dias, antes de levantar, feche os olhos. Não para dormir, mas para decidir o que precisa mudar, quais objetivos quer alcançar e o que pode fazer para chegar até lá.
Cinco minutos, todo dia, para buscar dentro de si mesmo a mudança. Para começar a construir um novo e melhor futuro. Para gostar mais de si mesmo. Para se transformar.
Depois de alguns meses, se conseguir cumprir pouco a pouco o que planejou nesses cinco minutos, vai notar a diferença. Vai perceber que não perdeu cinco pequenos minutos de sono, mas ganhou muito tempo de qualidade de vida e uma nova versão de si mesmo.
O que acha de começar a lutar e agradecer, em vez de reclamar?
Vamos tentar?
Boa semana!
segunda-feira, 14 de outubro de 2019
Outubro Rosa
Um movimento nascido no começo dos anos 2000, nos Estados Unidos, criado para conscientizar a população feminina sobre os riscos do câncer de mama, hoje ganha o mundo, com monumentos iluminados de rosa por todos os lugares, inclusive aqui no Brasil.
Mais de 15 anos depois, o Outubro Rosa cresceu muito em visibilidade. Várias empresas criaram ou adaptaram seus logotipos com o laço cor-de-rosa, e corridas de rua com o tema são realizadas em inúmeras cidades. No entanto, o resultado efetivo da campanha ainda é incerto no Brasil.
Algumas cidades publicam o número de atendimentos e mamografias realizadas, outras oferecem orientações e exames gratuitos, mas sem informar de forma clara o quanto esse trabalho tem sido realmente eficaz.
O que se sabe são os números de casos e mortes divulgados anualmente. E, apesar de percentualmente terem diminuído um pouco entre 2016 e 2018, o número absoluto de mortes aumenta a cada ano.
Em 2017, foram registrados 16.724 óbitos causados pelo câncer de mama. Ou seja, cerca de 46 mulheres por dia morrem em decorrência da doença, o que representa, em média, duas mortes por hora. Esses dados mostram que a campanha precisa ser ampliada, aperfeiçoada e acompanhada de um trabalho contínuo de conscientização, para que não fique restrita aos logotipos coloridos das empresas, ao valor arrecadado nas corridas ou às luzes de outubro, sendo esquecida de novembro a setembro.
A cura para o câncer de mama, quando diagnosticado no início, tem alta taxa de sucesso. No entanto, a falta de informação, principalmente nas regiões onde as luzes e imagens do Outubro Rosa não chegam, ainda deixa um rastro de sofrimento e perda.
Como em todas as doenças, a escolha por uma vida saudável é a melhor forma de prevenção. Praticar atividades físicas, evitar o fumo e o consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas, reduzir o uso de hormônios e manter uma boa alimentação são atitudes simples que fazem grande diferença.
Mas, se nada disso fizer parte da sua rotina, pelo menos realize o autoexame preventivo e, se notar qualquer alteração, procure um ginecologista para avaliação e realização da mamografia.
Uma dica para o autoexame é ficar em frente ao espelho e:
• Observar os dois seios, primeiramente com os braços caídos;
• Colocar as mãos na cintura fazendo força;
• Colocar as mãos atrás da cabeça e observar o tamanho, a posição e a forma dos mamilos;
• Pressionar levemente o mamilo e verificar se há saída de secreção.
Caso perceba algo estranho ou diferente, procure um médico o quanto antes.
Valorize a vida. E tenha uma boa semana.
terça-feira, 8 de outubro de 2019
Nomofobia
Você pode nunca ter escutado a palavra nomofobia, mas corre um certo risco de sofrer desse mal moderno que a cada dia atinge mais pessoas.
Nomofobia é o medo patológico de ficar sem o telefone celular, ou sem algum de seus recursos, como bateria, plano de dados ou sinal de internet.
Se você fica ansioso quando o celular apita e não consegue se controlar enquanto não vê quem curtiu ou comentou suas publicações, se responde e-mails pessoais ou profissionais ainda deitado, se a bateria acabando causa desespero ou medo de perder notificações, cuidado: você pode estar nomofóbico.
As fobias são, normalmente, medos irracionais, mas neste caso há uma particularidade. O medo não é exatamente de perder as notificações, e sim de ficar separado do próprio aparelho.
O nome nomofobia vem do inglês no-mobile-phone phobia (“sem telefone celular”). Quando o fenômeno começou a ser estudado, em 2008, os primeiros resultados já foram alarmantes. Cinquenta e três por cento das pessoas demonstraram algum nível de medo de ficar sem o celular.
Essa é uma fobia em crescimento, especialmente entre os jovens estudantes. Um número enorme de adolescentes hoje não se separa do aparelho nem para tomar banho. Em um dos estudos, constatou-se que muitos afirmaram preferir perder um dedo mindinho a ficar sem o celular. Com a nomofobia, o contato humano se perde cada vez mais. Até as ligações telefônicas estão sendo substituídas por mensagens de texto, áudios e redes sociais.
Um novo estudo, realizado em 2016 na Europa, mostrou que o nível de estresse de uma pessoa nomofóbica sem o aparelho se assemelha ao vivido no dia do próprio casamento. Um nível muito elevado.
Pode parecer algo banal, mas se você percebe que não vive mais sem o telefone, que o consulta mesmo em uma roda de amigos ou durante o jantar em família, se sente angústia só de imaginar tê-lo esquecido em casa, é hora de se preocupar.
Os efeitos desse comportamento vão desde ansiedade e irritabilidade até insônia. Além disso, o uso excessivo compromete o desempenho profissional. Em média, uma pessoa passa quase cinco horas por dia no celular, o que reduz a produtividade e afeta a vida pessoal. Em uma pesquisa, uma a cada dez pessoas admitiu não conseguir deixar o celular de lado nem durante momentos de intimidade com o parceiro.
Se você se identificou com algumas dessas situações, talvez seja o momento de reconectar-se à vida real. Desligar o telefone pode ser, paradoxalmente, uma forma de se reaproximar de si mesmo. E se a dificuldade persistir, buscar apoio psicológico é o caminho mais sensato. Nomofobia é um transtorno, e quanto antes for compreendido, mais fácil é recuperar o equilíbrio.
segunda-feira, 30 de setembro de 2019
Sinastria
Você já deve ter ouvido falar em mapa astral.
Mas talvez não conheça a sinastria, que é, em linhas gerais, a análise da interação entre dois mapas, ou seja, a leitura simbólica de como duas pessoas se conectam.
A sinastria é mais conhecida entre casais, justamente porque busca entender afinidades, contrastes e formas de convivência. Mas, mais do que prever o que pode acontecer, ela desperta uma pergunta importante: como cada um de nós reage quando o outro nos espelha?
Na psicologia, costumamos ver o relacionamento como um encontro de histórias. Cada pessoa carrega valores, medos, feridas e esperanças. E é no convívio que essas partes se revelam. A sinastria, quando vista de modo simbólico, pode funcionar como uma metáfora para isso: dois universos se sobrepondo, tentando achar o ponto em que se tocam sem se anular.
O mais interessante é que, tanto na astrologia quanto na terapia, não há destino fixo. Existem tendências, repetições, padrões. E o que realmente transforma é a consciência sobre eles.
Saber onde estão as dificuldades não serve para desistir, mas para escolher com mais clareza como agir diante delas.
Na terapia de casal, trabalhamos algo parecido: as afinidades que sustentam a relação e os choques que a desafiam. O autoconhecimento de cada um é o que torna possível a convivência. O problema nunca é o mapa, é o que fazemos com ele.
Uma relação harmoniosa não nasce do encaixe perfeito, mas do movimento constante entre aproximação e respeito. Mesmo o par mais diferente pode crescer junto quando existe vontade de compreender e de ajustar o ritmo.
A sinastria, portanto, pode ser lida como um convite à reflexão. Não para definir se o casal combina, mas para pensar como cada um pode cuidar melhor do que sente, do que projeta e do que entrega ao outro.
Empresas, famílias e grupos também vivem essa dança simbólica. Onde há convivência, há sinastria. Há energia trocada, influências sutis e a necessidade de compreender o impacto que causamos.
Informação é sempre bem-vinda, mas o olhar humano é o que dá sentido a ela. Entender o outro começa com a disposição de se conhecer.
Que cada encontro seja uma chance de aprender a se ver através dos olhos de quem caminha ao nosso lado.
Boa semana!
segunda-feira, 23 de setembro de 2019
Quando a gravidez não acontece
segunda-feira, 16 de setembro de 2019
Solidariedade
A palavra solidariedade tem muitas definições, mas aqui ela significa o ato ou o sentimento de bondade e empatia em relação ao outro.
É a ajuda sem espera de retorno.
É estender a mão por generosidade, não por interesse.
Se quisermos resumir ainda mais, ser solidário é fazer o bem.
É doar sangue pensando nas vidas que pode salvar, e não nas horas de folga que vai ganhar.
É doar roupas em bom estado em vez de deixá-las esquecidas ou jogá-las fora.
É devolver o troco a mais que recebeu, mesmo sabendo que ninguém notaria o erro.
Solidariedade é agir com consciência e compaixão, mesmo quando ninguém está olhando.
O que torna o mundo mais difícil de viver é justamente a falta desse sentimento.
O egoísmo domina.
Enquanto poucos acumulam fortunas para alimentar seus próprios desejos, bilhões de pessoas ainda lutam para sobreviver, sem o básico para viver com dignidade.
A indiferença diante da dor do outro também fere.
Julgar é fácil, mas o julgamento não cura.
Um gesto de afeto, uma escuta atenta ou uma palavra de carinho podem significar muito mais do que qualquer discurso.
Para ser solidário, é preciso ter empatia.
É preciso compreender antes de criticar, acolher antes de apontar.
Ser solidário é perceber que alguém precisa de ajuda e agir por vontade genuína, sem registrar o momento, sem postar nas redes, sem transformar o ato em vitrine.
O verdadeiro gesto solidário nasce do coração.
É sincero, honesto e comprometido com o bem do outro.
Ser solidário é sentir a dor que não é sua e, dentro do possível, fazer algo para diminuir a distância entre o que sobra e o que falta.
Não adianta doar sangue e ignorar quem morre de frio.
Não adianta doar um agasalho e discriminar quem pensa diferente.
Não adianta entregar uma cesta básica e celebrar a violência contra quem é diverso.
Solidariedade e preconceito não coexistem.
Cuidar do próprio futuro é importante, mas não deve ser uma desculpa para ignorar o presente de quem sofre.
O mundo melhora quando cada um faz a sua parte, com o que tem e com o que é.
Não sabemos como será o nosso amanhã, mas sabemos que ele continuará difícil para muita gente.
E cada gesto de bondade conta.
Boa semana!
segunda-feira, 9 de setembro de 2019
Culpa e Responsabilidade
Existe um abismo emocional entre a culpa e a responsabilidade.
Por vezes, você pode achar que são a mesma coisa. Se fez algo errado, que atrapalhou a vida de outras pessoas ou a sua própria, tende a dizer que a culpa é sua. E será mesmo, se você não assumir a responsabilidade pelos seus atos.
A culpa, sem a responsabilidade, traz apenas problemas. Além de ser impossível mudar qualquer atitude do passado, ela causa baixa da autoestima, sofrimento e arrependimento.
Quando, em vez de se sentir culpado, você se sente responsável pelo erro, o foco emocional muda completamente. É saudável admitir uma falha, e isso torna menos provável que ela se repita. Ao assumir a responsabilidade, você tem o controle da situação. Em vez de ficar escondido no canto da culpa e do castigo, age, busca consertar e não perde tempo sonhando em mudar o passado.
Em casos extremos, algumas pessoas se percebem nas duas situações ao mesmo tempo: assumem a responsabilidade, ajudam, atuam, mas, por dentro, sentem-se culpadas por tudo. Nesse caso, não é possível encontrar a paz necessária para a mudança de comportamento. Assumir a responsabilidade sem culpa é o que permite que não fiquem sequelas emocionais dos erros cometidos, mesmo quando reparados.
Ao não deixar a culpa ir embora, a sensação de mal-estar se torna constante, e nenhuma punição parece suficiente. Em situações graves, a pessoa chega a pensar que não é justo permanecer viva depois do que aconteceu.
Mas talvez você se pergunte: como não me sentir culpado se eu sei que errei? A resposta é simples: sinta-se responsável, assuma seu erro e continue vivendo. Livrar-se da culpa não significa se livrar da responsabilidade. Significa apenas deixar para trás um sentimento que pode trazer consequências ainda piores do que as que já aconteceram.
Quem se sente culpado muitas vezes não se considera digno de ter um bom salário, um relacionamento saudável ou até mesmo de cuidar da própria saúde.
A responsabilidade, por sua vez, sempre vai existir. Nos casos mais graves, como atos violentos, a pessoa precisará assumir as consequências e pagar de acordo com a lei. E, se não houver mais condição de ter uma vida exterior em virtude disso, que ao menos sirva de exemplo para os outros.
Já nos casos corriqueiros, como o arrependimento pelo fim de um relacionamento ou pela troca de emprego, se algo der errado, assuma a responsabilidade, levante a cabeça e siga em frente. Sem reclamar de si mesmo, sem se lamuriar e sem tentar imaginar como estaria se tivesse feito outra escolha.
A vida é de cada um. Assim como suas escolhas. E assim como suas responsabilidades.
segunda-feira, 2 de setembro de 2019
A Comunicação no Relacionamento
segunda-feira, 26 de agosto de 2019
Desemprego
A maior cidade do país, segundo o último censo, tem pouco mais de 12 milhões de habitantes. Isso explica o trânsito caótico em qualquer hora do dia, lugares lotados em todas as direções e eventos simultâneos reunindo pessoas completamente diferentes.
Essa quantidade de pessoas supera a população de muitos países do mundo, como nossa vizinha Bolívia, a desenvolvida Bélgica e até mesmo Portugal, nosso colonizador. Enquanto isso, o Uruguai, vizinho ao sul, tem apenas um terço da população de São Paulo.
No momento atual, a taxa de desemprego no Brasil está em 5,8%, o menor nível já registrado desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012, mas ainda assim a população desempregada é maior do que a população do nosso vizinho, Uruguai. A queda ocorreu em 18 dos 27 estados, e a taxa de subutilização caiu para 14,4%, mostrando que o mercado de trabalho está mais aquecido. Ainda assim, milhões de pessoas continuam sem trabalho fixo ou renda segura, enfrentando diariamente a incerteza sobre o futuro.
São muitos os fatores que colaboram para a fragilidade social. Entre eles, o mais grave continua sendo a falta de educação básica de qualidade, que impede a formação de profissionais em áreas fundamentais.
Vagas existem, mas são poucos os candidatos realmente capacitados. E para capacitar pessoas, é necessário investir em educação. Com educação de qualidade, as pessoas aprenderiam a votar com consciência. E quem vota com consciência escolhe representantes comprometidos com o bem coletivo.
O desemprego e a subutilização da mão de obra geram efeitos sérios. Criam violência, porque pessoas desesperadas fazem qualquer coisa para alimentar a família. Criam inconsequência, porque muitos jovens preferem o caminho do crime por não enxergarem no trabalho um futuro. Criam doenças, porque dificultam o acesso à saúde. E assim se multiplicam as consequências sociais.
Enquanto isso, pequenos e médios empreendedores continuam sofrendo para se adequar às exigências fiscais e trabalhistas. Já os grandes conglomerados enriquecem cada vez mais, usando mão de obra barata, com jornadas que reduzem a vida do trabalhador a dormir e trabalhar. E se alguém não aceita essas condições, sempre haverá outros dispostos a ocupar a vaga.
Não é difícil imaginar que ainda temos um longo caminho para que esse país melhore. Seria necessário substituir o egoísmo pela compaixão, a corrupção pela honestidade. Seria necessário eleger pessoas que se importam, que compreendem o que é empatia, que transformem riqueza em oportunidade e que elaborem planos para todos, e não apenas para grupos restritos.
Um país com milhões de pessoas empregadas, produzindo e consumindo mais, se tornaria muito mais rico. Mas a quem isso realmente interessa?
Enquanto isso, para quem procura emprego, desejo sorte. Para quem já tem, por pior que pareça, agradeça. Ter trabalho no Brasil ainda é quase um privilégio.
Boa semana!
segunda-feira, 19 de agosto de 2019
Divórcio
Nos últimos dias, acabei refletindo bastante sobre relacionamentos e sobre como o casamento ainda é visto de formas tão diferentes pelas pessoas.
Ouvi uma fala interessante sobre o divórcio, lembrando que desde os tempos de Jesus já existia a possibilidade de um homem “demitir” sua esposa, enquanto ela precisava voltar à casa da família. Hoje não há mais essa “demissão”, mas a desistência do casamento continua sendo comum.
Percebo que muita gente casa mais pela festa, pelo momento, para ter camiseta personalizada, dezenas de padrinhos e madrinhas, festa e comilança, do que por realmente saber o que está fazendo com o próprio futuro.
A união harmônica de duas pessoas sob o mesmo teto depende de muitos fatores, muito além da paixão e do desejo, que às vezes ainda estão à flor da pele no casal.
Claro que não é possível admitir que duas pessoas permaneçam juntas se não houver mais confiança, cumplicidade, carinho e outros bons sentimentos. Mas muitas vezes esses sentimentos nunca foram testados de verdade. Só a parte boa do relacionamento foi vivida, e o casal não tem ideia das dificuldades de uma vida a dois.
Então, em alguns casos, tentam ter um filho para trazer algo novo ao casamento. Mas sem experiência de vida e com dificuldades afetivas, emocionais e até mesmo financeiras, um filho pode até piorar a relação. A criança não tem culpa de nada, mas infelizmente acaba sendo usada em disputas quando ocorre um divórcio.
O divórcio está na lei, é permitido, e deve ser utilizado quando não há mais chances para o relacionamento. Mas o que as pessoas precisam é pensar muito, mais muito mesmo antes de firmar um compromisso como o casamento.
Namorem, sejam felizes, conheçam mais profundamente um ao outro. Ao invés de planejar apenas a festa, os convidados, as bebidas e comidas, planejem etapas de vida, simulem a vida a dois, tirem todas as dúvidas sobre o outro. Não se percam em um labirinto desconhecido que pode ter uma entrada festiva, mas pode não levar a nenhuma saída.
Pensem nisso e tenham uma ótima semana!
segunda-feira, 12 de agosto de 2019
Rotatividade de Funcionários
Esta semana vou continuar a escrever sobre psicologia organizacional, ou seja, voltada para o trabalho.
O assunto será a rotatividade dos funcionários e colaboradores.
Existem dois pontos importantes a serem tratados nesse tema.
O primeiro diz respeito à incapacidade de alguns gestores que têm em seu departamento uma rotatividade maior do que a esperada. Normalmente, esses gestores colocam a culpa nos funcionários contratados pela empresa. Em alguns casos eles podem até ter razão, mas quando a maioria dos contratados não permanece por um tempo razoável, isso é um claro sinal de má administração de pessoal.
Nesse cenário, a empresa pode perder talentos que foram desperdiçados pela falta de habilidade, conhecimento e capacidade do chefe da seção ou departamento.
O segundo ponto está nos colaboradores acomodados em seus cargos, que não pensam em evoluir. Querem apenas garantir o pagamento no final do mês, de preferência com pouca ou nenhuma responsabilidade no trabalho.
Esses, à primeira vista, parecem bons funcionários, normalmente longevos na empresa. Porém, na prática, podem estar ocupando o cargo de alguém promissor que está disponível no mercado de trabalho.
Todo colaborador precisa ter um pouco de ambição, vontade de aprender, crescer e evoluir junto com a organização.
Todos perdem quando alguém se acomoda, pois fica a impressão de que está tudo bem, que o resultado é suficiente e que é possível pagar salários e contas sem maiores esforços. Na realidade, os concorrentes vão, pouco a pouco, conquistando espaço, e o comodismo tende a se transformar em fracasso.
Ambição não significa passar por cima dos colegas, nem usar outras pessoas como escada. Ambição pode ser a melhor maneira de crescer e alcançar novos objetivos.
Nenhum atleta se torna o melhor em seu esporte sem a ambição de melhorar e evoluir. Da mesma forma, nenhum assistente se torna diretor se não aprender e lutar por isso.
Portanto, é preciso atenção tanto aos funcionários que saem cedo demais e com grande frequência, quanto àqueles que permanecem muito tempo no mesmo lugar sem demonstrar evolução.
Uma semana cheia de crescimento e evolução para todos nós!
sexta-feira, 9 de agosto de 2019
Sei que devia ser Feliz, mas não consigo!
segunda-feira, 5 de agosto de 2019
Marketing Pessoal
Nos dias atuais, não é mais suficiente apenas ser bom na sua área ou acumular conhecimentos para fomentar o currículo. Talvez isso nem seja o mais importante, infelizmente.
O marketing pessoal acaba tomando o lugar do conhecimento, da prática e das habilidades e, em muitos casos, apenas após a contratação de pessoas ou serviços os contratantes descobrem que a imagem não condiz com o resultado.
Existem profissionais especializados em marketing pessoal, ou seja, pessoas que se capacitaram na criação de personagens para a vida real, sem se preocupar se essa ficção vai causar danos reais a quem fecha um contrato com alguém que, efetivamente, não existe.
Até “especialistas” em currículo encontramos com facilidade em anúncios por aí. E, se uma empresa desavisada contrata sem a devida entrevista comprobatória das aptidões descritas, acaba “caindo do cavalo”.
O inglês é um caso típico. Em muitos currículos, o “inglês fluente” aparece, mas, na hora da conversa, por vezes o candidato não entende nem as perguntas básicas. O Excel é outro forte argumento utilizado nos currículos, mas, sem conhecimento de matemática, fica difícil criar uma fórmula.
Há muito tempo sabemos que muita gente compra produtos por conta da embalagem, livros pela capa, filmes por uma sinopse bem feita. Mas chegamos a um momento tão deprimente no qual “compramos” pessoas pela sua imagem.
Curtidas, compartilhamentos e visualizações são mais efetivos do que o resultado na prática. Adolescentes que viram celebridades, pseudojornalistas que ganham fama por tuitar opiniões compradas para angariar eleitores, busca incessante pela fama. Tudo isso se torna mais relevante do que o caráter e a qualidade.
Sem marketing pessoal, o bom profissional não sobrevive. E, com o marketing pessoal, ele concorre com tantos outros que antigamente não teriam espaço se não buscassem o aprimoramento.
Portanto, tenha cuidado ao contratar alguém ou ao se deixar influenciar por “celebridades”. Procure informações, dê mais atenção às críticas do que aos elogios e, principalmente, não pague mais apenas para parecer chique. Muitas vezes, os melhores serviços vêm de onde menos se espera.
Boa semana!
segunda-feira, 29 de julho de 2019
Será que é sempre bom estimular a competição?
A competição está em todo lugar. Seja no esporte, onde ela faz mais sentido, seja na política, onde ela é inútil, seja no trabalho, onde pode ser saudável, como também na vida pessoal, onde pode causar estragos em vez de ajudar.
Mesmo no esporte, onde a competição é a alma do evento, se não tomarmos cuidado, ela pode criar confusões e até tragédias, pois existem pessoas que não entendem a palavra competição e pensam que ela é sinônimo de vitória.
Na política do Brasil, ela é tão inútil quanto uma final de campeonato mundial envolvendo Corinthians x São Paulo para um palmeirense. Ou seja, qualquer um dos dois que ganhar, será ruim.
Mas entremos no cerne mais importante: o profissional.
O objetivo de quase todo mundo é, e deve ser mesmo, evoluir na carreira, subir de cargo, galgar melhores posições, salários e status.
Contudo, sabendo que as vagas são cada vez mais escassas nos cargos de hierarquia, será que é bom estimular a competição interna por essas vagas?
Sabemos que, até mesmo para manter o cargo, há colaboradores que tentam passar por cima dos colegas de todas as maneiras. Manipulando, mentindo, dificultando a vida dos outros, entre tantas outras estratégias. A partir do momento em que uma pessoa com esse perfil é comunicada sobre um processo seletivo interno, ou que alguém será promovido, o comportamento tende a piorar ainda mais.
E quando o resultado do processo sai e a pessoa escolhida não é aquela que acreditava ser a única capaz de conseguir, ao invés de ajudar quem foi promovido, ela começa a atrapalhar. E, consequentemente, prejudicar a empresa.
Claro que mesmo em um processo silencioso, que na minha visão é o ideal, a indignação das pessoas invejosas e despreparadas ainda existe. Mas, ao serem pegas de surpresa, tendem a reagir de forma mais branda e, por vezes, a enxergar o lado positivo. É possível evoluir na carreira dentro da própria empresa.
A única opção que considero pior, embora compreenda que às vezes seja inevitável, é a de trazer um gestor, gerente ou diretor de fora. Seja do concorrente ou de outro ramo. Isso demonstra uma de duas possibilidades. Ou o gestor anterior era fraco por não conseguir formar um líder apto a assumir o cargo. Ou a equipe abaixo dele foi mal montada, a ponto de ninguém conseguir evoluir até chegar a um patamar mais alto da hierarquia.
A competição dentro da empresa precisa ser velada. Precisa ser assistida de perto pelos gestores, sem que os funcionários saibam que estão sendo avaliados. Só assim, de fato, o melhor poderá alcançar o lugar mais alto.
Na vida pessoal, não é saudável criar competição por atenção, carinho ou respeito.
Por vezes, filhos competem para ver quem terá a atenção dos pais. Amigos competem para saber quem é o preferido. E assim por diante.
Em ambos os casos, sempre que alguém se sentir derrotado, todos saem perdendo. Perde-se a harmonia na relação, na família, no dia a dia.
Encontre o seu lugar. Lute de forma silenciosa e honesta. Seja feliz ganhando ou perdendo, mas sempre sonhando e tentando.
Ótima semana!
segunda-feira, 22 de julho de 2019
Acumuladores
Você já ouviu falar na Síndrome de Diógenes?
Esse é o nome dado ao transtorno psicológico caracterizado pela acumulação compulsiva de objetos e detritos.
Neste estado, não se incluem os pequenos colecionadores que por vezes exageram em suas compras. Esses se enquadram em outro tipo de compulsão.
Os acumuladores não apenas juntam coisas, como também descuidam da higiene pessoal e da limpeza da casa.
Podemos diagnosticar uma pessoa com a Síndrome de Diógenes quando sua casa passa a ser considerada um espaço insalubre. A acumulação de todos os tipos de objeto vem acompanhada de comida estragada, excrementos de animais e, por vezes, até de seres humanos, impedindo que o próprio acumulador circule pelo ambiente. Em muitos casos, o cenário causa incômodo aos vizinhos, mesmo em situações que exigiriam convivência saudável.
Qualquer pessoa está sujeita a esta compulsão, mas, na maioria das vezes, idosos com mais de 60 anos que vivem sozinhos são os mais propensos a desenvolvê-la. Em uma proporção de dois para um, as mulheres são mais atingidas, o que pode ser explicado também pelo fato de existirem muito mais viúvas do que viúvos ao redor do mundo.
Muitas vezes, o estopim para a síndrome é a solidão. A pessoa começa a se apegar aos objetos, atribui a eles valor sentimental ou financeiro, e não consegue se desapegar. Ao contrário, passa a buscar cada vez mais coisas como forma de companhia.
Essa solidão pode surgir com a perda de um parceiro ou de um ente querido. Mesmo que o restante da família ou amigos tentem ajudar, o acumulador compulsivo se isola, abandona a vida social e, ainda que tente manter uma condição mínima de higiene, evita ou impede que outras pessoas frequentem sua casa. Apenas após denúncias, normalmente feitas por vizinhos, é que os familiares mais próximos costumam descobrir a gravidade da situação.
O tratamento é um dos mais difíceis. A pessoa geralmente se recusa a aceitar que tem algum problema e não admite que está juntando coisas desnecessárias.
Quando a pessoa é retirada, muitas vezes à força, o primeiro passo é uma limpeza profunda e o descarte de todo o lixo acumulado. Em seguida, inicia-se o atendimento psiquiátrico, com medicação e suporte psicológico contínuo.
Por hoje é só.
Boa semana e até a próxima!
segunda-feira, 15 de julho de 2019
Delegar Tarefas
segunda-feira, 8 de julho de 2019
Seus Funcionários Indicariam a sua Empresa?
Vou escrever hoje um pouquinho sobre Psicologia Empresarial.
Nos meus mais de 25 anos de carreira profissional, trabalhei, mas acima de tudo conheci e conversei com muitos proprietários, diretores e gerentes de várias empresas.
Alguns são fantásticos, assim como seus resultados, e seus funcionários lutam diariamente para manter o emprego, pois são valorizados, respeitados e ouvidos.
Já outros acham que funcionário só atrapalha, que, se não estiver satisfeito, sempre tem outro, que há direitos demais etc.
Esses sempre têm os funcionários que têm medo de perder o emprego, e não vontade de manter. Trabalham por obrigação, mas sem preocupação, e sem a mesma motivação e qualidade. E os resultados, bem sabemos, são bem piores do que os das empresas geridas em prol da qualidade e da produção.
Você, enquanto líder ou gestor, deve se fazer uma pergunta bem simples: "Meus funcionários indicariam minha empresa para outras pessoas ou clientes?" E outra, mais simples ainda: "Se receber uma proposta igual ou minimamente melhor financeiramente, meu funcionário ficaria comigo?"
Se as duas respostas forem não, meu caro, é hora de mudar os seus conceitos. Entender que, se o trabalho não pode ser feito apenas por você, é preciso ter cuidado e empatia com quem você lidera. Para um funcionário insatisfeito lhe deixar na mão, é preciso muito pouco.
Salários compatíveis, benefícios reais, clima e ambiente de trabalho voltados para a produção, gestores que se preocupam com o lado pessoal e não apenas com o resultado produtivo, entre outras coisas, fazem muita diferença no dia a dia da empresa.
Colaboradores mal alocados, promoções mal planejadas, tratamento diferenciado, excesso de regras e poucas permissões... tudo isso causa desmotivação. E não há nada mais perigoso do que um funcionário desmotivado.
Procure saber o que acontece com a sua empresa, e seja honesto e claro com seus funcionários. Se estiver com problemas, peça ajuda, organize-se e não transfira sua raiva para as únicas pessoas capazes de te ajudar.
Precisando de uma auditoria de RH? Saiba mais, entre em contato!"
segunda-feira, 1 de julho de 2019
Muitos Amores de uma Mãe Solteira
Falar é um dom que deveria vir acompanhado da capacidade de não julgar a vida dos outros.
Julgar é fácil. E, muitas vezes, também é profundamente hipócrita. Falar para parecer superior revela, na verdade, a mediocridade de uma vida infeliz, vazia de sentido e cheia de ressentimentos.
Infelizmente, não existe feitiço capaz de calar as bocas destrutivas. Gente que reclama de tudo, que vive se intrometendo na vida alheia, sempre pronta para apontar o dedo com um senso crítico distorcido e uma moral duvidosa. Pessoas assim, em geral, têm uma história de vida tão empobrecida que não conseguiram sequer buscar conhecimento antes de opinar.
Entre os alvos preferidos dessa sociedade que se acha perfeita, estão as chamadas “mães solteiras”. Um termo que, sinceramente, nem deveria existir. Mãe é mãe. Ponto. Pronto.
Quem não conhece a trajetória de uma mulher não tem o direito de julgá-la. Não sabe se as crianças que ela leva pelas mãos são filhas de um marido que morreu, de um relacionamento que terminou, ou de duas noites em que ela mal aguentava a própria vida e saiu em busca de algum motivo para continuar acordando todos os dias. E, por azar ou por sorte, acabou engravidando.
Para quem está no sofá julgando, que diferença faz se os filhos são do mesmo pai ou de pais diferentes? O que isso muda na posição que ocupam para destilar seu veneno? Nada. Absolutamente nada.
Portanto, se não for para ajudar, não abra a boca para criticar. Ela pode estar solteira porque quer. Porque foi traída. Porque preferiu enfrentar a criação dos filhos sozinha. Porque foi abandonada. Porque sofreu violência. Podem existir muitas razões, mas uma coisa é certa: se você não é pai de nenhuma das crianças, não cabe a você dizer absolutamente nada. Só o silêncio.
Ter filhos não elimina o desejo. Não obriga a mulher a abrir mão de amar novamente. Ter filhos não significa desistir de outras pessoas. E mesmo que venham novos filhos, que venha também a dádiva de dar à luz a uma nova vida.
Ter filhos, na maioria das vezes, traz momentos de felicidade. E jamais será motivo para desistir de ser feliz.
segunda-feira, 24 de junho de 2019
Pedofilia
Esta semana resolvi tocar em um tema delicado, mas necessário.
Primeiro, e mais importante, é compreender que o termo “pedofilia” é comumente utilizado de forma equivocada, especialmente em programas sensacionalistas de televisão.
Pedofilia, ao contrário do que se propaga, não é um crime em si, mas sim uma condição psíquica em que o indivíduo, seja homem ou mulher, sente atração sexual por menores de 13 anos, conforme estabelece a Organização Mundial da Saúde desde a década de 1960.
Quando tratada com acompanhamento médico e medicamentoso, essa condição pode ser controlada, de forma que o indivíduo conviva normalmente em sociedade, sem apresentar riscos ou manifestações do desejo.
O que vemos com grande frequência, na verdade, são crimes de abuso sexual de menores de 14 anos, e na imensa maioria dos casos não são cometidos por pessoas diagnosticadas com pedofilia.
A divulgação equivocada desses termos gera uma confusão perigosa. Muitas pessoas acreditam que esclarecer a diferença entre pedofilia e abuso sexual seja uma forma de defesa ao agressor, quando, na verdade, a intenção é proteger as vítimas. Mostrar que o agressor não apresenta nenhuma doença diagnosticada é uma forma de responsabilizá-lo por seus atos, sem atenuantes.
Outro ponto importante, frequentemente ignorado, é que pela legislação brasileira qualquer tipo de ato de conotação sexual com menores de 14 anos é considerado crime. Mesmo que a criança, que muitas vezes não se percebe mais como criança, diga ter consentido. O consentimento, nesse caso, não tem validade legal.
Quando falamos de atos de conotação sexual, estamos incluindo, por exemplo, a presença de crianças em locais com exposição sexual de adultos, o constrangimento para que fiquem nuas, o toque forçado em partes íntimas, além da divulgação de fotos, vídeos ou imagens de menores em situações sexuais. E é sempre bom reforçar: quando falamos em crianças, falamos de meninas e meninos.
Outro dado alarmante é que grande parte dos crimes é cometida por pessoas próximas da vítima, como pais, padrastos, tios, primos, entre outros. E, novamente, não são pedófilos, são criminosos. Repito com ênfase: são criminosos que não precisam de tratamento médico, mas sim de punição judicial. Ainda que, infelizmente, saibamos das falhas do sistema em nosso país.
Em resumo, não podemos permitir que criminosos se escondam atrás de um diagnóstico. Tampouco devemos condenar quem possui uma condição psíquica, mas nunca cometeu nenhum crime. É preciso saber diferenciar, tratar quem precisa, punir quem merece e usar os termos corretos, com responsabilidade, para que investigações, tratamentos e o acolhimento das vítimas não sejam prejudicados.
Boa semana, e até a próxima.
segunda-feira, 17 de junho de 2019
Agenda de Boas Lembranças
É curioso como a maioria das pessoas se comporta. Sempre se lembram das coisas ruins, das dores, das lágrimas de tristeza e das decepções. Dificilmente se recordam dos bons momentos, da alegria, das felicidades, do quanto as coisas valeram a pena.
Usam muito a expressão “a última impressão é a que fica”, quando, na verdade, essa deveria ser a única descartada se foi uma impressão ruim.
Mais tarde, ao ouvirem uma música ou olharem uma foto, talvez se lembrem dos bons momentos. Mas logo tentam transformar essa lembrança em tristeza, raiva ou qualquer outra emoção negativa.
Se você é dessas pessoas que fala mal da empresa depois de ser demitido, mesmo tendo se sentido feliz lá dentro. Que reclama dos relacionamentos antigos como se eles só tivessem durado o período do fim, mesmo depois de ter falado, escrito e talvez até sentido que era a pessoa mais feliz do mundo. Se só fala mal do seu time quando ele perde, mas esquece quantas noites de alegria ele já te deu. Então, sugiro que crie uma “Agenda de Boas Lembranças”.
Todas as noites, antes de dormir, escreva tudo de bom que aconteceu no seu dia. Os encontros, a produtividade, as vitórias. Tudo que te fez feliz, que te fez se sentir bem, que te permite agradecer pela vida que tem.
Depois, se no futuro houver um rompimento, um desligamento ou uma derrota, não escreva nada. Apenas volte no tempo e releia. Relembre como aquele período valeu a pena. Cada aprendizado, cada pessoa que entrou na sua vida, todos os momentos felizes, o carinho, a atenção. São eles que merecem ser lembrados, e não o fim.
O fim quase sempre é inevitável. Então, guarde os bons momentos, as boas lembranças, as conquistas e tudo aquilo que motivou seus dias antes da despedida.
Seja mais justo com você. Por que guardar apenas as tristezas, se os momentos de alegria foram em número muito maior?
Use sua agenda. Guarde suas lembranças. E nunca mais diga que fez uma escolha errada ou que perdeu tempo. Você viveu o que era possível viver naquele momento, da melhor forma que conseguiu.
Até a próxima semana. Que ela venha cheia de páginas felizes na sua agenda e também na sua memória.
segunda-feira, 10 de junho de 2019
Frustração
Existe uma frase que gosto muito e que representa meu pensamento resumido para este artigo: "A frustração é filha da expectativa."
A frustração não se cria ao acaso. Ela é fruto de uma expectativa que não se concretizou, um fato que não aconteceu, uma atitude que alguém não tomou ou uma situação em que a própria pessoa que se frustra deixou de agir de acordo com o que planejou.
Mas, via de regra, a frustração tem origem nos outros, e não na própria pessoa. Por vezes, nos esquecemos de que somos, no máximo, donos das nossas vidas, dos nossos movimentos e ações, dos nossos pensamentos, valores e intenções. Mas teimamos em esperar de outras pessoas atitudes que não podemos prever, que não sabemos como lidar, e ainda conseguimos nos abater.
Uma das coisas mais simples do mundo acaba se tornando complicada, porque muitas pessoas não conseguem entender, nem aceitar, que a felicidade só existe quando não dependemos de ninguém para viver com ela.
Temos apenas que conviver em paz com a nossa consciência e ter a certeza de que fizemos a nossa parte. Se a outra pessoa fará a parte dela, isso não nos compete, não deve nos importar, e precisamos saber lidar com isso. Não somos nós que escrevemos o roteiro da vida de outra pessoa, nem somos os diretores que podem dizer o que e como ela deve agir. E, quando entendemos isso, somos muito menos propensos a nos frustrar, pois sabemos que o que estava ao nosso alcance foi feito e que não poderíamos fazer também a parte do outro.
Podemos ficar tristes? Sim. Decepcionados? Também. Mas nunca devemos abrir mão dos nossos sonhos e desejos porque não fomos correspondidos. O mundo é cheio de portas abertas e de caminhos que podem nos levar ao infinito. A única coisa que não podemos fazer é estacionar na tristeza, sermos invadidos pela frustração e perder um tempo que jamais será recuperado.
Olhe para o espelho, se orgulhe e lembre-se sempre de fazer a sua parte. E nada mais que isso.
Boa semana!
segunda-feira, 3 de junho de 2019
Apenas Palavras
No sol, queimando com a chuva de verão.
Que frio! O Deserto parece o Alaska, mas com areia no lugar da neve.
Branca, mas sem os anões, pois eles cresceram. Comeram o Feijão.
Ponto, pronto, acabei, sem começar nem terminar.
Já foi, já era, ou nem chegou no seu lugar.
Astronautas de Marte, vermelhos como o mar de lava.
Cegueira completa, visão incorreta, saúde!
Saudade, verdade, que se dane a vaidade e os Flinstones.
A pé, de ré e xulé no pé, do pato, do Rei, meu não!
Foram no ônibus espacial e perderam o ponto.
O motorista não parou e o destino agora é a Lua.
Sem máscara, com ar. Condicionado, se a condição é a achar a solução.
Sucesso, como só o fracasso é capaz de mostar.
Aonde colocaram a chave da porta? Do lado de dentro.
Como vou poder entrar? Para então poder sair de mim...
segunda-feira, 27 de maio de 2019
Felicidade
segunda-feira, 20 de maio de 2019
Ter o que quer sem ter como pagar
Na semana passada, escrevi sobre a corrupção e como, desde pequenos, somos educados a agir de forma corrupta. Pequenos delitos, jeitinhos, vantagens indevidas... tudo isso vai se normalizando até chegar aos grandes roubos. O objetivo quase sempre é o mesmo: conseguir o que se quer de forma fácil, independentemente de quem será prejudicado.
Um exemplo cada vez mais comum é deixar a dívida “caducar”. Isso mesmo. A pessoa faz uma compra, assume uma prestação que não consegue pagar e, em vez de buscar uma solução, simplesmente deixa o nome “sujo” no Serasa por cinco anos, esperando que a dívida desapareça do banco de dados.
Durante esse tempo, costuma pedir para que outras pessoas façam compras ou empréstimos em seus nomes. E a vida segue, como se nada tivesse acontecido.
Pessoas assim, que não se importam nem consigo mesmas, dificilmente pensarão nos outros.
Os comerciantes, por sua vez, já incluem em seus cálculos o índice de inadimplência. Na formação do preço de venda, essa taxa é embutida. Ou seja, quem paga suas contas em dia acaba cobrindo, também, a conta de quem não paga. É sempre assim: para alguém ter uma vantagem indevida, alguém vai sair perdendo.
O mesmo acontece com os famosos “gatos” de água, luz, TV a cabo e, mais recentemente, de internet.
Alguém sempre paga pelo consumo de quem usa “de graça”. E o pior é que muitos ainda se acham os mais espertos. Se sentem superiores, inteligentes, admirados por sua “malandragem”.
E assim seguimos, caminhando cada vez mais em direção ao fundo do poço. Uma sociedade sem educação, que valoriza o esperto em vez do honesto, e onde os corretos seguem pagando a conta da esperteza alheia.
Boa semana.
segunda-feira, 13 de maio de 2019
A Corrupção vem desde 1500
Demos azar. Simples assim.
Nós e os índios. E, por consequência, boa parte da humanidade, que hoje poderia ter um país mais verde, mais bonito, talvez menos acolhedor, mas muito mais rico e desenvolvido.
O rumo que aquele navio tomou e que trouxe os portugueses para cá foi, talvez, a pior coisa que poderia ter nos acontecido. Em busca apenas de riquezas, e não de terras ou moradia, fomos saqueados desde o primeiro pisar. E continuamos sendo, 520 anos depois. A diferença é que agora o saque vem pelos descendentes e pelos nascidos aqui mesmo.
Parece que a corrupção virou um gene que se transmite de geração para geração, atingindo quase toda a população. Engana-se quem acha que só os políticos são corruptos ou que corrupção só existe na compra de votos para aprovar um projeto ou emenda.
Não.
Ela está na tentativa de se livrar do bafômetro. Nos cinquenta reais entregues ao guarda quando a carteira está vencida. No gato da TV a cabo, no desvio de luz e água, em quem passa sem pagar pela catraca do metrô, em quem entra atrás de um caminhão para evitar o pedágio, em quem recebe troco a mais e finge que não viu, ou em quem dá troco errado de propósito.
A corrupção virou rotina.
Está em qualquer contrato em que o responsável recebe um valor para assinar, onerando a própria empresa. Está nos fiscais de renda que cobram propina para aprovar trabalhos que já deveriam ser aprovados, e nos que aceitam aprovar o que está mal feito, causando prejuízo ao Estado ao devolver dinheiro indevidamente. Está na sonegação do imposto de renda, e mais ainda, no mau uso do imposto que foi pago.
Enquanto não conseguirmos, e me incluo nisso, transmitir às próximas gerações a importância de viver honestamente, político vai continuar sendo carreira e passar a perna nos outros vai seguir sendo rotina.
Enquanto DVDs piratas entrarem em casa, músicas forem baixadas ilegalmente por softwares obscuros, e a nota da prova dos filhos for mais importante do que o modo como eles conseguiram aquela nota, estaremos seguindo rumo ao fundo do poço. Um poço que, pelo visto, não tem fim.
Boa semana.
Síndrome de Stendhal
A Síndrome de Stendhal é uma condição psicológica rara, mas fascinante, caracterizada por uma reação emocional intensa e quase avassaladora ...
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Talvez você nunca tenha ouvido falar da Doença de Urbach-Wiethe, mas além de rara, é uma doença extremamente perigosa. Ela não mata por si ...
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Eu acho época de eleição muito chata, ainda mais para um cara chato como eu... Mas o que mais me irrita são os militantes partidários e aq...
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Em virtude da enorme criminalidade e da falta de segurança, muito se critica o desarmamento no nosso país. Combinando o armamento pesado dos...

